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Newsletter N.º 246

33ª jornada: Ficou definitivamente encontrado o campeão. O Benfica que salvo qualquer situação inesperada era o candidato incontestável, devido aos empates em Guimarães e no Restelo, chancelou o bi-campeonato. Muitos parabéns aos jogadores, equipa técnica, Direcção e adeptos que souberam estar à altura dos acontecimentos.
Como não há bela sem senão, eis que os incidentes registados em Guimarães e no Marquês de Pombal acabaram por manchar uma jornada que se pretendia de festa exclusiva. A punição severa dos responsáveis é uma opção que tem que ser levada em linha de conta porque o futebol e as pessoas não podem estar à mercê de energúmenos (seja qual for a origem ou condição) cujo único fim é ultrapassar as marcas da civilidade e do respeito pelos outros cidadãos. Mas não devemos pactuar com todos aqueles que transportam para primeiro plano com evidente propósito, as "façanhas" de uma escassa minoria para desvalorizar a comemoração e a alegria de milhões...

Mais uma equipa a disputar uma final - o Basquetebol que venceu a 'negra' com a renhida Ovarense. Para além do Futsal que irá tentar o mesmo.


Dia 16

António Magalhães - Director do Record; «Numa altura em que se fala tanto de festa a propósito das grandes decisões das ligas, há um lado negro no nosso futebol que teima em alastrar. O incumprimento salarial é recorrente mas, apesar dos contornos dramáticos de alguns casos que afligem jogadores e suas famílias, só quando a situação ameaça ter relação direta com os resultados das provas é que soa o alarme geral.
Os jornais relatam regularmente situações de clubes que não cumprem as suas obrigações; a Liga tem regulamentado nesta matéria para apertar a malha do controlo; o presidente do Sindicato dos Jogadores é sempre voz "incómoda" que denuncia casos. Ainda assim, o "crime" continua a ser cometido e... compensa. É mais do que evidente que existe uma competição desleal. Há clubes que inclusivamente têm participado sem terem em dia os seguros dos atletas, ao mesmo tempo que alimentam promessas aos jogadores que muitas vezes os levam a falsear a realidade. (...)
»

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Pode parecer estranho, mas é a verdade: o futebol português continua de saúde e a reforçar a sua presença no estrangeiro por causa do futebol bom, aquele que acolhe os jogadores, os treinadores e os árbitros. O único que deve merecer o nosso interesse. Depois, há o outro, à semelhança da imaginosa engenharia que de um banco inventou dois, o futebol mau, habitado maioritariamente pela classe dirigente, embora deva aplaudir-se inequívocos sinais de mudança, no sentido de eliminar rivalidades doentias e fazer do futebol uma festa permanente, como a que se prepara em Guimarães, em resposta às dispensáveis declarações do presidente da assembleia geral do emblema vitoriano. As claques sugeriram, a direção e a Câmara Municipal apoiaram e o Toural vai ser o palco dos festejos pelo regresso do Vitória Sport Clube à Liga Europa. Aos adeptos do Benfica residentes na cidade com certeza que não faltará espaço noutro local para, se for caso disso, assinalarem a conquista do bicampeonato, com a urbanidade que se deve exigir numa sociedade civilizada.»

Rui Santos - Jornalista, no Record; «(...) E é aqui, independentemente das incidências deste campeonato, que reside o maior mérito do Benfica. Conciliar a longevidade directiva/presidencial com a longevidade técnica. Para além das questões patrimoniais, o melhor acto de gestão de Vieira foi quando decidiu ir buscar Jorge Jesus ao Sp. Braga e o manteve à frente da equipa, em 2013, quando os seus "conselheiros" lhe indicavam o caminho contrário. Nestes 6 anos de Jesus, com uma visão competitiva moderna, o FC Porto teve 6 treinadores e o Sporting 10. Aí está uma razão através da qual fica explicada muita coisa. (...) »

