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Newsletter N.º 212

A 5.ª jornada trouxe, de novo, surpresas. Tendo em conta a pressão existente, o Sporting era dos três grandes aquele que, à partida, estava mais pressionado. Chegados ao fim vimos que os leões sairam incólumes e com goleada em Barcelos, o Benfica sofreu mas venceu o bem organizado Moreirense e isolou-se no comando, e o FC Porto no Dragão, não foi além de um nulo com o Boavista naquilo que foi a surpresa da jornada. Por sua vez outro dos líderes - o V. Guimarães - também não conseguiu ultrapassar o Paços de Ferreira e o Rio Ave baqueou em casa perante o Arouca demonstrando que o jogo e a derrota em casa para a Liga Europa fizeram mossa.

A próxima jornada a começar já esta 6.ª Feira, tem como prato-forte o Sporting-FC Porto com as duas equipas a entrarem muito pressionadas, porquanto a que perder ficará em maus lençóis. Isto evidentemente se o Benfica cumprir a sua obrigação de vencer na Amoreira.

A jornada antecede mais uma ronda da Champions com o Benfica a deslocar-se a Leverkusen onde se aguarda um bom resultado para que a equipa possa continuar na senda de passar aos oitavos.


Dia 20

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «(...) A aposta de Bruno de Carvalho é muito clara. Quer voltar a discutir o título com Benfica e FC Porto. No entanto, até o presidente tem a noção de que, apesar do maior investimento feito esta temporada, existe ainda uma grande diferença de orçamentos entre os três grandes. E que um processo destes terá obrigatórias dores de crescimento. É óbvio que o Sporting não está a jogar o que os seus adeptos desejam. Mas treinador e presidente também não estão satisfeitos. A discussão com os mais fortes é uma etapa que tem de ser preparada com calma e por etapas. Pensar que o problema é Marco Silva, mais do que precipitado, é pouco inteligente. E causará danos a um clube que precisa de estabilizar.»

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «Jorge Jesus foi sensato. Não promoveu desencontros de opiniões entre amigos, nem atirou achas para alimentar uma fogueira inútil. O que aconteceu, afinal? Difícil apurar com certeza, mas o mais provável é que tudo não terá passado de um conflito de vaidades ou de um distúrbio em umbigos se calhar grandes de mais. Jesus disse uma coisa, Mourinho devolveu, Jesus disse outra e Mourinho voltou a devolver, com a particularidade de o segundo lance ter sido muito mais agressivo, em ambos os sentidos. Motivo suficiente para o terceiro (?) alvoroçar o mercado de apostas. (...)»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «Quando a coisa desportiva corre mal, o futebolista português surge em frente das câmaras de televisão como se fosse uma criança apanhada a fazer uma asneira e obrigada a pedir desculpa. Como diriam os brasileiros, fica sem jeito, um olhar triste, um discurso sussurrado de vergonha. É raro o que encara a derrota com a dignidade que a si próprio deve e com o reconhecimento de justiça que deve ao seu adversário.
Não havendo escapatória de azares muito peculiares ou de enérgica condenação do árbitro, o futebolista português triunfa na dialética do absurdo com a palpitante frase: «Temos de levantar a cabeça e olhar em frente».
Com esta tão simples como oportuna oração, o futebolista português sente expiar todos os seus pecados e sai do confessionário público com a certeza de um dever cumprido. (...)
»

Dia 21

Fernando Seara - Adepto Benfiquista em A Bola; «(...) 2. Acredito que, nos próximos dias, saberemos o nome do escolhido pela Federação Portuguesa de Futebol para novo selecionador nacional. Sabemos, agora, e após um bem curto período de silêncio, que Paulo Bento formalmente foi despedido. Apesar da não vontade do Presidente da Federação. Significa, assim, que foi o coletivo federativo que deu guia de marcha a Paulo Bento. Decerto será, agora, o mesmo coletivo a decidir o futuro próximo da nossa principal seleção. E da sua estrutura técnica superior. Que será diversa daquela que, há bem pouco tempo, foi anunciada e divulgada. Mas Paulo Bento ao conceder esta entrevista, bem explicativa e bem feita, mostrou que está disponível para «voltar a treinar». Já! É um bom sinal. E evidencia urna força de espírito que importa evidenciar e saudar. Não precisa, mesmo, de nenhum período de pausa. (...) »

