Não consegue ver correctamente? Abra no Browser.

Newsletter N.º 259

Começou a prova mais aguardada pelos adeptos de todos os clubes. Na 1.ª jornada realce para a vitória "Xistrada" do Sporting em Aveiro frente ao debutante Tondela nos descontos, graças a um lance ilegal protagonizado por João Pereira que a arbitragem não sancionou. E assim eis que o pecúlio de 1 ponto aumentou, inesperadamente, para 3. Desta vez não ouvimos lamentos do Sporting depois de alguns anos a queixarem-se de "Mini" Pereira. Não importa, é tudo "fruta"...
Por sua vez o FC Porto venceu, como se esperava, calmamente o V. Guimarães, que ainda procura o melhor rumo... Ficou a faltar o Benfica que segundo o conceito do Director do outrora pujante "A Bola", não bastava ganhar, tinha "forçosamente" que jogar bem... Pois as contas saíram furadas; o Benfica jogou, muito bem, mas apenas em tempo parcial escasso, e não só ganhou como goleou. Acontece...
Extraordinária aquisição no basquetebol do Benfica. A aquisição de Daequan Cook irá, certamente, levar muita gente aos pavilhões por onde passará o Benfica!
O Benfica moveu um processo a Jorge Jesus. Vamos aguardar pelos desenvolvimentos que prometem...


Dia 15

Alexandre Reis - Jornalista do Record; «A vinda de norte-americanos para Portugal nem sempre é sinónimo de qualidade, mas o "shooting guard" Daequan Cook, um virtuoso no lançamento exterior, é mesmo reforço para o Benfica, que viu sair este ano o seu mais influente jogador, Jobey Thomas. Trata-se também da resposta de um clube que não brinca em serviço quando procura a conquista do pentacampeonato e tem a frente europeia. É que as contratações, de peso, do rival FC Porto tinham de ser levadas em linha de conta. E ainda bem que o mercado se agitou, pois a Liga promete, finalmente, uma competitividade a sério, depois de muitos anos de vazio. »

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «Coube ao candidato Sporting, precisamente, a responsabilidade de cortar a fita da Liga 2015/2016 e fê-lo diante do recém-promovido Tondela, num cenário que foi o prolongamento da exaltação que envolveu o leão há uma semana, no Algarve, na vitória sobre o Benfica na Supertaça, embora tivesse dado para perceber não ser possível comparar uma 'corrida de 90 minutos' a uma 'maratona de 34 jornadas'... O Sporting justificou os três pontos, sem dúvida, mas não se livrou de valente susto. Hoje cabe ao FC Porto entrar em cena, recebendo o Vitória de Guimarães, e amanhã será a vez do Benfica, acolhendo o Estoril. Tarefas aparentemente simples para dragões e águias, embora não haja notícia de algum treinador ter inventado uma tática que permita ganhar jogos por antecipação. Por isso, em face do que se passou em Aveiro, máxima concentração é o que se recomenda aos outros dois candidatos. »

Leonor Pinhão - Jornalista, no Record; «(...) No entanto, a opção pelo serviço de SMS demonstrou (como se fosse preciso...) a sagacidade do treinador do Sporting. E tal como, no Estádio do Algarve, Júlio César não teve maneira de prever a trajetória da bola desviada pelo tornozelo de Gutiérrez, também não haverá ninguém neste mundo que disponha de maneiras de prever ou, sobretudo, de impedir a chegada de uma mensagem no telemóvel. Trata-se de uma incontornável funcionalidade da vida moderna. Jorge Jesus, em função dos seus interesses, fez o melhor ao mandar mensagens escritas aos seus ex-jogadores. Mensagens escritas são palavras que não voam. Se tivesse optado pelo corriqueiro e inocente telefonema, quem lhe garantiria que Jonas, Eliseu, Talisca e outros considerariam sequer a hipótese de lhe atender a chamada?
Ora aqui está um caso, bastante curioso por sinal, que vai certamente obrigar o departamento de telecomunicações da estrutura do Benfica a agir com a máxima sabedoria e, se possível, sem perda de tempo, não se vá perder a rede. E o resto.
»