Dia 17

Fernando Seara - Adepto Benfiquista em A Bola; «(...) Estou firmemente convicto que na noite deste domingo os milhares de benfiquistas que vão a Guimarães verão confirmados os seus desejos. E respeitada, se for o caso, a sua alegria legítima. Como se fosse possível haver 'territórios proibidos' neste tempo de radicalismos condenáveis - e bárbaros - em diferentes Estados ou 'pretensos Estados' deste Mundo em profunda mudança! Toda a equipa, toda a estrutura técnica do Benfica - a começar por Pietra! - terá bem presente que a «recordação é o perfume da alma». E a alma benfiquista está a um pequeno 'passo' de uma conquista bem relevante. Aqui recordada. E como tem acontecido nas últimas jornadas combinando o Benfica humildade com sagacidade, sofrimento com solidariedade, talento com respeito, maturidade com prudência, experiência com consciência. (...) »

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra, no Record; «1. Numa semana de múltiplas pressões nos campeonatos profissionais de futebol com alguns métodos já vistos e testados noutros tempos, o ex-árbitro Pedro Henriques chamou a atenção para o facto de terem acabado os tempos do Apito Dourado e os "favores de arbitragem". Assim dito por um árbitro desse tempo, a afirmação não é despicienda. Mas os tempos não estão para análises. Seja como for, não foi em vão que a justiça desportiva da FPF e da Liga averiguou e, em muitos casos, condenou árbitros e dirigentes. O alcance dos processos mudou o essencial: a perceção de impunidade. Mudou ainda algo mais: a capacidade psicológica para os árbitros manterem a serenidade em ambientes de elevado confronto. Já ninguém hoje deve pensar que os árbitros mais experimentados e capazes desde logo pelo acréscimo de formação académica e pela remuneração condigna, são destituídos e acéfalos. Essa mudança foi clara. Como é óbvio, não impede o erro (e a apreensão de certo tipo de erros fica muitas vezes longe da inteligibilidade), mas impedirá, em princípio, outras coisas mais. (...) »

Vítor Baía - Ex-Internacional, no Record; «Hoje joga-se uma jornada que pode ser absolutamente decisiva para o desfecho da Liga Portuguesa 2014/15, ou pode adiar tudo para a próxima semana. Seja como for, os nervos vão estar à flor da pele, as emoções fortes vão pairar sobre os estádios de Norte a Sul do país, adeptos vão circular na estrada em busca de momentos inesquecíveis e sempre dedicados ao apoio indefetível das duas equipas. Ditou a sorte que o 1.° classificado, de Lisboa, jogasse hoje na Cidade Berço, enquanto o 2.°, do Porto, joga na capital. Palcos geograficamente trocados para dois clássicos vibrantes, onde V. Guimarães e Belenenses não quererão, certamente, ser meros figurantes nos filmes onde Benfica e FC Porto são protagonistas principais. (...)»

Dia 18

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Título merecido, não há margem de discussão. Conquista relevante e suficientemente impermeabilizada para resistir ao mau perder de Lopetegui, o qual, não sendo capaz de atingir os serviços mínimos, ganhar no Restelo, voltou a esgrimir insinuações pouco claras , uma prática, aliás, que muito parece apreciar, dada a frequência com que dela se serve. Ontem, nem um pingo de fair play, ao dar os parabéns não a Jorge Jesus, seu colega de profissão, mas a «todos os que contribuíram para o Benfica ser campeão», partindo-se do princípio que se quis referir a jogadores, treinadores, administradores e a um coletivo empenhado e competente, cujo peso cada vez maior obriga a inverter o movimento do fiel da balança... Há dois anos Jorge Jesus caiu de joelhos por causa da tropelia de Kelvin. Agora, foi Julen quem se ajoelhou, subjugado pelo atrevimento de Tiago Caeiro. É a vida, cá se fazem, cá se pagam. As coisas estão a mudar...»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Para já, não será abusivo dizer que o ciclo ganhador do FC Porto, como conhecemos entre 1990 e 2010, acabou. Aquilo com que devemos contar, em termos competitivos, daqui para a frente, é um equilíbrio grande entre estes dois emblemas, no futebol e não só. Para o Sporting, que está a alguma distância não só de um, mas destes dois grandes clubes, será difícil que se abra uma janela de oportunidade. Porque é pouco crível que ambos tenham, em simultâneo, o apagão que permita o ressurgimento leonino. Para equilibrar as operações com o FC Porto - a quem ganhou vantagem com estes dois títulos consecutivos - o Benfica percorreu um longo caminho. Desde que, há 15 anos, Vilarinho chegou à presidência, o caminho encarnado foi árduo, teve vários ensaios e muitas experiências, até a este momento em que, com Luís Filipe Vieira, a estabilidade foi encontrada. No aspeto desportivo seria injusto não ter uma palavra para Jorge Jesus, que cresceu como treinador e é o principal obreiro do sucesso de 2014/15. E, por isso, não se vislumbram boas razões para que não continue à frente da equipa do Benfica. »

