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Newsletter N.º 238

Na 26ª jornada aconteceram surpresas. Que não se esperavam mas também não se excluiam. O Benfica voltou a perder no último minuto em Vila do Conde depois de uma exibição que deixou muito a desejar (sobretudo na 2.ª parte), e o FC Porto não foi além de um empate na Choupana. Ao Sporting a jornada correu-lhe de feição pois reduziu o atraso para os dois da frente (ainda que continue 'inatingível'), e aumentou a distância para os seus imediatos perseguidores. A Liga promete, mas por ora passa a ser tempo de selecções, com o Seleccionador Nacional a ver reduzido o castigo para escassos 2 jogos o que não deixa de ser uma boa notícia.

Nas modalidades, o Andebol apesar da derrota apurou-se para as meias-finais da Taça Challenge, o Voleibol também está na final do 'play-off' do campeonato e o Basquetebol venceu mais uma vez a Taça de Portugal. Desta vez a 'fava' saiu ao Hóquei em Patins masculino que se viu arredado da "Final-Four" ao baquear no Dragão Caixa pela diferença tangencial.

Mas estava escrito que o Voleibol haveria de regressar à ribalta. Frente ao poderoso Ravenna, os encarnados conseguiram a proeza de vencer por 3-0 abrindo caminho ao apuramento para a final. Falta apenas um pequeno pormenor: o apuramento no Domingo em Itália. Confiamos que tal suceda.

Domingo, na Catedral vai haver o Portugal-Sérvia. Que seja umn excelente jogo com uma vitória para a nossa Selecção.


Dia 21

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Os adeptos de emblemas rivais preveem, naturalmente, um 'tratamento à Shakhtar', representante ucraniano que levou sete na eliminatória transata, mas os adeptos portistas acreditam mais em 'tratamento à Wolfsburg', que goleou os bávaros na Bundesliga (4-1). É preciso acreditar. Este 'terror' alemão é o mesmo que em 2012 perdeu na final da Champions (em Munique), diante do Chelsea, e o mesmo que em 2013 venceu na final da Champions (em Londres), frente ao Dortmund, embora, antes, tivesse provocado a desordem em casa do adversário, ao contratar Mario Gotze, que nem alinhou em Wembley, e ao 'reservar' Lewandowski. Quando se tem dinheiro, eliminam-se as dificuldades, para esconder fraquezas, que as há, sempre. Lopetegui sabe isso. »

José Manuel Paulino - Editor-Adjunto do Record; «Dois dias depois de ter sido dado como disponível para defrontar o FC Porto, após confirmação de que não teria de cumprir castigo, Tiago Rodrigues volta a ser notícia porque, afinal, não pode defrontar os dragões. Uma maldita gastroenterite retira o influente médio do Nacional do jogo frente ao clube detentor do seu passe. Porventura, esta será uma situação "perfeitamente normal", como defendem os responsáveis do clube madeirense - afinal, ninguém está livre de adoecer. Mas é certo que vai, mais uma vez, fazer correr muita tinta. Por toda a envolvência (joga, não joga...), pelo timing (em véspera do jogo...) e pelo "cadastro" do futebol português em casos semelhantes. Os regulamentos não impedem jogadores emprestados por um determinado clube de alinhar contra os mesmos, mas a verdade é que não é virgem assistir-se a ausências de última hora. As explicações podem ser as mais legítimas, mas, tal como a mulher de César, "não basta ser sério, é preciso parecer".»

Sérgio Krithinas - Editor do Record; «(...) Mais do que um bom futebolista, Andreas Samaris é alguém que leva o trabalho muito a sério. Também por isso, e ao contrário do que sucedeu, por exemplo, com o guarda-redes Roberto, nunca reparou na etiqueta de preço que lhe foi colocada mal aterrou no aeroporto da Portela. Dez milhões de euros é muito dinheiro - possivelmente dinheiro a mais - pela transferência de um jogador que um ano antes tinha custado cerca de um décimo dessa verba. Mas mais meia dúzia de exibições como a que fez diante do Sp. Braga farão com que nenhum adepto se lembre disso também. »

