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Newsletter N.º 237

Na 25.ª jornada o Benfica foi o primeiro dos três grandes a entrar na liça justamente com o SC Braga que era a sua "besta negra" esta época. Desta vez 'houve 2 sem 3', pois o Benfica logrou vencer categoriamente o seu opositor com uma exibição consistente e de grande gabarito. No Funchal o Sporting passou tangencialmente e aumentou a distância para os bracarenses no que ao 3.º lugar diz respeito, e o FC Porto que viu o seu guarda-redes expulso ainda no 1.º quarto de hora, conseguiu vencer ainda que pela diferença mínima mantendo a distância para o Benfica.

Fim de semana em cheio nas modalidades. Andebol, Atletismo, Voleibol, Basquetebol, Judo e Hóquei tiveram prestações que encheram de júbilo os benfiquistas. Destaque particular para o Atletismo (pela dimensão da sua vitória), para o Judo no 'Open' de Casablanca e para o Hóquei em Patins onde a equipa feminina se sagrou campeã europeia.

Disputa inglória da equipa de Juniores na Youth League. Não basta dominar e demonstrar ser melhor: é preciso concretizar! Lamentável a atitude de alguns adeptos nas invectivas ao jovem Romário Baldé que deverá ter aprendido a lição; percebemos o desencanto e a desilusão, mas não será com insultos que se passará ao patamar seguinte. Afinal são jovens que ainda não completaram a fase de aprendizagem.


Dia 14

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «(...) Não é preciso ser muito bom observador para entender que o FC Porto atravessa um bom momento. Arrasou o Sporting, venceu pela margem mínima o Sp. Braga mas foi muito superior e depois voltou a arrasar o Basileia. Estariam todos comprados? Alguém vai nisto?
Não acredito que todos os agentes do futebol português sejam honestos. De árbitros a jogadores, passando por dirigentes e acabando nos jornalistas. Mas há coisas que para serem ditas carecem de provas ou seremos apenas mais um a lançar atoardas para o ar e a conspurcar aquilo que o futebol tem de bom: o jogo. E assim se passa mais uma crónica a falar do que não interessa, em vez de elogiar Jesus e Conceição, Jonas e Rafa. Uma pena. E neste caso o burro sou mesmo eu.
»

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Jorge Jesus limitou a sua intervenção a questões técnicas. Reconheceu a capacidade do adversário e prometeu a correção de erros passados, de maneira a poder vencer. Sobre o 'resto', cortou o mal pela raiz, afirmando que só lhe compete pensar nos dois encontros em que defrontou o Braga. Sérgio Conceição foi mais truculento na reação sobre considerações promovidas em relação ao comportamento da sua equipa frente ao FC Porto. «Podem falar de tudo, de estratégia, de não jogar bem, de ler mal o jogo agora falta de atitude, falta de ambição (...) isso não permito a ninguém», afirmou em conferência de imprensa. Dois treinadores concentrados no jogo, unicamente no jogo, e que querem ganhar. Garantia de espetáculo apaixonante e prova de que a classe dirigente fala de mais...»

Octávio Ribeiro - Director do ; «(...) Vamos ver como evolui hoje o jogo, na certa premissa de que a estratégia de Sérgio Conceição não andará longe da montada sem êxito frente ao rival do Benfica. Conceição privilegia, nestes momentos de máxima competição, uma equipa combativa, que destrua tudo o que dá esperança ao adversário. Nesta montagem italiana da estratégia, homens como Alan, por exemplo, não cabem. E a agonia gerada ao espetáculo só termina quando a equipa sofre um golo. É um jogo de nervos o que Conceição monta, tão diferente do que o técnico era como jogador - corajoso, tecnicamente dotado, incapaz do cinismo de não atacar com força. Tal como o FC Porto, o Benfica é muito superior ao Braga. Mas a longa língua da ignorância futebolística de um vice-presidente do Benfica desceu como inesperada aliada do forte grupo do Minho.
Vamos ver o que o jogo dita.
»