Dia 16

Jornal Record - Jornal Record; «José Antonio Camacho acredita que Iker Casillas fez bem em ter-se mudado para o FC Porto, mas acredita que rapidamente irá perceber que "o clube de Portugal é o Benfica". "Tem adeptos em todo o país, inclusivamente no Porto e na sua zona. São os chamados benfiquistas do Norte. O Benfica enche os estádios onde quer que vá e o FC Porto é temível em casa. Tem um ambiente muito quente, porque fora joga sempre contra a corrente. O FC Porto fora de casa não enche estádios e o Benfica sim", explicou ao jornal 'Marca' o treinador que orientou as águias entre 2002 e 2004 e em 2008/09.
Por isso, Camacho avisa Casillas que "a primeira coisa que tem de saber é que lá o mais importante é o FC Porto-Benfica, mais ou menos parecido com o Real Madrid-Barcelona". Aproveitando a deixa, o técnico de 60 anos coloca o Sporting abaixo "dos dois grandes". "Contratou o ex-treinador do Benfica, o Jorge Jesus, e acaba de ganhar a Supertaça. Mas creio que ainda está alguns pontos abaixo", destacou. S.K.
»

Paulo Montes - Jornalista de A Bola; «(...) A Liga NOS começou, de facto, com a primeira de muitas expectáveis mentiras. Um concorrente admitido esta época, com umas obritas de restauro em casa, defrontou um dos chamados 'grandes' em estádio neutro, embora possa receber todos os demais parceiros de corrida no seu território, incluindo, lá para novembro, o FC Porto. Num repente, portanto, já a lei da concorrência foi chutada para canto. E este é um expediente que, como sempre, deverá ser replicado por este e outros competidores.
A verdade é que foi violada uma regra fundamental do jogo: se um cliente desta feira tem o direito (ou a tanto é obrigado pela Liga...) a escolher os estádios onde acolhe os poderosos do reino (exceção feita ao FC Porto, segundo se perspetiva...), estamos definitivamente na rota dos enganos.
Dir-me-ão que a coisa se repete anualmente e que esta foi apenas a primeira jornada. É a treta do costume. Entendamo-nos: a seriedade de um jogo, de uma Liga ou de um campeão revê-se na absoluta credibilidade de todos os seus resultados.
E o primeiro, arbitragem à parte, já deixou dúvidas!...
»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) Bem sabemos que Lopetegui se tentou defender de qualquer imprevisto lembrando (sem ser verdade) que metade do onze principal do FC Porto saiu do clube. É uma hesitação inesperada e, ao que parece, uma injustificada falta de confiança. A verdade é que o técnico espanhol do FC Porto tem a felicidade de dirigir uma extraordinária equipa de futebol e eu acredito que tenha condições pessoais e profissionais para o merecer. Basta-lhe ter entendido melhor a realidade do futebol português, que não é tão básica como possa parecer à primeira vista; basta-lhe ser mais firme nas escolhas e mais constante nas exibições da equipa.
Dito isto, todos os olhos postos, hoje, no novo e interrogativo Benfica de Rui Vitória. Um jogo de abertura, na Luz, que tem tudo para correr bem. O Benfica precisa urgentemente de ganhar e ganhar bem. Falhar tal objetivo seria demasiado perigoso.
»

