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Newsletter N.º 186

Na linha do que é costume acontecer, as repercussões do comportamento de Jorge Jesus em Londres ultrapassou em muito o próprio jogo e a magnífica exibição do Benfica foi relegada para segundo plano. Sem surpresas afinal.

A 23ª jornada que englobava 2 jogos de grande importância em Alvalade e na Choupana, para além de distanciar o Sporting do FC Porto trouxe polémica devido à arbitragem de Pedro Proença. Face às posições em confronto o folclore saiu à rua e promete agitar a praça pública nos próximos tempos. É só esperar.

Completou-se a eliminatória dos oitavos-de-final da Liga Europa. Portugal marcou pontos ao ver as suas duas equipas apuradas. Não sem que houvesse algum sofrimento na Luz nos minutos finais. Em Nápoles com mérito e com alguma sorte à mistura, FC Porto conseguiu empatar. Aconteceu futebol.

Finalmente: mais uma jornada complicada com o Benfica a receber a Académica três dias depois da Europa. Acreditemos mais uma vez no sucesso.


Dia 15

António Tadeia - Director-Adjunto do Record; «(...) O verdadeiro Jesus é o que acha que vai esmagar sempre. O papel dos que o rodeiam é impedir que esse sentimento se espalhe no balneário e se reflita no rendimento da equipa. Os três dedos de Jesus, em suma, não são sobretudo um problema de educação. E não é por ele os ter esticado que deixa de ser, a par de Eriksson, o treinador mais importante dos últimos 30 anos no Benfica.»

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Por outro lado, enquanto o empate deixa tudo na mesma na relação a dois, a derrota leonina significa a inversão de posições na tabela classificativa e a ocorrência de reações de sentido contrário: provável colapso psicológico na família sportinguista em contraponto à assunção de um dragão conquistador que Luís Castro parece ter conseguido agarrar. É de acreditar, por isso, que o 'grande jogo' de amanhã decide muito mais do que Leonardo Jardim pensa ou... quer-nos fazer pensar que pensa... »

Miguel Cardoso Pereira - Jornalista de A Bola; «(...) Jorge Jesus tentou ser espirituoso naquele gesto dos três dedos a Tim Sherwood, treinador do Tottenham. Dar uns ares de Mourinho, talvez. Talvez... Só mesmo talvez. Neste caso de Jesus, pior do que o gesto foi a justificação, com aquela conversa das áreas delimitadas e como número 3 de Luisão, que para cúmulo até é o 4. Nada justifica aquele comportamento público em nome do Benfica. (...) »

Dia 16

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «(...) Para além dessa dificuldade, não bastará sustentar e provar um erro. Não há, neste domínio, qualquer responsabilidade objectiva. O clube terá que provar que tal erro foi culposo, que lhe gerou efectivamente danos - que dele têm de decorrer. Ou seja, o clube terá de reunir o preenchimento dos requisitos da responsabilidade civil pro acto ilícito. Não é, de todo, tarefa fácil. »

Luís Pedro Sousa - Chefe de Redacção do Record; «(...) Os responsáveis do Benfica não podem assobiar para o lado e desvalorizar interna e publicamente atos que em nada dignificam o clube. Ganhar não desculpa tudo. Ganhar está longe de ser tudo.»

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra no Record; «(...) PS - O presidente do clube foi condenado a prisão efectiva de três anos e meio por fraude fiscal. Decidiu não recorrer e assumir o maior erro da sua vida. Acto contínuo, demitiu-se da presidência do clube, uma vez que o quer preservar de todos os danos. O tribunal é alemão, o clube é na Alemanha e o presidente é, obviamente, germânico.»

Dia 17

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «(...) A banda seguiu a tocar, mas com o vírus ativo e pronto a saltar, como se viu na cara do jogador (Cardozo) em Inglaterra. Mas foi coisa de somenos, pois a virose revelou-se nas atitudes do treinador, que deu imagens do melhor, desde o trato de classe dado ao seu colega adversário como o respeito com os seus diretor e administrador. O vírus continua na banda. »

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «Simplifiquemos sem sermos simples de espírito: O FC Porto está cinco pontos atrás do Sporting porque joga menos do que os leões. E o Benfica está (quatro, cinco ou sete pontos) à frente do Sporting porque joga mais que os leões. (...)»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) E agora, sim ou não? Magna questão da conquista do título decidir-se-á hoje em casa do Nacional? Perentório, sim, só se o Benfica vencer (onde FC Porto e Sporting) ainda terão de ir). Porque 7 pontos sobre o Sporting valem 8. Se o FC Porto tivesse ganho em Alvalade, eventual maior vantagem benfiquista (9 pontos) poderia vir a valer só 6 (ida ao Dragão no último dia). Curioso... »