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «(...) 2. É público que ao treinador foi aplicada uma sanção de oito jogos de suspensão como responsável de equipa A representativa de um país. A nosso ver, quer em competições da FIFA, quer da UEFA. Fernando Santos aguarda a decisão do recurso que, logicamente, espera que reduza essa sanção.
3. Há, contudo, um outro aspecto a ter em conta, relativamente ao qual julgamos ter real valor informativo. Com efeito, na hipótese do órgão de recurso da FIFA vir a reduzir a sanção, reveste-se de primordial importância, o quantum da sanção aplicada. Na verdade, de acordo com as normas FIFA, se a sanção concreta se situar em 6 ou menos jogos, a mesma pode vir a ser parcialmente suspensa. Se assim for, haverá apenas que obrigatoriamente que cumprir metade da pena, ficando a restante sujeita a um período de prova, a fixar entre seis meses e dois anos.
4. Para que seja deferida a suspensão, o órgão deve levar em linha de conta circunstâncias relevantes, particularmente o anterior registado agente. Por aqui, atendendo ao percurso de Fernando Santos, não nos parece haver obstáculos.
»

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra; «(...) Nova é a pressão que a lei agora exerce sobre a liga profissional, sempre que esta não cumpra ou omita obrigação que implique ou possa implicar a suspensão da UPD da federação (por ex., incumprimento da legislação da dopagem, das obrigações fiscais e das prestações para com a segurança social): (i) a federação notifica a liga para cumprir; (ii) se persistir nesse (alegado) incumprimento, a federação comunica o facto ao Governo; (iii) o Governo ouve o Conselho Nacional do Desporto e, se quiser e se entender que há de facto incumprimento, cessa temporariamente a delegação de competências na liga e devolve-as à federação durante esse período (até que haja cumprimento). Uma "bomba atómica" nas mãos do Governo (eventualmente como gestor de conflitos entre federação e liga, em novidade legal a acompanhar... »

Dia 22

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «Durante os últimos 30 anos o FC Porto ganhou, assumiu e puxou para si, sem discussão séria, a hegemonia do futebol português e venceu quase tudo. Enquanto isso, Lisboa ia tendo pequenos sobressaltos mas, na maioria desses tempos, dormia em sono profundo, confiante que a capital era a capital e que tudo lhe era devido, pelo que as coisas iam ter de virar a sul. Não viraram.
Até que, finalmente, o Benfica abriu um olho, percebeu que o FC Porto não cederia e iniciou um processo de renovação, investiu em força, contratou Jorge Jesus, foi intensa e vibrante a adesão da sua massa associativa e nas últimas cinco épocas duas taças de campeão foram parar à Luz. Ficou restaurada a competitividade no topo do campeonato.
Mas reconquistar a hegemonia do futebol é outra história. Há 30 anos que o Benfica não ganha duas Ligas seguidas e há 50 que as águias não arrecadam uma taça europeia. São muitas décadas. E o FC Porto, ao sentir, no ano passado, que era forte a ameaça do Sul, abriu os cordões à bolsa e, no seu estilo, partiu muito forte para a luta. Vamos ter muita emoção esta época. (...)
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Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «Pode ter sido coincidência, ou não, mas a verdade é que a vitamina BC ( Bruno de Carvalho) funcionou em pleno, com um Sporting empenhado, desinibido e a revelar qualidades que não se lhe descortinavam desde o final da temporada transata. É verdade que o Gil Vicente perdeu o rumo, mas o leão que ontem se apresentou em Barcelos devorava quem ousasse intrometer-se no seu caminho: uma bomba de Adrien Silva, seguida de outra de Nani. Ou seja, ao intervalo, vitória garantida. Depois, duas assistências de João Mário (por que motivo Marco Silva o ignorava?) a que corresponderam mais dois golos, um de Slimani, outro de Carrillo. A pouco dias do clássico com o dragão, esta massagem relaxante veio mesmo a calhar. Os abraços regressaram e o ambiente serenou.
Na Luz, a psicologia de Miguel Leal gerou os mesmos problemas que já havia provocado ao FC Porto. No entanto, voltou a perder, o que é normal. Mas está a regredir: no Dragão sofreu o primeiro golo ao minuto 70; na Luz, ao minuto 69. Uma irrelevância, sim, embora se esperasse mais de quem prometeu uma surpresa.
No derby da Invicta, Lopetegui não terá atribuído a devida importância ao vizinho do Bessa e facilitou na formação da equipa. Depois, o temporal e a expulsão de Maicon, que não constavam do programa, 'puseram' o Benfica na liderança. Segue-se o clássico de Alvalade, com o leão mais motivado e o dragão mais pressionado...
»

