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Newsletter N.º 217

O último fim de semana não começou da melhor maneira para as modalidades do Benfica. Se é certo que no Futsal, com alguma fortuna, conseguimos ultrapassar o Sporting no seu reduto, o Hóquei não foi além de um empate em Barcelos, o Basquetebol e o Voleibol sofreram derrotas.

No futebol, a 8.ª jornada começou com o Arouca-FC Porto. Surpresa (ou talvez não!) não tanto pela vitória portista, mas sim pelas facilidades encontradas que deram para um autêntico passeio. Prosseguiu com o Sporting-Marítimo (vitória leonina depois de um 'susto') e terminou da pior maneira com a derrota do Benfica em Braga depois de entrar a vencer.

Tomou posse o novo presidente da Liga de Clubes Luís Duque, debaixo de alguma polémica. Recebe uma herança pesadíssima e a ver vamos como irá ser o futuro do organismo.

Esta 6.ª Feira e a próxima Terça poderão ser determinantes para que o Benfica afugente os fantasmas que teimam em pairar sobre a equipa de futebol. Porque não haverá de correr bem?


Dia 25

António Magalhães - Director do Record; «(...) O estado da Liga é "caótico", de acordo com o que confidenciaram ao nosso jornal, pelo que torna-se imperativo que o amplo consenso que se gerou em torno da candidatura de Luís Duque à presidência tenha continuidade e se traduza no apoio e aprovação das medidas que devem ser tomadas, bem como na procura de soluções que façam face com toda a urgência aos problemas com que a Liga se debate.
"Prejuízo de 5 milhões". Ainda antes de tomar posse, Luís Duque já sabe que as contas da Liga estão a zeros. Pior: o último exercício deve apontar para um prejuízo na ordem dos 5 milhões de euros. No entanto, esses números ainda não foram apresentados aos clubes. Por outro lado, o orçamento previsto para a nova época ascende a 12 milhões de euros, havendo a garantia de receitas de apenas 3 milhões, pelo que vai ser necessário encontrar fluxos financeiros que permitam assegurar a realização das competições. Aliás, a própria Taça da Liga corre sérios riscos de ficar comprometida já esta temporada.
"Duque sem salário". No imediato, torna-se fundamental criar um plano de emergência para viabilizar a Liga para cumprir aquilo que é da sua competência: a organização das competições profissionais. Com tantos problemas pela frente, Duque necessariamente terá de entrar em negociações com alguns dos fornecedores da Liga. Entretanto, segundo Record apurou, Luís Duque não vai ser um presidente remunerado.
»

Luís Pedro Sousa - Editor do Record; «1. Desde que se iniciou a temporada oficial, o Benfica ainda não venceu qualquer adversário de estatuto superior. Derrotou P. Ferreira, Boavista, V. Setúbal, Moreirense, Estoril, Arouca e Sp. Covilhã, mas já não teve capacidade para se impor a Sporting, Zenit, Bayer Leverkusen e Monaco. Se os adeptos têm razões para se regozijarem com a carreira na Liga, pois, independentemente do calendário simpático já cumprido, os encarnados levam 4 pontos de vantagem sobre o 2.° classificado, o rival FC Porto, o desempenho da equipa frente a opositores de maior valia cria uma angústia que só a partida de amanhã, em pleno Axa, poderá minimizar. Excetuando o jogo com o Sporting, em que o Benfica não foi além de um empate, a deslocação a Braga é a primeira da Liga a encerrar um grau de dificuldade elevado, servindo como um verdadeiro teste para aferir o real valor dos encarnados. E será também uma forma de nos ajudar a perceber se o fraco percurso na Liga dos Campeões se deve ao discurso pouco ambicioso do treinador, e a imponderáveis vários, ou espelha apenas o valor e um plantel que tem claramente menos soluções em comparação com o da época passada. »

