Não consegue ver correctamente? Abra no Browser.

Newsletter N.º 260

A 2.ª jornada trouxe novidades de monta. Todos os "grandes" perderam pontos, sendo que o mais relevante foi a derrota do Benfica em Aveiro face ao Arouca e o empate do Sporting em casa frente ao Paços de Ferreira. Já o empate do FC Porto na Madeira contra o Marítimo pode ser considerado normal.

Excelente propaganda ao Futsal o passado fim de semana em Lisboa. 4 grandes equipas em presença com o inevitável Ricardinho a fazer a diferença. Fica o registo.

O Andebol encarnado parece prosseguir o seu caminho irregular. Depois de copiosa derrota frente ao Sporting, "acordou" e "cilindrou" o ABC.

O Sporting falhou o seu objectivo de alcançar a Liga dos Campeões. Nada de surpreendente para Jesus...


Dia 22

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «(...) A comunicação acalmou. É bom que os encarnados se fixem nos problemas internos. Vitória necessita de ser legitimado e é preciso tirar Jesus da agenda. Há coisas que só os triunfos recuperam: Mas chega de ruído. Ganhar em Arouca será um bálsamo para a nova vida. E para que se coloquem os olhos no que pode fazer o Benfica 2015/16. É isso que o povo encarnado agora quer saber.
Vieira e Vitória merecem que se acredite. Já mostraram que têm o que é preciso para liderar projetos vencedores. O presidente anda nisto há muito tempo e devolveu o Benfica às grandes conquistas. O técnico ganhou onde parecia impossível. Precisam de tempo. Todas as mudanças são difíceis. Mas às vezes nada como uma rutura para crescer. Vamos ver.
»

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «A seguir ao Vitória de Guimarães, a quem venceu com categoria e autoridade na primeira jornada, cabe ao FC Porto, esta noite, árdua tarefa na deslocação ao Funchal para defrontar o Marítimo, adversário incómodo que os dragões não conseguem vencer nos Barreiros desde abril de 2012: um empate, em março de 2013 (1-1) com Vítor Pereira, e três derrotas, uma com Paulo Fonseca (0-1, em fevereiro de 2014) e duas com Julen Lopetegui, já este ano (0-1 em janeiro, campeonato, e 1-2 em abril, Taça da Liga). Breve resenha de significado muito relativo. O treinador portista conhece melhor a realidade portuguesa e o seu plantel, apesar de abundantes mudanças, continua muito forte. Do outro lado, o Marítimo, ao fracassar no primeiro derby madeirense, há uma semana, diante do União, «deu uma pálida imagem» do que os adeptos esperam dele. Estará ainda em fase de aquecimento do motor, insuficiência que Lopetegui terá de saber aproveitar para contrariar a ideia que não há duas sem três... (...)»

Leonor Pinhão - Jornalista, no Record; «(...) Mas voltemos a Lopetegui. Alguém lhe perguntou, e com toda a propriedade, qual a opinião que tinha sobre estas quezílias tão façanhudas que agitam os grandes rivais de Lisboa, e o treinador do FC Porto, gozando por uma vez de ampla autoridade filosófica sobre os demais, respondeu tranquilamente dizendo que esse era um assunto que não lhe interessava rigorosamente nada. O que não é verdade. O assunto interessa-lhe imenso e pelos melhores motivos. Dos três candidatos ao título, e embora não pareça é o FC Porto o que parte mais nervoso para esta época. Ao contrário do Benfica, que vem de se sagrar alegremente bicampeão nacional, e também ao contrário do Sporting, que conquistou dois títulos oficiais nos últimos três meses, o FC Porto não ganha nada já vai para três anos, o que é bem mais espantoso e digno de nota do que qualquer turbulência que ocorra ou venha a ocorrer entre a Luz e Alvalade.
Interessa, portanto, a Lopetegui que não se fale de outra coisa nos jornais e nas ruas. E que o deixem em paz a fazer contas aos milhões que os seus patrões já faturaram com a venda de jogadores. E, sem que ninguém o veja, a coçar o nariz.
»

Dia 23

Fernando Seara - Adepto Benfiquista em A Bola; «1. Estamos a acertar as contas da segunda jornada da nossa principal Liga. E com surpresas que alguns não antecipavam. Mas a jornada só termina, amanhã, em Coimbra. E que tem hoje, ao final da tarde, num esgotado Estádio Municipal de Aveiro um interessante Arouca-Benfica. Aveiro merece ter, mesmo através desta forma singular de empréstimos, futebol de primeira. Já que o seu Beira Mar desceu aos distritais mostrando quanto pode ser desastrado o investimento dito estrangeiro no futebol português. E casos similares são evidentes de norte a sul de Portugal! E só não vê quem não quer ver!!! O Estádio Municipal de Aveiro merece mais estes noventa minutos. Como o Algarve mereceu a Supertaça e merece a seleção de Gibraltar. Ou o Municipal de Leiria, mais finais de competições internas e jogos das nossas diferentes seleções nacionais. (...) »