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF, em A Bola; «Confesso que senti estranheza ao não ver o nome de Lisboa ou Porto no sorteio do Euro 2020. Já são conhecidos os 13 estádios que vão acolher a fase final desta original prova. Copenhaga, Bucareste, Amesterdão, Dublin, Bilbau, Budapeste, Baku, São Petersburgo, Roma, Glasgow, Munique, Bruxelas e Londres. Foram afastadas algumas cidades importantes desta inovadora lista. O futuro dirá, vamos aguardar para podermos fazer uma avaliação desta arriscada aposta de Michel Platini.
Os autarcas de Lisboa e Porto não apresentaram candidatura. Uma decisão que respeito, mas seria interessante para o nosso país que uma das cidades estivesse na coorganização com a UEFA, mostrando todas as potencialidades de Portugal que organizou com excelência o campeonato da Europa em 2004, onde projetamos uma imagem extraordinária. O templo de Wembley foi escolhido para a realização da final. Uma excelente opção um estádio com 90.000 lugares que é o maior do Reino Unido e carregado de simbolismo. (...)
»

Dia 23

Eugénio Queirós - Jornalista do Record; «Conheci Fernando Cabrita em dois momentos: durante o Euro'84, quando chefiou uma comissão técnica, e quando, pouco depois, treinou o Penafiel. Dele guardo a imagem de um daqueles homens que nos confundem pois sob uma aparente rusticidade escondia-se uma sabedoria alicerçada na sua vivência como profissional de futebol. Cabrita foi aquele treinador que um dia incentivou os seus jogadores com a frase "vamos a eles que nem Tarzões" e a selva do futebol tratou de lhe colocar o rótulo, com sentido depreciativo. Tal como outras "velhas raposas" do futebol que tive a sorte de conhecer (de Pedroto a Otto Glória), Cabrita era um homem simples e que gostava de explicar as coisas de forma simples. Não teria nunca sobrevivido num futebol contaminado por periodizações táticas, entrelinhamentos, transições rápidas, blocos altos e baixos, tiki-takas e outras patetices que não teriam sobrevivido um segundo na selva primitiva do futebol, quando este dispensava esta esquizofrenia tática. E quando era possível um jovem jornalista, destacado para Penafiel, encostar o ouvido à porta e ouvir a palestra do míster Cabrita. »

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «1. No final do jogo europeu contra o Zenit, depois do caloroso e comovente espectáculo dos sócios no apoio à equipa, o treinador do Benfica declarou, emocionado, que nos 6 anos que leva no clube nunca havia assistido a tamanha manifestação de carinho e confiança por parte dos adeptos. Só quase faltou acrescentar que o desaire sofrido em campo era coisa de somenos. Claro que o aplauso na hora da adversidade tem outro sabor e é muito mais motivador, mas o mais importante daquilo que estava em causa eram os 3 pontos da vitória e esses foram parar ao cofre do adversário. Finalmente, em termos de desportivismo, só foi pena que os mesmos apoiantes tivessem brindado Hulk com um monumental e ensurdecedor coro de assobios quando ele abandonou o campo, onde não fez mais do que cumprir o seu dever, e durante todo o tempo o houvessem hostilizado tão impiedosamente. (...) »

Norberto Santos - Redator Principal do Record; «(...) A campanha de apuramento para o Europeu não ficou comprometida, mas Portugal ficou sem selecionador. Assim o decidiu a direção da Federação Portuguesa de Futebol. Bento quis esclarecer o timing de todo o processo. Tudo ficou em pratos limpos. Não foi ele a pedir a demissão, terá havido, isso sim, um conjunto de circunstâncias que forçaram a demissão do responsável máximo. O primeiro dado novo é precisamente este: Bento cai e o presidente da FPF, Fernando Gomes, não o conseguiu agarrar. A voz do coletivo falou mais alto. E daí o anúncio da saída de Paulo Bento ter sido feito através de um comunicado, sem que ninguém da Federação desse a cara. Percebeu-se então, que outro cenário estava em cima da mesa e que seria mais um erro apresentar uma versão dos factos com pouca base de sustentação. (...) »

Dia 24

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «Este meu pontapé-de-saída é em redor de outros pontapés, mais ou menos literários, mais ou menos teatrais. Refiro-me à expressão pontapés na gramática que é considerada ofensiva. Se fosse defensiva melhor seria dizer contrapés na gramática. Ou, ainda, se fosse culposa e objecto de penalização, talvez se pudesse falar de mão na gramática. É uma expressão que junta futebol e linguística. Há quem seja melhor na gramática dos pontapés do que nos pontapés na gramática. E, pelo que vi nos últimos dias, há quem, acima de qualquer suspeita, se considere num estádio superior no mundo dos pontapés e da gramática. Ou seja, conciliando em pleno a gramática do futebol e o futebol da gramática. Sabemos que a gramática também tem a ver com as orações bem divididas e educadas. Nestas, o sujeito é fundamental. Mas o predicado é indispensável. Assim como os complementos, atributos e apostos ou continuados. (...)»

