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Newsletter N.º 203

Início da nova época com a regressada Taça de Honra da AF Lisboa e logo com uma final Benfica-Sporting. Jogo de princípio de época com muitos pontos de interrogação pelo meio. Ganhou o Sporting como equipa mais consolidada mas é demasiado cedo para poderem ser extraídas grandes conclusões. Apesar da pressa de alguns plumitivos.

Continuam os jogos de preparação. O Benfica enquanto aguarda mais reforços e tenta entrosar os que já chegaram, deslocou-se a Marselha e registou nova derrota.

É já no Sábado que irá ter lugar mais uma edição da "Eusébio Cup". A primeira a título póstumo o que não deixa de consagrar alguma emoção acrescida. O adversário é a condizer pois é o Ajax, um histórico do futebol europeu do enorme Johan Cruyff com quem o Benfica se cruzou tantas e tantas vezes. Será uma partida repleta de recordações.

Mais duas aquisições concretizadas pelo Benfica que se aguarda agora sejam rapidamente integradas dado que o tempo urge e a 1.ª prova oficial é já no dia 10 com um adversário que leva uma preparação mais adiantada.


Dia 19

Marcos Pinto - Jornalista da CM TV no Record; «(...) O futebol, paixão que promove uma novela baseada em factos reais. E como nós, por cá. Alguém consegue perceber a equipa do Benfica. Adivinhar um hipotético onze? Quando é que os benfiquistas pedem ao seu presidente uma explicação sobre a venda "a saldo" de Garay? Há, alguns anos, Pinto da Costa garantia realismo nas contratações. Só as que podia ter. E agora, já há petróleo no Porto? O risco é enorme, com a Champions por assegurar. E não dá para revogar o castigo a Bruno de Carvalho. Já temos saudades de o ouvir. »

Paulo Teixeira Pinto - Adepto portista, em A Bola; «(...) Desde logo, a circunstância de os três procurarem guarda-redes. Não me lembro da última vez em que tal sucedeu. Seja como for, certo, certo, é que o Benfica precisa mesmo de um porque, contra a sua vontade, perdeu o seu. O Sporting pensa precisar de outro porque deseja vender o seu, embora tal não tenha ainda sucedido (duvido que venha a ocorrer). O FC Porto, que pensava não precisar de nenhum, procura um porque o treinador, ao que parece, não confia em nenhum dos cinco (!) que tem. (...)»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) Não me parece é haver sinais de aproveitamento das propaladas áreas de formação. Nenhum dos três grandes parece motivado a apostar e a arriscar nos seus jovens. Nem mesmo em tempo de evidente crise e de contenção financeira. Não acreditam, de verdade, no que fazem, naquilo que eles próprios constroem. Não têm suficiente confiança nas suas escolas de formação de futebolistas. E se não têm essa confiança nestes tempos de legítima preocupação com a despesa e com os orçamentos, como podemos nós e o comum dos adeptos ter confiança no futuro do futebol português? (...)»

Dia 20

Fernando Seara - Adepto Benfiquista em A Bola; «5. Na busca de documentação para um artigo de reflexão descobri um estudo da FIFA de 2006 que fazia uma hierarquia entre Países, sua população e a percentagem da mesma que jogava futebol. É um estudo bem interessante. Em certas situações perturbante. Mas o que me chamou a atenção foi os dois Países que lideravam o estudo: a Costa Rica - com 27% - e a Alemanha, com 20%. Esta é a nova campeã mundial. E a Costa Rica foi uma das surpresas do Mundial do Brasil. Como disse um treinador alemão - Volker Finke - «o futebol vem das entranhas» - muita fibra, muita sensibilidade, muita paixão! Dom e dor! »