Vítor Serpa - Director de A Bola; «Acordo às seis e meia da manhã na cidade da Praia em Cabo Verde. Dormi pouco, como é meu hábito, mas dá-me jeito ganhar tempo porque a jornada promete ser preenchida de acontecimentos oficiais e começa logo de manhã cedo com uma audiência da Ministra da Educação e Desporto.
O dia ainda está a clarear. Abro as cortinas do meu quarto e apercebo-me de que tenho uma vista deslumbrante sobre uma pequena baía, onde um grupo de pescadores lança redes, perto de uma praia de águas suaves.
Vou à varanda, uma brisa morna e muito africana sopra do imenso continente. Sinto a humidade tão diferente do ar. África começa aqui. Nos cheiros e nos sentidos. É por isso que apaixona os mais relutantes. É por isso que nos marca o corpo e a alma sem disso quase darmos conta.
Estou na ilha do Tarrafal, onde Cândido de Oliveira, fundador deste jornal, esteve preso entre os anos de 1942 e de 1944. Pode dizer-se que foi aqui, no isolamento da cruel prisão salazarista, que Cândido pensou melhor o seu projeto de lançar um jornal desportivo que nunca perdesse de vista a relação do desporto com a cultura e com a natureza humana. Como cresceu esse projeto! (...)
»

Dia 26

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «O Barcelona foi ontem perder, sem apelo nem agravo, a Madrid, e a exibição de Messi foi... penosa. 'La pulga' que passou pelo Bernabéu foi a mesma que andou pelo Mundial do Brasil, triste, perdida, sem fôlego para mais do que alguns detalhes (que vergonha para a genialidade do verdadeiro Messi, aquele título de melhor jogador da Copa de 2014!). Que fizeram a Messi, para onde foi a alegria de jogar, onde está o futebolista que o Mundo aprendeu a admirar e aclamar? No último ano, vários problemas acossaram Leo Messi: foi a condição física a ser posta em causa (vómitos em vários jogos levantaram questões delicadas...); e as dívidas ao fisco espanhol, mesmo que não fossem da responsabilidade direta do jogador não deixaram de marcá-lo.
E Messi foi empalidecendo, mais e mais, no Brasil valeram-lhe sobretudo pormenores e no regresso à Europa e à sua zona de conforto, que é o Barça, não deu, por agora, sinais de retoma. Aos 27 anos, Messi (estreou-se, na primeira equipa culé há 11 anos, no Dragão) dá a ideia de estar cansado de futebol, indisponível para o que dele exigem, quiçá satisfeito com as marcas estratosféricas que já obteve. (...)
»

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «1. No momento eufórico da constituição de sociedades desportivas - finais dos anos 90 -, a Região Autónoma da Madeira, como permitido por lei, assumiu a posição de accionista em algumas sociedades desportivas. Tais são os casos da Clube Amigos do Basquete da Madeira, Basquetebol, SAD, da Madeira Andebol, SAD e Académico Marítimo Andebol, SAD.
2. Esta semana, o Diário da República deu-nos conta da aprovação do processo de alienação da totalidade das participações sociais detidas pela Região. No que diz respeita à CAB, Basquetebol, SAD, a RAM titula 50% do capital social da empresa, correspondentes a 30.000 acções. A alienação vai seguir a modalidade de venda directa, sendo o adquirente a associação desportiva fundadora.
3. O mesmo sucederá com as duas outras sociedades anónimas desportivas. 50% do capital na Académico Marítimo Madeira Andebol, SAD, correspondentes a 25.000 acções. Os adquirentes serão Club Sport Marítimo da Madeira e o Académico Clube Desportivo do Funchal. No caso da Madeira Andebol, SAD (30% do capital social correspondentes a 15.000 acções), os adquirentes serão o Club Sports da Madeira, o Académico Clube Desportivo do Funchal e o Clube Desportivo Infante D. Henrique. (...)
»

Vítor Baía - Ex-Jogador do FC Porto; « Quando cheguei a Camp Nou, em 1996, as primeiras coisas que me ensinaram a dizer foram "Visca al Barça" e "Visca Catalunya", e não foi por acaso. Entre os blaugrana, o futebol vive-se de forma muito especial, abrangente e transversal à própria sociedade catalã. Daí o lema "Més Que Un Club", e daí o facto de os clássicos que opõem o Barcelona ao Real Madrid serem muito mais do que meros jogos de futebol. São também questões políticas, conflitos de ideais e rivalidades históricas que extravasam o retângulo de jogo. Por tudo isto, mas também pela qualidade dos jogadores orientados por Luis Enrique, esperava uma réplica mais forte. Isso não aconteceu e o Real dominou a seu bel-prazer. De uma vantagem possível de 7 pontos, o Barça tem agora apenas 1 ponto sobre o eterno rival. (...)»