Sérgio Krithinas - Editor do Record; «(...) Estes dois pontos perdidos em casa, apesar não serem dramáticos, devem fazer com que todos mantenham os pés no chão em Alvalade. O Sporting, um clube que nos últimos anos não teve condições (financeiras e, por consequência, desportivas) para se bater de igual para o igual com Benfica e FC Porto, não será transformado numa potência com um estalar de dedos, nem que esses dedos sejam de Jesus. Sim, é um excelente treinador, como mostram os seis anos que passou do outro lado da Segunda Circular, mas, não se lhe pode exigir que construa em mês e meio uma equipa com estofo de campeã, ao mesmo tempo que joga partidas absolutamente decisivas para o desenrolar da temporada. Roma e Pavia não se fizeram num dia, o novo Sporting também não se fará. »

Vítor Baía - Ex-Jogador do FC Porto; «E logo à segunda jornada as primeiras surpresas, com os empates de Sporting e FC Porto, em casa com o Paços de Ferreira e fora com o Marítimo, respetivamente. Jogos difíceis? Sim, certamente, como serão todos na Liga. Mas contra adversários que deveriam estar perfeitamente ao alcance de leões e dragões, tendo em conta o investimento feito neste defeso. Vamos por partes: o Sporting acaba de contratar o mais caro treinador da história do futebol português, numa estratégia de investimento sem precedentes e avançando para a contratação de nomes sonantes, experientes, internacionais A com prestígio, como Teo Gutiérrez, Aquilani, Bryan Ruiz e João Pereira, e parece que não vai ficar por aqui. Por outro lado, o FC Porto deixou sair, para já, sete titulares, uns por opção, outros porque o mercado assim o ditou. Pelo meio fez a contratação mais cara de sempre em Portugal (Imbula por 20 M€), suporta os mais elevados salários de sempre e parece que não vai ficar por aqui. (...)»

Dia 24

Alberto do Rosário - Consultor, no Record; «Aquele velho e desmoralizante Sporting que marca um golo e depois dorme na forma até que o adversário empate regressou no passado sábado a Alvalade. Nas bancadas estiveram 40.000 adeptos vibrantes, que nada adiantaram com o seu apoio perante uma equipa taralhouca, sem afirmação, sem qualidade de passe, sem chama e a deixar adivinhar que só de um milagre idêntico ao de Aveiro podia vir a salvação. Mas os deuses raramente estão duas vezes com os mesmos e, desta vez, deixaram o leão anichar, ajoelhar e perder dois importantes pontos. Nas euforia e motivação um balde de água gelada.
NO final do jogo, uma amiga minha, sportinguista ferrenha, enviou-me a mensagem "por morrer uma andorinha não acaba a primavera". Esta resignação também faz parte do velho Sporting, para o bem e para o mal. Nesta altura, mais para o mal. Se a atual linha de força de Alvalade é "exigência, exigência", os adeptos também têm de ser exigentes. Adeptos a desculpar, a desculpar todos as desgraças, só pode levar a coisa a ficar mole. (...)
»