Luís Avelãs - Editor do Record; «(...) Regressemos ao cerne da questão: os meninos (leia-se clubes) não fizeram bem o seu trabalho e, por isso, são agora chamados para levar um sermão de Fernando Gomes. É um castigo merecido. E vamos lá ver se a coisa fica por aí. É que enquanto o Conselho de Justiça não se pronunciar sobre os vários recursos relacionados com o ato eleitoral da Liga, ganha força a tese que há muito se ouve em surdina e que aponta para a intervenção direta da Federação, assumindo a organização das provas em causa. Não faço ideia de se será assim, mas um "passarinho" já me garantiu que o desenlace é esse. Pelo meio, entretanto, será interessante saber o que vão dizer Benfica, FC Porto e Sporting. Isto admitindo que vão à reunião e falam "às claras"... »

Paulo Quental - Editor do Record; «(...) Portugal terminou o Campeonato da Europa de hóquei em patins no último lugar do pódio. Um dia depois de ter assumido a liderança isolada da competição, uma derrota com a Itália fez-nos cair na realidade, confirmada ontem com um empate, cedido a 30 segundos do fim, frente à potência da modalidade, a Espanha. A Seleção Nacional não ganha um título europeu desde 1998, em Paços de Ferreira. E a última conquista internacional foi o Mundial de 2003 em... Oliveira de Azeméis. O caráter regionalista do hóquei em patins português parece encaixar cada vez mais na fraca expressão de uma modalidade que só reuniu seis seleções para disputar um Campeonato da Europa. »

Dia 21

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Será pecado grave esbanjar a riqueza pelo presidente acumulada nos seus onze anos de mandato. Conseguirá Conceição avaliar a dimensão da empreitada que lhe é proposta e, principalmente, será capaz de prosseguir a sua construção? Vontade e conhecimento não lhe faltam, mas esta súbita ascensão na sua ainda curta carreira foi ousada: à Salvador!...»

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF em A Bola; «(...) Com alguma preocupação tenho lido a instabilidade vivida na arbitragem a poucos dias das competições se iniciarem tendo em linha de conta o investimento feito na modernização do setor. Bem melhor foi o início dos sub-19 no Europeu de futebol, vencendo Israel (3-0), mostrando qualidade e ambição que faltou à nossa Seleção de hóquei em patins. Pouco mais de um minuto foi fatal frente a uma Itália com a lição bem estudada. Temos de recuar ao Mundial de Oliveira de Azeméis para ouvirmos o hino dos campeões. Mau de mais...»

José Angélico - Jornalista do Record; «A chegada de Julen Lopetegui ao FC Porto foi uma surpresa e, apesar do bom trabalho nas seleções jovens espanholas, a verdade é que o treinador portista tem ainda muito a provar como líder de uma equipa técnica num clube - só treinou o Rayo Vallecano, na 2.ª divisão espanhola (e foi despedido), e o Real Madrid Castilla, no 3.° escalão. Ao serviço dos dragões terá a sua prova de fogo e a verdade é que a pressão é imensa. Não só pela exigência de vitórias já tradicional no FC Porto mas, sobretudo, pela qualidade e quantidade de opções que tem., A chegada de Martins Indi, Oliver, Tello, Adrián, Casemiro ou Brahimi, entre outros, aumentou a fasquia e Lopetegui tem mesmo de ganhar. Muito mais do que Jorge Jesus ou Marco Silva, que tiveram de se contentar com reforços de qualidade bastante mais duvidosa.»

Dia 22

Bernardo Ribeiro - Sub-Chefe de Redacção do Record; «(...) Quando tiver todos os internacionais, Jesus comandará ainda um grupo fortíssimo. Quem sabe não tanto como na época passada, mas ainda assim provavelmente o melhor plantel nacional. Afinal, ainda há Luisão, Fejsa, Amorim, Maxi, Gaitán, Salvio, Lima, Cardozo e mesmo Enzo ainda mora ali. E de alguns dos novos espera-se muito. César, Talisca, Derley e até Benito parecem ter pernas para andar. No fundo, ao treinador pedem-se novas provas da tão anunciada genialidade. Ganhou dois títulos em cinco anos de vacas gordas. Não foi nada mau, mas também podia ou devia ter sido melhor. Se a Vieira se exige cabeça e racionalidade para levar as contas do Benfica a números mais razoáveis, de JJ aguardam-se novas conquistas. O que tem pode não dar para ganhar a Champions, é verdade, mas cá dentro tem de chegar.»