Jorge Barbosa - Editor-Chefe do Record; «(...) De repente, o FC Porto teve dois deslizes, o primeiro deles em Guimarães e sobretudo por incompetência manifestada pelo árbitro Paulo Baptista, e o outro com o Boavista, no Dragão, por culpa própria, ou melhor, porque alguns dos seus jogadores não encontraram boas ideias, e porque Julen Lopetegui mudou muito e sem qualquer necessidade, acabando por ser traído pela sua própria teimosia.
É por esta e outras razões que já se questiona a sua excessiva rotatividade, as suas dúvidas existenciais no meio-campo e ainda a grande dependência de Brahimi, que quando "joga" a equipa é uma coisa e quando "não joga" é outra completamente diferente.
O jogo desta sexta-feira, em Alvalade, vai com toda a certeza ajudar-nos a perceber se o momento é circunstancial ou não; se Julen Lopetegui é de ideias fixas ou não; se muda ou não o rumo e a estratégia; se a titularidade no dragão, enfim, tem um preço elevado ou se é acessível a qualquer um; e, por fim, se Julen Lopetegui anda ou não a brincar com o fogo.
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Paulo Montes - Jornalista de A Bola; «(...) Fernando Gomes, o presidente da Federação, é como o algodão: não engana. Não despediu Paulo Bento, conforme palavras do próprio ex-selecionador, e não contratou Fernando Santos, deixando para a opinião pública essa decisão, como todos pudemos perceber. Há gente assim, que abusa da diplomacia e abdica da sua legitimidade decisória, preferindo a votação popular e imaginando, erradamente, ser ela o garante de todos os créditos futuros. O problema é quando se torna mesmo necessário intervir, e, aí, tudo fica adiado. Veja-se o que se passa com as eleições para a Liga. A FPF meteu-se a fundo no assunto, convocou os clubes, ameaçou com a bomba atómica e... nada. Também não surpreende: quem escolhe os três grandes como locomotiva para atíngir o consenso não deve ser deste planeta. Pois se FC Porto, Benfica e Sporting não se encontram em matérias fundamentais para as sociedades e para o nosso futebol, por que razão se iriam entender quanto à substituição de alguém (Mário Figueiredo) que nada manda e quase nada mais tem para poder mandar?!... »

Dia 25

Alexandre Manuel Mestre - Advogado no Record; «(...) Outra via é requerer ao TAS o efeito suspensivo do recurso, sendo certo que só excecionalmente o TAS, no seu poder discricionário, vem concedendo tal efeito. Mas na prática, e transportando para o caso presente, Fernando Santos (FS) pode tentar, fundamentadamente, a suspensão dos efeitos da decisão do Comité de Apelo da FIFA até que o recurso seja julgado e, com isso, nesse lapso de tempo, fica elegível para se sentar no banco, orientando de perto os "seus" jogadores.
A imediata execução da dita decisão causaria "danos irreparáveis" em FS: na sua reputação; num imediato e desproporcionado coarctar do seu direito ao trabalho afetando colateralmente a FPF; na sua missão de participar na Seleção Nacional, uma "missão de interesse público" na letra da nossa lei; na impossibilidade de ser uma plena mais-valia na equipa técnica. Como os jogos não se repetem, imagine-se a injustiça no cenário hipotético de o TAS decidir que, afinal, FS deveria ter estado no banco sempre ou pelo menos naquele jogo decisivo da qualificação, do playoff ou do Euro, com danos desportivos... "irreparáveis". Diferentemente, não se vislumbra um prejuízo para a FIFA em adiar a execução da decisão porque a todo o tempo pode sancionar FS, assim o censurando publicamente, na tutela de interesses públicos e privados.
»

