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Newsletter N.º 256

O Benfica no que ao futebol profissional diz respeito iniciou a competição da pré-época do outro lado do Atlântico como estava previsto. Tempo de experiências inevitáveis que contra equipas de nível tem os seus custos se entendermos que o único objectivo é ganhar. Não vamos entrar em comparações mas registamos que a equipa tem vindo a evoluir no seu patamar exibicional apesar das constantes alterações introduzidas que lhe retiram fluência. Mas são imprescindíveis. E Agosto ainda não chegou...
Mais perto, em Inglaterra a equipa B com imensas caras novas concluiu o estágio nas instalações da Federação Inglesa de Futebol. Aqui aplica-se a mesma análise, muito embora os resultados tenham sido diferentes a que também não foram alheios os adversários. Basicamente o critério de análise terá de ser o mesmo: estamos na pré-época que serve para imensas coisas, nomeadamente para entrosar e afinar as equipas. Registe-se, entretanto, a magna preocupação dos media...
No primeiro round que propunha o sorteio dos árbitros, houve goleada do não, o que revela que ainda há muita gente com bom senso. Uma derrota inquestionável para os populistas e para os que, apesar da idade, ainda conseguem fazer golpes de rins...
No segundo nas eleições para a Liga só foi completa surpresa para quem pensa que os homens são coerentes. Pedro Proença cuja experiência parece resumir-se à arbitragem, viu premiada a sua acção devastadora em relação ao Benfica. É apenas mais um peão de brega para atingir outros fins que será descartado logo que deixe de ser necessário. São assim os queridos...


Dia 25

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) A Direção da FPF fez saber que respeitará a vontade da maioria. O presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPF, José Luís Arnaut, com a sensatez que a sua experiência exige, nada adiantou sobre o assunto, mas recorreu a pareceres jurídicos de especialistas na matéria que reprovam a peregrina ideia sugerida por Porto e Sporting e aplaudida por outros clubes, os quais, se lhes for perguntado, não devem fazer ideia porque bateram palmas.
Entre delegados por inerência e por eleição, 84 ao todo, pode ser que a discussão aqueça, ou não... Além da má imagem que dará do País, o sorteio só trará vida tranquila a Vítor Pereira: os mesmos árbitros, os mesmos erros e ele isento de culpas... Se for o caso, quando os presidentes perceberem que não têm de quem dizer mal... instala-se a depressão coletiva.
»

Luís Pedro Sousa - Jornalista do Record; «(...) A saída do profícuo avançado brasileiro faz, por outro lado, adensar as dúvidas quanto à propalada permanência da coluna vertebral do onze que esteve na base do último título do Benfica. Saiu Lima, saiu Maxi Pereira, o desafortunado Salvio estará fora dos relvados por longo período e o futuro de Gaitán é ainda uma incerteza. Ou seja, da equipa-base da última época, há dois abandonos confirmados, uma ausência prolongada e um ponto de interrogação gigantesco, além, obviamente, da ida para o rival de um treinador cujo mérito no sucesso dos encarnados num passado recente é inquestionável.
E a transferência de Lima tem ainda outra agravante, que se prende com a possibilidade de o Benfica modificar a sua matriz de jogo, passando do 4x4x2 (ou do 4x1x3x2) de Jesus para o 4x3x3 de Rui Vitória, com apenas um avançado no centro do ataque. Enfim, começam a ser mudanças a mais para qualquer estrutura - ou organização, ou mesmo núcleo científico-administrativo, como lhe queiramos chamar - conseguir ultrapassar.
»

Paulo Teixeira Pinto - Adepto portista em A Bola; «...) Quase sem se dar por isso, a verdade é que o FC Porto está a atravessar um período de acentuada e abrangente influência espanhola. E não, não se trata tão-somente do domínio no plantel do futebol. Porém, antes de mais nada, temos de dar um passo atrás para se poder ter uma uma perspectiva dotada de superior amplitude e nitidez. Assim, note-se em primeiro lugar que, entre as quatro modalidades colectivas praticadas profissionalmente pelo clube, a que tem exercido maior e mais longo domínio nos palcos nacionais é, de longe, o andebol. Curiosamente, durante muitos anos parecia que alguma maldição pairava sobre as equipas desta disciplina, porquanto os portistas estiveram décadas sem conseguir um único troféu nacional. Contudo, hoje em dia o FC Porto é o campeão, perdão, o heptacampeão em título. (...)»

