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Newsletter N.º 183

110 anos! Assinala-se precisamente a 28 de Fevereiro mais um aniversário do glorioso Sport Lisboa e Benfica. Desta vez, devido à sequência triste que nos atingiu com o desaparecimento de Eusébio e de Coluna, o acontecimento será o mais discreto possível.

A 20.ª jornada trouxe novidades. Na frente o FC Porto foi derrotado pelo Estoril no Dragão após 5 anos sem passar por esse travo amargo, enquanto o Sporting e o Benfica venceram os seus adversários. Tal significa que os portistas foram ultrapassados pelos leões e estão agora a 7 pontos do líder Benfica.

No atletismo nova vitória no sector masculino. No sector feminino ainda que as distâncias comecem a encurtar, ainda não é tempo de cantar vitória.

Na Liga Europa o Benfica deu mais um passo em frente e eliminou com tranquilidade o PAOK repetindo a vitória desta vez por números mais dilatados. Na mesma prova o FC Porto apurou-se 'in-extremis' na Alemanha depois de muito sofrimento.

Destaque ainda para a equipa de Juniores do Benfica que eliminou o Áustria de Viena e se apurou para os quartos final.

É já no Domingo que teremos mais um desafio difícil para o campeonato em que visitamos o Restelo. Esperamos que tenhamos sucesso para prosseguir a marcha rumo ao título.


Dia 22

Alexandre Pais - Jornalista no Record; «(...) O treinador está a ganhar o desafio que desgraçou, ao longo dos tempos, tantos mestres da utopia: dispor não de 11 mas de 17 ou 18 jogadores com condições - técnicas, físicas e mentais - para serem titulares. Como se não bastasse a fartura do plantel, agora até Salvio voltou a entrar em ação. Enquanto Paulo Fonseca passa noites acordado, Jesus dorme como um bebé. »

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...)...Na segunda-feira, é vez do líder receber o sexto. Tarefa de relativo grau de dificuldade, nada que o plantel benfiquista não seja capaz de ultrapassar com sucesso, se nenhuma noite mal dormida do treinador lhe tolher o talento e desvirtuar a qualidade. Será preciso inventar muito, e mal, para impedir que o Benfica volte a ser campeão. »

Rui Santos - Jornalista no Record; «(...) Esta decisão do CD da FPF prova que não é com tolos que se apanham os dolos. Infelizmente. Porque, na verdade, o que esta decisão demonstra é que o sistema em que está assente o modelo da autonomia do movimento associativo não gera as condições necessárias de isenção e independência quando estão em causa divergências e delitos desta natureza. E é sobre esta realidade que as reflexões devem ser dirigidas. Este sistema organizativo está feito para que os dolos sejam anulados por bolos. Servidos, sem parcimónias, aos bobos que fazem de tolos e se tornam presas fáceis dos lobos.»

Dia 23

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «(...) 4. Caso o recurso - ou recursos - não for de rejeitar liminarmente, o Conselho de Justiça deve decidi-lo no prazo de quinze dias. 5. Deixamos cair, afinal, uma questão complexa alguém recorrerá aos tribunais, caso não se conforme com a decisão do Conselho de Justiça? Será essa uma via possível? »

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra; «(...) Ou seja: tomando como exemplo o "caso do atraso" na Taça da Liga decidido esta semana, a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga e a Sporting SAD poderão recorrer imediatamente ao TAD da deliberação do Conselho de Disciplina da FPF. Se assim se confirmar, surgirá um novo modelo de "justiça desportiva", da qual fará parte integrante um TAD pleno de poderes. Uma arquitectura que reformará procedimentos e mentalidades, e exigirá mais aos decisores. Desde que, claro está, o TC (se novamente provocado) assim entenda por bem. »

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Luta pelo topo prossegue hoje e amanhã. Estoril, no Dragão, e V. Guimarães, na Luz, contrapõem firme objetivo de entrada na próxima Liga Europa. Arouca: estreante na I Liga, eis o outro especialista de conseguir mais pontos em casa alheia do que na sua. Assim tramou o Braga, como fizera a Rio Ave, Académica, Estoril, Nacional e... Benfica. »

Dia 24

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «(...) Nem o adepto mais otimista esperava grandes desempenhos nesta época, mas de surpresa em surpresa e de dossier em dossier, o leão transfigurou-se, recuperou a dignidade há muito perdida e, espanto, somou sucessos desportivos. O ponta-de-lança desta ação chama-se Bruno de Carvalho. Que não se deslumbre, ainda só está na meta da partida. »

João Querido Manha - Director do Record; «(...) Sim, por pequenas diferenças, pequenos incidentes de percurso e meras opções conjunturais, podíamos ter hoje um cenário com Paulo Fonseca treinador do Benfica e Jorge Jesus treinador do Porto. (...)»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) Ver o dragão queimar-se nas suas próprias labaredas é uma estranha ironia, mas é isso mesmo que lhe está a acontecer, muito por culpa de uma arrasadora intranquilidade e total ausência de confiança no treinador. Hoje, para que a situação se agrave, só falta o Benfica ganhar e passar para uma vantagem de sete pontos. »