Dia 18

José Ribeiro - Sub-Chefe de Redacção do Record; «(...) Continuar a contar com essa possibilidade, mas em relação ao Benfica, é mais difícil. A demonstração de força dos encarnados na Madeira foi total. Jorge Jesus alertou para os perigos deste jogo com o Nacional e a equipa respondeu de pronto: marcou pela primeira vez, este ano 4 golos num jogo da Liga! E ficou a 14 pontos (podem ser menos) do título, quando só há 21 para disputar. (...) »

Miguel Sousa Tavares - Adepto portista em A Bola; «(...) Restam dois factos a considerar, segundo a lógica sportinguista: no Estoril, na Luz e em Alvalade - isto é, no terreno dos nossos principais adversários directos - o FC Porto deixou sempre pontos por força de decisões erradas dos árbitros; dois no Estoril, um, pelo menos na Luz, e três em Alvalade. Só aqui, já estão quase os mesmos sete de que o Sporting se queixa (e que, agora passaram a quatro). (...) »

Norberto Santos - Redator Principal do Record; «Quando faltam sete jornadas para o fim da Liga ressalta à vista que o 3.º lugar do FC Porto não pode ser penalizado por erros de arbitragem. A imagem projetada por Paulo Fonseca deixou marcas e feridas difíceis de sarar numa equipa ainda à procura do seu modelo de jogo. A missão espinhosa está agora nas mãos de Luís Castro, principalmente após a derrota de Alvalade. (...) »

Dia 19

André Pipa - Jornalista, em A Bola; «(...) Mais um tiro no pé (perfeitamente escusado) do treinador que, ninguém lhe retire esse mérito, recolocou o Benfica no patamar cimeiro, a ponto de serem hoje os encarnados a equipa portuguesa mais temida na Europa... sobretudo na Liga Europa, a competição onde Jesus se tornou especialista: quarto finalista em 2010, semifinalista em 2011, finalista em 2013. Pela lógica, 2014 reserva-lhe boas notícias.»

Rui Dias - Redactor principal do Record; «(...) Girafa suscitou o apego a valores sentimentais em equipas aparentemente condenadas a ser o reflexo de profissionais empenhados, talentosos, que falam a linguagem universal do futebol, mas cujos vínculos são muito mais voláteis (em alguns casos inexistentes) aos alicerces da causa que defendem. Mantê-lo durante estes anos todos foi um dos grandes negócios do Benfica. »

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Vai daí, em matéria de fantástico surreal, o FC Porto decidiu não se ficar... Aí vai participação disciplinar na Liga contra o Sporting e o seu presidente, pois campanha de pressão sobre árbitros é regulamentarmente punível com derrota e despromoção. Tomem lá. Tribunais portugueses, FIFA e UEFA devem delirar de entusiasmo.»

Dia 20

Luís Pedro Sousa - Chefe de Redacção do Record; «Os resultados da última jornada da Liga eram fundamentais para tornar mais abrangentes os objetivos do Benfica, apesar dos dirigentes e treinador prometerem escudar-se o mais possível numa margem de segurança que começa a tornar-se desnecessária. (...)»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) E nunca cheirou tanto a sucessão. Uma sucessão que parece encaminhada para Antero Henrique. Em que personalidades como António Oliveira poderão ter peso. E em que o clube se pode emaranhar numa distribuição de influências que, no limite, podem prejudicar o Porto, favorecendo os clubes de Lisboa. O maior inimigo do Porto pode ser criado dentro do próprio Porto.»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «Pode haver até quem se esteja a divertir com a guerra que, de repente, estalou entre o FC Porto e o Sporting. Pode haver quem deseje que o reportório de vulgaridades não se esgote tão depressa e que possa subir o tom da discussão na proporção exata em que ameaça descer o nível de argumentos. A verdade é que tudo o que está a acontecer aproxima o futebol português de uma coisa sem qualquer crédito e sem o merecimento de uma gota de respeito. (...) »

Dia 21

António Varela - Sub-Director de A Bola; «O alarme de euforia desmedida disparou ontem pela primeira vez no Estádio da Luz. O Benfica apurou-se para os quartos-de-final da Liga Europa, mas a discussão da eliminatória no prolongamento, frente aos ingleses do Tottenham, foi perspetiva que chegou a inquietar a audiência (...)»

Arons de Carvalho - Colunista de 'O Benfica'; «(...) A equipa de Pedro Proença conseguiu ajudar o Sporting a ganhar o jogo, embora não se vislumbre isso nas capas dos dois diários "desportivos" lisboetas de segunda-feira passada, que se esqueceram de referir esse benefício, ao contrário do que havia acontecido (e bem) duas semanas antes, aquando do nosso golo no Restelo... A campanha sportinguista da última semana, pelos vistos, deu resultado, no campo e... nas capas dos jornais!»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) P.S. - Morreu Manuel Barbosa, um homem que viveu à frente do seu tempo. Há mais de 35 anos foi o primeiro a perceber a importância do futebol; e há duas décadas e meia abriu as portas àquela que é hoje a maior fonte de receita dos grandes clubes, comprar barato nos mercados produtores e revender com lucro assinalável aos países ricos. (...) »

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