Dia 26

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo em A Bola; «1. Não é segredo que o futebol vive, e nalguns casos intensamente, num modelo capitalista. É aquilo que muitos referem como a indústria do futebol. Portugal não foge a esta realidade.
2. Depois de experiências passadas, não muito bem-sucedidas, avolumam-se notícias que dão conta de que investidores chineses, russos, brasileiros e ainda 'fundos de jogadores', apostam em clubes portugueses. As notícias referem, por exemplo, o Pinhalnovense, o Torreense, o Atlético, a União de Leiria e o Desportivo das Aves.
3. Este é um fenómeno novo quanto aos destinatários do investimento. Além dos fluxos financeiros tidos por normais ao nível das grandes e médias sociedades desportivas, o foco vira-se para participantes no CNS.
4. Que razões estão por detrás deste interesse? Do lado de quem recebe os financiamentos, com a correspectiva perda de poder nos destinos da entidade, representa uma forma de manter o clube viável, desde logo ao nível competitivo, ultrapassando dificuldades económicas urgentes. (...)
»

José Ribeiro - Editor-Chefe do Record; «Os sorteios marcaram o dia de ontem. O que houve e o que não haverá. Na Rússia, as bolinhas foram generosas para Portugal, colocando a nossa Seleção num grupo acessível. Conseguir entrar no quinto Campeonato do Mundo consecutivo não será difícil, mesmo sabendo que até ao início dessa fase de qualificação (setembro de 2016) alguns dos atuais titulares deixarão de constar da lista do selecionador. Suíça e Hungria só seriam adversários temíveis para um "mau" Portugal. E como se viu no mais recente Europeu sub-21, o que não nos falta são jogadores de qualidade para entrar no futuro grupo dos A.
Pela manhã, na sede da FPF, discutiu-se e votou-se a proposta gue visava o regresso ao sorteio dos árbitros nos campeonatos profissionais. Apesar de a Liga ser favorável a tal mudança (foi esse o sentido do voto que saiu da última reunião), a maioria dos delegados chumbou a mesma e assim os árbitros continuarão a ser nomeados. (...)
»

Vanda Cipriano - Editora do Record; «(...) O perigo maior para Bruno de Carvalho, em relação a Carrillo, é vê-lo na próxima temporada na Luz ou no Dragão. O perigo é real e pode bem acontecer, sabendo-se a qualidade do jogador e o nível salarial que qualquer um dos rivais pode oferecer ao extremo. Tem, agora, de fazer contas Bruno de Carvalho em relação às cedências que deve fazer e nem todas são de índole salarial. Resta saber se vai o presidente do Sporting a tempo, mesmo com a imagem de Jorge Jesus por trás a tentar convencer o jogador. Sabe o presidente do Sporting, agora envolvido em outras guerras e em trocas de palavras duras com Luís Duque - e com algumas palavras desnecessárias de parte a parte, diga-se - que conseguir a renovação é uma espécie de milagre. Mas eles, às vezes, acontecem. E a consegui-lo será por responsabilidade do seu treinador. É que Bruno de Carvalho sabe que além dos problemas com o empresário israelita tem também anticorpos criados nos últimos tempos junto do peruano. Os jogadores devem profissionalismo máximo à entidade patronal, é um facto, mas gostam de ser mimados. Como qualquer trabalhador. Foi sempre assim e nem a gestão empresarial fará mudar esta realidade.»

Dia 27

Paulo Montes - Jornalista de A Bola; «Chegaram como sendo a panaceia mas cedo mostraram os piores ângulos do negócio. As Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) pareciam poder ampliar riqueza e vitórias mas, salvo raras exceções, foram é criando problemas. E muitos deles até pareciam anunciados de véspera, por manifesta falta de garantias, incluindo as de natureza bancária... De promessas de sucesso empresarial e desportivo se fizeram então as ilusões de incautos dirigentes cansados de gastar do deles. E bastou, por exemplo, um qualquer iraniano falido de dinheiro e de talento para que um histórico como o Beira-Mar, sedeado numa das principais capitais de distrito, descesse aos infernos crivado de dívidas! (...)»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Vem aí o segundo passo da súbita coligação Sporting-FC Porto. O mesmo alvo: Luís Duque. Agora, retirar-lhe presidência da Liga à qual se recandidatou após ser encomiasticamente elogiado em reunião dos clubes pelo seu trabalho no SOS de 9 meses para resgatar a Liga de bancarrota e tremendo descrédito. Única exceção nesse intenso elogio: o Sporting. Mas eis que, num ápice, Pinto da Costa se juntou a Bruno de Carvalho na recusa de Luís Duque e desejo de novo líder da Liga de clubes: o recentíssimo ex-árbitro Pedro Proença.
Aí está a próxima 'batalha'. A menos que os quase unânimes rasgados elogios dos clubes a Luís Duque tenham alinhado na hipocrisia de que Bruno de Carvalho fala, Sporting e FC Porto estarão a caminho de segunda derrota.
»

