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Newsletter N.º 247

Foi bonita a festa de consagração e da entrega da Taça de Campeão Nacional no Estádio da Luz. Imagens fortes e festivas que foram ensombradas por mais uma lesão de Salvio e pela incrível decisão do bandeirinha que anulou um golo a Jonas que lhe daria a Bola de Prata. Os 'velhos' prejuízos da arbitragem regressaram no fim... Mas ressaltemos as coisas boas e nomeadamente o encanto das duas crianças que se tornaram conhecidas desde Guimarães e que as ajudou a ultrapassar o trauma vivido.

Uma palavra de simpatia e encorajamento para a equipa B que, apesar das oscilações próprias fruto de uma grande rotação de jogadores alguns dos quais ainda juniores, conquistou um meritório 6.º lugar na difícil II Liga.

Nas modalidades destaque para o Basquetebol que conquistou a 2.ª vitória e ficou a uma do título, para o Futsal que venceu no Fundão após prolongamento e para o Hóquei em Patins que conquistou a 'dobradinha' ao vencer os eternos rivais na final da Taça de Portugal.

Final da Taça da Liga de Futebol: que esperar se não a vitória?

Acontecimentos inenarráveis na FIFA. Será que vai ser agora?


Dia 23

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Cenário colorido em contraponto ao ambiente cinzento que ontem invadiu o Estádio do Dragão. Mais do que as fracas credenciais do adversário, pesou a sensação de indisfarçável desagrado por parte dos adeptos portistas no culminar de uma época despida de títulos. As pás e as picaretas não produziram efeito: ou as claques já não são o que eram ou os jogadores não entendem o que Lopetegui pretende deles. Aboubakar, enfim, aliviou a tensão nervosa e Danilo confirmou fraca vitória. Jackson Martínez não faturou, o que faz crescer o interesse pelo desempenho de Jonas, esta tarde, com o Marítimo: marca três golos e leva A Bola de Prata para casa. »

Luís Pedro Sousa - Editor-Adjunto do Record; «1. A boa organização defensiva, o talento de Salvio e Gaitán, a cumplicidade entre Jonas e Lima e acima de tudo, a competência de Jorge Jesus permitiram ao Benfica sagrar-se campeão nacional com todo o mérito. É óbvio que outros fatores contribuíram para que os encarnados erguessem o troféu pela segunda vez consecutiva. As más opções de Julen Lopetegui em momentos-chave da época, desbaratando a inquestionável vantagem de dispor de um plantel com melhor qualidade individual, e a recorrente dificuldade do Sporting em investir na equipa de futebol, e colocar-se no mesmo patamar dos rivais na discussão do título, revelaram-se também de extrema importância para o desfecho da temporada 2014/15, mas não foram essenciais. (...)»

Paulo Teixeira Pinto - Adepto portista em A Bola; «(...) Escusa o técnico de invocar explicações para isso. Porque, por mais razões que se invoquem, não há razão nenhuma que tal possa justificar. É certo que os treinadores não têm culpa das bolas nos postes ou até dos penalties falhados. Mas só há um culpado quando uma equipa como FC Porto entra em campo sem saber o que fazer para vencer - em qualquer circunstância e a todo o tempo. E esse, por mais motivos que pudesse ter para acusar terceiros, está impedido de o fazer se não for capaz de, primeiro, assumir algum erro próprio. Aqui chegados, todas as tentativas de justificação ou alegações de atenuantes são despiciendas. A questão, a única questão que hoje importa, resume-se nesta equação: tem Lopetegui o direito a continuar em nome do que conseguiu ou o dever de renunciar por tudo quanto não conseguiu? »

Dia 24

Cristina Ferreira - Apresentadora, no Record; «O Benfica foi campeão, mas no passado domingo houve muitas derrotas. Celebrar uma vitória deve ser um momento único, de partilha, de sorrisos, de incentivo aos mais novos pelo desporto. Guimarães, berço da nacionalidade, recebeu o jogo que ditou o vencedor do campeonato. Mas fica ligado ao incidente que marcou toda a semana informativa. Se me perguntarem se levaria o meu filho para um jogo destes, diria já que não. E porquê? Porque é natural que aconteçam distúrbios. E esse é o problema, já acharmos natural e quase inevitável que haja violência. A segurança é sempre reforçada e há mais elementos da polícia para acalmar os ânimos. E, desta vez, o problema é que o protagonista da violência é alguém que a devia evitar. Mais do que as bastonadas dadas, é a imagem da aflição de uma criança que me ficou gravada. E o abraço resguardado de alguém que ainda sabe a sua tarefa. O que terá acontecido exatamente ficará por saber. Sei que foi a vitória menos saborosa da minha equipa. Nada depois teve importância perante a derrota do Marquês, onde não se celebrou, e perante a derrota de uma figura que se quer protetora. Estava tudo fora de jogo.»