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF em A Bola; «(...) O financiamento através dos fundos é transversal na nossa economia, o que não deixa de ser curioso é a importância que se dá aos relacionados com o futebol e pouco ou nada se fale nos que financiam a banca, a saúde, bem como os grandes grupos de comunicação social. Existem hoje investidores que apostam no futebol porque consideram uma boa perspetiva de negócio, que é isso que os mesmos procuram quando aplicam o seu dinheiro. É perigosa a confusão instalada entre os direitos económicos e os direitos desportivos, sendo que estes só podem pertencer a clubes ou sociedades desportivas. (...)»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) Se nada mudar nos próximos dias, a nota artística do último ano ficará guardada no baú das memórias. Este quadro é tão mais preocupante quanto o que nos foi sendo dito é que para quebrar a hegemonia do FC Porto era necessário vencer o campeonato mais do que um ano seguido. Se estamos perante uma reestruturação financeira, que terá evidentes implicações desportivas, era preferível assumi-lo. O silêncio da direção do Benfica em relação ao que se está a passar nesta pré-temporada é ensurdecedor - a menos que esteja a ser preparada a tirada de dois ou três craques na cartola nos próximos dias. O tempo urge.»

Dia 23

Jorge Barbosa - Editor do Record; «(...) Não se infira daqui - nada de mais errado - que parte de uma situação desfavorável, pois o que se pode dizer é que o Benfica está por agora menos confortável comparativamente à concorrência direta, mas com tempo suficiente para recuperar o terreno que, neste defeso, foi perdido. E convém lembrar que os seus responsáveis têm revelado nos últimos anos capacidade de sobra para satisfazer as vontades de Jesus, porque sabem muito bem que a parte restante estará assegurada, e bem, pelo seu treinador.»

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «(...) Mas, com tantas perdas, será possível fazer uma equipa competitiva? Acredito que sim. Jesus já mostrou - em particular no Belenenses - que é mestre em reconstruir equipas. Tudo depende dos pontos que perder no início do campeonato. Se se aguentar no primeiro terço, poderá voltar a ser campeão - porque o novo onze, aí, já começará a estar rodado. E ser campeão é muito importante, pois só assim poderá aspirar à hegemonia no futebol português. Mesmo com sangria, a equipa do Benfica tem a tremenda responsabilidade de não deixar fugir a oportunidade de vencer o campeonato pela segunda vez seguida - o que não sucede há 30 anos. Este é o grande objetivo. Vieira sabe-o - e Pinto da Costa também. Daí que, para o tentar impedir, esteja a fazer tantas loucuras. »

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Quando e como acaba este miserável caos? Ontem, SOS numa reunião promovida pela Federação (enquanto o Governo envia recados nos bastidores). Decisões? Aguardar pela sentença do CJ sobre impugnação de calamitosas peripécias que levaram à reeleição do presidente da Liga (recebeu 10 votos de 36 clubes...); óbvia aposta em nova eleição. E criar comissão, liderada pelos 3 grandes clubes (enfim!), que se atire à magna tarefa de arranjar dinheiro. Problema de fundo: quem investe em patrocínio de campeonatos antes de a Liga sair da pura falência em... credibilidade?»

