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Newsletter N.º 242

Antes do mais e por ser de toda a justiça o devido destaque para a equipa de Hóquei em Patins do Benfica que assegurou no Pavilhão da Luz esgotado a conquista do 22.º título nacional. Parabéns para todos aqueles que, sem excepção, foram capazes de tal feito.

Na Liga dos Campeões, o FC Porto depois de um resultado prometedor no Dragão baqueou sem apelo nem agravo por uns concludentes 6-1, a maior goleada nas últimas 3 décadas. Depois da 28.ª jornada do campeonato que manteve tudo tal como estava na frente, crescem as expectativas para o clássico de Domingo que poderá clarificar muita coisa.

Por tudo isto e ainda pelo Voleibol que terá oportunidade de rectificar na Luz o desaire na Praia da Vitória, o fim de semana promete!


Dia 18

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Na ausência de regras, impõe-se a sensatez de quem decide e, neste particular é elogiável a posição do treinador do Belenenses, Jorge Simão, o qual se referiu ao caso com rara frontalidade. «O Benfica paga parte substancial do vencimento de Rui Fonte. Não faz sentido ele jogar contra a sua entidade patronal», afirmou, sublinhando que tudo ficaria mais simples se houvesse legislação sobre o assunto. Tem razão. Se assim fosse, Pedro Emanuel não se teria dado ao incómodo, embora a título excecional, como avisou, de justificar a exclusão de Kayembe da equipa do Arouça no jogo do Dragão. Nem Tiago Rodrigues teria sido atacado por aquela indisposição súbita que o impediu de alinhar frente a FC Porto. Nem, provavelmente, o jogador Tozé teria sido insultado por causa do golo que marcou ao FC Porto no jogo com o Estoril e que contribuiu para o empate final.»

Sérgio Krithinas - Editor do Record; «Ao contrário do que é tantas vezes dito com ignorância, não há um artigo dos regulamentos oficiais que diga que é proibido impedir um jogador cedido de defrontar o clube com o qual tem contrato. A questão levantou-se no Benfica-Belenenses da primeira volta (apesar de, no caso, nem se tratar de jogadores emprestados) e agora está de novo na ordem do dia e por culpa de Rui Fonte, avançado cedido pelos encarnados aos azuis do Restelo. A única referência a estes casos surge no artigo 52.º do Regulamento de Competições, mas o que lá está escrito é que "são nulas e de nenhum efeito quaisquer cláusulas" nesse sentido. Isto é: não são proibidas; apenas não têm validade e, por isso, o clube que as violar não poderá sofrer sanções. Mas em lado nenhum, em particular no Regulamento Disciplinar, estão estabelecidos castigos para quem recorra a este "truque" que pode facilitar a vida em determinados jogos. (...)»

Tomaz Morais - Treinador de Rugby em A Bola; «(...) Até a forma como os jogadores falaram a seguir ao jogo demonstra que a sua cabeça não esteve lá, os argumentos nada refletem o que toda a gente viu! No 2.º jogo, os alemães jogam em casa, feridos no orgulho, e colocarão muita intensidade em campo, a velocidade louca, na procura dos golos que poderão dar passaporte para seguir em frente. Compete ao FC Porto demonstrar que este jogo não foi apenas um e que esta equipa saberá sofrer, estar apta para suportar o sufoco a que vai ser submetida. Uma palavra especial ao melhor em campo, Ricardo Quaresma, que mudou a forma de estar e revelou todo o seu talento ao serviço do coletivo! Jogar para a equipa é a razão de ser de qualquer jogador. »