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra; «(...) 3. Pois. Uma vez mais os salários em atraso no futebol profissional atacam no final da época, no momento maís delicado das tesourarias dos clubes. É imprescindível uma outra lógica de vigilância durante a época e impedir as fraudes que colocam em causa a veracidade das competições. E mais uma vez há os clubes em que tudo se sabe e os jogadores reagem mas continuam a correr denodadamente, e os (outros) clubes em que pouco ou nada se sabe e os jogadores reagem como podem... Pois, um clássico deste futebol! »

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) Um momento especial, também, na entrada de Luís Filipe Vieira com os dois filhos daquele cidadão de Matosinhos, benfiquista assumido, e que sofrera o vexame e a humilhação de um momento de fúria descontrolada de um graduado policial, depois do jogo de Guimarães. Em todo o processo, deve dizer-se, a posição do Benfica foi exemplar. Primeiro, não confundindo um ato isolado de um polícia com a instituição policial; depois, exigindo o apuramento de responsabilidades de todos os culpados, incluindo eventuais adeptos do clube que terão participado em ações de violência e que, por isso, têm de ser apuradas e penalizadas; por fim, levando ao momento da máxima consagração, o da entrega da taça, os dois jovens que foram vítimas do testemunho da agressão ao seu pai.
Nem sempre se assiste na vida pública nacional a decisões tão racionais e tão responsáveis em momentos especiais em que as emoções podem comandar e dominar a cabeça dos homens. Daí ser legítimo elogiar o comportamento do Benfica e, em especial, do seu presidente, Luís Filipe Vieira. O futebol tem de lhe estar grato pelo exemplo de lucidez.
»

Dia 25

Alexandre Pais - Ex-Director do Record; «(...) O problema é que regressou o processo desestabilizador do meio da época, interrompido com sabedoria e agora inoportunamente retomado. Sim, logo agora, que o Sporting tem a possibilidade de ganhar a Taça de Portugal, para que foi Bruno de Carvalho reabrir o armário dos fantasmas e das conspirações? Quando, na penúltima jornada, os leões ficaram a perder, no seu campo, com o Sp. Braga - o mesmo adversário que vão defrontar no Jamor - pensei que o caldo se tinha entornado de vez e que a Taça já era. Esqueci-me, esquecemo-nos muitas vezes, que a vontade dos jogadores é que decide estas coisas. E a verdade é que, ao virarem o marcador sobre o intervalo, e ao ganharem a seguir em Vila do Conde um jogo que já "não contava", os profissionais do Sporting deram ao presidente e aos adeptos um sinal inequívoco: o de que estão com o seu treinador.
Visto por esse prisma, talvez Bruno de Carvalho tenha acendido o fogo não da desunião mas da vitória. E se o fez de propósito, então, é um génio.
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Alguns considerandos relativamente aos números de espectadores da I Liga afiguram-se, nesta altura, relevantes, essencialmente no que concerne aos três grandes do futebol português. Os jogos do Benfica foram vistos, ao longo das 34 jornadas da I Liga, por 1.091.470 espectadores. Os encarnados tiveram nas bancadas mais 272.557 adeptos que o Sporting e mais 335.180 que o FC Porto. Quer isto dizer que, em média, cada jogo do Benfica teve 32.115 espetadores, enquanto o Sporting se ficou pelos 24.099 e o FC Porto atingiu os 22.251.
Trata-se de uma diferença significativa do Benfica para a concorrência, com a particularidade do Sporting ter batido, em assistência, o FC Porto, um dado que deve, sobretudo, ser motivo de análise por parte dos responsáveis pelos dragões, já que revela uma tendência assaz preocupante. Nos números apenas respeitantes aos jogos em casa, a vantagem do Benfica ainda é mais significativa, uma média de 48.525 espetadores, quando o Sporting chegou aos 34.985 e o FC Porto se ficou pelos 31.847. Quanto aos jogos fora de casa, o Benfica foi visto por uma média de 15.679 adeptos, o Sporting atingiu 13.212 e o FC Porto apresentou 12.634. Mas se nos reportarmos aos jogos fora sem contarmos com os duelos entre os três grandes, a diferença aumenta do Benfica para os outros. Os encarnados, Alvalade e Dragão à parte, tiveram 11.290 espetadores de média; O Sporting, sem a Luz e o Dragão reuniu 7.973 adeptos nos seus jogos fora; e o FC Porto não ficou muito longe, atingindo 7.550. (...)
»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) Em futebol, a tristeza de uns é quase sempre a alegria de outros. E no momento em que a desgraça tocava à equipa flaviense... a festa era do Tondela, que estava há várias semanas para carimbar a subida e só ontem, ao minuto 90+4, conseguia, por fim, dar o passo que faltava. André Carvalhas, um produto da formação do Benfica, fica para a história como o herói da subida do Tondela. Foi ele quem marcou o golo (e que golo!) que garantiu a festa e o feito inédito para o clube do distrito de Víseu, Parabéns, pois.
O União da Madeira também beneficiou com o golo de Carvalhas, sem o qual não regressaria à 1.ª Divisão, onde, de resto, já não marca(va) presença desde 1994/95. Na próxima época está de volta e junta-se, assim, a Nacional e Marítimo. A confirmação da qualidade do trabalho que está a ser feito na Madeira.
»