Dia 24

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) A merecer reflexão a constatação de que a maioria dos jogadores transferidos apenas passam pelo Benfica. Witsel, Markovic, Siqueira, Ramires, Matic (como titular) permaneceram um ano. Oblak, nem isso. Mesmo os que estiveram mais tempo, foram logo transferidos depois de moldados por Jesus: Di María, Coentrão, Javi Garcia, Rodrigo. Entretanto já foram contratados 11 atletas (alguns estrangeiros para a equipa B!) e espera-se sentença para os transumantes (Lisandro, Fariña, Pizzi, etc, etc.). Oxalá esteja enganado.»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) Depois de o BCP ter decidido que não quer aumentar o crédito ao futebol, por ser fonte de risco (como se viu no Sporting), a nova situação no BES é um fator acrescido de pressão sobre os clubes. Há menos crédito e isso obriga a uma gestão mais de acordo com as receitas de cada ano e menos dependente das dívidas. Tendo em conta que muitos clubes continuam mergulhados em passivo, há muito que mudar. Porque pelo menos o BES não será parceiro ativo durante algum tempo. »

Vítor Serpa - Director de A Bola; «Não sei a razão pela qual os clubes profissionais de futebol, em Portugal, levaram tanto tempo a perceber que o descrédito da Liga acabaria por se refletir no essencial do negócio de que esses mesmos clubes dependem. Muito menos entendo a demora de um envolvimento coletivo, acima das pequenas e grandes rivalidades dos clubes, quando o mundo já lhes desabava em cima. Porém, esse facto, a um tempo incompreensível e imaturo, não me impede de dizer que mais vale tarde do que nunca. (...) »

Dia 25

António Varela - Sub-Director do Record; «(...) Entre a cúpula dirigente do Sporting já se cavalga uma onda de otimismo e Augusto Inácio anunciou mesmo a tomada da "pole position", como se a temporada 2014/15 fosse uma corrida de Fórmula 1, esquecendo porventura que, para além da Liga e das taças, este ano também há a participação na Liga dos Campeões, com pelo menos mais seis jogos, desgaste, lesões e maiores exigências na gestão do quadro de futebolistas. A semelhança do que já sucedeu na época passada, parece mais uma vez pertencer ao treinador a voz da razão deixando aos líderes o lançamento de foguetes.»

João Bonzinho - Jornalista de A Bola; «(...) Merece Jesus o estatuto que tem? Claro que merece, não apenas pela competência mas talvez até em particular pelo profissional rigoroso e dedicado que é. Agora que vai enfrentar o maior desafio desde que chegou à Luz, o de reconstruir a equipa, mais do que nunca Jesus precisa da sua melhor receita, podendo, ao mesmo tempo, trabalhar desta vez sob a menor das exigências (sem tantas das estrelas do passado). Está num clube que precisou manifestamente de inverter o caminho do investimento e deve apenas explicá-lo aos adeptos se não quer perder apoio. Continuará com o objetivo de ganhar. Vai ter muito trabalho, como ele gosta, precisa de ser audaz, estratega e de uma pontinha de sorte. Mas sabe, mais do que nunca, que pode fazer valer o que poucos têm: o estatuto!»

Luís Fialho - Cronista de 'O Benfica'; «(...) Quanto a jogadores, prevalece a velha máxima segundo a qual só fazem falta os que cá estão. Já vimos sair Di Maria, David Luiz, Ramires, Fábio Coentrão, Witsel, Javi García e Matic, todos eles, a seu tempo, insubstituíveis. Sem eles, em Maio ganhámos tudAgora sairão outros. Sem eles, teremos de voltar a ganhar. Iremos voltar a ganhar. Insubstituíveis somos nós. E nós, sócios, jamais poderemos falhar com o apoio à equipa, ao clube, e a todos aqueles que o servem - compreendendo que é fácil criticar (a quem está de fora), sendo bem mais dificil - decidir (a quem está de dentro). No dia em que o Campeonato tiver início, entraremos em campo com onze jogadores. Essa será a nossa equipa. Com ela, faremos a longa caminhada até ao 34.° título. Depois virão outros, e mais outros, e mais outros. Mas nós..., nós estaremos sempre cá. Nós é que somos o Benfica. E o Benfica será tão forte quanto a união que demonstrarmos em seu redor.»

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