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Newsletter N.º 199

O campeonato do Mundo continua a registar surpresas e a confirmação dos mais despudorados erros de arbitragem. Uma autêntica vergonha perfeitamente enquadrada nessa tenebrosa organização que se chama FIFA.

Desastre: Portugal iniciou da pior maneira a sua participação no Campeonato do Mundo com a Alemanha. Não tanto pela derrota mas pela exibição, pelas lesões e pela expulsão infantil, e, sobretudo pelos danos psicológicos. Veremos a reacção já no Domingo com o EUA em que é imperioso vencer para acalentar esperanças rumo aos oitavos-de-final. Tudo está em aberto.

Entretanto, surgiu a primeira grande surpresa: A Espanha campeã Mundial em título foi excluída da competição ao registar duas derrotas consecutivas. E a Inglaterra promete seguir-lhe as pisadas.


Dia 14

Marcos Pinto - Jornalista da CM TV no Record; «(...) Chegados ao Mundial do Brasil, adivinhem quem apareceu para me chatear. Desta vez, preciso mesmo de uma vitória. Não aguento mais. Vamos lá rapazes, mudem a história. Porque eu até sou um tipo simpático e não desejo mal a ninguém. Gostava de voltar a gostar dos alemães. De mim, Vitória, vitória, acabou-se a história. »

Paulo Teixeira Pinto - Adepto portista, em A Bola; «(...) Quem não decepcionou a organização, a FIFA, o seleccionador brasileiro e todos os adeptos da canarinha foi, seguramente, o japonês que arbitrou o desafio. O que adianta o técnico croata alegar que dois mil milhões viram que não houve 'penalty' algum se o seu homólogo brasileiro argumenta que foi mesmo falta para grande penalidade porque ele viu dez vezes o lance? (...) »

Rui Santos - Jornalista no Record; «(...) No Brasil-Croácia não foi apenas o lance (determinante) do penálti, que tudo mudou. Foi também o lance do terceiro golo (Ramires sobre Rakitic) - e a forma como o árbitro geriu a partida... Nada muda, de Mundial em Mundial. A tecnologia da linha de golo (presente pela primeira vez num Mundial) é um avanço, mas não chega. E não pode tapar o sol com a peneira. As arbitragens dos 3 primeiros jogos do Mundial não poderiam ser mais reveladoras: o rei vai nu. E assim a fraude instala-se e domina o regime. »

Dia 15

João Querido Manha - Director do Record; «Apesar das realizações televisivas serem muito pobres, comparadas com as da Liga dos Campeões, o Mundial adotou de forma agressiva os mais recentes desenvolvimentos da super slow motion, a mais de 5.000 frames por segundo, que são de extrema definição e de alguma beleza, mas mentem descaradamente nos lances de contacto. (...) »

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «1. Na actualidade, o treinador é um agente desportivo que, à semelhança do praticante desportivo, se socorre, de forma crescente, de um 'empresário desportivo' com vista à celebração de contratos de trabalho, seja com clubes, seja com selecções. O 'terceiro homem', na feliz expressão de João Leal Amado, continua, pois, a ganhar expressão na regulação do desporto profissional moderno. (...)»

Luís Avelãs - Editor do Record; «(...) Os anos vão passando, muitos clubes vão renovando os seus dirigentes, mas há sempre quem procure controlar nos bastidores. E isso, sinceramente, até percebo. O que me faz mais confusão é ver tanta gente disposta a baixar a cabeça, a assobiar para o lado e a conviver tranquilamente com tanta sujidade. Estes, em meu entender, são tão ou mais culpados.»

Dia 16

António Oliveira - Ex-Seleccionador Nacional no Record; «(...) A Seleção sempre conseguiu bater-se de igual para igual contra equipas fortes. A Holanda já nos mostrou que os favoritos no papel podem cair dentro do campo. E temos argumentos para superar os alemães. Que seja um jogo memorável!»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «Salvador- Confesso que já estou farto de ver os outros a pisar os palcos do Mundial do Brasil. Desde a gloriosa jornada ronaldiana de Solna, que a Seleção Nacional não joga a doer e embora a Holanda tenha maravilhado, a Itália tenha dito presente e o Brasil tenha deixado no ar muitas promessas, falta (me) Portugal, falta (me) a emoção de 90 minutos mundialistas lusitanos, seja a alegria de Nuremberga em 2006 ou a desilusão da Cidade do Cabo em 2010. (...) »

José Ribeiro - Sub-Chefe de Redacção do Record; «(...) Sei que não concordo com quem diz que Portugal tem apenas "três ou quatro jogadores de elite", como ouvi esta semana num dos muitos programas televisivos dedicados exclusivamente à análise do Campeonato do Mundo. Pepe, Fábio Coentrão, João Moutinho, Raul Meireles e Nani são elite. Ronaldo está para lá dessa designação, habita no patamar reservado aos excecionais. (...) »