Dia 25

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Mas isso faz parte de outra história, a mesma que terá conduzido ao afastamento do administrador responsável pela área financeira, Angelino Ferreira, entretanto substituído por Fernando Gomes, antigo presidente da Câmara do Porto. Uma mudança discreta, como convinha. Imagine-se o que aconteceria se em vez de ser Angelino Ferreira a sair da SAD portista fosse Domingos Soares de Oliveira da SAD benfiquista: parava o País... Nem a intervenção do professor Marcelo no congresso do PSD mereceria tamanha relevância... »

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «(...) Os pontos obtidos para o 'ranking' da UEFA são bem elucidativos. Mesmo assim há quem viva à grande. É o caso do FC Porto que, se não tivesse desbaratado centenas de milhões recebidas com a alienação de jogadores nos últimos 10 anos, poderia estar numa situação invejável e não na penúria. Razão terão os dois administradores da área financeira que abandonaram o barco por discordarem do rumo que o presidente tirano em fim de ciclo tem imprimido. (...)»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário no Record; «(...) Este ano tem sido pródigo em exemplos disso mesmo: atrasos no início dos jogos; regresso dos empurrões a jornalistas e as costumeiras declarações boçais do presidente. Ainda ontem, conhecida a escolha dos treinadores da 1.ª e 2.ª Ligas para o prémio do Melhor Jogador de 2013, promovido pela TSF, ficámos a saber que, em 38 técnicos, haviam votado 36 - sabem quem foram os abstencionistas? Os treinadores do Porto e do Porto B. O mesmo mau perder de sempre. (...) »

Dia 26

António Varela - Sub-Director do Record; «(...) Um pouco à semelhança do brasileiro Ramires, que quando chegou à Luz tinha o passe pré-vendido aos ingleses, num acordo que reúne as boas vontades empresariais de Roman Abramovich e do agente Pini Zahavi, o Benfica foi escolhido para "barriga de aluguer" de futebolistas de potencial indesmentível, com perspetivas de grande crescimento. (...) »

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «(...) As camisolas não assustam, Pinto da Costa já não é o que era, o treinador não lidera - mas atenção: ainda nada está perdido para o Porto e ainda nada está ganho para o Benfica. Um dragão ferido pode reagir de forma imprevisível. Mas aconteça o que acontecer, ganhe o Porto o que ganhar este ano, é impossível disfarçar a realidade: a sua hegemonia no futebol português está a chegar ao fim. (...) »

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Até com golos seus, Coluna assumiu comando para virar de pantanas o curso dessas finais. No Benfica e na Seleção, ele era a coluna vertebral; e, quando se tornava urgente, daí partia para também ser coração, alma e cérebro na avassaladora força mental. Monstro de liderança!»

Dia 27

António Tadeia - Director-Adjunto do Record; «Não estou convencido de que Mário Figueiredo possa hoje ser mais solução do que problema para o futebol português. As razões que me levam a escrevê-lo, porém, diferem bastante das que assistem à generalidade dos que pedem a cabeça do presidente da Liga. Para todos os efeitos, Figueiredo parece-me hoje o homem errado com ideias certas, enquanto que os que agora reclamam a sua demissão - e que são os mesmos que o elegeram há pouco mais de dois anos - já o acharam o homem certo, mas estão a seguir o trilho cúmplice dos que o convenceram de que as ideias estão erradas. (...) »

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «É raro ver o Porto perder. É raríssimo vê-lo perder em casa. Mas esta semana vimos uma coisa ainda mais rara: ver o Porto perder a cabeça. Foi uma semana para esquecer ou o clube está a resvalar para uma ladeira? (...) »

Vítor Serpa - Director de A Bola; «As mortes de Eusébio e de Coluna, surgidas neste cinzento início de ano de 2014, vieram reavivar a noção de uma notável realidade histórica de um Portugal de coração grande, do tamanho do mundo. Um Portugal que se rói por dentro nos defeitos mais pequenos e que raramente se estimula nas grandes virtudes. (...)»

Dia 28

Daniel Oliveira - Analista Político, no Record; «(...) O futebol, como quase tudo o que não é essencial, só existe se o seu poder simbólico continuar a fazer sentido. Havendo no futebol tanto menino tão precoce nas suas habilidades mas tão mimado no seu temperamento, há muito tempo que não me apetecia fazer uma vénia a um jogador. Faço-a agora, com todo o respeito, a Jardel. Que os 18 pontos que tem na testa sejam as suas medalhas. »

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «O Benfica vai estar hoje representado a mais alto nível no funeral de Mário Coluna. Trata-se de uma decisão que traduz o reconhecimento pelo que o 'monstro sagrado' fez por um clube onde, entre outros troféus, venceu duas Taças dos Campeões Europeus e dez Campeonatos Nacionais. (...)»

Luís Fialho - Cronista de 'O Benfica'; «Nenhum benfiquista esquecerá tão cedo aquele terrível mês de Maio de 2013, no qual, em poucos dias, perdemos tudo aqulo que ambicionávamos vencer, e que o futebol praticado pela equipa bem fizera por merecer. Na altura, bastava-nos ganhar na Luz às duas equipas provenientes do segundo escalão (Estoril e Moreirense), para matematicamente selar o título. Estávamos, vinte e três anos depois, numa final europeia. Estávamos, oito anos depois, numa final da Taça, para a qual éramos unanimemente considerados favoritos. Perdemos tudo. (...)»

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