Sérgio Krithinas - Editor do Record; «(...) Ao contratar o treinador ao rival Benfica, pagando-lhe um salário milionário, Bruno de Carvalho sabia que não pode alimentar o plantel com jovens inexperientes, cujo real valor no imediato ainda é uma incógnita. Daí se expliquem as contratações desta temporada: Bryan Ruiz tem 29 anos, Teo Gutiérrez tem 30, Ciani e João Pereira têm 31, Naldo tem 26 (e três anos de experiência em Itália e Espanha). São jogadores feitos, experimentados e capazes de ser a resposta que a equipa precisa para o presente, deixando o futuro para depois.
O Sporting vai a jogo para ganhar já e, ao contrário do que tem sido a prática habitual dos dois maiores rivais em anos mais recentes, parece não querer seguir a política de comprar barato, valorizar e vender caro depois. A ver o campeonato a fugir há 13 anos, os leões sabem que o caminho para depressa recuperar o estatuto de igualdade no topo do futebol português é só um: voltar a ganhar com regularidade. E o mais depressa possível.
»

Dia 28

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «Ter uma equipa como o Benfica longe das vitórias muito tempo é sempre complicado. É verdade que na pré-época o que importa é afinar estratégias, integrar os reforços e explicar as ideias do técnico, principalmente quando ele é novo, como é no caso dos encarnados. Mas ganhar também é importante. Os triunfos ajudam a trabalhar com alegria, sim, mas também sossegam os adeptos, que no defeso estão sempre preocupados e atentos ao que está a fazer a equipa, lá longe dos olhos que a admiram.
Cabe a técnico e dirigentes minorarem o impacto dos resultados com factos. O primeiro já viu a equipa praticar um futebol mais interessante no último encontro. Amanhã há mais no México. Uma vitória seria excelente, mas a falhar outra vez, que seja com nota artística. (...)
»

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «Felizmente para a imagem do futebol português, sobejou uma réstia de bom senso na assembleia geral da FPF, necessária para eliminar o ridículo que seria aprovar o sorteio dos árbitros, uma bizarria patrocinada por Pinto da Costa, que tolera mal a independência proclamada por Fernando Gomes enquanto presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e por Bruno de Carvalho, que vê em Luís Duque um associado do emblema leão e como tal sujeito ao dever de obediência.
Para dar mais vida à festa, nada melhor do que a colaboração espontânea e surpreendente de Pedro Proença, o melhor árbitro português de todos os tempos, o qual, embora integrado na estrutura europeia da arbitragem, resolveu enveredar por ínvios percursos e com misteriosa pressa, motivando o rumorejar que de há muito anuncia uma relação de má vizinhança ente ele e Vítor Pereira, o que só vem provar que por detrás de um bom árbitro se esconde uma personalidade complexa. (...)
»

Luís Avelãs - Jornalista do Record; «(...) Ora, face a isto, o mesmo António Salvador diz-se admirado por alguns clubes terem mudado de opinião repentinamente e apareçam agora a apoiar a candidatura de Pedro Proença. Mesmo dando de barato que as coisas se passaram exatamente como o líder arsenalista diz, não entendo como é que ficou surpreendido. Mais que não seja porque, claro está, qualquer emblema tem legitimidade para mudar de opinião. Mas, tendo em conta o historial da Liga, o que nunca faltou no seio do organismo foram mudanças táticas de um lado para outro. Salvador, com toda a certeza, deve ter testemunhado muitas...
O futebol português - à imagem do que se passa lá fora, inclusive ao mais alto nível, na FIFA - sempre foi fértil em jogadas de bastidores e em situações, no mínimo, curiosas. Aqui, mesmo que possa parecer estranho, até clubes que defendiam o regresso ao sorteio dos árbitros conseguem, dias depois, apoiar a candidatura de Pedro Proença à Liga. Sim, esse mesmo, o que era árbitro até há bem pouco e, como todos os restantes elementos do sector, era contra o sorteio.
»