Dia 22

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «Ter o jogo na mão e deixá-lo fugir de forma tão gritante não acontece muitas vezes ao Benfica. Mérito de Pedro Martins, que soube mexer e vencer a batalha tática com Jesus (são poucos que se podem gabar do mesmo), mas também algum demérito encarnado que tem de ser analisado. Na procura de razões pode enumerar-se o excesso de confiança após o golo madrugador de Salvio, quem sabe aumentado pelas lesões de Marcelo e Hassan, dois dos melhores vila-condenses. Mas o que dizer da colocação de Talisca na ala, ele que anda uma sombra de si próprio e em terrenos laterais se apaga ainda mais? Depois, dia menos de Jonas, um dos abonos de família da equipa. Quiçá, a ausência do talento de Gaitán foi excessiva. Um pouco de tudo isto e mais uns pozinhos daquilo, a verdade é que o Benfica foi muito incompetente. De treinador a jogadores. Pedir responsabilidades ao árbitro após tão fraca intensidade é intelectualmente desonesto e escolher o caminho mais fácil. Jesus tem é de puxar as orelhas a todos e voltar a focar o grupo no objetivo primordial. Até porque o dragão acabou por transformar uma derrota aziaga num mal menor. (...)»

Cristina Ferreira - Apresentadora no Record; «Não sei andar de patins. Nunca soube. Isto de ter rodas nos pés e não os sentir na terra nunca foi para mim. Mas invejo os que sabem e, mais ainda, os que fazem disso um jogo rápido, duro e de mulheres. Houve uma altura em que vi muitos jogos de hóquei em patins no Estádio da Luz. E adorava. Tudo era feito a uma velocidade tal que nem havia tempo para nos recompormos. Curiosamente, nunca vi nenhum jogo feminino, e é disso mesmo que quero falar. Então, a equipa feminina de hóquei do Benfica é campeã europeia e eu não sabia? Eu e muitos outros, certamente, que isto não é notícia de jornal televisivo. Mas o que mais me espantou veio a seguir. Fui à procura delas e descobri que treinam já depois das 22 horas, e que algumas fazem 150 quilómetros para voltar a casa. Umas são estudantes, outras trabalhadoras, e depois há a Marlene. Veio de São João da Madeira para Lisboa, tem 19 anos, é estudante de Educação Física e marcou 4 dos 5 golos que deram a vitória ao Benfica, ou melhor, a Portugal, porque foi a primeira vez que roubámos a taça à até então sempre vencedora Espanha. É caso para dizer "olé". E que os ventos continuem a favor. »

Fernando Seara - Adepto benfiquista em A Bola; «1. A derrota, ontem, do Benfica em Vila do Conde relança o campeonato. Apesar do empate do FC Porto na Madeira, frente ao Nacional. O Benfica, uma vez mais, perde no derradeiro minuto. Tal como acontecera em Paços de Ferreira. E no Minho, ou no Minho próximo, o Benfica não tem sido feliz esta época. O Benfica marcando cedo, acreditou, porventura, que os três pontos estavam conquistados. Teve o jogo controlado mas, na segunda parte, o Rio Ave acreditou. Houve felicidade e mérito da equipa de Pedro Martins. Principalmente nos últimos vinte minutos do encontro. E houve demérito na equipa de Jorge Jesus. E percebemos que Gaitán é hoje em dia, um dos jogadores mais importantes neste Benfica. A sua ausência é sempre notada. E o seu regresso à equipa uma mais valia. O que é inequívoco é que o Benfica continua a liderar a Liga. E esta derrota, que dói, tem de ser ultrapassada. Ultrapassada com a consciência que, cada vez mais, é preciso vontade e humildade. Do primeiro ao último minuto. (...)»