Hermínio Loureiro - VP da FPF em A Bola; «Já começou a maior competição amadora do futebol português. O CNS arrancou, estando em jogo a subida de três equipas às competições profissionais. Todos vão querer suceder ao Mafra, vencedor da segunda edição do CNS.
Esta competição está dividida em 8 séries. São 80 as equipas que vão lutar por um lugar ao sol e para isso acontecer é preciso terminar a primeira fase nos lugares que dão acesso à subida e, automaticamente, asseguram a permanência. A segunda fase será dividida em Norte e Sul, subindo aos campeonatos profissionais o vencedor de cada série e quem ganhar um play-off entre os dois segundos classificados. Joga-se de Bragança a Vila Real de Santo António passando pelas ilhas. É a competição mais abrangente do ponto de vista territorial, procurando num registo de proximidade diminuir os custos e aumentar as receitas. Felgueiras, Trofense, Vizela, Fafe, Tirsense, Gondomar, Salgueiros, Sanjoanense, Operário, União de Leiria, Naval, Torreense, Barreirense, Louletano e Juventude de Évora são alguns emblemas com história, tradição e ambição. (...)
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «O Benfica foi deitar-se no sábado a pensar que podia fechar a segunda jornada da Liga com dois pontos de avanço sobre os concorrentes mais diretos e acabou por dormir no domingo a um ponto atrás dos rivais. Assim, para os encarnados, a desilusão foi a dobrar: porque perderam com o Arouca em campo neutro; e porque viram, de Sporting e FC Porto um risinho de escárnio...
É verdade que os três candidatos ao título mostraram limitações, quiçá inesperadas. Mas, contas feitas, o Benfica tem razões para estar mais preocupado do que leões e dragões. Em Alvalade, quando muitos pensavam que para o Sporting de Jesus ia ser sempre bar aberto, o encontro com o pragmatismo da Liga custou dois pontos aos leões, que acusaram fadiga e ainda pagaram o preço de algumas ideias por ora mal assimiladas. Faz mal o Sporting se optar por imputar todo e qualquer insucesso às arbitragens, sob pena de perder o foco e desvalorizar as causas reais de algumas insuficiências. Mas, a dois dias do tira-teimas de Moscovo, acabou por vir do Benfica o maior alento... (...)
»

Dia 25

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «(...) Em súmula, o Benfica tarda a reivindicar o seu estatuto. Não há sinal da equipa que saía para o campo em estado de excitação e com pressa. Mudou demasiado de hábitos e isso nota-se, por exemplo, na saída de bola hesitante. Percebe-se a vontade de ter maior segurança na posse, mas também a insistência, até à exaustão, no jogo flanqueado. "Quanto mais eu treino, mais sorte tenho", costumava dizer o golfista norte-americano Arnold Palmer, opinião que, transposta para a atual realidade do Benfica, significa a necessidade de ser dado mais tempo. Mas mesmo que Rui Vitória consiga ultrapassar a atual miscelânea tática e impor a sua identidade, continuará a faltar-lhe alguma mão-de-obra qualificada. Isso é menos premente num FC Porto em que a soma das parcelas é ainda inferior ao que representam todas as frações. Mas também ficaria mais composto com um lateral esquerdo e um médio criativo de classe. Sem este último, não tem jogado nem bem nem mal, antes realizado exercícios planos e geométricos, como muitas idas e voltas dos médios, muita pólvora seca e um saldo quase nulo. »

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) O Sporting reforçou-se como nunca e ferve em entusiasmo, mas a verdade é que arrancou uma vitória sobre o recém-promovido Tondela, de grande penalidade, mesmo ao cair do pano e, este fim de semana, consentiu que o Paços, rescrevendo a história de há um ano, empatasse em Alvalade. O FC Porto, em minha opinião dispondo do plantel mais equilibrado, voltou a marcar passo no Funchal, e mais grave do que isso, a privilegiar um tipo de futebol porventura desenhado com recurso e régua e esquadro, mas previsível e repetitivo, sem pingo de criatividade e de irreverência. Parece estar proibida a capacidade de surpreender E, no entanto, só embirram com Vitória. Porque será?
Poucos se recordarão, mas o Futebol Clube de Arouca chegou à Liga em 2013 pela sábia orientação de Vítor Oliveira, o mesmo que este ano alcançou feito idêntico no comando técnico do União.
Depois de Pedro Emanuel, que nas duas últimas temporadas ajudou a reservar espaço no campeonato principal, o clube deu a preferência a Lito Vidigal, e fez bem. Trata-se de um jovem treinador em segura ascensão, esclarecido e minucioso na escolha dos jogadores e na preparação das equipas e dos jogos, como deixou vincado em Aveiro. (...)
»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) A vitória não estava, contudo, garantida. O futebol é imprevisível: uma equipa pode estar a jogar bem, a controlar a partida e, no fim, o resultado pode não ser satisfatório. Mas no futebol também é sabido, compensa manter a fidelidade a uma determinada ideia de jogo. O que não compensa é suspender essa ideia e, em seu lugar, escolher o recurso dos que não têm mais recursos - o jogo direto e as bolas bombeadas para a área.
Pois foi isso que o Benfica fez na meia hora final deitando fora o que estava a fazer bem até aí. A partir de certa altura. com dois postes dentro da área mais uma mão cheia de alas e avançados, o jogo resumiu-se a cruzamentos longos, condenados ao fracasso, devidamente combinados com dezenas de remates sem critério de meia distância. Posso estar enganado, mas não conheço na última década uma única equipa que tenha sido ganhadora a jogar assim. Contra o Arouca, pior que a derrota foi o sinal tático dado naquele último terço da partida. Espero não voltar a ver.
»