Dia 17

António Magalhães - Director do Record; «(...) Por um lado, assinale-se a capacidade de resposta que foi dada à onda de desconfiança que se criou à volta da equipa. E essa resposta veio primeiro dos adeptos que encheram a Luz e foram inexcedíveis no apoio. Depois, da equipa. Montada em 4X4X2, com vontade de fazer depressa e bem, mas além de a pressa ser muitas vezes má conselheira também houve uma equipa do outro lado que só se desmoronou no último quarto de hora. Finalmente, a resposta do banco. E a duas dimensões. A do treinador, que soube ler o jogo e perceber o que era preciso para o desbloquear; e a dos jogadores que entraram, designadamente Talisca e Victor Andrade, que aceleraram e projetaram o Benfica para um jogo mais dominador e contundente.
O Benfica é dos novos, clamarão os defensores da formação. Calma. O tempo deles chegará, mas a verdade é que por enquanto o Benfica ainda é dos "velhos". Do patrão Luisão, do salvador Júlio César, do fiável Jonas e do genial Gaitán. Sem eles, não teria havido goleada.
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «Quando decidiu trocar a Luz por Alvalade, Jorge Jesus sabia que iria passar a ser um dos mal-amados de estimação do Benfica. A lei de uma rivalidade com 109 anos assim o impunha, e os adeptos encarnados nunca lhe perdoariam a deceção de o verem de leão ao peito. Jesus, ao longo de seis anos intensos na Luz, criou uma ligação emocional ao clube que muitos julgaram ser suficiente para não fazer a desfeita de se passar para a concorrência. Porém, quem assim pensou, enganou-se e Jorge Jesus, menos de seis meses depois de se declarar «apaixonado» pelo Benfica (mais uma vez se provou que o amor é eterno enquanto durar...) decidiu dar um novo rumo à sua vida profissional. Esta circunstância seria suficiente para criar um fosso afetivo profundo, quiçá intransponível, entre o agora treinador do Sporting e os adeptos benfiquistas. Todavia, a forma que Jesus escolheu para fazer a sua afirmação verde-e-branca, acelerou exponencialmente a degradação dos elos remanescentes com o outro lado da Segunda Circular. (...)»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Fica a goleada de 4-0 (por isso liderança do campeonato) e 3 estreias de miúdos vindos da equipa B: Nélson Semedo, titular escolhido na vaga de Maxi Pereira, e, na 2.ª parte, Vítor Andrade e Gonçalo Guedes. Parece que o Benfica acertou agulhas. Porém, a exibição, durante mais de uma hora, disse o oposto: equipa partida, desligada entre setores (ficando estes longe uns dos outros) e sob peso da crise de confiança, então valendo a classe de Júlio César e de Nico Gaitán.
Sporting e Benfica passaram por valentes sustos! Ambos necessitadíssimos de entrar na Liga ganhando. Um para não ter forte rotura na embalagem que vinha exibindo; o outro para se reencontrar (e escapou à sua quase sina dos últimos anos: não vencer na primeira jornada). Sporting e Benfica respiram fundo! O FC Porto esteve à beirinha de duplo sorriso...
»

Dia 18

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «(...) O mais estranho é que o Benfica devia estar interessado em esquecer JJ o mais depressa possível. Assim eterniza a questão. Será para poupar uns dinheiros? Nada disto ajuda o futebol português, as duas equipas ou dignifica sequer Rui Vitória. Continua a parecer o parente pobre de toda esta história, por injusto que seja. Já bastava a derrota no Algarve. Isto cheira a azia. E não a dele.
Quem tem razão é coisa que fica para os tribunais. Parece-me óbvio que em junho JJ já trabalhava para o Sporting. E Rui Vitória para o Benfica. Se JJ foi impedido de entrar no Seixal, como pedir satisfações seja do que for? E justificar o pagamento aos adjuntos? Porque eram mais baratos? O pior de tudo isto? A roupa suja vai continuar. Ai vai, vai.
»