Dia 17

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «(...) Para Sabella, o seleccionador argentino, os vómitos (de Messi) são devido ao «nervosismo e à ansiedade». De facto, não faltam razões para tanto desassossego. Depois da colossal fraude (€ 30 milhões?), surgiu agora o 'El País", a referir a realização de seis jogos de beneficência na América entre 2012 e 2013 para reciclar dinheiro sujo proveniente do narcotráfico. Tudo com a intervenção da Fundação Messi, gerida pelo pai.»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário no Record; «(...) Mas, convenhamos, não há, ainda assim, nenhuma razão para não encararmos com otimismo os próximos jogos. Portugal é superior coletiva e individualmente aos EUA e ao Gana e o normal seria qualificarmo-nos em segundo lugar no grupo. É esse o desafio de Paulo Bento até domingo: devolver o grupo à normalidade e tratar o jogo de ontem como um episódio excecional, mas que, por isso mesmo, deve ser motivo de reflexão. »

Vítor Serpa - Director de A Bola; «A Alemanha é segunda no 'ranking' da FIFA. Portugal é quarto. Dois lugares apenas de distância na realidade estatística, mas muitos lugares de diferença no verdadeiro poder que cada país tem no futebol mundial. Uma visão mais significativa virá de um facto como o da Alemanha ter jogado contra Portugal com apenas dois jogadores que atuam fora do seu país; Khedira (Real Madrid) e Oezil (Arsenal). (...)»

Dia 18

António Varela - Sub-Director do Record; «(...) Ao contrário de 2012, esta equipa não aparenta capacidade de reação, alguns jogadores não conseguem disfarçar o cansaço, e a crise parece pedir uma solução "à Scolari". Porque o problema não está só nos jogadores lesionados, mas também naqueles que não rendem como antes: Raul Meireles e João Moutinho à cabeça.»

Manuel Alegre - Poeta e Escritor em A Bola; «Há um tabu em torno da Selecção e do selecionador. Só é permitido apoiar, é proibido criticar. Ora eu nunca aceitei tabus nem censuras. Sofro pela Selecção desde a infância, quando se perdia com a Espanha e a Inglaterra por nove ou dez a zero. Sofro e apoio desde então e, sobretudo, desde o exílio, quando percebi que a Selecção era um traço de união entre os portugueses espalhados pelo Mundo. (...)»

Vitor Pinto - Jornalista do Record; «(...) Entre as euforias e depressões das redes sociais, perde-se a noção da realidade. No Euro'2012, Portugal perdeu na estreia contra a Alemanha, ganhou à Dinamarca aos 87', derrotou a Holanda aos 74', superou a Rep. Checa aos 79' e tombou nos penáltis frente à Espanha. Mesmo o apuramento para o Mundial só surgiu no playoff com golos na reta final de ambos os duelos com a Suécia. A sério que desta vez alguém estava à espera de facilidades?»

Dia 19

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) Imagino a dificuldade em conciliar o melhor possível a estabilidade e qualidade do plantel com a necessidade obrigatória de fazer bons negócios. Mas para que 2014/15 seja a reedição de uma grande época encarnada (em particular o bicampeonato), imperioso se torna não desfigurar tão acentuadamente uma equipa vencedora. É o que espero dos dirigentes e técnicos do SLB. »

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Neste momento, a Seleção precisa de paz, para refletir sobre os graves erros praticados. Precisa ainda de serenidade na preparação do próximo e decisivo jogo de domingo, com os Estados Unidos. Como ontem disse Rui Costa, com fina ironia, de repente os portugueses resolveram fazer um enterro sem se darem conta de que não há morto. A Espanha já se foi...»

Luís Pedro Sousa - Chefe de Redacção do Record ; «(...) De resto, quase tudo pode ser ainda remediado. Portugal mantém as hipóteses de qualificação para os oitavos-de-final, através do 2.º lugar do grupo, claro está, só que a margem de erro é agora nula. A Seleção Nacional tem de vencer os EUA, que correm e lutam como ninguém, e o Gana, que apresenta um ataque criativo mas tem várias lacunas na defesa. »

Dia 20

João Paulo Guerra - Colunista de 'O Benfica'; «(...) Pois bem. Eu sei que os jornais estão a exagerar quanto às perdas do Benfica no plantel para a época que vem. Mas também sei que se as perdas forem no limite do razoável, o treinador do Benfica saberá encontrar soluções. «Joga o Manuel». E está tudo dito.»

Paulo Renato Soares - Jornalista do Record; «(...) Sucede que os traços de bipolaridade do "futebol português" colocaram todas estas entidades no bem conhecido caminho do "quem não é por nós é contra nós". E esse, para lá, claro, da importância do jogo de domingo com os Estados Unidos, é o problema maior. Como se os críticos, ou os que questionam, ou os que passaram da euforia à depressão, tivessem deixado de ser portugueses para passarem a ser talvez norte-americanos. Ou ganeses.»

Paulo Teixeira Pinto - Adepto portista em A Bola; «(...) 3. Falando em Portugal, sempre pensei que deveria alinhar com Beto, William, e Éder. E Pepe? Em condições normais de pressão e temperatura, teria lugar. Mas, agora, em vez de reclamar, quem manda deveria mandá-lo para casa, seja esta em Portugal, no Brasil ou em Espanha. Inadmissível é acusá-lo de não ser português. »

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