Dia 26

Jorge Barbosa - Editor-Chefe do Record; «(...) Por estas razões, acredita-se que o Sporting vai ter hoje êxito no jogo com o CSKA, um adversário obviamente difícil, com um andamento que requer atenção máxima, mas o que importa registar é que o clube português dispõe de inteligência e imaginação suficientes para desanimar o seu adversário, adotando uma atitude ganhadora, bem ao jeito, aliás, de Jorge Jesus. Será sempre uma boa maneira, também, de ganhar respeito, um fator que poderá ser determinante no jogo desta noite em Moscovo.
Sejamos, pois, positivos, embora prudentes, pois nunca se sabe se o campo estará inclinado, como esteve, por exemplo, no jogo da primeira mão, em Alvalade, e com as consequências que daí resultaram, como todos muito bem sabemos.
»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) Rui Vitória continua a ser figura do momento no Benfica - e não pelas melhores razões. É preciso ser pouco sério para cair em cima do treinador ao cabo de duas jornadas, valorizando-se apenas os resultados e deixando de fora as circunstâncias. O atual plantel tendo qualidade, está distante de tudo aquilo que o anterior treinador teve à disposição. O Benfica perdeu Maxi e Lima e vamos ver o que se passa com Gaitán, que vai jogando a meio gás. E dos reforços que estão às ordens de Rui Vitória - Mitroglou, Jiménez, Carcela, Taarabt e Éderson - nenhum seria titular em qualquer das equipas que JJ orientou na Luz. Isto não reflete a diferença entre treinadores. Quer dizer, apenas, que há uma nova política de mercado. A Jesus deram craques. A Rui Vitória, não. Ou ainda não. »

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Eliminatória com o CSKA também importante no balanceamento para a temporada de máxima ambição que o novo Sporting se exige. Triunfante regresso de Moscovo dará enorme acréscimo de confiança para as seguintes batalhas na Champions e, ainda maior, para a prevista cerradíssima luta pelo topo nacional. Melancólica saída de Moscovo implicaria imediata necessidade de forte revitalização psicológica. Para a qual, diga-se, o Benfica já deu grande ajuda logo após o P. Ferreira arrancar empate em Alvalade... Há ainda o conflito que, no Benfica (com uma exceção, muito fazendo sofrer o Chelsea), Jorge Jesus teve com a Champions... Moscovo, hoje, surge-lhe como crucial tira-teimas... »

Dia 27

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) Uma bola que não dá golo porque o número 1 a defende equivale a uma bola nos ferros ou coisa semelhante. É como se a equipa tivesse 10 elementos e um quase-jogador que até tem equipamento diferente. Desvaloriza-se o seu trabalho. O mesmo se passa nos penalties. Se o nosso guardião defende o castigo, o mérito é dele. Se for o keeper contrário a defender o remate, só há demérito de quem o aponta e raramente merecimento na defesa.
Na 1.ª jornada da Liga perguntaria emocionalmente falando - de que se queixa o Estoril, se o imperial Júlio César foi um dos onze do Benfica em campo? Na 2.ª jornada, e ao invés, diria que a bola não entrou na baliza do Arouca porque Bracalli teve toda a sorte do mundo, como se ele não fosse um dos onze arouquenses.
Difícil sina, a dos guarda-redes. O seu objectivo é impedir o golo. Por isso, um erro é sempre visto à lupa, ampliado, mesmo que se siga a uma série notável de defesas. Afinal, ele é o último reduto do castelo, aquele a quem se pede o possível e o impossível.
»

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado, no Record; «(...) Simplesmente, quando o Sporting fala, fala uma instituição com 109 anos de existência, com o estatuto de utilidade pública e um histórico ímpar no desporto português, e aquilo que diz e a forma como diz têm de refletir sempre estes parâmetros. O dirigismo no Sporting, ao longo dos tempos - com direções boas e más -, tem, no essencial, sabido manter níveis de dignidade e elevação, que o distinguem dos outros clubes - salvo algumas lamentáveis exceções do tipo Cardinal -, e esse é um legado intemporal, que está para além de quem, circunstancialmente, dirige os destinos do clube.
O Sporting, mesmo quando se revolta e protesta, nunca pode deixar de ser o Sporting. O presidente do Sporting deve sempre saber interpretar o sentir dos adeptos, mas não pode obviamente exprimir-se como adepto. Por isso, há que evitar a tentação fácil do chocarreirismo, por muito impactante que possa parecer. É que, como tudo na vida, para se ser respeitado, há que dar-se ao respeito.
»

