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Newsletter N.º 255

A digressão ao continente americano começou em Toronto com o PSG. Num típico jogo de pré-temporada o Benfica perdeu pela margem mínima mas deixou indicações francamente positivas.

Mais um feito do desporto português: no primeiro campeonato de Futebol de Praia sob a égide da FIFA, Portugal sagrou-se, em Espinho, Campeão Mundial. Parabéns à organização e a todos os jogadores e técnicos que honraram o nome de Portugal.

As guerras de bastidores no futebol português continuam sem cessar com tentativas de promover o regresso ao passado. Os próximos dias e semanas prometem novidades...

Entretanto é já neste Sábado que teremos a ratificação (ou não) das alterações propostas pela Liga que vão encontrar certamente muitas dificuldades...


Dia 18

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) O FC Porto defronta os alemães do Duisburgo, da 2.ª Divisão alemã, na despedida do estágio realizado na Holanda. Justificado o interesse, não só pela presença de Iker Casillas nos treinos do plantel portista, mas também, e principalmente, pela enorme expectativa quanto à eventual estreia do guarda-redes campeão do Mundo e da Europa pelo emblema do dragão, além de Maxi Pereira, obviamente...
Mais tarde, já noite no Canadá, e madrugada em Portugal, na exigente International Champions Cup América do Norte, o Benfica, agora na versão Vitória, faz a sua apresentação em teste de grau de dificuldade elevado, diante do Paris Saint-Germain: em 2013/2014 integraram o mesmo grupo da Liga dos Campeões, tendo os encarnados perdido em Paris (0-3) e vencido na Luz (2-1), com o Benfica a ser despromovido à Liga Europa, atrás de PSG e Olympiakos. Trata-se de uma entrada em competição muito forte, ousada até, exatamente nos antípodas do que parece ser a política leonina para esta fase da época: jogar pelo seguro, com a certeza da ganhar. Depois do Mafra da equipa B, o Atlético é o adversário escolhido para o terceiro encontro, provavelmente à porta fechada, antes de se mostrar ao público na África do Sul, mais para o fim da próxima semana...
Sábado rico em futebol, portanto, com o Vitória de Guimarães, em Istambul, convidado de honra no reencontro do Fenerbahçe com a sua fervorosa massa adepta e A BOLA TV ao oferecer-lhe um aliciante Lyon-Milan.
»

Paulo Teixeira Pinto - Adepto portista em A Bola; «(...) Mas, enfim, se Oscar Wilde apregoava que um homem pode resistir a tudo menos a uma tentação, a esta há que resistir mesmo. Porque a avaliação final deste tema deve aguardar pela sua conclusão. Só então se perceberá qual o tipo de floresta que resulta da composição entre as árvores que subsistem e as agora transplantadas. Não será hoje, por conseguinte, que demandarei por uma explicação referente a outros processos. Porque quem consegue ir buscar para o clube um homem como Casillas merece não ser importunado, pelo menos para já, por temas menores. Desta sorte, resta-me deixar um pedido e solicitar uma resposta. O primeiro para requerer uma aposta insistente em André Silva, o melhor goleador da casa depois de Fernando Gomes. A segunda para saber se foram satisfeitos todos os pedidos do técnico, para que não haja desculpas em caso de mais uma época de putativo insucesso. »

Vítor Pinto - Editor do Record; «Agora que a poeira resultante da Batalha da Segunda Circular já assentou, é altura de reconhecer: o título do defeso encaixa na perfeição em Julen Lopetegui. O técnico falhou em toda a linha no banco durante a época passada, mas galvaniza-se na vertente da planificação. Aliás, se como treinador não vingar, terá certamente futuro no papel de diretor-desportivo. A forma como, após uma temporada em branco, convenceu a SAD a reforçar o investimento para alicerçar o seu plano de dominação do futebol português, não encontra paralelo no historial azul e branco. O seu poder de persuasão tem-se revelado quase hipnótico no que toca a convencer alvos espanhóis a mudarem-se para a Invicta, sendo o exemplo de Iker Casillas o mais impressionante. Afinal, se calhar, o homem tem qualidades que exigem mais atenção. (...)»