Dia 15

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) O crescimento de Pizzi na posição 8 promete vir a ser uma das melhores criações de JJ. É aqui que está precisamente a chave deste novo Benfica, mais cerebral e menos "fórmula 1". Nem sequer é justo trazer Enzo Pérez para esta conversa mas a forma como Pizzi consegue pausar o jogo e tirar-lhe velocidade - quando isso é o mais recomendável - era exatamente aquilo que a equipa precisava há muito tempo. Essa capacidade para desacelerar o jogo é fundamental, em posse, no momento da tomada de decisão. Melhor critério, melhor definição, melhor futebol. A perda de Enzo a meio da época, bem vistas as coisas, foi um golpe de mestre. Vieira e Jesus acertaram em cheio. »

Vítor Baía - Antigo jogador do FCP no Record; «Entre os melhores da Europa, o FC Porto sente-se como peixe na água e alcança resultados positivos com uma regularidade impressionante. Este ano, por exemplo, é a única equipa em prova sem qualquer derrota até ao momento e já arrecadou mais de 23 milhões de euros só em prémios de performance. Fantástico, para um clube cujos argumentos financeiros nada têm a ver com os multimilionários Real Madrid, Paris SG e Bayern Munique, os outros "gigantes" que acompanham, para já, o FC Porto nos quartos-de-final. (...)»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) É, afinal, estranho que o Benfica, apesar de todas as críticas e opiniões, um líder sustentado neste campeonato, seja tão inconstante do ponto de vista exibicional. Há uma notória diferença entre o Benfica de Arouca e o Benfica de ontem, sendo que também existe uma notória diferença entre a qualidade do Arouca e a qualidade do Braga. O que explica uma alteração tão significativa de qualidade de jogo e de capacidade competitiva, não sabemos. Talvez Jesus saiba e a verdade é que, pelo que ontem se viu num Estádio da Luz cheio de uma multidão vermelha em êxtase, o Benfica regressou a um nível que dá, a todos os seus adeptos, a maior das legitimidades para acreditar que o título não só é possível como começa a ser provável. A única dúvida que ainda se coloca é se o Benfica, a qualquer momento, regride. Vai ser preciso esperar para ver. »

Dia 16

Alexandre Pais - Ex-Director do Record; «(...) Fico-me apenas pelos três exemplos que na partida com o Sp. Braga me saltaram aos olhos. O primeiro é Jardel, o mal-amado, por anos o "pior" dos centrais do Benfica, aquele que nunca mais se ia embora e que via falhar sucessivas tentativas de encontrar um parceiro para Luisão sempre que faltava Garay - e mesmo depois, quando o argentino partiu para aturar o Villas-Boas. Foi a insistência de Jesus e o apoio que deu ao jogador que acabaram por construir o esteio em que Jardel se tornou. O segundo caso é o de Jonas, em quem JJ apostou, quase contra o Mundo, quando quiseram deixar-lhe o Lima sozinho para o combate em todas as frentes. A carreira dececionante do avançado no Valencia confirmava o que todos, menos Jesus, juravam ver: um mercenário, um futebolista acabado e a viver do passado. A realidade está aí: 20 golos já apontados nesta temporada e uma qualidade muito acima da média.
O último exemplo é o de Júlio César. Um guarda-redes de 35 anos, que acaba num clube do fundo da Premier e que nem aí é titular, vem para o Benfica fazer o quê? Está também à vista a sua classe e a tranquilidade que deu à equipa, pelo que há uma pergunta que se impõe: onde estariam os três brasileiros não fosse o seu encontro com Jesus? Dar a resposta é que já seria deselegante.
»

António Magalhães - Director do Record; «(...) Mais três factos merecem atenção: 1. A cobrança dos adeptos do V. Guimarães tem um lado bom (a ambição e a exigência) e um lado cruel (o que a equipa já fez até agora é digno dos maiores elogios); 2. A fricção entre Rui Pedro Soares e Lito Vidigal passou a guerra aberta e custa a entender - só eles poderão explicar as razões; 3. Viterbo é nome que já virou fenómeno na Académica e pode ficar na história deste campeonato - 10 pontos em 4 jogos, é simplesmente fantástico!»