Dia 27

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «(...) Mesmo habituados a que o anormal seja a norma, este caso ultrapassa tudo porque é uma vergonha sem explicação, de tal ordem que o primeiro convite foi feito a Godinho Lopes; ou seja, o objetivo definido foi o de provocar e se possível humilhar o Sporting, isto como se o leão fosse os seus dirigentes. Não é, o clube são os seu adeptos, que só podem olhar para os presidentes proponentes de tão insólita candidatura como pessoas onde o estilo e a classe não os assistem, e para Luís Duque onde não assiste a ética. Duque só podia recusar. Fica para futuro o mistério da sua aceitação, até que um dia o futebol ilumine as zonas sombrias. (...)»

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF em A Bola; «...) Espero que este penalty possa levar os responsáveis a ponderarem as alterações necessárias valorizando a verdade desportiva e os valores éticos. A quem falta ética é ao russo Vitaliy Meshkov, pois é absolutamente impossível ter visto o que mais ninguém conseguiu ver, mostrando a completa inutilidade dos árbitros de baliza que Platini insiste em implementar. Já correu e vai correr muita tinta sobre esta inusitada decisão, mas quem foi objetivamente prejudicado foi o Sporting e o futebol português. Este árbitro de baliza não pode nem deve voltar a ser nomeado até que explique as razões que o levaram a decidir de forma errada e precipitada. A culpa não pode nem deve morrer solteira. E agora, como vai ser? Não gosto de ver tanta indiferença perante uma decisão que desqualifica o futebol e afasta os adeptos da modalidade. Francamente... »

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) Confirmou-se que o Benfica sente dificuldades sempre que o nível do adversário sobe um pouco. Tem sido assim na Liga dos Campeões, foi também assim com o Sporting e voltou a ser assim frente ao Sp. Braga. E mesmo com alguns opositores de menor valia, como Estoril ou Moreirense, as vitórias só chegaram com os adversários reduzidos a 10 jogadores. O Benfica continua na liderança, mas ainda está muito longe de convencer. Como fez, com absoluto brilhantismo, na última época.»

Dia 28

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «Os clubes de futebol transformaram-se em agências de transacção de jogadores (actividade comercial cujo objectivo principal é apenas o lucro). Vendem por milhões os jovens mais promissores que nasceram e cresceram nas escolas de formação e, em contraste, compram por tostões dezenas de africanos e sul-americanos, na esperança de que da quantidade possa surgir um ou outro elemento de qualidade. O caso dos juniores da A.D. de Oeiras, que já anda nas bocas do mundo, é emblemático a vários títulos: exibem passaportes com idades falsas, vivem em condições desumanas... e o caso já é do conhecimento da FIFA. (...)»

Nuno Santos - Jornalista no Record; «1. O Benfica de Braga foi mais parecido com o Benfica da Champions do que com a equipa que tem ganho e, às vezes, goleado na Liga. O Braga da noite de domingo mostrou ser um opositor forte, com o trabalho de casa feito, a jogar à imagem do seu treinador, e em jogos assim o Benfica sente mais dificuldades ou perde mesmo, como foi o caso. O Benfica de uso doméstico quebrou, pois, ao primeiro obstáculo sério fora da Luz, como tinha já sido incapaz de ganhar em casa ao Sporting. Apesar de a equipa ter neste momento melhor performance do que há um ano, há um facto que salta à vista de todos - está a jogar pior e a qualidade média do plantel (de onde saíram talentos como Markovic ou Rodrigo) é inferior. (...)»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) Será que os altos e baixos do Benfica esta temporada terão solução? Ou estará o Benfica condenado a tornar as suas debilidades mais visíveis quando joga contra os mais fortes? Há bons motivos para alguma prudência. Com um plantel mais curto, que torna a rotatividade difícil, o segredo para o sucesso do Benfica este ano vai estar na forma como souber esconder as debilidades e evidenciar os pontos fortes. O mais provável é que esse sucesso vá depender, no essencial, da capacidade de gerir forças, focando-se no campeonato nacional. »

