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Newsletter N.º 234

Continua o 'folclore' de Bruno de Carvalho com petições, exposições, queixas e queixinhas para tudo o que é organismo. Pelos vistos teremos sempre mais para nos animar.

Na 22.ª jornada, o pontapé de saída dos grandes deu-se com a deslocação do Benfica a Moreira de Cónegos. Depois de uma 1.ª parte complicada que acabou em desvantagem, o Benfica reagiu, chegou à vantagem e depois limitou-se a gerir. Por sua vez o Sporting 'em convalescença' recebia o Gil Vicente. Os leões eram favoritos e confirmaram esse favoritismo com uma exibição longe do fulgor, já a pensar no próximo e decisivo jogo europeu contra o Wolfsburgo. Finalmente, no Bessa adivinhavam-se dificuldades para o FC Porto que aconteceram de facto mas no final surgiu a vitória portista mantendo tudo na mesma.

No atletismo destaque para os Campeonatos de Pista Coberta onde o sector masculino cometeu a proeza de vencer todas as 14 provas.

A equipa de futebol dos Sub-19 do Benfica passou aos quartos de final da 'Youth League' depois de vencer o Liverpool. Parabéns.

Para variar, novas ondas de choque em Alvalade com a suspensão de Bruno de Carvalho e a 'bronca' com Jefferson. E logo numa semana com 2 jogos cruciais para o Sporting que, pelos vistos, não tem descanso.

Na próxima jornada somos os anfitriões do Estoril. É para ganhar!


Dia 21

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) O Benfica apresenta-se, logo à noite, em Moreira de Cónegos e ninguém contesta o seu favoritismo. A propósito, afirmou o treinador dos encarnados que quem lidera com quatro pontos de avanço tem de estar confiante. Em teoria é assim, mas na prática a realidade sugere cautelas reforçadas em função do bom desempenho do Moreirense, apesar do seu treinador, sabiamente, situar este encontro num campeonato em que a sua equipa não participa, com o objetivo claro de transferir todas as responsabilidades para o Benfica. «Tem de ganhar de qualquer maneira», declarou.
É verdade, mas também não é mentira dizer-se que Miguel Leal está a conquistar o seu espaço com reconhecido mérito, através da palavra, do trabalho e dos resultados. Jesus não vai ser recebido com flores, mas deve ter a noção que é general de um exército com poder suficiente para ultrapassar sem angústias desafios como o que hoje se lhe depara, alinhe ou não Gaitán! Titubear perante esta evidência é encher de razão Pinto da Costa, o qual já viu «muitos campeões antecipados assistirem à festa dos outros». Um aviso em jeito de ironia que não pode ser desvalorizado: o presidente do FC Porto sabe do que fala e Jorge Jesus percebeu a mensagem...
»

Luís Pedro Sousa - Editor do Record; «1. E num ápice o Sporting viu comprometidos dois dos principais objectivos da temporada. Em pouco mais de uma semana, os leões despediram-se em termos práticos do título nacional e ficaram com um pé de fora das competições europeias. Neste curto período, o plantel leonino 2014/15 mostrou tão-só para que metas estava talhado. Com um investimento muito mais reduzido do que a concorrência direta, só numa competição com as características da Taça de Portugal, já que a Taça da Liga estava "a priori" descartada, é que reside, certamente e nestas circunstâncias, a única aspiração leonina, se Nacional, Rio Ave e, principalmente, Sp. Braga não tiverem argumentos suficientes a opor. Os milagres não existem. (...)»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) O caso de Gaitán, na realidade, é um pequeno mistério. Foi substituído a 18 de Janeiro, nos Barreiros com uma "lesão muscular na face anterior da coxa direita", como indicava dois dias depois o boletim médico do Benfica. Daí para cá, a informação sobre o caso ficou por conta do treinador - que chegou a levar Gaitán para estágio em véspera do dérbi com o Sporting. Na conferência de imprensa que antecedeu a ida a Alvalade, Jesus não tinha a certeza se iria poder utilizar o extremo: "Veremos se pode jogar ou se dá para ir para o banco. No domingo faremos um teste para tirar as dúvídas". Não jogou, não foi para o banco e hoje, duas semanas depois, continua fora dos convocados. Jorge Jesus é um estratega que, se pudesse, entraria todas as semanas no autocarro do clube com os jogadores camuflados. Punha um bigode a Maxi Pereira, um fato de motard em Eliseu, óculos escuros em Pizzi e uma cabeleira em Jonas. É o seu estilo e não vale a pena acreditar que um dia será diferente, Quem contrata Jesus contrata tudo: a parte boa e a parte má. A boa é a rara capacidade que tem para o desenvolvimento do treino. A má são os mind games dos anos 90. »