Dia 19

Carlos Vara - Jornalista de A Bola; «(...) As águias parecem, nesta fase do mercado relativamente calmas, mas como é óbvio o grupo não está fechado e Rui Vitória terá, de certeza absoluta, mais um ou outro nome sonante para se bater com as estrelas cintilantes do dragão e tentar o tri. Jorge Jesus,como se previa, tem-se enriquecido e o Sporting assumiu ontem Ciani, central já com vasta rodagem em França e Itália. Como parecia claríssimo, JJ está a construir um grupo forte e coerente, mas é o dragão que parte um pouco mais à frente na corrida. A menos que, como no ano passado, volte a deslizar... »

Vanda Cipriano - Editora do Record; «(...) A teoria que o Benfica parte em vantagem por ser bicampeão carece de confirmação quando, comparativamente, há um clube que mantém o treinador e este parece ter via aberta para as contratações. Já poucos se lembram da saída de Jackson Martínez, da dispensa de Quaresma, ou da aposta de 20 milhões num médio-defensivo (Imbula). No FC Porto fala-se de Maxi Pereira e Iker Casillas. E aumentam as responsabilidades para um técnico que pensa numa superequipa. Na Luz, Rui Vitória herda o peso do bicampeonato - o que for a menos é negativo e vai arrumando a casa enquanto continua à espera de reforços. O futuro do Benfica, neste campo, está condicionado por questões financeiras, mas também, e muito, pelo que ditarem os jogos da digressão na América do Norte. Em Alvalade, Jorge Jesus mostra-se fiel aos seus princípios e tenta reforçar a equipa à sua imagem. Não tem sido fácil, entre avanços e recuos, mas conseguiu o "cabeça de cartaz". Gutiérrez faz o treinador respirar de alívio. Como fazem um lateral-direito, dois centrais e outro avançado que já estão em Alvalade. O Sporting tem de ser candidato ao título. »

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) Haverá certamente quem pense que o Benfica não deveria colocar os interesses económicos acima dos interesses desportivos e que esses três milhões de euros lhe podem vir a sair caros. É uma visão aceitável, mas cada vez mais longe da realidade internacional. A verdade é que a presença do Benfica na América consolida o apetite de um mercado internacional importante e com notório poder económico, tal como acontece com outros grandes clubes europeus em relação ao mercado do extremo oriente. Cada vez mais os clubes profissionais de futebol devem estar preparados, ao mais alto nível, para gerarem interesse em novos mercados, capazes de proporcionarem novas e mais significativas receitas. »

Dia 20

António Magalhães - Director do Record; «O desporto português passou a ter mais um conjunto de campeões do Mundo depois de a Seleção de futebol de praia ter conquistado esse título no areal de Espinho. Poucos são aqueles que conseguiram tal proeza numa dimensão coletiva. A geração de Madjer, Belchior e Alan, nomes que nos últimos anos se tornaram familiares do país desportivo (e não só), alcançou esse feito histórico que, em circunstância alguma, pode ser desvalorizado. A verdade é tão simples como isto: Portugal conquistou o seu primeiro título mundial no futebol sénior sob a égide da FIFA.
À margem da proeza, não se pode ficar indiferente à organização de excelência que tem o dedo da FPF. Fernando Gomes, o presidente, tem o mérito de fazer as coisas acontecerem. E acontecerem bem. Foi o caso deste Mundial de futebol de praia que em boa hora a Federação conquistou para Portugal. A FIFA pode estar grata, pois recebeu de Espinho algumas das poucas boas notícias que teve nos últimos tempos. (...)
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Fora das quatro linhas, uma votação e uma eleição açambarcam as atenções dos próximos dias. A AG da FPF vai pronunciar-se sobre o sorteio dos árbitros, num contexto em que surgem agora notícias de pareceres que apontam para a inadequação deste desejo da maioria dos clubes, com os estatutos federativos. Veremos como isto acaba, sabendo-se que nem jogadores, nem treinadores, nem árbitros querem o dito sorteio...
E a seguir haverá eleições na Liga de Clubes. Luís Duque, apesar de ter sido louvado pela generalidade dos clubes vê o FC Porto virar-se para Pedro Proença. E aqui radica a principal dúvida. Pedro Proença para o dirigismo da arbitragem? Seria uma hipótese interessante. Mas para a Liga de Clubes? Não é um peixe fora de água?
»