Vanda Cipriano - Editora do Record; «Muitas vezes criticado, Jorge Jesus é uma das caras deste bicampeonato. Qualquer relação intensa sofre momentos de saturação e desgaste; é assim a do treinador com os dirigentes do Benfica. Pede-se maior aposta na formação, mas um técnico de fora que prometa a Luís Filipe Vieira, à distância, que o fará inequivocamente não conhece a pressão de estar no banco do Benfica. Lutar pela Liga Europa não é igual a estar "obrigado" a ser campeão. Ora, falemos então do ordenado. Muito elevado, o de Jorge Jesus, sem dúvida. Mas nos jogadores que "inventou" e "vendeu", tem contas positivas. Pode baixar o salário, e, se o fizer, dá sinal que quer manter-se num projeto que ajudou, muito, a crescer. E que pode sofrer um duro revés se não continuar. Jesus tem mercado, mas não terá fora do país o mesmo conforto, por isso hesitará antes de avançar. Por cá deverá pensar, muitas vezes, antes de entrar em qualquer projeto onde não tenha um papel principal. Como gosta e soube conquistar. »

Dia 19

Norberto Santos - Redator Principal do Record; «(...) Tsanko Arnaudov tornou-se no melhor lançador de sempre em Portugal, em função de um somatório de razões: qualidades técnicas, apoio do clube, Benfica, desde há muitos anos, e uma boa interligação com o técnico ucraniano Vladimir Zinchenko. Mas há que não esquecer as condições que foram criadas no CAR Jamor Moniz Pereira. E aqui é justo recordar o papel importante que o antigo presidente Fernando Mota teve durante anos para ver inaugurada a nave em 2010.
Os notáveis progressos na velocidade e nos saltos são bem visíveis nestes últimos cinco anos. É por isso que Tsanko Arnaudov pode revolucionar o peso em Portugal, tal como Nelson Évora o fez no triplo salto. Há condições objetivas, conhecimento técnico e um cuidado tanto do Benfica como da Federação em acompanhar a carreira dos muitos jovens talentosos. Saber depois encaminhá-los, isso é outra conversa.
»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário no Record; «(...) O Benfica iniciou a temporada derrotado e o Porto tinha tudo para vencer o campeonato. Mas não foi assim. Jesus compensou fraquezas com a força da organização coletiva e fez do "Manel" um jogador ao serviço de uma ideia de jogo consolidada. Depois, claro está, Júlio César ofereceu a segurança defensiva que a equipa não havia tido nos últimos anos e Jonas foi um autêntico "joker" - importante pelos golos que marcou, fundamental pela forma como participou no jogo atacante.
O Porto, pelo contrário, viu a temporada pautada pela desorientação. A abrir, Lopetegui entregou-se ao experimentalismo, mudando a equipa jogo sim, jogo sim, até à 16.ª jornada. As coisas começam a correr mal e não surge o campo inclinado a que os portistas se habituaram. Resultado: a "estrutura" não compreende as razões do falhanço e coloca o treinador a dar o corpo às balas. Tudo somado, a grande novidade desta temporada foi a desorientação revelada pelo Porto.
»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) O que se vê é, de facto, chocante. A agressão à bastonada é violenta. O filho, ainda criança, foge espavorido, sendo agarrado por um outro polícia que parece tentar acalmar o miúdo, enquanto o avô, idoso, tenta desesperadamente socorrer o filho e é afastado a murro. Tudo ali é desproporcional. Da força policial à insistência da agressão, com o homem deitado por terra.
Dirá o auto da polícia que o agredido teria proferido impropérios e cuspido no graduado, como se, mesmo a ser verdade, fosse razão para aquela resposta brutal. É ainda curioso que o homem agredido tenha relatado que o polícia o tenha criticado por ter levado o filho para aqueles lugares. Ora, «aqueles lugares» é tão-só um estádio de futebol, onde a polícia tem apenas de criar condições para as famílias serem bem-vindas, de preferência, com crianças. A confirmar-se que o principal protagonista desta história macabra é um alto graduado da polícia, só se pode esperar que o inquérito seja rigoroso e que, até à sua conclusão, o inquirido suspenda a sua função, até como modo de garantir a suspensão da sua fúria.
»