Dia 23

António Magalhães - Director do Record; «O Sporting alcançou uma das vitórias mais dilatadas no campeonato desta época e voltou a ganhar o direito a sonhar depois de uma jornada em que conseguiu recuperar 2 pontos ao 2.º classificado e distanciar-se 9 do 4.°, cavando um fosso que lhe garante tranquilidade.
Foi, pois, uma jornada verdadeiramente leonina coroada com quatro golos, o que acontece pela quinta vez esta temporada em jogos da Liga. Uma lição de eficácia dada pela equipa de Marco Silva, que noutros momentos lamentou não ter sido tão certeiro na finalização. Desta vez aproveitou o que o jogo lhe deu e o que conseguiu construir, juntando o útil ao agradável: uma goleada e uma boa exibição. Acresce que Slimani e Nani bateram recordes pessoais. Enfim, o leão teve boas razões para sorrir. (...)
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) A derrota do Benfica, improvável mas cristalina, na pureza do remate cruzado de Del Valle que Júlio César ficou a um centímetro de deter, evidenciou uma fragilidade dos da Luz face à pressão que o FC Porto vinha a exercer desde que perdeu, nos Barreiros. Mas os portistas, que entraram em campo na Choupana escassos minutos depois do confronto do estádio dos Arcos e conhecedores do desaire dos campeões nacionais, não mostraram nem talento nem estofo, tremeram perante a responsabilidade e só não abandonaram a Pérola do Atlântico de mãos a abanar porque Lucas João protagonizou o falhanço do século. (...)»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Aos senhores que correm pelo título, voltou a dar-lhes para desatinarem no mesmo dia. Quando o FC Porto perdeu em casa do Marítimo, o Benfica entrou em Paços de Ferreira crente de que iria ficar com decisiva vantagem de 7 pontos; espalhou-se ao comprido! Anteontem, Benfica derrotado pelo Rio Ave, FC Porto com excecional oportunidade de ficar apenas a 1 pontinho; empatou...- redução de atraso para 3 pontos soube-lhe a pouquíssimo. Quem dizia que Benfica e FC Porto, porque tão superiores a quaisquer outros, iriam passear no último terço da Liga... teve novo fortíssimo desmentido.
Mudanças de treinador resultam, ou não... Na Académica, vai de vento em popa: vitórias e, agora, empate em Braga; adeus alto risco de despromoção. No Penafiel, positivo 3-3 no Estoril, mas atraso para antepenúltimo ampliado (idêntica aflição para o Gil Vicente). No Belenenses, deu para o torto: derrota no Bessa, Europa a afastar-se. Muito importante V. Setúbal-P. Ferreira, esta noite. Ambos precisam de vencer... Um para se afastar da zona vermelha, o outro para ficar só a 1 ponto do sonho de regresso à Liga Europa (especialidade de Paulo Fonseca...).
»

Dia 24

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «(...) 2. Será que algum de nós tem legitimidade para fazer qualquer reparo quanto ao que se passa no 'bel paese'? Será que também nós não teremos claques perigosas? E estádios indignos desse nome? E clubes falidos e com salários em atraso? E arbitragens indecorosas? Beira Mar, Olhanense, V. Setúbal, Boavista... serão espelhos de virtudes? Consultem o sr. Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores. »

Nuno Santos - Jornalista no Record; «(...) Onde está então a razão principal da minha discordância? Mesmo com tudo o que está escrito, o FC Porto é o FC Porto. Nos últimos 30 anos tem um lastro de domínio do futebol em Portugal. Pinto da Costa está no seu posto e não deixará, por estes dias, de falar com quem tem que falar. O treinador, sendo teimoso, é também coerente e, justiça lhe seja feita, nunca baixou os braços, nunca deu o campeonato por perdido e, mesmo após o fracasso do Funchal, manteve o discurso como lhe competia. Não vislumbrei nenhum "divórcio" ou desconexão anormal entre equipa e treinador. Também não considero que o calendário, mais difícil dentro de portas e com o poderoso Bayern pelo meio, seja necessariamente um problema. Pode ser até uma motivação. As contas fazem-se no fim, o Benfica está na frente e é o favorito, mas será um exagero dizer que este FC Porto não tem "estofo" de campeão.»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) Bem pode Jesus queixar-se da arbitragem, mas em Vila do Conde manifestou-se uma debilidade que acompanha a equipa há algum tempo: a incapacidade para gerir uma vantagem. O problema, por estranho que possa parecer, foi mesmo o golo madrugador. O que não seria problemático, caso a equipa tivesse continuado a atacar, procurando o segundo golo. Mas como, por motivos insondáveis, a opção foi deixar passar o tempo, quase abdicar de atacar e fazer uma gestão imprudente da vantagem, no final aconteceu o que vinha sendo anunciado: a derrota e, de longe, a pior exibição da temporada. E, ao contrário do que foi sugerido nas análises à partida, a mudança do sentido de jogo não ocorreu apenas na segunda parte. Durante a primeira metade, já se pressentia um Benfica apático, que pareceu estar sempre a jogar em inferioridade numérica no meio-campo e que foi incapaz de esticar o jogo, aproveitando os espaços que um Rio Ave a pressionar alto oferecia.
Mas como nem tudo pode ser mau, não só o que se passou no Estádio dos Arcos deve servir como aprendizagem para os oito jogos em falta (dos quais seis são em Lisboa), como ao FC Porto faltou o estofo de campeão, que surge precisamente nos momentos em que é possível aproveitar as falhas dos adversários.
»