Dia 29

António Varela - Jornalista do Record; «(...) O que Pedro Proença há de conseguir na liderança da Liga pouco lhe interessa, porque, à partida, o sucesso está garantido. Apoiado na influência do empresário Joaquim Oliveira, o ex-árbitro não fará má figura e as suas boas ideias só não frutificarão devido a algum fenómeno de desconhecida incompetência. Jovem, bem relacionado, de discurso cuidado, Pedro Proença é o adversário ideal para em futuras eleições da FPF poder desalojar Fernando Gomes da presidência. Nesse caso cairia Vítor Pereira e todo o edifício da arbitragem. Isso levará o seu tempo, mas Pinto da Costa mostrou agora que tem paciência para esperar. Depois de tantas vitórias, não foram dois anos a perder que o fizeram desanimar. A partir de ontem, Pedro Proença é o meio para atingir Fernando Gomes. »

Octávio Ribeiro - Director do 'C.M.' no Record; «Já dá para medir a temperatura dos três grandes. O FC Porto está a construir uma grande equipa a partir da defesa. Dois excelentes guarda-redes, laterais de qualidade mundial, boa matéria-prima para construir a dupla de centrais. No centro do terreno tem excesso de opções de qualidade. Nas alas, Varela ameaça uma grande época, veloz, coletivo, objetivo. Falta um bom avançado para concorrer com Aboubakar, pois Bueno não mostra dimensão para esse desafio.
No Sporting, a equipa aparece já muito arrumada no terreno. A estabilidade no plantel permite que Jesus vá mexendo sempre com o barco equilibrado. O centro da defesa parece por agora o calcanhar de Aquiles dos leões. No centro, obviamente que William Carvalho fará muita falta, quando os jogos forem a doer.
E certo que os três plantéis ainda sofrerão grandes alterações até final do mês de agosto. Mas, para já, o Benfica é a maior incógnita. (...)
»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) O árbitro Pedro Proença fez estupenda carreira internacional (a melhor de sempre de um português). Muito justificou intensos elogios, os meus inclusive e em momentos de ser mais que duramente criticado. Há um mês, ou pouco mais, a UEFA colocou-o no seu comité de arbitragem (outro intenso aplauso: ali deve estar quem possui firmes experiência e saber na matéria). De repente, ei-lo presidente da lusitana Liga de clubes! E, aqui, assumo a minha desoladora incapacidade: não faço nem leve ideia dos seus súbitos atributos para tal cargo. E campanha eleitoral à pressão, numa semana, sobre tais atributos não esclareceu o comum observador. Desejo que os tenha e muito bons. Pensar que este categórico triunfo muito se deveu a que a maioria dos clubes não quis repetir afrontamento ao Sporting, reelegendo Luís Duque (há escassas semanas tão elogiado por ter salvo a Liga...), não faz sentido. Porque também face a Proença a falta de consenso na Liga não demorará.
Praticamente ponto assente: acelerada contagem decrescente sobre Vítor Pereira à frente do CA. E esta é a magna questão...
»

Dia 30

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «A vitória de Pedro Proença é a primeira de Bruno de Carvalho nos bastidores do futebol. Tendo chegado com enorme vontade regeneradora e com propostas para todos os gostos, Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira fizeram na altura gala em deixar o presidente do Sporting a falar sozinho. Mas da mesma forma que arrumou a casa em termos financeiros e recolocou os leões num caminho sustentado em termos económicos, Bruno soube aprender com os erros e encarar as eleições da Liga da melhor forma após as derrotas do passado. Daí a aliança momentânea com um inimigo figadal e que terá de ser gerida com pinças. Mas a imagem de parente pobre, obrigado a engolir Luís Duque quando este era processado em Alvalade, já era. Desta vez foi Pinto da Costa, que elogiava Duque há não muito tempo, que agora ajudou a fazê-lo cair. (...)»

Leonor Pinhão - Adepta benfiquista em A Bola; «(...) PS - Em fevereiro de 2000, o Rui Santos, que era então o chefe de redacção de A BOLA, convidou-me para escrever uma página de opinião semanalmente neste jornal. Tendo eu deixado de ser jornalista em 1998, o que me libertava dos deveres de imparcialidade e de contenção decorrentes da profissão, aceitei com muito gosto o convite e durante os 15 anos que se seguiram A BOLA deu-me carta-branca para não ser isenta nem contida e para abusar da anarquia que me é tão querida. Depois de Rui Santos, neste meu período de 'vigência' enquanto colunista, A BOLA teve outros chefes de redacção como João Bonzinho e António Magalhães. O diretor, Vítor Serpa, nunca mudou. O que também nunca mudou foi a liberdade de opinião que sempre me foi conferida e que muito apreciei. Quinze anos foram muitas quintas-feiras e chega hoje ao fim a minha colaboração com A BOLA. Gostei muito. A todos, obrigada. E adeus. »