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «(...) O Benfica ainda não diverte. O seu futebol ainda é demasiado áspero, sem estética e muito menos épica. Tem a vontade, mas falta-lhe o engenho e o seu futebol é ainda feito de espasmos e de reações involuntárias que acabam com dor. Mas, até pela necessidade de contrariar a erosão de nostalgia na Luz, não era tempo de jogar - era tempo de ganhar. Mais: a maioria dos lances dos golos até foram tão plásticos quanto efetivos e, nos 15 minutos finais, o Benfica lá recuperou a autoestima. Mas isso não deve servir para ignorar que foram principalmente as substituições a retirar coesão e ideias a um Estoril que teve 75 minutos de grande qualidade. O mais curioso é que a crítica optou por não fazer suficiente justiça a Júlio César para dar os maiores panegíricos a Nélson Semedo. Que tem um potencial incrível e até marcou um golo. Mas que (ainda) faz disparates graves na defesa, como perseguir Gerso até à meia-lua. Não por acaso, Rui Vitória veio dizer que não nasceu nenhuma estrela e que Nélson Semedo e Victor Andrade "ainda são protótipos de jogadores". E é principalmente isso que os dois jovens devem reter, mais do que a overdose de elogios. De resto, nota-se que a defesa não acerta a definição da linha nem dos posicionamentos em função da bola e dos colegas de equipa, algo que com Jesus jamais seria aceitável. E escolher Fejsa em detrimento de Samaris não garante sequer uma melhor escolta.»

Miguel Sousa Tavares - Adepto portista, em A Bola; «(...) Definitivamente, não. E, assim, eu meto a viola ao saco. Vou continuar a pensar que não há nada mais estúpido do que o sorteio dos árbitros. Vou continuar a envergonhar-me com a aliança (espero que conjuntural) entre Pinto da Costa e Bruno de Carvalho. Vou continuar a pasmar-me com a ingratidão com que foi tratado Luís Duque, despedido ad hoc a favor do paraquedista disponível Pedro Proença. Vou-me fustigar por cair na eterna conversa das arbitragens e logo na primeira jornada. Mas não há volta a dar, não há lugar para a ingenuidade ou para o cavalheirismo: a arbitragem do senhor Tiago Martins (a quem auguro um futuro risonho na arbitragem enquanto Vítor Pereira mandar nela) foi a gota de água: tudo isto está armadilhado, está montado o cenário para um tricampeonato levado ao «colinho».
Chega, basta! Venha o sorteio. E depressa, enquanto ainda pode vir a tempo. (...)
»

Dia 19

André Pipa - Jornalista, em A Bola; «(...) No Benfica, é mais ou menos a mesma história. O miúdo Nélson Semedo precisou de um jogo - e que jogo: contra o Sporting - para tirar da cabeça dos adeptos benfiquistas a incómoda imagem de Maxi de dragão ao peito. Ao segundo teste, com o Estoril na Luz, Semedo confirmou a boa impressão da Supertaça: foi um dos melhores em campo e coroou a esplêndida jogatana com um golo de autor perante 53 mil adeptos rendidos, entre os quais o que apostou nele: Rui Vitória. Um tiro em cheio (para já) e uma prova indiscutível de coragem do treinador que, acredito, deve ter feito o próprio Maxi sorrir. Realmente, insubstituível talvez seja uma palavra demasiado solene para caracterizar jogadores que não se chamem Ronaldo ou Messi. Se o leitor puxar um bocadinho pela memória verá que o Benfica, neste últimos anos, soube sempre sobreviver à saída de jogadores importantes... lembrem-se de Di María, Ramires, David Luiz, Coentrão, Javi Garcia, Witsel, Matic, Garay, Markovic, Rodrigo, Cardozo, Oblak, Enzo. E agora Maxi, Lima, quiçá Nico Gaitán. Outros avançarão, não é verdade? É a vida. (...) »

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) Que tristeza! Eu - que sempre gostei de futebol - já não suporto tanta conversa, tanta filosofia barata, tantos lugares-comuns, tantas conferências antes e depois, tanto bulício artificial, tanta especulação sobre nada, tantas imagens repetidas, tantos euromilhões num mercado de pessoas, tanta peleja sobre minudências, tanto palavreado sobre intermediários, tantos juízos sobre todos, tantas provocaçõezinhas de escola primária, tantos absolutismos de retórica, tantos mind games (como gostam de dizer} desbragados, tantas incoerências em tão pouco tempo... Horas a fio, que tudo subjugam. Em dose cavalar, com o devido respeito pelo animal. »