Dia 19

Fernando Seara - Adepto Benfiquista em A Bola; «(...) 6. O Professor Manuel Sérgio acaba de publicar um novo livro: 'O Futebol e Eu'. Há poucas semanas tive o privilégio de partilhar alguns momentos com o Professor Manuel Sérgio. Escutá-lo é uma constante aprendizagem. Ele é um Mestre. Um verdadeiro Mestre. Como reconheceu, com uma humildade transbordante, o Senhor Presidente da República de Cabo Verde no almoço que este jornal lhe proporcionou em pleno Bairro Alto. Há alguns anos o Professor ofereceu-me, com uma simpática dedicatória, um seu outro livro, 'Textos insólitos'. Aí escreve que «no futebol pós moderno, que é o hodierno, há-de ser o mais reduzida possível a separação entre conceção e a execução. Os interesses do treinador e dos jogadores devem ser rigorosamente os mesmos». Princípios bem importantes para estas últimas jornadas das diferentes competições desportivas em Portugal. A começar pelo futebol de primeira e pela jornada do próximo domingo!
7. Parabéns ao hóquei em patins do Benfica. Foi com brilhantismo, uma vez mais, campeão nacional.
»

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra; «(...) Nos três grandes, os caminhos não são coincidentes. Bruno de Carvalho parece estar seguro, depois de titubear. O seu estilo marca um novo "presidencialismo", numa espécie de híbrido entre João Rocha e Sousa Cintra - "viscondes" é que ficaram fora de moda. Mas nunca se sabe: é o Sporting. Para FC Porto e Benfica, os resultados do futebol desta época não vão ser iguais aos outros. De um lado, o limite do "statu quo" como fronteira para a discussão interna e a afirmação dos candidatos (com António Oliveira à cabeça). Do outro lado, os efeitos da longevidade única e das opções tomadas como pedra de toque para as alternativas (com Gomes da Silva na dianteira). Para estes casos, lá para Junho já poderemos cheirar algo mais.»

Rogério Azevedo - Jornalista de A Bola; «(...) Só mesmo-mesmo neste país é que se diz só 'neste país'. Os portugueses são iguais aos outros. Só que com menos dinheiro. Mas parece que só por aqui é que acontecem coisas impensáveis. Alguém poderia sonhar que um clube como o Bayern tinha um departamento médico composto por pessoas sub-contratadas? Não falamos do Hoffenheim. Ou do Paderborn. Ou do Mainz. Falamos do Bayern: de um dos mais poderosos clubes do Mundo. Fosse por cá, no Benfica, FC Porto ou Sporting, e lá vinha o velho disco riscado: só 'neste país'. Se na 3.ª feira o FC Porto eliminar o Bayern, a culpa será dos médicos alemães, das lesões dos germânicos, da constipação de Guardiola, da prisão de Hoeness ou da osteoporose de Merkel. Só neste país é que continuamos a achar que algumas coisas acontecem só mesmo 'neste país'. »

Dia 20

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «O Sporting venceu com uma exibição cinzenta. Mais uma expulsão, a 13.ª da temporada, não foi suficiente para deitar a equipa abaixo. Bom sinal. Mesmo num dia mau e com Marco Silva a gerir o grupo soube manter o foco. Com 10 pontos de vantagem sobre o Sp. Braga na corrida à pré-eliminatória da Champions não é fácil manter a intensidade. Até ao Jamor ainda falta muito tempo e é preciso a competitividade em alta e gerir os mais utilizados. Tarefa dura para o técnico, que quando troca William por Rosell vê o mundo desabar. Vai ser preciso muita cabecinha para levar este barco a bom porto. (...)»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «Semana crítica para a arbitragem. Tudo o que se avançou nos últimos anos pode ficar em xeque se os árbitros persistirem na greve anunciada (indisponibilidade é um eufemismo). Hoje, os árbitros de elite são bem pagos, têm boas condições de trabalho e fazem parte de uma indústria que não têm o direito de boicotar. Mais a mais com reivindicações esotéricas, sobre uma publicidade que não existe e sustentados em contratos sem suporte físico (embora a Liga admita acolher a oralidade). Responsabilidade, precisa-se. (...)»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «Sporting contente porque, tendo um jogador a menos, conseguiu transformar empate em vitória (como, nas mesmas circunstâncias, já virara derrota à vista em empate, isso significa bisar boa capacidade de reação a dita adversidade). Sporting preocupado porque erros defensivos vão dando soma e segue de defesa-central expulso devido a falta já de aflição. Sporting sorridente porque o SC Braga perdeu e ficou a 10 pontos do 3.º lugar, apenas 15 pontos faltando disputar. (...)»