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF, em A Bola; «(...) Na Luz estiveram mais de 60 000 pessoas ao vivo para verem a vitória do Benfica, que alcançou uma meta bastante interessante, marcou golos em 90 jogos consecutivos. O nosso principal campeonato está a entrar na reta final e não vai seguramente faltar emoção. Importa é que a ética prevaleça dentro e fora das quatro linhas. E por falar em ética não gostei de ler, ver e ouvir tanta gente a dizer mal do nosso José Mourinho após a eliminação do Chelsea pelo PSG. Para mim continua a ser o melhor do mundo sendo que a sorte nada o ajudou nesta eliminatória. Não se pode passar de bestial a besta em frações de segundo e estou certo que Mourinho vai, uma vez mais, dar a volta por cima e proporcionar muitas alegrias aos adeptos do Chelsea, bem como aos amantes do bom futebol. É por estas e por outras que o futebol é fantástico.»

Dia 17

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «1. Desde há várias semanas que critico com bastante aspereza o exercício de Vítor Pereira na presidência do Conselho de Arbitragem e os cada vez mais inexplicáveis critérios que usa nas nomeações. Eu sei que «vozes de burro não chegam ao céu» e que «os cães ladram enquanto a caravana passa», mas sei também que «grão a grão enche a galinha o papo» e que o líder dos árbitros já deve começar a ficar saturado com o coro de protestos que chove de todos os lados. De outro modo, não faria sentido a necessidade de se explicar/justificar à opinião pública através do jornal Record. O que mais me conforta agora é ter a certeza de que grande parte dos portugueses comungam da minha opinião, de que está na hora de Vítor Pereira passar o testemunho a outrem com mais vontade de consertar o que ainda pode ter conserto. O seu fôlego esgotou-se com a profissionalização dos árbitros por que tanto se bateu e o concomitante e substancial aumento salarial da classe. Sem qualquer vantagem digna de registo, diga-se. O abandono voluntário seria o melhor serviço que ele poderia prestar ao futebol, já que com o presidente da FPF não se pode contar para que tome as medidas que se impõem. (...)»

Sidónio Serpa - Professor Universitário em A Bola; «(...) Lamentavelmente, verifica-se que o contexto desportivo é campo aberto para afirmações e acções que, noutro domínio da vida social, teriam consequências legais. Há anos foi muito noticiado o facto de, pela primeira vez, um jogador ter sido condenado num tribunal por causar grave lesão a um oponente. Contudo, o forte carácter emocional do desporto parece ser justificação geralmente aceite para atentar contra a dignidade de adversários. Isto revela certa menoridade do desporto associada a gente que o frequenta, e que demorará a ser ultrapassada. Por isso, sendo muito utilizado com fins diversos, não é alvo de correspondente respeito das elites. »

Vanda Cipriano - Editora do Record; «A vontade, ou até mais do que isso, a exigência que é apresentada a Luís Filipe Vieira em apostar cada vez mais na prata da casa tem lógica mas não pode ser a qualquer custo. O mais romântico dos cenários poderá ser derrubado pela cruel realidade das exigências inerentes à competição. Espaço à formação, sim, mas de forma estruturada e faseada ou cairá a SAD no erro de triturar jovens e de se triturar também. Ter mais formação e mais portugueses no plantel é uma promessa de Vieira. Pizzi é um jogador de Seleção, e para sorte dele está nas mãos de um treinador que conseguiu ver mais qualquer coisa, o que nem é novidade em Jorge Jesus. No meio-campo interior ganha um protagonismo que nas alas jamais teria. Na Luz ou na Seleção. Vale a pena, por isso, pensar no futuro de Pizzi, especialmente numa altura em que até Fernando Santos equaciona reabrir-lhe a porta da equipa nacional. É certo que, nesta altura, as hipóteses de aparecer uma proposta milionária por Pizzi são ínfimas. Joga com o tempo, o Benfica. »