Dia 25

Jorge Barbosa - Editor-Chefe do Record; «(...) Já todos percebemos que o trabalho de Lopetegui é sério e profissional, a sua equipa está bem definida e tem uma ideia clara de jogo, atuando quase sempre com bom gosto, mas também não ignoramos que a Lopetegui custa-lhe dar o braço torcer - veja-se a questão da rotatividade - e custa-lhe ainda mais controlar as suas próprias emoções, como se vê pelo seu comportatnento no banco de suplentes. Essas suas imagens podem levar a concluir que essa espécie de falta de atitude e ansiedade de alguns jogadores em momentos determinantes, poderão ter origem no próprio Lopetegui. Cabe ao treinador encontrar a solução para que a equipa não trema em jogos em que é obrigatório não ceder, que é um papel que também tem, aliás, de ser assumido por Jorge Jesus. Um problema comum que é inesperado, uma vez que, naturalmente, ninguém estava à espera que Benfica e FC Porto revelassem agora défice de motivação e atitude»

Nélson Feiteirona - Jornalista de A Bola; «A última jornada do campeonato também vai ser recordada por mais um caso à portuguesa, daqueles de gato escondido com o rabo de fora. Na verdade, se considerarmos que alguma coisa ainda se consegue esconder é apenas o rabo, porque o gato está à vista de todos. A dois dias de receber o FC Porto, o Nacional estranhou não ver no mapa de castigos o nome do seu jogador Tiago Rodrigues, que tinha completado sequência de cinco amarelos. O Nacional perguntou à Federação se poderia ou não utilizar o jogador, que está no plantel emprestado pelo FC Porto. Responderam que sim, que Tiago, um dos mais influentes na equipa, estava em condições de jogar porque os cartões que tinha visto pela equipa B não eram contabilizados na equipa principal. O que aconteceu depois foi que Tiago Rodrigues não jogou mesmo, mas por causa de uma gastroenterite que o impediu de defrontar o clube ao qual na realidade pertence. Impossível não estabelecer uma relação entre este e outros casos, como o que sucedeu antes do jogo do Belenenses com o Benfica, também esta temporada. Miguel Rosa e Deyverson, jogadores do clube do Restelo com ligação ao Benfica (caso ainda mais grave, pois já pertenciam ao Belenenses), ficaram impedidos de jogar esse jogo, sem que qualquer justificação clara tivesse sido apresentada. (...)»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) Esperar até março para destituir o treinador que estava a ser a revelação da temporada 2014/15 pareceu mais do que uma brincadeira de mau gosto. O que Rui Pedro Soares fez não consta em nenhum manual de boas práticas de gestão. Tem ar de acerto de contas e só terá servido para dividir os adeptos do Belenenses - como ainda na 2.ª feira Alexandre Pais explicava na última página do Record. O problema é que o drama azul não se fica por aí. O que se seguiu à dispensa do treinador foi igualmente destrambelhado: a estratégia de comunicação, o processo de escolha do sucessor e o argumentário que ainda se vai arranjando para tentar justificar a saída de Vidigal e a entrada de Jorge Simão. Tinha mesmo que ser assim? »

Dia 26

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado no Record; «(...) Se alguém das claques tem projetos de poder, aspira a mais do que esse estatuto, que se apresente a eleições e se submeta ao veredicto dos sócios, porque essa é a única fonte legítima de mando. Para mais, a experiência mostra quão efémera e ilusória é a presunção de controlo das claques, mesmo a troco de fluxos financeiros ou condescendências nem sempre claras; bastam resultados desfavoráveis ou pretensões não atendidas para as juras de amor se converterem rapidamente em enxovalhos de patente ingratidão. Ainda me lembro dos reprováveis vexames de que o António Dias da Cunha foi vítima e que precipitaram a sua demissão.
Há que ter a coragem e lucidez de deixar claro às claques que elas não são ilhas de impunidade e devem pautar os seus comportamentos pessoais e coletivos, pelo respeito pela legalidade e pelos valores do clube. Porque há princípios que um sportinguista não pode alienar.
»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) Atentemos: Fernando Santos viu esta semana o Tribunal Arbitral do Desporto reduzir-lhe o castigo de oito para dois jogos (mais dois com pena suspensa). Não correu mal. Apesar de Fernando Gomes ter afirmado que esperava que o castigo fosse anulado é indisfarçável que respirou de alívio. Foi nessas condições que Gomes contratou Santos: correndo o risco de ver o selecionador fora do banco durante o Europeu. E isso demonstra liderança: se Fernando Santos ficasse fora do banco, hoje perguntaríamos por que raio a Federação o foi buscar nessas condições. Temos homem. E não é preciso falar de testículos.»