Dia 21

António Magalhães - Director do Record; «(...) O FC Porto tem de se focalizar unicamente no embate e desvalorizar os "mind games" muito característicos em palcos de audiências brutais. Já se percebeu que o jogo vai decorrer numa atmosfera muito tensa, mas que não afetará exclusivamente os portistas. A verdade é que a fogueira de Munique pode fazer uma inesperada vítima. As ausências de Danilo e Alex Sandro são um forte "handicap" para o dragão. Mas se lhe diminuem a capacidade, não lhe podem tirar a coragem. Ela, porém, não basta. É preciso mais. E nesse aspeto a sabedoria de Guardiola é inatacável. Diz o espanhol que só jogando bem se pode ganhar. Ao FC Porto aplica-se o mesmo conceito. Com um acréscimo: será necessário voltar a fazer um jogo perfeito. Melhor, mais do que perfeito.
NOTA - Liga e árbitros chegaram a um acordo que evita o boicote ao campeonato. Prevaleceu o bom senso. Nem poderia ser de outra maneira.
»

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF em A Bola; «(...) Os campeonatos nas diversas modalidades começam a chegar ao fim, colocando ao rubro as diferentes competições. No hóquei em patins o Benfica já assegurou o título nacional derrotando o Porto, sucedendo ao histórico Valongo. No basquetebol o Benfica vai iniciar a defesa do título defrontando a Oliveirense que conseguiu um digno 8.º lugar depois de ter trocado o treinador principal. Jorge Jesus tem mais tempo que Lopetegui para preparar o clássico e vamos ver se isso se transforma numa vantagem competitiva... logo se verá. Está ao rubro o campeonato! »

Nuno Santos - Jornalista no Record; «(...) Se, no papel, hoje parece assim, convém lembrar, caro leitor que o futebol é tudo menos um jogo "normal". Dito de outra forma ainda mais intrincada, normalmente é normal e bastante previsível, mas, neste caso, o Bayern passou de claro favorito a equipa acossada e o Porto, no seu traje de outsider, passou a ter muitas chances pelo contexto em que vai jogar. Não está livre, ainda assim, de que tudo volte à normalidade ou resumindo uma velha máxima do futebol: onze contra onze e no final ganha a Alemanha. Neste caso os alemães.
No encontro de logo também se joga o título português, porque o FC Porto semifinalista da Champions entrará na Luz com espírito vencedor mas sem a pressão de ganhar ao Benfica. Pode ganhar mas já não precisa. Transfere, nesse caso, toda a pressão para Jorge Jesus e as memórias deste não são exatamente as melhores. Nem dele nem dos adeptos. Haverá uma onda vermelha, claro que sim, mas de pé atrás.
Bem vistas as coisas, e as contas, o FC Porto pode chegar a domingo à noite fora da Champions e fora do título, mas, para já, as cartas estão a seu favor.
»

Dia 22

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «(...) O jogo da Luz vai ser, portanto, dramático. Uma prova longa, com 34 jogos, decidir-se-á num jogo só, como se fosse a final de uma prova a eliminar. E o Benfica é quem tem mais a perder: após aqueles dois anos em que morreu na praia, uma terceira morte nas mesmas circunstâncias seria terrivelmente traumática.
Depois das derrotas sofridas com o golo de Maicon em fora-de-jogo e com o inacreditável golo de Kelvin nos descontos, um novo desaire constituiria um golpe demasiado cruel para os benfiquistas. Mas quem não se lembra da eliminatória da Taça em que o Benfica, depois de vencer no Dragão por 2-0, perdeu na Luz por 3-1 e foi eliminado? Cabe aos jogadores encarnados que subirem ao relvado da Luz no domingo a tarefa ingrata de fintarem o destino e fazerem um quinto do que o Bayern fez ontem na 1.ª parte.
»