Vítor Pinto - Editor do Record; «Não vale a pena andarmos com paninhos quentes. Jorge Jesus trabalhou para o Sporting em junho e foram produzidas demasiadas provas testemunhais desse facto. Qualquer observador medianamente atento sabe do que estamos a falar, até porque os jornais fizeram eco de diversos episódios. A questão aqui é diferente: faz sentido este conflito aberto pelo Benfica em relação ao seu ex-treinador. recusando-se a pagar o último mês de salário? Obviamente que não. Se Jesus estava em férias, e já não ia continuar, o que diz a lei não escrita do futebol é que se deve cortar as amarras rapidamente, abrindo um novo ciclo e retirando escolhos do caminho do sucessor. Depois de o "spin" encarnado ter focado o facto de JJ não conseguir deixar de falar do seu anterior clube, a estratégia da Luz tropeçou na mesma pedra. Abrir um conflito jurídico com Jesus, discutindo os "peanuts" de um mês de salário - em proporção, claro -, leva a que, seja o próprio Benfica a manter o fantasma a pairar sobre um futuro que confia ser radioso depois da goleada ao Estoril. Vieira e Jesus falaram no casamento de Jesus, mas o divórcio tornou-se litigioso. Como todos pecaram, a saída mais airosa passaria por repartir os quase 400 mil euros em causa por instituições de caridade, evitando mais cenas tristes. (...)»

Dia 20

Hugo Vasconcelos - Jornalista de A Bola; «(...) Bruno de Carvalho ficou ofendido com o destaque dado pela imprensa ao processo que o Benfica vai interpor a Jorge Jesus no dia em que o Sporting jogava a primeira mão da pré-eliminatória da Champions. É legítimo, claro. Tem todo o direito de se aborrecer com o que lhe apetecer. Quando no final do jogo lhe perguntam sobre a renovação de Carrillo (tema que o peruano abordara) e responde que não quer falar disso porque o importante no dia era o jogo, isso é um sinal de quem parece perceber que o ciclo de notícias só consegue dar atenção a um ou dois temas (pelo menos por clube...).
Quando minutos depois publica uma mensagem no Facebook contra João Gabriel (como se fizesse sentido um presidente dum clube perder tempo a responder a um diretor de comunicação dum rival), Bruno de Carvalho estraga tudo. Obviamente, o que as pessoas retiveram das declarações públicas do presidente dos leões, esta terça-feira, foi a promessa de guerra ao Benfica, não as relevantes críticas à arbitragem que antes fizera, com referências (na mouche) ao que aconteceu há um ano, também na Liga dos Campeões, também em frente a um árbitro de baliza, também num lance com a mão.
Um dia que Bruno de Carvalho deixe de ser ingénuo não deixará de se criticar a ele próprio.
»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) O diretor de comunicação do Benfica dá a cara pelo presidente do Benfica. O presidente do Sporting dá o peito pelo seu treinador e os adeptos dão a cara pelos seus clubes. Mas esta guerra não tem apenas a batalha das palavras e a batalha dos relvados. Tem agora também a batalha dos tribunais. E essa não é uma batalha moral, é uma batalha legal; não é um duelo de corações, é uma disputa de razões. Por mais que aqueça os ânimos de Jorge Jesus, ou por mais que a intenção do Benfica seja desestabilizar o seu antigo treinador, a batalha legal é aceitável. Os tribunais são mesmo o único sítio onde uma batalha deste género tem cabimento: a lei é a lei, quando o juiz decidir, estará decidido. Um lado ganha, o outro perde. »

Rui Gomes da Silva - V.P. do Benfica em A Bola; «(...) Que isto não seja entendido - repito - como defesa ou apologia de uma conflitualidade gratuita. Mas, apenas, a resposta à afirmação de quem entende que a nossa grandeza - que não deve ser confundida com sobranceria - tem de ser o ponto de partida para não permitirmos que a nossa universalidade possa ser ultrapassada pela parolice bacoca de quem usa e abusa de uma esperteza saloia básica, que a nossa nobreza de caráter e o respeito pelas regras possa ser atropelado pelos que querem ganhar a todo o custo, mesmo que apenas o consigam corrompendo ou... fazendo uso da traquinice rasteira de quem não fez nada mais na vida. Todos do mesmo lado! Vamos a isto, Benfica?»