Dia 29

António Magalhães - Director do Record; «(...) O Sporting é também motivo e de notícia por ser um dos clubes que fornecem maior número de jogadores seus formados às cinco principais ligas europeias. A escola leonina há muito tempo que é valorizada por essa Europa fora, mas em termos de conquistas desportivas ela pouco ou nada representou para o Sporting. Essa sempre foi a mágoa de adeptos, dirigentes e treinadores, que se foram conformando com a inevitabilidade das vendas e a consolação do reconhecimento público.
Nos dias de hoje, o Sporting vive uma renovada esperança de poder ser recompensado. Com um onze que tem seis titulares produtos da casa e cavalgando uma onda de entusiasmo que parece ser capaz até de fazer milagres, os leões, mais do que desfrutar do momento, querem finalmente tocar no céu.
»

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «O Benfica perdeu em Braga. Perdeu como poderia ter ganho, num excelente jogo de futebol. Mas este jogo veio confirmar: 1. O Benfica, em comparação com a passada época, não tem banco à altura do desgaste de todas as competições. À excepção de Jonas que entrou, Jorge Jesus tinha consciência de que outro jogador suplente nada mudaria; 2. O eixo central perdeu Garay, Matic (e Fejsa) e o verdadeiro Enzo. Em substituição, há o promissor mas ainda insuficiente Lisandro, um n.º 6 que oscila entre o adiado Samaris, o imberbe Cristante e o esforçado André Almeida. E Markovic passou de foguetão pelo clube; 3. Enzo está em trânsito para os laranjais valencianos: é um sósia e uma sombra do verdadeiro; 4. O Benfica não venceu nenhum jogo de dificuldade maior: Sporting, Braga e Champions, ou como escreveu J.M. Delgado não passou nos testes de stress. 5. Os adversários não precisam de ser iluminados para perceber que, jogando com velocidade pelas alas, tudo se torna mais possível. (...)»

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «Matic disse numa entrevista recente que Jorge Jesus considerava a posição 6 (leia-se, médio-defensivo) a mais importante da equipa. Porque, explicava, o número 6 é a última barreira antes de a bola chegar à defesa e a primeira peça a iniciar o jogo de ataque. Olhando para trás, Javi García foi dono indiscutível do lugar, a este sucedeu Matic, a seguir veio Fejsa - e quando este se lesionou a confusão começou a instalar-se. Até porque Ruben Amorim, que o poderia substituir, também foi afastado dos relvados por uma lesão grave. Daqui se conclui que, numa posição fulcral para a equipa, Jesus não tem tido sorte. Tem "inventado" sucessivas soluções que, por saídas ou por lesões, vão caindo por terra umas atrás das outras. Nesta época já foram experimentados cinco jogadores na posição 6: Samaris, André Almeida, Talisca, Enzo Pérez e Cristante. E isto não por uma questão de rotatividade, mas porque Jesus anda positivamente à nora. (...)»

Dia 30

José Manuel Paulino - Editor do Record; «Qual é o jovem que não ambiciona jogar numa grande equipa, pisar os mesmos palcos das maiores estrelas mundiais? Para quem está a dar os primeiros passos no futebol, não há limites; todos os sonhos são possíveis. Estes aspirantes a craques vivem numa espécie de Mundo cor de rosa, que, no entanto, começa a ficar mais carregado à medida que os anos avançam e as dificuldades surgem. A fase crítica acontece na passagem para sénior. Aí, faz-se uma primeira grande triagem e são poucos os que conseguem passar com êxito essa barreira. Os clubes continuam a preferir contratar lá fora, em detrimento dos jovens portugueses. E, muitas vezes, aquele sonho de menino desaba, num ápice, como um castelo de cartas.»