Rui Dias - Redactor Principal do Record; «(...) 4. É o melhor lateral-direito encarnado, está a fazer uma grande época e, ao contrário do que chegou a suceder a espaços, não tem hoje alternativa credível. Mas os princípios ideológicos que aconselham a renovação do contrato que está no fim excedem a parte desportiva. Confrontado com a necessidade de salvaguardar todos os interesses na ligação futura com um jogador de 30 anos, o Benfica está perante melindroso assunto de Estado, envolvendo fundamentos emocionais, filosóficos e de bem-estar da comunidade. E é essa vertente que condiciona a decisão institucional sobre um símbolo dos novos tempos, tendo em conta o peso relativo na águia; o espírito que dá personalidade à equipa; a atitude que remete para um passado grandioso; o exemplo que ressuscita o conceito de amor à camisola. O Benfica vai ter de lutar por Maxi até ao limite das possibilidades. O grande futebol e os grandes clubes também se fazem de jogadores assim. »

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Quando Lopetegui, ao 3-0, trocou defesa-direito, reconheceu o erro de ter optado por adaptar Reyes, defesa-central que pouquíssimo tem jogado e nunca naquele flanco. Porém, isso foi quase pormenor. Equipa globalmente engolida pela alteração tática que Guardiola lançou para este jogo de reviravolta, pela classe dos seus protagonistas e... pela estranhíssima ausência de convicção em quem tinha avanço de 2 golos. Primeiro remate do FC Porto (!) no golo de Jackson. Segundo, e último, logo a seguir, também pelo senhor Jackson, evidentemente.
Este onze do Bayern jogara no sábado, quando, da equipa portista de ontem, só o guarda-redes alinhara, evitando desgaste físico. Agora, que capacidade de reação ao desgaste emocional?
»

Dia 23

Hugo Vasconcelos - Jornalista de A Bola; «(...) Talvez as críticas sejam exageradas, porque também teve mérito em fazer com que o FC Porto chegasse à Alemanha em condições de discutir o apuramento, mas quando faz a sua defesa tem de alargá-la a toda a campanha europeia, só com uma derrota, não a este duelo particular. E o argumento da juventude não podia ser mais mentiroso. A equipa mais jovem de sempre? Nem a da jornada. O onze do FC Porto tinha média de idades de 25,18 anos, contra 24,45 do onze do Mónaco ontem titular. Depois, os três jogadores mais novos do FC Porto são Óliver, Reyes e Casemiro. Se a juventude fosse resultado duma aposta continuada no futuro, tudo bem. Mas Óliver e Casemiro, emprestados, estão no Porto pelo presente, não pelo futuro - porque o futuro deles é em Madrid. E Reyes,que durou meia hora, com este treinador nem num futuro longínquo irá contar para alguma coisa...»

Leonor Pinhão - Jornalista em A Bola; «(...) O Valência lá voltou a espiar o Benfica, contam-nos os jornais. Agora no Restelo os seus emissários reviram em ação o maior artista do campeonato português, Jonas. Precisamente o mesmo Jonas a quem o Valência fez a vida negra, impedindo-o de jogar e até de se treinar com os companheiros acabando por o libertar de borla para o Benfica, que muito encarecidamente agradece. Saberá o Jonas que tem vindo a ser observado pelos detetores de talentos do Valência, por mais que tentem fechar os olhos quando o brasileiro pega na bola? Tudo leva a crer que sim, sabe. Se não sabe, desconfia. E como isso o tem inspirado.
Aproxima-se agora o clássico. E mesmo que o Valência, farto de ver golos do Jonas, não mande ninguém espiar o jogo do Benfica no próximo domingo é da maior conveniência dizer ao jogador, meia hora antes da entrada em campo, que o próprio Peter Lim, munido de binóculos, já está no camarote pronto a observá-lo e, se possível caro Jonas, a interrogar-se sobre o sentido da vida. (...)
»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) É notório que o Benfica está a tentar refrear o otimismo, para não mostrar e sobretudo não sentir excesso de confiança. Mas a verdade é que o Benfica tem a obrigação de ganhar em casa, é isso que se exige num jogo decisivo a quem quer ser campeão nacional. Jorge Jesus quererá aproveitar a fragilidade anímica do adversário a seu favor. Lopetegui precisa de quebrar essa fatalidade. Porque só um FC Porto corajoso e com capacidade de superação poderá ir à Luz para tentar ser campeão. Não é só porque o quer. É porque já não tem mais nada por que lutar esta época.»