Dia 22

Carlos Vara - Jornalista de A Bola; «É provável que fique infinitamente selado entre André Simões e Jorge Ferreira o nível de palavreado que causou a expulsão do médio do Moreirense. É raro um árbitro exibir uma autoridade moral tão grande perante um jogador, mas a verdade é que as leis do jogo consagram-lhe esse direito. É o juiz. Mas ao contrário das barras dos tribunais, André Simões não encontra defesa possível. Ele vai dizer que nada disse, mas Jorge Ferreira constatou a ofensa exibiu-lhe o vermelho. Caso encerrado. (...)»

Cristina Ferreira - Cronista no Record; «(...) Não há clube quando se fala de Eusébio. Porque ele foi Portugal. Numa altura em que uma foto de Facebook não o levava ao Mundo. Porque não havia. E o jogador do Benfica correu Mundo. Tornou o país maior. Não foi médico, cientista ou escritor. Não foi. Mas foi embaixador de um país encostado ao mar. Durante muitos anos foi ele o nosso rosto. Foi generosidade e humildade. Todos lhe reconhecem as qualidades humanas. A opinião é unânime. A decisão foi unânime. Todos os grupos parlamentares decidiram a trasladação do corpo para o Panteão Nacional. Eusébio terá lugar ao lado dos grandes. Haverá sempre quem não entenda o futebol-cultura. Mas neste caso, para mim, não há dúvidas. O futebol foi apenas a sua profissão. A sua paixão. Eusébio foi muito mais do que isso. Distinguiu-se dos outros. Não pode ser enterrado como os outros. »

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra no Record; «(...) Desafiar a CE com o tema das limitações da concorrência é bem gizado. Tanto mais que a Comissão tem uma visão restritiva das limitações, em geral, e, em especial, já sustentou a necessidade específica de conservar a "integridade das competições da UEFA". Tanto ainda mais por haver uma baliza que enquadrará a resposta da Comissão - o "Acordo de Cooperação" UEFA-CE-, que nesta matéria da TPO de "direitos económicos" salvaguarda os patamares invioláveis dessa integridade e, ademais, da "relação de confiança e respeito mútuo que deve existir em qualquer relação de emprego". Intui-se que a Comissão Europeia poderá vir a esperar pela decisão do Tribunal Arbitral do Desporto no processo Sporting vs. Doyen Sports ("caso Rojo"), sabedora que as alegações das Ligas queixosas acabarão por cair mais tarde nos juízes no Tribunal Geral da União Europeia. Depois se verá se há ou não "novo Bosman" no ar... »

Dia 23

Alexandre Pais - Ex-Director do Record; «(...) Se os jogadores são a mola real dos êxitos - quando eles não querem, pobre do treinador -, é sabido que sem um líder competente e racional, trabalhador e dedicado, sereno e carismático, que potencie qualidades, cimente vontades e seja um bom gestor de vaidades e diferenças, nunca poderão ir longe. Nos azuis, Lito Vidigal representa tudo isso. Face a este panorama, a entidade patronal, que há muito devia ter garantido a renovação contratual do técnico, anuncia, com arrogante ignorância, que "em abril" tratará do assunto, um ato de gestão errado e incompreensível. Como belenense, desejo a continuidade de Lito Vidigal, mas temo que hoje a sua legítima ambição o leve a projetar outros voos - um castigo merecido para Rui Pedro Soares e uma desgraça para o Belenenses. »

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF em A Bola; «(...) Ao ler as propostas de Luís Figo fico com a ideia que os outros candidatos terão que concordar com elas, ou possuir uma enorme imaginação, tal é a abrangência das ideias do NOSSO CANDIDATO. Digo, nosso candidato, porque Luís Figo merece o apoio de um país que respira e ama o futebol. Tem nos últimos dias recolhido importantes apoios de personalidades do futebol que pensam livremente e não sentem receio por expressar a sua opinião sobre o futuro da FIFA.
Luís Figo já nos surpreendeu muitas vezes dentro das quatro linhas, chegou o momento de brilhar também fora dos relvados. Eu acredito...
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «O Benfica pode estar muito perto de sair da área de sufoco causada por insuficiências no plantel. A partida de Enzo Pérez e a lesão de Nico Gaitán deixaram os encarnados debilitados e por mais manéis que vão a jogo não deve tapar-se o sol com uma peneira.
No entanto, Jesus pode ver agora uma luz ao fim do túnel, com o regresso de Rúben Amorim (cumpriu 70 minutos em bom ritmo nos BB), com a chegada de Jonathan Rodríguez - boa exibição contra o Oriental, é um jogador poderoso, de boa técnica e grande sentido de baliza - e com a alta de Nico Gaitán. Se a estes três reforços somarmos as exibições positivas de Pizzi e a operacionalidade de Samaris, facilmente se conclui que Jorge Jesus começa a ter mais e melhores soluções.
Também ganha, nesta fase, relevância, a ausência dos encarnados das competições europeias: má para o dinheiro e o prestígio; boa para a gestão do plantel, de olhos postos no bicampeonato... (...)
»