Dia 26

Nuno Santos - Jornalista no Record; «(...) O desafio de Lopetegui e de Pinto da Costa não é pequeno na próxima época. Ambos estão conscientes desse facto em particular o presidente, que quer quebrar esta linha de duas épocas em branco. E uma linha não é um ciclo. Pinto da Costa tem experiência suficiente, e, mais do que isso, conhecimento do futebol e dos seus bastidores, para saber que não houve ainda uma mudança no domínio do futebol em Portugal. O Benfica passou a ser muito mais competitivo e até o Sporting recuperou terreno nos últimos dois anos, mas ambos, com destaque para o Benfica, estão longe do domínio continuado que foi exercido pelos portistas. Nesse sentido a a próxima época é decisiva: um terceiro título encarnado torna consistente a inversão de papéis. Por todas as razões, a Liga 2015/16 será a mais importante em muito tempo. »

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário no Record; «(...) A equipa hoje tem uma ideia de jogo, uma organização coletiva com poucos paralelos e uma identidade de tal forma robusta, que vão mudando os jogadores e, com auxílio de dois pares de líderes no balneário, a diferença quase não se sente, mesmo quando joga o "Manel". Nos últimos seis anos, o Benfica só se encontrou em duas situações: vencer títulos ou disputá-los até ao fim. Com Jesus como treinador, o Benfica arrisca-se a continuar a ganhar. Sabemos nós, benfiquistas, e sabem-no também adeptos e dirigentes dos nossos rivais. Para que Porto e Sporting vençam o Benfica, já não basta terem jogadores talentosos, precisam, também, de apresentar uma enorme solidez coletiva. O suplemento que Jesus oferece ao Benfica. »

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) A segunda Liga trouxe-nos, aliás, como novidade marcante o crescimento dos clubes do interior. O Tondela foi campeão nacional com 81 pontos e o Chaves e o Covilhã conseguiram os mesmos pontos (80) que o União, tendo, por isso, ficado fora da I Liga apenas por pormenores regulamentares.
Diga-se, ainda, como curiosidade, que não subiu o clube com mais vitórias (Covilhã, com 23) e também não subiu o clube com menos derrotas (Chaves, apenas 6). Não se poderá ainda afirmar, apesar da suposta evidência dos números apresentados, que o interior do País irá ter cada vez maior peso no futebol nacional, mas há óbvios indicadores nesse sentido. O que pode significar, política e sociologicamente, uma boa notícia para Portugal
»