Dia 24

João Bonzinho - Jornalista de A Bola; «Ricardo Quaresma teve a frase da noite em Munique, quando lhe foi perguntado o que é que tinha acontecido com a equipa do FC Porto: «aconteceu muita coisa, que o treinador vai explicar». A cara de Quaresma, primeiro no relvado, depois quando já falava ao microfone do flash interview, parecia dizer muito. Quaresma é daqueles jogadores incapazes de disfarçar se o momento em que está é de desalento ou é de alta confiança. Como se viu. No campo, a dada altura daquele vendaval do Bayern, o rosto de Quaresma parecia, no fundo, igual ao de qualquer adepto portista; era o rosto de quem não queria acreditar no que lhe estava a acontecer. Apesar de ter dito o que disse no final do jogo, julgo que Ricardo Quaresma estaria tão farto de saber como eu que o treinador do FC Porto não iria verdadeiramente explicar coisa alguma. Como não explicou. Pelo menos cá para fora. Mas podia o treinador do FC Porto não ter explicado nada e, apesar disso, ter tido, pelo menos, a elegância de assumir em nome do grupo a responsabilidade do que tinha acabado de acontecer à equipa. Tinha-lhe ficado bem. (...)»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «Faltam 48 horas para o Benfica-FC Porto e Jesus ainda não sabe se vai contar com um dos seus indiscutíveis: Salvio, que estava pronto, passou a dor de cabeça para JJ. Caso se confirme a ausência do argentino no clássico, o técnico terá um problema para resolver. Partindo do princípio que Ola John não será opção inicial, o plano de jogo deverá contemplar uma solução inédita - como Record ontem adiantou em primeira mão. O desvio de Pizzi para o lado direito e a entrada de Ruben Amorim para o centro são apostas que, à partida, asseguram equilíbrio defensivo e facilidade na circulação de bola. Nem tudo são boas notícias, porém. O que se perde? A velocidade no corredor, a verticalidade e a capacidade de provocar desequilíbrios no adversário em ações de 1x1. O maior de todos os problemas, portanto, pode estar no risco de uma certa descaracterização do futebol do Benfica com a ausência do extremo argentino - sendo que tem sido ele um dos principais responsáveis pela versão demolidora das águias nos jogos da Luz. Há vida para além de Salvio, com certeza que sim, mas este era o momento em que Jesus mais precisava dele. (...) »

Ricardo Santos - Colunista de 'O Benfica'; «(...) Nos bancos, a autenticidade de Jorge Jesus, o trabalho valioso de seis anos, o Futebol como uma festa de ataque e de golos. No outro lado, o moço de recados de um presidente caduco, um treinador mediano escondido numa torre no meio de um relvado e que encontra na arbitragem a desculpa para as suas falhas profissionais. Na tribuna, dois dirigentes com estilos muito próprios. A jogar em casa, um líder que pôs as contas em dia, que colocou o Clube no século XXI e que se afasta das polémicas. A jogar fora, um conselheiro sentimental e agente de viagens de árbitros, fomentador de guerras norte-sul, à espera de sucessor. Nas bancadas, o vermelho de quem puxa pela sua equipa, de quem canta o seu fervor clubístico. De azul, as vozes do ódio, o ataque anti-benfiquista constante de quem ainda não resolveu os seus problemas. Freud explica. Duas realidades, dois estilos, duas formas de estar e de ser. Entre a Luz e as trevas, fiquemos sempre do lado bom da Força. »

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