Leonor Pinhão - Jornalista em A Bola; «(...) Aliás, nem o próprio Sporting acreditava numa benesse destas. O Sporting entendeu apresentar uma queixa à UEFA não a pensar no passado mas a pensar no futuro imediato. Foi uma forma de pressão legítima, não temendo sequer o ridículo. O importante é que os árbitros dos próximos jogos europeus do Sporting tenham conhecimento da indignação que grassou no Lumiar e que se ponham em sentido com o sentido entre a comiseração e a reparação de injustiças, quando apitarem os subsequentes jogos dos ofendidos. O mesmíssimo já fez o Sporting este ano nas competições de trazer por casa, as nossas, as internas, e, diga-se, com êxito retumbante. E se pegou cá dentro por que razão não pegará lá fora? São mais espertos e menos impressionáveis os árbitros estrangeiros em comparação com os árbitros portugueses?
O árbitro nacional do Sporting de Braga-Benfica de domingo passado, por exemplo, só teve coragem intelectual para expulsar um jogador bracarense quando já corria o tempo de descontos, isto para não ofender o pranto do Sporting sobre os resultados dos jogos em que os adversários do Benfica se vão fazendo expulsar por acumulação de jogo violento. A coisa aqui por casa está a resultar.
Veremos como corre lá por fora ou com gente estrangeira. (...)
»

Miguel Pedro Vieira - Jornalista do Record; «(...) Luís Duque tem aproveitado esta primeira semana enquanto presidente da Liga para se colocar a par dos principais dossiês, sendo este naturalmente urgente, uma vez que há salários e prémios em atraso desde setembro (referentes a julho e agosto) e continua a existir o risco de paragem das competições, caso os árbitros continuem sem receber o que lhe é devido. A nova direção da Liga tem ainda tentado garantir que, pelo menos, a questão das viaturas de aluguer e dos hotéis para alojamento das equipas de arbitragem não sejam um problema. »

Dia 31

André Ventura - Colunista de 'O Benfica'; «(...) Quanto à Champions, nenhuma equipa se reequilibra de uma época de transferências agressiva de forma natural e imediata. É preciso tempo, construir hábitos de jogo e entranhar cultura tática. Muito já tem feito Jorge Jesus. O caminho não é fácil de ser percorrido. Mas é possível e está ao alcance do sonho que sempre nos guiou. A palavra acreditar é, aqui, fundamental. Quer os jogadores, quer os Sócios ou os simpatizantes, quer o próprio Jorge Jesus têm de acreditar que voltar a erguer uma Taça dos Campeões Europeus está ao alcance do Benfica como renovar o título de Campeão Nacional ou voltar à final da Liga Europa. A desistência e o ceticismo são, muitas vezes, os inimigos derradeiros da nossa equipa. Ultrapassar esta barreira é, logo à partida, deixar qualquer adversário nesta Europa a tremer de medo. »

António Magalhães - Director do Record; «(...) De uma época para a outra, o Benfica perdeu jogadores nucleares e outros que, com maior ou menor participação, foram determinantes no ano passado. Oblak, Garay, Siqueira, Matic, André Gomes, Rodrigo, Markovic e Cardozo - oito jogadores que poderiam reclamar o estatuto de titulares saíram. Outros... talvez gostassem de ter saído (Enzo Pérez, Gaitán, Maxi) e ficaram. Seguramente, não a contragosto, mas provavelmente sem conseguirem tirar da cabeça um novo destino e um sonho, o que lhes tem limitado o rendimento. (...)»

Mário Santos - Ex-Presidente da FP Canoagem em A Bola; «O discurso das reformas estruturais está em voga. Estas ditas reformas deviam ter subjacente uma estratégia e uns objetivos bem definidos. Contudo, torna-se cada vez mais claro estarmos perante uma mera estratégia de cortina de fumo, querendo estar em sintonia com o discurso da moda ou, na maioria das vezes, como forma de justificar a redução de meios.
Há uns dois anos, no debate de ideias/programas para as eleições do Comité Olímpico de Portugal (COP), um dos temas chave era a fusão - ou até dissolução - da Confederação do Desporto de Portugal (CDP) no COP (recorde-se que o próprio presidente da CDP era candidato... e depois abdicou para integrar uma outra lista, como vice-presidente). De muito importante, este tema passou ao... esquecimento. É típica a capacidade portuguesa de esquecer o debate do importante e privilegiar o urgente. (...)
»

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