Dia 27

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «(...) Claro que o presidente Luís Filipe Vieira lhe deu condições como nunca houve, num investimento criterioso e com elevado retorno desportivo e financeiro. Por isso, custa-me interpretar o mediatismo de 'Jorge sai, Jesus fica' ou vice-versa. Espero que, depois da final da Taça da Liga, haja fumo... encarnado. Jorge Jesus dificilmente terá um outro clube estrangeiro (por cá, só lérias) com o carisma e o sentimento e orgulho de pertença como o SLB. Quanto aos sempre tão falados quatro milhões, basta fazer a conta ao que o clube ganhou com a valorização de jogadores modelados por Jesus. »

Nuno Perestrelo - Jornalista de A Bola; «(...) Se a vida fosse um filme, o da época de Paulo Lopes seria um filme francês. Por outras palavras, o oposto das produções de Hollywood em que tudo acaba bem. Para Paulo Lopes, as cenas finais foram de desespero. Um dia, os netos dirão: o meu avô também foi campeão em 2014/15 e os amigos irão aos livros e dirão que é mentira. Aqui chegados, olhemos para o paradoxo: um futebolista que faça uma só partida, que nesta a sua equipa perca graças a um autogolo seu e ainda seja expulso é, para a história, um campeão. Paulo Lopes, que todo o ano trabalhou com os campeões - e com o seu trabalho os terá ajudado a melhorar - não. Obviamente, é nonsense. Paulo Lopes é campeão, sim, mesmo que Jesus não o tenha deixado assinar o livro de honra. PS: Um chefe não tem de ser simpático, apenas justo. Jesus foi insensível, mas também coerente. Quem o conhece sabe que jamais poria a felicidade de um jogador à frente de uma vitória. Mesmo que em jogo a feijões.»

Octávio Ribeiro - Director do 'C.M.' no Record; «Pinto da Costa nunca deixou que o perfil de um treinador se lhe colasse à pele. Vieira, pelo contrário, já tem tatuada em toda a sua história a silhueta de Jesus. Não é agora, seis anos depois, que Vieira poderá apagar as marcas de uma relação demasiado cerrada, para o bem ou para o mal. Este ano foi o bicampeonato. Pinto da Costa já saiu da toca do silêncio para defender o treinador que lhe assegura o acesso ao segundo mercado espanhol.
Da mesma forma que, no passado, apontei o erro de manter Jesus, pelo risco de deixar de se discernir onde acaba o mérito de uma estrutura eficaz e começam os milagres de um treinador a longo prazo, não posso deixar de sublinhar que seria um risco desnecessário deixar Jesus sair agora, por uma diferença absurda de algumas centenas de milhares de euros. (...)
»

Dia 28

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado, no Record; «(...) A direcção do clube teve o mérito e a sorte de em dois anos seguidos, contratar dois magníficos treinadores, e com ambos acabou por criar relações conturbadas, a ponto de um se ter ido embora e outro estar em vias de o fazer. Ora, não é possível construir nenhum projeto desportivo sem uma base de estabilidade, seja de plantel nuclear, seja de equipa técnica. Por outras palavras, mudando de treinador todos os anos o Sporting não vai a lado nenhum. O Benfica já percebeu isso e com o proveito que se vê. Alguém terá de dizer ao presidente do Sporting que esta coisa de se sentar no banco durante os jogos, quer se queira quer não, é uma invasão do território da equipa técnica, e não acredito que haja algum treinador que goste, mesmo que o presidente esteja calado e não interfira. Alguém terá de dizer ao presidente do Sporting que ir agradecer aos sócios e adeptos com a equipa quando esta ganha e criticá-la no Facebook quando perde é errado e contraproducente. (...)»