Dia 24

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «1. Vejam bem até onde já chegou o topete dos senhores árbitros de futebol: ao invés de se penitenciarem pelas tropelias e perversidades que semanalmente cometem em todos os campos do país, optaram pela ameaça de tomar medidas radicais se a violência de que se dizem vítimas não for imediatamente erradicada. O porta-voz do movimento alegou, a propósito, uma coisa deveras deliciosa: «O futebol é para entreter.» E como é para entreter, para brincar, entendem eles que os seus erros, mesmo os mais grosseiros, fazem parte da diversão. Deixemos de parte o velho aforismo de que «quem não chora não mama» e centremo-nos, a título de amostra, em dois recentes casos que bradam aos céus: a promoção a árbitro internacional do lisboeta (claro) Tiago Martins, um homem que está na instrução primária da arbitragem (dirigiu apenas 2 ou 3 jogos da I Liga!), num dos quais, Braga-Arouca da 21.ª jornada, deu um festival de desconchavos. A BOLA atribuiu-lhe um generoso voto de 2 (entre 0 e 10) e Vítor Pereira, o patrão, já veio esclarecer que apoiou a sua escolha porque sabia (não se riam, por favor, porque o assunto é demasiado sério) falar inglês!!! O outro caso tem a ver com a infalível pontaria (como ironizou Lopetegui) do inefável Nuno Almeida (Algarve) que amarelou no jogo com o V. Guimarães os três únicos jogadores do FC Porto em risco de suspensão para o derby de ontem com o Boavista: Danilo, Alex Sandro e Casemiro. Grande atirador. (...)»

Nuno Santos - Jornalista no Record; «Luís Filipe Vieira chegou à presidência do Benfica daqui a pouco há 12 anos. Durante o mandato de Manuel Vilarinho, o seu antecessor, Vieira já tinha um real poder dentro do clube, gerindo o futebol e funcionando na prática como o líder de um grupo informal que integrava na época Mário Dias, Vítor Santos e José Guilherme - todos ligados ao sector da construção - e que foi vital na recuperação e relançamento do clube após a conturbada liderança de Vale e Azevedo. Em 15 anos de poder efetivo, Vieira transformou o Benfica numa organização moderna, com métodos de gestão que estão na linha das melhores práticas empresariais. Após um longo período de domínio do futebol português, nas décadas de 60 e 70, o Benfica não só perdera esse domínio como se degradara enquanto instituição, perdendo prestígio e falhando compromissos. Ora, Vieira, um self-made-man, rodeou-se em áreas chave de gestores profissionais e esse fator foi crucial para transformar o Benfica. Idêntico processo, aliás, aconteceu no FC Porto onde Pinto da Costa entregou a dirigentes com o perfil de Fernando Gomes ou Angelino Ferreira a modernização da organização. (...)»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) O problema hoje não é de qualidade potencial dos jovens jogadores. O desafio coloca-se, no essencial, às estruturas e ao treinador. Saberão reconverter-se e enfrentar o novo desafio? Será Jorge Jesus capaz de formar uma equipa competitiva com outro tipo de recursos? A este propósito, basta atentar no Benfica B. O plantel foi alvo de uma autêntica razia na reabertura do mercado (com o empréstimo de muitos titulares) e, em lugar de a equipa ficar mais fragilizada, apareceu uma nova fornada de jogadores talentosos. Basta ver um jogo dos B para se perceber que há ali matéria-prima de primeira apanha. A equipa, é claro, alterna exibições conseguidas com derrotas clamorosas - é o que se espera de quem tem a audácia e a ingenuidade próprias da juventude. Mas, ao contrário do que aconteceu nos últimos anos, o futuro terá de passar pelos jovens. Pelo João Teixeira, pelo Nuno Santos, pelo Hélder Costa, pelo Cristante, pelo Gonçalo Guedes e pelo Jonathan. »