Dia 18

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «(...) Permite-se Sua Excelência sentenciar politicamente em castelhano, dando conselhos ao povo português. Fiquei estupefacto com tanto conhecimento da vida política portuguesa de há 10 anos! O homem é mesmo um barra... Imagino o que seria, por exemplo, Nuno Espírito Santo dizer que o povo espanhol deveria estar muito preocupado com um qualquer dirigente do Real por ter sido ex-ministro. Cada vez mais entusiasmado, o imigrante de luxo - ora também investido nas funções de comentador da vida do Benfica - lá vai debitando o que lhe vão dizendo para dizer. Fala do Benfica dos anos 90, como se fosse portista desde pequenino, ainda que traído pela fresca memória. Não há jogo que não disserte sobre arbitragem (com excepções, como Penafiel e Braga...). E até antevendo o Porto-Arouca, acabou por falar de uma expulsão no Arouca-Benfica. Não haja dúvidas: Lopetegui tem o lugar garantido por uns bons anos! »

Jorge Barbosa - Editor-Chefe do Record; «(...) O mês de abril será determinante para o dragão, que já esta sexta-feira fica a saber quem será o seu adversário para os quartos-de-final da Champions, e, aqui, sim, será o teste que falta para pôr à prova a sua real competência, ou melhor, para ficarmos a perceber se haverá FC Porto para voltar a fazer história na Europa. E será provavelmente também em abril que de uma vez por todas se entenderá se a luta pelo título nacional vai durar até ao fim ou não. E aqui o Benfica tem a principal palavra.»

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «(...) Uma coisa pode dizer-se: o FC Porto cria poucas oportunidades de golo para a quantidade de jogo que produz. Repare-se que os quatro golos contra o Basileia resultaram de remates fora da área. E além disso não houve muito mais oportunidades. O Benfica está no polo oposto: cria muitas oportunidades mesmo quando não joga nada. Pela dinâmica que cria no ataque, o Benfica consegue meter frequentemente 4 ou 5 jogadores na área, enquanto o FC Porto às vezes não tem lá nenhum.
Com estas características tão diferentes, tudo pode acontecer no clássico da Luz que vai decidir o campeonato. E, a propósito, note-se o seguinte: até lá o Benfica pode perder 2 jogos ou empatar três e ainda fica só a depender de si próprio.
Já vista a questão do lado do FC Porto, basta o Benfica empatar um jogo para não ficar dependente de ninguém. Por aqui se vê como o Benfica-FC Porto será decisivo. Quem o vencer será campeão. -
»

Nélson Feiteirona - Jornalista de A Bola; «(...) A última reunião da Liga de Clubes, na passada segunda-feira, reconheceu, ela própria, uma projeção de passivo a rondar os seis milhões. A situação é muito grave, urgente. Como urgentes e incisivas devem ser as medidas de combate a este cenário. Luís Duque, o presidente da Liga, apontou que um dos caminhos pode passar pela redução do número de equipas e alteração das provas, uma decisão que me parece lógica e inevitável. A recente legalização das apostas desportivas é outra medida acertada e que peca apenas por (muito) tardia. Mas há mais por fazer; desde logo, por exemplo, a rentabilização dos direitos televisivos.
Ao mesmo tempo, e em primeiro lugar, é preciso que todos tomem consciência da situação e que deixem de olhar para o próprio umbigo. É que uma coisa não muda se não mudar a outra.
»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) O projeto de Luís Filipe Vieira passa por aí desde a primeira hora. A aposta em Jesus em 2009 - e o forte investimento na equipa profissional que se seguiu está perto de resultar. Quer isto dizer que se o Benfica for campeão daqui por umas semanas o treinador terá a renovação de contrato garantida? Não é líquido que seja assim, como Record ainda ontem explicava. Há novas regras de gestão que Vieira quer ver implementadas, sem espaço para cedências. Jesus é uma peça fundamental no projeto, mas mais importante do que o treinador... é o próprio projeto, e esse depende cada vez mais do equilíbrio orçamental e de medidas tomadas com os pés assentes no chão. Ora, se nem um treinador que vai bem lançado para ganhar o terceiro campeonato na Luz parece garantido, é fácil perceber que a continuidade de Maxi Pereira pode estar mesmo comprometida. Está a caminho dos 31 anos, tem condições salariais de topo e até ver não parece interessado em baixar de escalão. Não está em causa a qualidade de Maxi. Como também não está em causa o mérito de Jesus. O rigor financeiro é que passou a ser a primeira condição. »