Miguel Belo - Editor-Adjunto do Record; «Tive a missão de acompanhar bem de perto o primeiro teste do Benfica na pré-época e de tentar tirar as primeiras ilações, transmitindo-as, depois, aos leitores através das páginas de Record. Rui Vitória foi inteligente, sabia o que poderia causar uma derrota com outro tipo de números e apresentou uma equipa sem reforços. O que se viu dentro das quatro linhas, principalmente na primeira parte, foi um Benfica com muitas rotinas da época passada, até nas bolas paradas. Aliás, Vitória já tinha prometido que iria aproveitar o que de bom tinha sido feito pelo seu antecessor. Mas no BMO Field também já se começou a perceber a nova roupagem que o técnico quer dar ao seu Benfica: maior circulação de bola, mais segurança na posse e consequente redução da dose de risco, para evitar que a equipa seja apanhada em desequilíbrio na fase de transição. Este era um dos problemas das equipas de Jesus, que ficavam mais visíveis frente a adversários de nível superior. »

Dia 21

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Sei que tudo é relativo e o que Casillas ganhava no Real Madrid com certeza que se enquadrava na folha salarial do clube, mas o mercado português é incomparavelmente menor, não pode dar-se a esses atrevimentos. Razão para o reparo pertinente de José Mourinho, ele que é o número um e também o mais bem pago do Mundo. Mas não trabalha em Portugal, nem Ronaldo joga em Portugal. Da mesma maneira que os nossos melhores praticantes representam emblemas estrangeiros. Por isso, vendo o seu reinado aproximar-se do fim, PC, além de afrontar o admissível, capta aliados de ocasião que o ajudem na empreitada que, sozinho, não é capaz de concretizar: travar o Benfica. »

Jorge Barbosa - Editor-Chefe do Record; «É obra, o Sp. Braga tem sido, nos últimos anos, um exemplo feliz de como se deve gerir um clube de futebol - os números, simpáticos, confirmam a afirmação, senão vejamos: a sua SAD tem apresentado lucro nos últimos exercícios - três vezes acima dos 5 milhões de euros nos últimos quatro anos - e só por uma vez, nesse período, é que teve um resultado negativo, e nada por aí além, pois situou-se em um milhão de euros.
Neste bom quadro de gestão, é óbvio que António Salvador, um negociador hábil e com boa estrela para os números, que não perde uma oportunidade, e que dá sempre aquela sensação de que ambas as partes ficaram a ganhar, é o seu grande responsável. Mais uma vez os factos sustentam a afirmação, bastando para tal recorrer à atualidade: Salvador conseguiu vender Éder por 7 milhões de euros, Zé Luís por 6,5, Micael por 2,5 e ainda emprestou Pardo por 2 milhões de euros, o que é bom, é, aliás, muito bom, constituindo novo recorde na rubrica de transferências. (...)
»

Luís Avelãs - Jornalista do Record; «(...) O Benfica, ao invés do que era normal desde que Vieira tomou as rédeas do clube, ainda não fez uma aquisição de vulto. Não estou a dizer que não entraram já jogadores capazes de ajudar, mas todos esperavam que, por esta altura, já alguma "truta" tivesse sido capturada. Será que ainda chegará? Estou convicto que sim, nomeadamente um avançado capaz de "rodar" (com rendimento similar) com Jonas e Lima, dois trintões. De resto, também não é de excluir a entrada de um lateral-direito e até de um extremo, caso Gaitán saia. A este propósito, aliás, importa dizer que a grande aquisição das águias até pode ser a continuidade do argentino. Ele faz a diferença. (...)»

Dia 22

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «O investimento realizado por FC Porto e Sporting deixa claro como o poder crescente do Benfica no futebol nacional incomodava as estruturas diretivas rivais. Numa época em que na Luz se anunciou uma inversão na política desportiva, com uma aposta nos jovens da formação ainda por confirmar e diminuição de investimento em contratações, dragões e leões podiam ter aproveitado para fazer o mesmo, reduzindo também eles os custos. Pelo contrário. A norte continua a gastar-se como se não houvesse amanhã e a Alvalade volta uma política de investimento forte. Objetivo? Ser campeão. (...)»