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado, no Record; «(...) Manuel Femandes foi atleta de eleição, capitão e treinador do clube e é uma referência para todos os sportinguistas. O que ele diz pouca relevância terá, relativamente ao que ele foi e representa. Quer se queira, quer não, é um símbolo quem não se lembra dos 7-1? - que jogou o mágico número de 441 jogos de leão ao peito, e adquiriu por mérito próprio um estatuto de notoriedade que perdurará na história do clube. Manuel Fernandes é um membro emérito da família sportinguista e a sua figura confunde-se legitimamente com a do próprio clube; e o nosso sangue respeita-se, não é verdade? »

Hugo Vasconcelos - Jornalista de A Bola; «(...) Não, a rotação de Lopetegui é, como o próprio admitiu ontem, uma «forma de gerir o grupo» - não o físico, mas egos e expectativas. O plantel do FC Porto é, para muita gente (incluindo eu), o melhor dos últimos dez anos - tem 18 ou 20 jogadores que podem ser considerados titulares. Isso deveria permitir que a rotação na equipa não tivesse consequências desportivas, mas tem uma desvantagem: mais para a frente, com desgaste, lesões, castigos, todos serão poucos. E o treinador do FC Porto não quer alienar agora quem depois lhe fará muita falta.
O problema não é rodar nem o motivo porque se roda. O problema é como se roda. Para mim, o melhor FC Porto desta época teve sempre ou Óliver ou Brahimi no meio. Se para os três lugares do meio-campo Lopetegui vai sempre escolhendo entre Herrera, Casemiro, Rúben Neves ou Evandro, corre o risco de empatar muitos mais jogos.
»

Dia 26

Daniel Oliveira - Analista Político no Record; « Jesualdo Ferreira, que treinou Sporting e FC Porto, pensa que o confronto entre estes grandes é o que tem uma carga emocional menos forte. E, por isso mesmo, é aquele que intimida menos a equipa mais frágil, que é obviamente o Sporting. Faz sentido. Mais pelo passado do que por o presente, os sportinguistas dão mais importância ao dérbi com o Benfica do que aos confrontos com o FC Porto. Confesso que a coisa me irrita um pouco, já que os benfiquistas valorizam mais o confronto com o FCP. É uma espécie de "ódio" não correspondido. Enquanto o Benfica olha para o que se bate com ele para ser campeão, o Sporting concentra-se no que divide com ele um passado glorioso. Acredito que no dia em que o Sporting voltar a ser um permanente candidato ao título passará a dividir o seu desamor pelos dois e voltará a merecer a rivalidade da Luz. Até esse dia chegar, Jesualdo tem razão. (...)»

Luis Fialho - Cronista de 'O Benfica'; « Seria difícil estabelecer um nexo de causalidade entre a liderança isolada do Benfica na classificação do Campeonato, e a maravilhosa atitude dos benfiquistas nos últimos minutos do jogo com o Zenit para a Liga dos Campeões. Mas uma coisa sucedeu à outra, como que premiando o trabalho, o esforço, a fé e o sentido de comunhão que haviam sido demonstrados dias antes, e constituem parte integrante da nossa matriz identitária. O que se viu na partida internacional foi belo, e incomum em estádios portugueses. Algumas mentes mais empedernidas desdenharam daqueles aplausos, confundindo a satisfação por um resultado (e nenhum de nós saiu satisfeito da Luz nessa noite), com o reconhecimento do trabalho de profissionais que, perante múltiplas contrariedades, lutaram até à última gota de suor por um desfecho mais feliz. Participar naquele momento foi algo que me orgulhou enquanto benfiquista, enquanto apaixonado do futebol, e até enquanto português. (...)»

Mário Santos - Ex-Presidente da FP Canoagem em A Bola; «(...) Só agora, mais de um ano após a publicação da Lei, vai tomar posse o Conselho de Arbitragem Desportiva (órgão a quem compete, por exemplo, estabelecer a lista de árbitros e designar os árbitros que a integram, aprovar os regulamentos de processo e de custas ou aprovar a tabela de vencimentos do pessoal) permitindo mais um passo num demasiado meândrico processo que, esperemos, culmine com a entrada, breve, em funcionamento do TAD. Num tribunal do qual se esperam decisões céleres, é fundamental que a sua instalação e funcionamento sejam agilizados de uma forma menos lenta e mais eficiente do que até à data. É vital que o TAD se demarque também da estranguladora morosidade com que os tribunais estaduais têm pautado as suas decisões e à barafunda aquando da instalação de novos modelos de organização, como a que nos deparamos atualmente.»

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