Dia 20

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «(...) Dois momentos decisivos: a vitória no Dragão e o golo de Jardel em Alvalade, quase a redimir o de Kelvin, de há dois anos. Uma conquista que revela quão importante é juntar a liderança de Luís Filipe Vieira, à notável competência de Jorge Jesus para reinventar jogadores e colectivos e à entrega dos atletas feita de capacidade, profissionalismo e união.
Neste seis anos de Jorge Jesus, três campeonatos e três segundos lugares (um dos quais terrivelmente inglório). O seu mais directo opositor venceu os outros três, mas teve apenas um 2.º lugar e ficou duas vezes na 3.ª posição. Essa coisa de que agora tanto se fala - ciclos - evidencia que muito está a mudar. Ainda que o único e objectivo ciclo seja o de toda a vida dos clubes. E aí, não há dúvidas. Um domingo à noite bem saboroso, perturbado por gente que não sabe ou não merece ganhar.
»

Jorge Barbosa - Editor-Chefe do Record; «(...) Numa altura em que se torna indispensável voltar atrás e analisar com profundidade o que falhou - já cansa ouvir Lopetegui falar dos árbitros, embora como quase todos os outros, aqui, neste polémico capítulo, tenha alguma razão de queixa -, resta saber se o treinador do FC Porto, nos seus momentos de solidão, tem a cabeça suficientemente fria para chegar à conclusão de que o Benfica é o bicampeão também por mérito próprio, ainda que ajudado por algum colinho confortável que Lopetegui também acabou por lhe dar. Saberá Lopetegui cerrar fileiras, fazer das fraquezas força e renascer das cinzas? No Dragão não lhe faltam bons professores nessa matéria. »

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) Os três campeonatos conquistados pelos encarnados durante as seis épocas de Jorge Jesus recomendam, obviamente, a continuidade do treinador. É preciso recuar muitos anos para se encontrar um Benfica tão ganhador quanto este. Esse mérito tem de ser repartido por muita gente, com certeza que sim, mas é inegável a influência do treinador no recente trajeto de sucesso. A questão - como Record já ontem noticiou e hoje reforça - é que Jesus não está disponível para baixar as condições financeiras de que beneficiou até agora. No outro lado da negociação, porém, está um presidente que parece inflexível na intenção de adaptar o salário do treinador à nova realidade.
Ninguém pode levar a mal nenhuma das partes. É legítima a expectativa de Jesus em manter o salário. É legítima - e responsável a prioridade que Vieira coloca no equilíbrio e na boa saúde das contas.
Daqui por duas semanas ficaremos a saber se o tempo de Jesus no Benfica está para durar ou se, pelo contrário, está a chegar ao fim. E se for o caso, que nomes se podem perfilar para suceder a um dos treinadores mais marcantes na história das águias. Aceitam-se apostas.
»