Nélson Feiteirona - Jornalista de A Bola; «Ser campeão do Mundo, seja de que modalidade for, é extraordinário e um grande orgulho; nos matraquilhos, pesca, tiro ou em outras modalidades com mais impacto. E Portugal é campeão do Mundo em Futebol de Praia. Por isso, não consigo entender como é que existe gente que desvaloriza o que se passou em Espinho, que fala baixinho e torce o nariz para dizer que as jogatanas que faz com os amigos na praia são tão ou mais excitantes. Falamos de uma modalidade que integra o calendário FIFA e na qual Portugal conquistou o primeiro título de seleções seniores nas provas da responsabilidade desse organismo. Não é brincadeira. Como não foi brincadeira o tempo e profissionalismo que Seleção e Federação colocaram nesta prova, organizada e ganha por nós, portugueses, que raramente ganhamos alguma coisa grande. (...)»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Não fica por aqui brusca alteração num imaginário (só imaginário...) jogo de alianças: em plenário dos clubes, Luís Duque recebe intenso aplauso pelo seu duro trabalho como presidente da Liga no contrarrelógio para pôr cobro à bancarrota e ao absoluto descrédito. Tão intenso o aplauso, tão encomiásticos os elogios, que, para haver unanimidade, só faltou voto do Sporting (acabara de suspender Luís Duque de seu sócio). Dias depois, Luís Duque, face a tão expressiva moção de confiança, decide recandidatar-se à presidência. Óbvio: será um passeio.
Qual quê! Há muito se deveria ter única certeza: nestas andanças, nada é óbvio... De novo, Pinto da Costa surge ao lado de Bruno Carvalho: vamos lá criar outro candidato, que este não serve. De novo, FC Porto e Sporting de mão dada, Benfica em sentido oposto.
O jogo de alianças como cata-vento. Mas a atual, creio, veio para ficar. Por meses? Por um ano? Veremos no fim do próximo campeonato...
»

Dia 23

António Magalhães - Director do Record; «Luís Filipe Vieira regressa hoje às páginas do Record numa entrevista que não deixa de parte nenhum tema nem fica sem qualquer resposta. Mesmo as questões mais "difíceis" (Jesus e Maxi) mereceram um comentário de Vieira, ainda que algumas sejam claramente para enterrar no passado. O mérito desta conversa animada é do líder encarnado, que estava mesmo com vontade de falar, mas também da jornalista e editora Vanda Cipriano, que a soube conduzir com mestria.
Vieira é hoje um homem confortável com o seu estatuto e muito confiante na sua liderança. Não hipoteca as convicções que tem e está naturalmente orgulhoso da obra feita. Aliás, se há algo que o deixa plenamente satisfeito, talvez até tanto como os títulos que conquistou, é o facto de todos os funcionários do clube - "alguns deles com mais de 50 anos de Benfica", sublinha - terem já há muito tempo os ordenados em dia, depois de vários anos de dúvidas e angústias. (...)
»

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado, no Record; «Estava escrito nos astros e o fusível fundiu; por outras palavras, como previ nesta coluna, Luís Duque não resistiu ao aumento da tensão entre Benfica e FC Porto e perdeu o apoio deste. Aparentemente foi por causa da arbitragem, como podia ter sido por outro motivo, apenas porque tinha de ser. Como os iogurtes, perdeu a validade.
Resultado, quem quer que venha a ser o futuro presidente da Liga vai assumir uma representatividade fraturada, com os grandes antagonizados entre si, numa reprise de um filme estafado de tanto passar. A "Música no Coração" vejo sempre com gosto, este é que já não. Para mim é um equívoco esta clubite que trespassa historicamente a Liga, porque com a atual organização jurídica do futebol, a Liga só tem três objetivos, quais sejam, organizar as competições, trazer mais dinheiro para o futebol e distribuí-lo pelos clubes. (...)
»