Dia 25

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «(...) O Benfica é, de longe, o clube português mais popular. Com uma assinalável distância dos seus principais rivais. No entanto, vem-se 'aprimorando' uma outra maneira de medir a importância do Benfica. Curiosamente, oferecida pelos oponentes e adversários, em especial do FCP e do SCP e em situações pelas quais bem se poderia dizer que se 'escreve direito por linhas tortas'. Às vezes, muito tortas mesmo. O exemplo mais expressivo deste 'paradigma' quasefreudiano, é ouvir impropérios, insultos e pretensos cânticos de má educação contra o Benfica, em jogos onde o clube da Luz nem sequer está a jogar... Tal qual uma incómoda sombra que paira sobre certos espíritos... Por outro lado, e ainda que noutro plano retórico, artigos de opinião, comentários, comparações, buscas memoriais, trazem sempre à colação a bitola Benfica. Fala-se do Porto ou do Sporting, mas se não se mete uma pitadazinha de despeito ou de incómodo perante a grandeza do Benfica, parece que o texto é sensaborão e insonso. Confesso que me divirto com tanta obsessão de (da) Luz...»

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «Em Moreira de Cónegos houve três lances polémicos: o que antecedeu o 1.° golo do Benfica, a expulsão de um jogador do Moreirense e um suposto penálti de Eliseu.
No 1.° lance, tudo começa com um canto que não existiu. Mas o árbitro terá tido intenção de beneficiar o Benfica? Eu vi o lance ao contrário: o árbitro marcou canto para não marcar penálti. Como o jogador do Moreirense esticou a perna à frente de Salvio e este caiu, duas situações se podiam dar: ou tinha tocado na bola e era canto, ou não tinha tocado e era penálti. O árbitro escolheu a hipótese mais favorável ao Moreirense. Repito: foi isto que pensei. E achei que Deus tinha escrito direito por linhas tortas, com o golo de Luisão na sequência do canto. No lance da expulsão, as reações do árbitro e do jogador não deixam lugar a dúvidas: o primeiro reagiu espontaneamente e puxou do cartão vermelho, o segundo riu jocosamente. Nem o árbitro hesitou na decisão, nem o jogador reclamou dela.
No suposto penálti de Eliseu, apenas digo que nenhum comentador o pode ter visto, pois as imagens transmitidas não permitem ver qualquer falta (agarrão ou rasteira) do jogador do Benfica. Ela pode ter existido, mas não há nenhuma imagem que a revele inequivocamente. (...)
»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Ontem, em plena semana S com objetivos tão difíceis quanto essenciais, duas más ondas desabaram sobre Alvalade: um mês de suspensão do presidente e desaguisado entre este e o jogador Jefferson, com imediato castigo de o defesa-esquerdo por regra titular ser recambiado para a equipa B. Nenhuma destas más ondas é maremoto. Mas a segunda integra duplo perigo.
Presidente não sentado no banco de suplentes é o normal em todos os clubes que não o Sporting desta época; por isso, não se pode dizer que vá afetar treinador e jogadores no Dragão; porém, poderá ser desagradável quebra de rotina num jogo de enorme importância. Ausência de Jefferson em puras decisões tem bem mais que se lhe diga. Pelo valor do futebolista (mau grado a qualidade de Jonathan Silva, seu suplente), mas, sobretudo, porque, tratando-se de castigo interno, ele terá de ser muitíssimo bem justificado e aceite num balneário que precisa de estar no máximo de excelente meio ambiente e de concentração. Muito má onda.
»

Dia 26

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) Pondo agora de lado o disparate de se ter aumentado a competição para 24 clubes com 46 (!) jornadas, a liga 2 revela aspectos que vale a pena realçar. É a mais bem distribuída em termos territoriais: tem clubes de distritos não representados na 1ª Liga, como Vila Real (Chaves), Viseu (Tondela e Académico), Castelo Branco (Covilhã), Faro (Portimonense, Farense e Olhanense) e Região dos Açores (Santa Clara). Possibilita a presença de seis equipas B, dando a oportunidade de potenciar jogadores portugueses e juniores (ainda que, mesmo aqui, haja uma inflação de estrangeiros). Tem vindo a permitir que clubes com tradição e registo interessante disputem este campeonato, como, por exemplo, o Atlético, Oriental, Leixões e Beira-Mar. Por fim, o índice de competitividade é tal que, entre a classificação que dá acesso à subida e o 12º lugar, a diferença é tão-só de 8 pontos! (por curiosidade, entre o 1º e o 12º na 1ª Liga a diferença é de 31 pontos). O agora 1° classificado (Chaves) em 29 jogos, ganhou menos de metade (14),empatou 11 e perdeu 4. Gosto de acompanhar estes jogos transmitidos na tv, até para observar jogadores que poderão ser futuros craques. Como gosto de ouvir o excelente serviço público dominical da Antena Um, acompanhando, com atenção, a Liga 2. »