Nuno Santos - Jornalista, no Record; «(...) O jogo de ontem era, de certa maneira, o jogo-chave do novo Sporting. mesmo que não se pudesse exigir a Jorge Jesus que colocasse a equipa na fase de grupos. Se o conseguisse, essa vitória dava um novo fôlego e visibilidade ao projeto liderado pelo treinador. Se falhasse, como falhou, Jesus via subir ainda mais a pressão. Financeiramente. esta saída de cena é um desastre, desportivamente obriga o Sporting a ganhar a Liga e a fazer uma boa campanha na Liga Europa. É disto que estamos a falar porque foi essa a fasquia que o Sporting colocou a si próprio.
Vendo com olhos de ver o jogo de Moscovo, verifica-se que o treinador que aos 60 anos ainda sonha com um gigante europeu não tem dimensão para a maior competição do Mundo. Não é de hoje. Lembram-se do Benfica? Jesus tem com certeza razões de queixa da arbitragem mas armou mal a equipa. O Sporting com jogadores sofríveis como Naldo ou João Pereira, sofreu um golo, depois outro, não reagiu e só a perder por 3-1 tentou inverter o estado das coisas. Mas lembra a alguém não mexer na equipa mais cedo?! O Mané e o Gelson foram passear à Rússia? (...)
»

Dia 28

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «Jogam-se as últimas cartadas do mercado, cada vez mais perto do encerramento. No Monaco, Luís Filipe Vieira e Jorge Mendes tentam encontrar soluções para problemas que já podiam estar resolvidos. Em Lisboa, Rui Vitória desespera por boas notícias, ciente de que ainda não tem as mesmas armas que outros tiveram. Não deixa de me espantar, confesso, que a grande preocupação seja um lateral-esquerdo. Olho para o plantel e vejo carências mais evidentes. Mas como dizia um companheiro de redação, o melhor reforço seria a permanência de Gaitán. Aí sim, o treinador teria razões para sorrir. Já as finanças encarnadas nem por isso. Mas essas já não parecem a maior preocupação, como há tempos acontecia. É a vida. (...) »

João Tomaz - Cronista de 'O Benfica'; «(...) Isto porque, apesar de achar que o presidente do Sporting é considerado, por muitos Benfiquistas, um tolo a quem nem sequer deve ser dada conversa, considero que as suas acusações ao nosso Clube são graves e não poderão ser ignoradas, sob pena do seu teor, por ausência de resposta, se perpetuar e, assim, validar o mais pérfido argumentário anti-benfiquista.
Acusar-nos de manipulação da data da fundação e do número de Campeonatos é próprio de um ignorante que desconhece que o SLB comemora desde sempre a sua fundação em 1904 e que a FPF, no seu relatório de 1938/39 (ano da mudança de nome de "1.ª Liga" para "1.ª Divisão"), refere expressamente que as provas são as mesmas. Mas a afirmação de que manipulamos o número de Sócios e adeptos é, se infundada, difamatória. Não cabe, ao SLB, considerar inimputável o presidente da terceira maior potência desportiva portuguesa. Em defesa da nossa honra, deveria ser-lhe exigido que se retrate ou que prove, em tribunal, o que afirmou.
»

Paulo Teixeira Pinto - Adepto portista em A Bola; «(...) Trata-se, por conseguinte, sem qualquer dúvida, do melhor atleta português. A sua marca, porém, ultrapassa em muito o brilho das medalhas, precisamente pela razão que leva a reconhecer o especial esplendor do bronze que ontem conquistou. Porquê? Porque esteve praticamente três anos sem poder competir, em consequência de impiedosas lesões que consecutivamente contra si atentaram. Ainda por cima quando já se acercava dos trinta anos, limiar que no imaginário popular português - que não italiano ou americano, por exemplo - corresponde ao 'terminus' de uma carreira de alta-competição. Agora Nélson Évora volta a provar que aquilo que faz de si um atleta superior é sobretudo o 'animus' que habita o seu 'corpus'. Este é o instrumento que salta mais de 17 metros. Aquele é a entidade que lhe confere identidade.»

SIGA-NOS NO TWITTER AMIGO ON FACEBOOK REENCAMINHE PARA UM AMIGO
Copyright © *|CURRENT_YEAR|* *|LIST:COMPANY|*, All rights reserved.
*|IFNOT:ARCHIVE_PAGE|* *|LIST:DESCRIPTION|*
Remover | Preferências 
*|IF:REWARDS|* *|HTML:REWARDS|* *|END:IF|*