Hugo Vasconcelos - Jornalista de A Bola; «(...) O mais curioso é o coro de vozes da arbitragem a defender a candidatura de Pedro Proença e ao mesmo tempo a criticar o fim das nomeações, quando os clubes que apoiam o ex-árbitro são aqueles que votaram a favor do sorteio. E as palavras do presidente da APAF, a defender a saída de Vítor Pereira (ex-árbitro) se isso permitir que não haja sorteio, mais fazem pensar em corporativismo... de circunstância.
Faz-me lembrar a quantidade de gente que defendeu a indicação de Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia como boa para Portugal. Esquecendo o essencial: se desempenhasse bem o cargo, trataria Portugal da mesma forma que todos os outros países; o mesmo pode ser dito em relação a Proença - esperar que enquanto presidente da Liga defenda a arbitragem é (acho eu, que tenho respeito por ele) um insulto às suas capacidades e ao seu profissionalismo.
»

Dia 24

António Varela - Jornalista do Record; «Os 84 delegados com assento na assembleia geral (AG) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) receberam ontem os pareceres jurídicos sobre os regulamentos de arbitragem e de disciplina da Liga, que vão a ratificação amanhã, e puderam verificar que ambos apontam para s ilegalidade das alterações propostas.
Tanto Alexandre Mestre como José Manuel Meirim, os dois juristas consultados pela AG da FPF, concluem que o sorteio dos árbitros conflitua, em simultâneo, com a Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto e o Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD. A legislação em vigor preve unicamente a nomeação. "(...) Não restou outra alternativa à FPF, enquanto federação desportiva dotada do estatuto de utilidade pública desportiva (...) senão a de consagrar a nomeação, enquanto modo de designação dos árbitros", escreve Alexandre Mestre. No seu parecer, José Manuel Meirim conclui: "Se a AG da FPF viesse a ratificar o Regulamento de Arbitragem da LPFP (...) não só estaria a deliberar, ela própria, contra a lei e os seus estatutos, como colocaria a FPF em perigo quanto à titularidade do estatuto de utilidade pública desportiva." (...)
»

João Tomaz - Cronista de 'O Benfica'; «(...) O FC Porto, com a postura típica de um jogador de poker, sentar-se-á à mesa aparentemente autoconfiante, gozando de algum público sempre prestável nas horas difíceis, que tratará de bajular as suas cartas e denegrir as dos seus adversários. Antes do início da partida, contará com as sentenças precoces de observadores que mal conseguem disfarçar a sua preferência ou, nalguns casos, o seu dono. Como sempre, tudo fará por escolher a mesa, o baralho, o trunfo e as cartas que serão distribuídas a cada jogador. Se ninguém estiver atento, fará algumas renúncias. Fá-las-á mesmo que não haja quem se distraia, é a sua natureza. Fará ainda todos os sinais que lhe for possível e ser-lhe-á impossível evitar espreitar o jogo dos adversários.
E nós lá estaremos sentados, indiferentes ao ruído à nossa volta e cientes que uma boa mão, com um ou dois ases, uma ou outra manilha e alguns trunfos, mesmo que não chegue para dar uma "chita" ou "dois", será, desde que a estratégia seja consistente, suficiente para vencer a terceira partida consecutiva.
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «Luís Duque recandidata-se sem surpresa. O bom trabalho que realizou na Liga ao longo dos últimos nove meses valeu-lhe louvor generalizado dos clubes (Sporting à parte, por razões que não têm a ver com o que Duque fez durante esse espaço de tempo...) e a admiração só pode residir no facto de não concorrer sozinho. Mas a vontade dos clubes é soberana, FC Porto e Sporting entenderam-se (como era mesmo aquela metáfora de mau gosto de Bruno de Carvalho?) e são a locomotiva da candidatura de Pedro Proença. Proença foi o melhor árbitro português que vi atuar e o segundo mais talentoso (António Garrido, que nasceu para o apito, perdia-se por vezes em habilidades); mas não tem, nunca teve, qualquer ligação aos clubes, o que se entende e se louva. Daí que seja incompreensível que surja candidato à liderança de uma associação patronal com a qual não teve, jamais, a mais remota afinidade.
Aguardemos, pois, pela magna decisão dos votos secretos, que decidirão entre Duque e Proença.
PS - Espero que a interferência da APAF nas eleições da Liga seja averiguada até ao fim. E que os árbitros se revoltem contra a tentativa de manipulação em curso...
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