Dia 19

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «O advento das Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) pôs cobro à gestão de merceeiro que vigorava em muitos clubes portugueses até ao final da década de 90. Em vários casos, à gestão finalmente profissionalizada foi ainda possível acrescentar o encaixe inicial de verbas que tanto serviram para potenciar (de forma pouco ou nada sustentada) o investimento nas equipas, principalmente nos três grandes, como para resolver passivos financeiros que ameaçavam a existência dos próprios clubes. Mas esta nova realidade, que nalguns dos casos mais não representa do que o capitalismo desportivo desprovido de qualquer inquietação sentimental, também fabricou uma série de distorções e comportamentos estouvados e até déspotas que, valha a verdade, eram mais próprios e aceitáveis nos tempos em que à frente dos clubes abundavam construtores civis que tinham tanto de endinheirados como de iletrados. Vivemos tempos diferentes, mas a forma de governar continua, nalguns casos, a não conseguir disfarçar a tendência para a prepotência, como se viu há dias na forma como o presidente da SAD do Belenenses despediu o treinador Lito Vidigal, após meses a fio a criar ardilosamente um campo de minas em seu redor. (...)»

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado, no Record; «É oficial, o futebol profissional em Portugal está falido. Esta é a única conclusão possível de retirar da comunicação do presidente da Liga, ao prever a acumulação de um prejuízo de 6 milhões de euros, até final da época. Parece assim claro que o desempenho da anterior equipa dirigente da Liga de Clubes se saldou por um enorme fracasso e que todas as manobras dilatórias - algumas caricatas - promovidas para atrasar a sua saída, mais não fizeram do que agravar a fatura.
Face a este panorama deprimente, a prioridade será saber-se como regenerar o futebol e inverter este ciclo vicioso, qual seja, o de que o futebol tem em Portugal uma penetração ímpar, mas paradoxalmente quase ninguém quer investir no futebol. A meu ver, haverá duas coisas decisivas, que importará reequacionar: as mentalidades e os quadros competitivos. As mentalidades, porquanto existem agentes desportivos que não atuam em conformidade com os parâmetros éticos e comportamentais minimamente exigíveis; por outras palavras, os dirigentes da Liga e a generalidade dos dirigentes dos clubes têm de se mentalizar que gerem um negócio e adotar padrões de conduta em conformidade. A insegurança nos estádios, a violência verbal, a radicalização das posições, os discursos incendiários, a suspeição permanente, tudo isso descredibiliza o futebol e afasta pessoas e investidores. (...)
»

Leonor Pinhão - Jornalista, em A Bola; «(...) Os jogadores emprestados não deveriam por lei poder ser utilizados nos jogos contra os seus emprestadores. E acabava-se logo com esta coisa mesquinha de se andar permanentemente a contabilizar o número, porventura excessivo, de jogadores emprestados que levaram com cartões amarelos que os impedem de defrontar o verdadeiro patrão na jornada seguinte.
A dupla de adultos Lima-Jonas tem produzido verdadeiras delícias para os nossos olhos. Na equipa B, a dupla de jovens Gonçalo Guedes-Jonathan Rodríguez anda a fazer exatamente a mesma coisa. Delícias. Ontem, no jogo com o Portimonense, o uruguaio marcou três golos. Foi substituído aos 80 minutos e assim, de fora, já não conseguiu marcar mais. Foi bem substituído. Para receber os aplausos e também porque é um bocadinho falta de respeito aterrar, marcar 6 golos em 5 jogos e fazer primeiro um 'poker' do que um 'hat-trick'. Calma, que ele vai lá chegar.
(...) O presidente do Rio Ave veio dizer esta semana que não há clube em Portugal para lhe encher a casa como o visitante Benfica. Ou seja, o jogo ainda não começou e os nossos adeptos já fizeram o seu trabalho esgotando a bilheteira em Vila do Conde. Falta agora que a equipa faça o seu trabalho no jogo de sábado na luta com um adversário que lhe deu muitas dores de cabeça nas três finais disputadas no ano passado. Lembram-se? Esta não será, no entanto a quarta final. Esta é a primeira final, a mais importante de todas.
»