Sérgio Krithinas - Editor do Record; «(...) Há um ano, as goleadas sofridas na Emirates Cup fizeram soar os alarmes na Luz: chegaram Júlio César, Samaris e Jonas, três elementos fundamentais no sucesso que viria a acontecer depois. Por isso, é de esperar que também o jogo da Supertaça, com toda a carga emocional que tem em cima, ajude a definir o posicionamento de Benfica e Sporting para as três semanas que sobram de mercado. E mesmo o FC Porto terá ali uma indicação da real valia dos dois grandes adversários que lhe permitirá balizar as suas próprias necessidades competitivas. A procissão ainda vai no adro. Por isso, fazer contas à força e ao valor de uma equipa neste momento é um exercício tão desnecessário como perigoso. Os jogos já disputados, em breve não serão mais do que uma memória vaga. Vamos entrar no mês mais importante do futebol europeu: o querido, ou maldito, mês de agosto. »

Dia 31

André Ventura - Colunista de 'O Benfica'; «Pedro Proença foi eleito presidente da Liga Portuguesa de Futebol e tomou posse nesta última quinta-feira. O Benfica - e Luís Filipe Vieira - mantiveram-se ao lado do presidente Luís Duque, tal como tinha acontecido aquando da sua original eleição.
Teremos agido bem?
Deve notar-se que nunca esteve em causa, nem para o Benfica nem para os seus dirigentes, as propostas de Proença no sentido do reforço da participação dos clubes e da credibilização da I e II Liga Portuguesa de Futebol. Estava em causa, isso sim, a coerência na gestão desportiva. Quando Duque foi eleito, a Liga estava praticamente falida, os patrocínios distantes e os principais dirigentes dos clubes completamente de costas voltadas. Para não falar, claro, da conhecida e turbulenta relação com a arbitragem... (...)
»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) A forma como o FC Porto está a reconstruir o seu plantel é a prova de que a famosa estrutura azul-e-branca está viva e de muito boa de saúde. Como disse um dia Vítor Pereira, antigo treinador da casa, "a estrutura não ganha campeonatos mas ajuda a ganhar". Nada mais verdadeiro. Nesse aspeto, portanto, o exigente Lopetegui pode continua a dormir descansado. O sucesso do FC Porto neste mercado não é apenas ao nível das contratações. As vendas de Jackson para o Atlético Madrid (35 milhões de euros) e de Danilo para o Real Madrid (31,5) estão no top de 2015 e confirmam que Pinto da Costa não perdeu o jeito para o negócio. Aparentemente está tudo bem no reino do Dragão, mesmo admitindo-se que a equipa ainda precisa de algumas peças. O treinador, de resto, é o primeiro a reconhecê-lo. E se Lopetegui ainda reclama reforços, é porque está consciente daquilo que, pelos vistos, vai escapando a muita gente. É que este FC Porto de luxo, que já põe os adeptos a sonhar, ainda está aquém da equipa que há um ano morava no Olival. Estranho? Se calhar não. Basta fazer um exercício muito simples. Ponha, de um lado, as cinco aquisições mais sonantes deste defeso: Casillas, Maxi Pereira, Danilo Pereira, Imbula e Bueno. E agora reúna as cinco saídas mais importantes: Danilo, Casemiro, Oliver, Quaresma e Jackson: E agora escolha. »

Sílvio Cervan - V.P. do SLB em A Bola; «(...) Curiosamente, gostei menos do jogo que ganhamos nesta pré-época, e gostei mais do que perdemos com o NY Red Bulls. Se exceptuar o resultado, este, foi o encontro onde houve mais posse, mais fio de jogo, jogadas mais ligadas e só dois deslizes de pré-época ditaram sorte madrasta. Excelente a exibição de Lisandro López nesse jogo, para mim o melhor em campo. Esperamos continuar a melhorar até dia 9, onde disputamos uma espécie de final do Guadiana, mas de forma oficial. Vai ser um campeonato interessante e equilibrado e quem conseguir melhores retoques até dia 31 de Agosto, poderá ter vantagem. Até ao fim não se saberá quem sai e quem entra, os clubes e seus treinadores resolvem equações onde não têm todos os dados. É matematicamente uma impossibilidade. Jornais, rádios e televisões desdobram programas diários para acompanhar as movimentações, as supostas movimentações e as presumíveis movimentações. Aguardo pela realidade, para não me incomodar com o ruído. E domingo lá terei que me deitar outra vez tarde para ver a Eusébio Cup. Até a feijões e fora de horas é um bom programa ver o Benfica. »

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