Leonor Pinhão - Jornalista, em A Bola; «(...) No próximo fim de semana, o Benfica poderá voltar a celebrar um título nacional em Guimarães. Trata-se do título de basquetebol que, a vir, se somará aos sucessos do hóquei em patins e do voleibol benfiquistas, campeões nesta temporada também inesquecível para as modalidades do Benfica. Em Portugal as modalidades são muito estimadas mas o futebol é rei. Por isso mesmo foi muito bonita a homenagem que Rúben Amorim prestou aos campeões nacionais de hóquei em patins e de voleibol na noite em que ele próprio se sagrou campeão nacional de futebol. O Rúben Amorim é benfiquista, está atento a tudo, é cá dos nossos. Não há volta a dar-lhe.
Amanhã, o Benfica encerra os seus trabalhos de 2014/2015 disputando a final da Taça da Liga, a competição que o Benfica se foi habituando a ganhar antes de se começar a habituar a ganhar campeonatos, que é o que se deseja. Por algum lado se tem de começar, não é? No caso do Benfica, começou-se pela Taça da Liga que é troféu nacional e oficial e, por isso mesmo, entra na contabilidade dos títulos conquistados.
»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «Quantos sinónimos conhece da palavra vergonha? E quantos antónimos conhece da palavra decência? Pegue em todos eles, nos sinónimos e nos antónimos, e escreva todas as frases possíveis usando-as apenas com um substantivo: Blatter. Não é mau feitio. Nem é um ataque de "figuismo". É mesmo a constatação de que a FIFA está envolta num manto de escândalos que têm vindo a ser noticiados há mais de dez anos, sempre acerca de um polvo de corrupção que tem uma só cabeça. Poucos têm tido a coragem de desafiar o poderio de Blatter, mas entre eles contam-se Luís Figo e Michel Platini. Mas mesmo estes não têm força que chegue para evitar a reeleição de Blatter. Tanto que Figo deitou a toalha ao chão e desistiu na semana passada. (...)»

Dia 29

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «Ter em aberto a renovação de Jorge Jesus num momento como este faz com que muitos benfiquistas estejam mais preocupados com a próxima época do que propriamente com a final da Taça da Liga, que se joga hoje em Coimbra. A importância do treinador nos últimos seis anos do clube é evidente e indesmentível e a hipótese de abertura de um novo ciclo levanta um incómodo notório em todos os que temem o fim de uma era e a chegada de novas caras, novos métodos, novas ideias.
É fácil perceber porquê. Jesus foi o treinador que quebrou a hegemonia do FC Porto. Por muito que Vieira e a estrutura reclamem para si a maior parte dos louros, não podem dizer que foram quem orientou a equipa. Deram-lhe, sim, todas as condições desde que chegou à Luz e podiam, quem sabe deviam, ter ganho mais vezes, tanto foi o dinheiro investido. Mas Jesus tem grandes méritos e negá-los na hora em que o alto salário que aufere o poderá afastar é desonesto intelectualmente. (...)
»

João Bonzinho - Jornalista de A Bola; «Numa entrevista à Benfica TV, em agosto do ano passado, o presidente do Benfica deixou clara a ideia de que a continuação de Jorge Jesus no Benfica dependeria apenas da vontade do treinador desde que nas mesmas condições contratuais, leia-se pelo mesmo salário. Revelou na altura Luís Filipe Vieira que fez chegar essa mesma mensagem a Jesus numa reunião de altos quadros encarnados já depois de conquistados todos os títulos nacionais na última época. O líder benfiquista foi suficientemente claro na resposta à questão lançada pelo jornalista da BTV, Hélder Conduto, e disse ter deixado nas mãos de Jesus a decisão de renovar ou não o contrato válido então apenas por mais uma época, desde que, sublinhou Vieira, nas mesmas condições financeiras e portanto, sem qualquer tostão mais. (...)»

João Tomaz - Colunista de 'O Benfica'; «(...) Também no Futebol nos deparámos, ao longo da presente temporada, com um problema de "contagem". Jonas, o melhor jogador do campeonato, foi, também, o mais goleador da competição, apesar de não ter ganho a "bola de prata". No Bessa e no Restelo, Jackson Martínez foi o marcador de dois golos que não foram da sua autoria. As imagens parecem-me esclarecedoras e julgo que a Liga, a bem da verdade desportiva, deveria analisar esses lances. E como se não bastasse já esta injustiça, na última jornada, o árbitro assistente Luís Ramos, bem posicionado, invalidou erradamente, por pretenso fora-de-jogo, um golo a Jonas que permitiria, ao nosso avançado, igualar o trio constituído por Jackson, Gonçalo Brandão (Belenenses) e Santos (Boavista).
Nota final para o Basquetebol. Estamos a uma vitória de nos sagrarmos Tetracampeões Nacionais!
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