Dia 20

João Tomás - Colunista de 'O Benfica'; «(...) O "Levados ao colo" não é mais que uma nova versão dessa estratégia, assim como o "Estorilgate", o "Campeonato do túnel" ou o "Campeonato do Capela" o foram. Importará para o caso que a utilização de "casa emprestada", para a obtenção de maiores receitas de bilheteira, fosse uma prática comum em jogos frente aos "três grandes"? Ou que o "túnel da Luz" não mais tenha sido que agressões e insultos a "stewards" da autoria de cinco jogadores portistas? Ou que o árbitro João Capela seja pouco apreciado pelos Benfiquistas pois, entre várias más decisões em prejuízo do Benfica, conta-se, por exemplo, a expulsão de Cardozo, num Benfica-Sporting, por dar uma palmada na relva? Claro que não! O que não surpreende. A invenção do "caso Calabote", em resposta aos tristes, vergonhosos e reais "quinhentinhos", "férias no Brasil" e "fruta", demonstrou, com perfeição, as tendências propagandísticas e revisionistas dessa gente. »

José Ribeiro - Editor-Chefe do Record; «Algum jogador foi mal expulso quando defrontou o Benfica? Esta é a questão que gostava de ver respondida pelo treinador do FC Porto. Lopetegui refere-se a este dado estatístico quase todas as semanas mas limita-se a sublinhar o facto, deixando no ar a ideia de que o Benfica está a ser beneficiado, mas sem concretizar. Qual o jogador? Ou quais os jogadores mal expulsos?, repito. Atirar com números para a discussão de qualquer situação sem os contextualizar, sem os interpretar, vale... nada. É o que o espanhol está a fazer. Mesmo que visse os lances com lentes azuis, era preferível enumerar os erros do que deixar no ar a ideia de que todas as expulsões foram erradas e decididas apenas para favorecer o Benfica. Porque, na verdade, não foram, como ele muito bem sabe.
Pelo menos até ao Benfica-FC Porto, aposto, este será o "prato do dia". Serve de desgaste e, no limite, pode condicionar um ou outro árbitro (o tempo em que os condicionava a todos, felizmente, ficou lá atrás, no século XX). E Jesus, com alguma ingenuidade, está a entrar neste jogo quando destaca que determinada expulsão sucedeu quando a equipa já ganhava por um ou por dois ou por três. Neste ponto, os "mind games" de Lopetegui estão a resultar, porque já mexeram com a cabeça do treinador do Benfica, que hoje deverá voltar a ser confrontado com as declarações do homólogo portista. (...)
»

Sílvio Cervan - V.P. do SLB em A Bola; «(...) Gaitán faz muita falta, foi quando ele não jogou que se perderam todos os pontos da segunda volta, é por isso que se pede ainda mais concentração e empenho aos que vão jogar amanhã. Não vou aqui discutir o amarelo que o tirou deste jogo, nem quem o mostrou, nem a forma como aconteceu. Fica a deixa para saber o que diria o treinador portista se perdesse um jogador decisivo por uma decisão assim. Se Jorge Jesus passasse as suas conferências de imprensa a falar do rival o que já se tinha escrito sobre o treinador do Benfica. Eu por mim, prefiro assim, vê-lo concentrado a treinar e a colocar o Benfica a jogar bem. Temos que jogar ao ataque dentro de campo, temos que ser competentes dentro de campo, temos que lutar dentro de campo. Fora de campo, dita a história, que houve sempre quem fosse melhor. Todos ao Estádio dos Arcos apoiar aqueles que dentro de campo lutam pelos títulos.»

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