Leonor Pinhão - Jornalista em A Bola; «(...) Em boa hora a Câmara Municipal de Lisboa fez publicar um anúncio de página inteira em diversos jornais esclarecendo não ter havido favores ao Benfica nem, muito menos, isenções de taxas devidas à municipalidade. Que boa notícia para os benfiquistas e para os cidadãos de Lisboa.
As soberbas facilidades concedidas pelas Câmaras aos emblemas poderosos são uma das abjeções do regime corrente. Falta agora o anúncio de página inteira da Câmara de Gaia desmentindo, por sua vez, aquela notícia infame que estabelecia em 2666 anos o tempo necessário para o FC Porto pagar na íntegra os 16 milhões de euros que custou à edilidade a construção do centro de treinos no Olival tendo em conta que, na condição de inquilino, paga uma renda social de 500 euros mensais. (...)
»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) O Benfica vai acabar por pagar, porque a Assembleia Municipal vai votar contra a decisão do executivo camarário e tem poder suficiente para chumbar a decisão. Helena Roseta desta vez foi a cara da oposição a António Costa. Ainda bem. Não só pela imoralidade da isenção mas pela colagem que tantas vezes é feita entre câmaras municipais e os clubes da cidade, gerando promiscuidades tantas vezes desaconselháveis, ou mesmo perigosas. Se o Benfica tem milhões de euros para pagar em salários de jogadores de futebol todos os meses, tem de ter 1,8 milhões de euros para pagar à câmara municipal por causa de umas obras. Se não, são os contribuintes que estão a financiar o salário de Jonas, de Jesus e de Gaitán. Faz sentido? Não faz, pois não? »

Dia 27

André Ventura - Colunista de 'O Benfica'; «(...) Não é preciso ser doutorado em futebol para compreender que, não obstante alguns bons lances de contra-ataque rápido do Moreirense e um eficaz controlo dos corredores laterais e do espaço central, o Benfica dominou claramente a partida, qualquer que seja a perspetiva utilizada. Os 9 e os 12 minutos de jogo são a prova evidente disso mesmo: apesar de jogadas hábeis e repentinas do Moreirense, é o Clube da Luz que quase chega ao golo, ora por Lima, ora por Jonas. Aos 25 minutos Pizzi volta a colocar o esférico praticamente dentro da baliza de Marafona, que é salvo pela inamovível trave. Tudo isto, imaginem, enquanto o Moreirense estava a jogar com os seus onze jogadores e com o seu treinador em plenitude de funções. Aliás, quando surge o empate, por Luisão, todos estavam em campo e o Benfica dominava incontestavelmente em posse de bola, domínio do espaço central e rapidez na circulação de bola. E ainda vêm dizer que, não fora a expulsão, quem sabe o resultado teria sido outro? E ainda se permite a jogadores da equipa adversária lançar suspeitas sobre a equipa de arbitragem, no final do jogo, impunemente? Deixem-nos falar... »

António Oliveira - Adepto portista em A Bola; «Sem margem para erro. É desta forma que FC Porto e Sporting vão entrar domingo no Estádio do Dragão. Enquanto os portistas ainda sonham com o título, os leões jogam possivelmente a sua cartada final para ainda conseguirem o apuramento direto para a Liga dos Campeões na próxima época, por via do 2.° lugar. Muito provavelmente, este jogo acabará por hipotecar ou dificultar ainda mais, as ambições de uma ou ambas as equipas.
Para lá da rivalidade que se acentuou nos últimos tempos, e sobretudo pelo que está verdadeiramente em jogo, este será um clássico tenso. Com as equipas totalmente concentradas e muitas marcações apertadas. Qualquer deslize pode ser fatal, pelo que o duelo tático entre Julen Lopetegui e Marco Silva pode muito bem ser a chave de desbloqueio desta partida. (...)
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Depois de vários anos de travessia do deserto, com prejuízos para todos, do Estado aos mais diversos players na área do desporto, a começar pelos clubes, o Governo aprovou, finalmente, a lei que regula o jogo online. Portugal fica a partir de agora em situação de quase-igualdade (há regimes menos castradores noutros países, mas é melhor que nada...) com o estrangeiro e abre-se uma nova via de financiamento para o desporto, que muita falta faz. O caricato desta situação, que descriminou negativamente Portugal (e não os apostadores, porque como a Internet não tem fronteiras, estes continuaram a jogar) foi o tempo que demorou a colocar cá fora uma lei para regular o setor. Bom, abre-se nova janela, mais vale tarde que nunca! »

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