Ponto Vermelho
Despedidas!
13 de Julho de 2016
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Já Maquiavel dizia que «O que tem começo, tem fim.». Pois bem, após 7 anos ininterruptos em que tentámos colocar no ar os propósitos de que estávamos embuídos, este espaço que começou com a denominação «Anti-Benfica» e que evoluiu para o actual «Benfica Universal» chegou ao fim. Permitam-nos recordar as razões que nos moveram; – dar a nossa modesta contribuição para vencer a batalha da (des)informação que grassava nos vários tabuleiros e espaços de informação em que o 2.º maior Clube português era justamente aquele onde se agrupavam os inimigos do Benfica e que tudo estavam a diligenciar para impedir o nosso Clube de atingir o sucesso continuado, num momento em que o Benfica voltava a dar mostras de grande pujança que acabaria por se materializar, de forma clara, nos tempos seguintes.

Face ao gigantismo da tarefa, estamos conscientes que o nosso contributo não terá tido a expressão que desejávamos. Porque se diluiu na vozearia incontrolável que tudo vulgariza, e certamente por incapacidade nossa uma vez que é sempre possível fazer mais e melhor. A escassez de meios, a insuficiência de fontes credíveis de informação e a deficiente colaboração não servem, nem podem servir, para desculpas esfarrapadas de justificar o que nem sempre se consegue. Dentro dessas limitações tentámos remar contra a maré, nas margens de parâmetros balizados de urbanidade de que nunca abdicámos, porque entendemos o desporto e em particular o futebol como uma fonte de emoções com exageros aqui e ali, mas que nunca deve ultrapassar determinados limites sob pena de exercer efeito antagónico ao pretendido.

Durante todo este tempo houve, de facto, enormes excessos em todos os capítulos a começar pelo da linguagem. Compreende-se, em certas situações-limite, que no calor da emoção e da paixão clubista subjacente, sucedam declarações e atitudes menos próprias. De dirigentes, de treinadores, de jogadores, de comentadores ou de adeptos. Não devia acontecer mas acontece. Aos órgãos a quem compete fiscalizar e agir por forma a impedir que essas situações se transformem no pão nosso de cada dia, pede-se firmeza e ligeireza de processos para punir os responsáveis quando for o caso. Foi coisa que não se viu, infelizmente, pois o laxismo que tem imperado incentiva os prevaricadores e o elevar dos decibéis, o que faz aumentar as preocupações de quem pretende ter um futebol português mais sereno, cordato e progressivo.

Portugal acaba de se sagrar Campeão Europeu pela primeira vez na sua história. Torna-se evidente que as responsabilidades aumentaram exponencialmente, porque passámos a ter sobre nós de forma mais atenta e escrutinadora os olhos do futebol Mundial. Nessa medida, é vital que soframos também evolução fora do campo e acabemos com as guerras de alecrim e manjerona tão características no futebol luso em que o clubismo exacerbado se sobrepõe bastas vezes ao que é importante nos objectivos macro. É muito importante que em termos organizativos e de compostura saibamos estar à altura dos heróis que conseguiram tão brilhante feito em terras de França, agilizando de igual modo a solução para as lacunas de todos conhecidas. É preciso coragem e determinação para enfrentar comodismos ancestrais e agir com a celeridade que a conjuntura exige.

Porque somos por natureza optimistas, estamos convictos que chegou a hora de darmos o salto em frente. Há que aproveitar a euforia do momento para arregimentar entusiasmos e empreender as mudanças que se afiguram como indispensáveis. Portugal, no futebol e no desporto em geral, é um bom exemplo do muito que é capaz, dando lições a outras áreas nomeadamente a da política que nele se podia rever. Por mais do que uma vez, face à importância que o desporto exerce em todos os sectores da vida nacional, defendémos que já justificava um ministério próprio. Cada vez estamos mais convencidos dessa razão. Pela nossa parte resta-nos desejar que o desporto português siga a evolução há muito pretendida, sendo necessária, desde logo, manter a temperatura baixa para evitar conflitos inúteis.
Até sempre!










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