Dia 21

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «A utilização dos fundos de investimento pelos clubes e a proibição à sua utilização imposta recentemente pela FIFA são a matéria mais melindrosa de ser abordada nesta análise ao que está mal e urge reformar no futebol português. Não é fácil explicar ao adepto comum que os clubes portugueses, bem como outros de países periféricos, vão ser os grandes prejudicados por não poderem continuar a recorrer a contratações com a ajuda de uma entidade exterior cujo objeto de negócio visa, obviamente, o lucro. Foi, de resto, com o acenar desse bicho-papão que o Sporting se sentiu resguardado quando não respeitou o contrato com a Doyen - embolsou 16 dos 20 milhões de euros da venda de Rojo para o Man. United, mas a bondade da decisão só irá ser avaliada após os tribunais se pronunciarem. (...)»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «...) Se tal vier a acontecer - e este é, creio, um cenário altamente improvável - quem deverá entrar nas contas benfiquistas para a ingrata missão de suceder ao carismático Jesus? Parece líquido que a opção por um treinador nacional é a mais avisada, Não só pela capacidade afirmada urbi et orbi, mas também pelo conhecimento que tem do futebol português e do Benfica.
Assim sendo, o nome de Rui Vitória deve ser colocado acima de todos os outros. Realizou um trabalho brilhante em Guimarães (Taça de Portugal conquistada e presenças na Liga Europa, com um plantel limitado), onde levou à prática, com bom senso e sem lamúrias, o lema «fazer mais com menos». Gosta de trabalhar com jovens e a fábrica do Seixal está em grande laboração. E parece estar no ponto certo para, vindo de um clube com grande pressão como é o V. Guimarães, não estranhar em demasia o nível de exigência do Benfica. Enquanto se espera por Vieira e Jesus, o nome de Rui Vitória vai ficar em 'stand by'.
»

Leonor Pinhão - Jornalista, em A Bola; «(...) Boa notícia para o Benfica é a assinatura do contrato com a Emirates. É de altíssimo gabarito a marca do nosso patrocinador até 2018.
Boa notícia também para o Sporting de Braga é a certeza de que na final do Jamor não levará com Carlos Xistra a apitar visto que Xistra foi o árbitro do Sporting-Sporting de Braga do último fim de semana com grande prejuízo para a verdade desportiva.
PS - Sobre o notório diferendo entre os Superdragões e o Dragão Diário gostaria de dizer que a minha simpatia vai toda para os Superdragões porque, tal como William Faulkner rematou o seu romance Palmeiras Bravas, também eu «entre a dor e o nada, escolho a dor.»
»

Dia 22

João Tomaz - Colunista de 'O Benfica'; «Por umas horas, sempre que o Benfica é campeão, a praça Marquês de Pombal torna-se no centro do Mundo Benfiquista, repleta de adeptos fervorosos no apoio ao Clube e orgulhosos pelo título conquistado. Por muito que certos adversários, por clubite, tentem impor, aos seus conterrâneos, um sentimento bacoco de regionalismo, o benfiquismo é imparável e resistente à distância ao Estádio da Luz. Se é verdade que o Sport Lisboa e Benfica foi fundado em Lisboa, não menos o é que daí partiu para o Mundo e nele cresceu, ancorado na dedicação clubista de milhões de pessoas que, apaixonada e imensuravelmente, anseiam que o clube cresça em dimensão e glória. (...) »

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «A surpreendente notícia que 'Record' tem hoje na primeira página precisa ainda de muitas explicações. E precisa, antes de mais, que seja a própria organização do torneio a apresentar as razões que a levaram a abdicar do FC Porto em detrimento do Benfica, depois de já ter anunciado os dragões no cartaz de promoção. A presença na Champions Cup de gigantes do futebol mundial como o Barcelona, Manchester United, Chelsea ou o Paris Saint-Germain define a ambição daquela que é há três anos a mais importante competição de pré-temporada. Desistir do FC Porto e convidar o Benfica para o seu lugar é uma manobra impensável, que seguramente obrigará os dragões a reagir. E uma gaffe destas, no mínimo, tem de ter um bom argumento. (...) »

Sílvio Cervan - V.P. do SLB em A Bola; «Vamos imaginar que o Benfica, apenas por sonho, tinha um jogo decisivo em Guimarães para ser campeão. Vamos imaginar que o Benfica jogava bem, podia golear, mas a bola não entrava. Vamos imaginar que o árbitro era o preferido, requisitado e adepto da equipa rival. Vamos imaginar que anulava um golo limpo ao Benfica logo aos sete minutos e não assinalava um penalty claro aos 32. Vamos imaginar que o Benfica empatava 0-0. Vamos imaginar que o rival jogava no Restelo, contra um limitado Belenenses e que a cinco minutos do fim um jogador suplente, que não havia marcado um golo na primeira Liga esta época, que jogou em escalões secundários quase toda a carreira, empatava a partida. Vamos imaginar que o treinador rival que já havia ameaçado puñetazos dava vários no banco dos suplentes e acabava de joelhos no relvado. (...)»

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