Dia 21

Alexandre Moita - Jornalista do Record; «(...) Para trás fica um percurso com dez títulos a nível nacional, 37 internacionalizações (um recorde) e mais de 500 golos marcados. E é precisamente esse o legado de Rita Martins, que começou a praticar a modalidade aos 14 anos, no Unidos do Caxiense. Foram muitos os bons momentos, mas Rita Martins destaca quatro em particular: a Taça Ibérica conquistada pela Benfica (2007), o último campeonato ganho pelos encarnados (2010), a Taça de Portugal alcançada pelo clube (2014) e na Seleção o 2.º lugar no Mundial de 2012. E é ao falar de Portugal que Rita deixa um lamento, o único, pelo facto de não ter conseguido ganhar qualquer troféu. "Foi esse o senão ", considera, a Record.
Sobre o futuro, Rita Martins acrescenta que este também é um passo dado em prol do futsal. "Acredito que, pela minha experiência, aquilo que pretendo passar aos atletas pode ser muito importante", afirma a ex-jogadora do Benfica, que vai trabalhar numa área para a qual se especializou: precisamente o marketing desportivo.
»

André Ventura - Cronista de 'O Benfica'; «Jesus continua a querer os holofotes e muitas são as forças ocultas que continuam a querer perturbar o Benfica, mesmo após o expressivo 4-0 sobre o Estoril. Subitamente, começou a circular que Jesus não teria recebido o salário de Junho, facto que estaria a provocar um sério desconforto no treinador. O Benfica respondeu à altura e anunciou que, não só não pagará esse salário, como exigiu o pagamento da cláusula indemnizatória relativa à rescisão unilateral do contrato com o Benfica - no valor de 7,5 M€, cláusula que, aliás, foi o próprio Jesus que quis incluir no contrato com o SLB. Muitos Benfiquistas podem-se, legitimamente, perguntar: haverá justificação para esta intenção do Benfica em avançar com um processo judicial, que se concretizará mal terminem as férias judiciais? Penso que sim. Não se trata apenas de ser Jesus e de todo o processo atribulado que levou à mudança do treinador para o clube rival. É uma questão referente a um princípio quase tão antigo como a civilização: 'pacta sunt servanda', os pactos são para cumprir! (...)»

Sílvio Cervan - V.P. do SLB em A Bola; «(...) Nélson Semedo tem muito potencial mas fez bem Rui Vitória em conter as euforias no final do encontro. Fazer heróis à pressa não é sensato. Aqueles que o elogiam hoje serão os primeiros a não perdoar a sua primeira falha grave, mas há neste jovem razões de sobra para acreditar que será um grande jogador. Foram 53 mil a apoiar no passado domingo na Luz, em Aveiro também não irá faltar apoio ao Benfica , como diz o anúncio «estes são os milhões. que mais ninguém tem». Contra o Arouca vamos defrontar uma equipa com a moral de ter conseguido o resultado mais surpreendente da primeira jornada. Continuar a crescer ao ritmo das vitórias é o desafio.
O FC Porto vendeu Alex Sandro porque precisava, no Sporting espera-se pelo desfecho da pré-eliminatória da Liga dos Campeões, no Benfica há muito ruído mas poucas certezas sobre mais entradas ou saídas, e o dia 31 de Agosto ainda vem tão longe...
Suspiro pelo mercado fechado com o Gaitán no Benfica. Será possível?
»

SIGA-NOS NO TWITTER AMIGO ON FACEBOOK REENCAMINHE PARA UM AMIGO
Copyright © *|CURRENT_YEAR|* *|LIST:COMPANY|*, All rights reserved.
*|IFNOT:ARCHIVE_PAGE|* *|LIST:DESCRIPTION|*
Remover | Preferências 
*|IF:REWARDS|* *|HTML:REWARDS|* *|END:IF|*