Santos Neves - Jornalista, de A Bola; «Agora a Sérvia... Apesar da Dinamarca, que não poucas dores de cabeça causou à Seleção de Portugal nas últimas qualificações para Europeu e Mundial, a Sérvia seria, quanto a mim, o nosso mais pujante adversário no apuramento para o Europeu do próximo ano. Seria... Felizmente, começou por empatar na Arménia, de seguida viu-se metida num sarrabulho disciplinar ao receber a Albânia (castigo da UEFA: menos 3 pontos para ambas) e, talvez animicamente desconjuntada por essa punição, espalhou-se, em sua casa, perante a Dinamarca (1-3). Tendo apenas 1 ponto em 3 jogos, está a 5 de Portugal. Porém, não deixou de ser a Sérvia. Bons jogadores (exemplos: um dos melhores defesas da Europa, Ivanovic, titularíssimo no Chelsea; Matic e Markovic de regresso ao estádio da Luz), forte potencial e, decerto, raiva face à premente necessidade de recuperar posições (está no 5.º lugar, 3 pontos atrás da Albânia e a par da Arménia!). Ou como tudo indica ir ser duro o confronto com Portugal no próximo domingo. (...)»

Dia 27

Alberto Miguéis - Cronista de 'O Benfica'; «Não fui apanhado de surpresa pois há alguns dias que sabia do seu estado de saúde precário. Mas não deixa de ser muito triste quando penso que foi através de Anacleto Pinto que me interessei pelo Atletismo do Benfica. Eu que até ouvir falar dele e depois de começar a vê-lo correr, na nossa antiga pista de tartan no campo 2 ou na televisão, pensava que só havia Atletismo, em Portugal, no Sporting CP! Comecei a saber da sua categoria no defunto "O Benfica Ilustrado" que começou por ser um suplemento mensal do semanário "O Benfica" em forma de revista. Foi aí que comecei a ler prosas magníficas acerca dele e fotografias apaixonantes de Roland Oliveira. Ainda tenho a revista onde se destaca a sua proeza, em 1966 quando, apenas com 17 anos, se sagrou campeão regional e nacional em Corta-Mato. Numa temporada em que integrou a equipa vencedora da mítica estafeta Cascais-Lisboa, uma prova de estrada. Natural de Viseu (25 de Fevereiro de 1948) envergou o Manto Sagrado em 1964 (com 16 anos) e foi com ele que se despediu em 1985, com 37 anos, embora tivesse passado por outros clubes: Benfica (1964-1969; 1974-1977; 1980-1985), Académico FC Viseu (1970; 1978-1979) e Sporting Clube de Luanda (1971-1974). (...)»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «Devagar, devagarinho, vão aquecendo os motores do entusiasmo pelo Portugal-Sérvia do próximo domingo, jogo importante para a equipa de todos nós, na caminhada, que se quer vitoriosa, rumo ao Campeonato da Europa de 2016. Depois de uma semana de goleadas fora de campo - a redução de oito para dois jogos do castigo de Fernando Santos e a eleição, por esmagadora maioria, de Fernando Gomes para o Comité Executivo da UEFA - chegou a vez de mostrar argumentos dentro das quatro linhas, compatíveis com os nomes dos jogadores da turma das quinas. Os portugueses têm estado muito bem habituados pela sua Seleção Nacional que desde o Europeu de 2000 (terceiro lugar, na Bélgica e Holanda) não falha uma fase final das grandes competições. E é bom que assim se continue porque a nossa Seleção principal é, grosso modo, a única fonte de receita de todo o edifício que suporta outras 16 equipas nacionais, de vários escalões, géneros e variantes, que representam o futebol português. (...)»

José Ribeiro - Editor-Chefe do Record; «(...) Há uns anos, Jesus defendeu que os treinadores portugueses eram dos melhores do Mundo. Não passava de uma opinião, já que a teoria carecia da necessária demonstração cabal. Os triunfos de José Mourinho eram insuficientes para a generalização. O génio de um não podia levar toda uma classe a reboque. Mas hoje a declaração do treinador do Benfica já deve ser ouvida sem desdém. Trata-se de uma evidência.
Curiosamente, Leonardo Jardim e Nuno Espírito Santo (os que à partida têm menos hipóteses de terminar em 1.º lugar) são dos que mais ajudam a colocar o nome de Portugal no mapa. Porque estão a fazer muito, quando deles pouco se esperava, em ligas de enorme visibilidade.
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