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Newsletter N.º 233

O 'derby' ainda mexe. A seguir ao 'corte de relações' decretado pelo Sporting, o Benfica pela voz do seu presidente na inauguração da nova imagem da Casa de Leiria reagiu e respondeu ponto por ponto ao intenso 'folclore' vindo de Alvalade. Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos mas enquanto o problema de fundo não for atacado é previsível que tudo continue como até aqui. Para gáudio de muitos hipócritas que fingem condenar mas que no íntimo desejam que tudo se mantenha para poderem lucrar com o assunto.

Uma referência obrigatória para a nossa judoca Telma Monteiro, considerada a melhor do Mundo na categoria de -57 kg. Parabéns Telma e aqui fica o reconhecimento dos benfiquistas que como nós temos acompanhado a tua carreira ímpar.

Na 21.ª jornada mais complicações para o Sporting. No Restelo, um golo salvador no último fôlego da partida permitiu o empate e simultaneamente a perda de mais 2 pontos acabando definitivamente com o sonho do título. FC Porto e Benfica venceram os seus jogos em casa e mantêm a diferença entre si.

Na Europa, o FC Porto conseguiu um empate em Basileia deixando-lhe boas perspectivas para a 2.ª mão e o Sporting baqueou em Wolsburgo complicando muito a passagem aos oitavos de final da Liga Europa.

Deslocação complicada do Benfica a Moreira de Cónegos que, confiamos, possa ser ultrapassada com mais ou menos dificuldade.


Dia 14

José Eduardo - Antigo jogador leonino em A Bola; «Quando Eve Ensler escreveu os Monólogos da Vagina, não imaginou que a réplica mais ousada, humorística, caricata e risível, se realizasse em Portugal. Misturar futebol, tachos e panelas, pressão alta num tempo extra só é possível por haver um faz-tudo (apanha bolas, avançado, juiz de linha, árbitro) sublime no ridículo! A não perder, às 3ªs feiras, pela noitinha...»

Luís Pedro Sousa - Editor do Record; «1. O dérbi de Alvalade demonstrou uma vez mais de forma inequívoca a importância excessiva, e até inexplicável, que as direções de Sporting e Benfica atribuem às suas claques ou, para sermos mais precisos, aos grupos de malfeitores nelas integradas. Protagonistas de atos que roçam a barbárie, portadores de dizeres reveladores de um profundo desprezo pela vida humana ou meros veículos de mensagens que atentam contra os princípios mais elementares do desporto, são defendidos pelo silêncio ou veem as atitudes desculpabilizadas em nome de uma rivalidade tão cega quanto estúpida. Mas o que valem realmente tais personagens, se não têm força numérica para eleger ou derrubar presidentes e muito menos sustentar através do pagamento de quotas ou de bilhetes as entidades que dizem defender mas que invariavelmente acabam por insultar? Já é tempo de Sporting, Benfica e restantes clubes perceberem que os tempos mudaram. O adepto que gosta de futebol, e que está em esmagadora maioria nos estádios de uma forma bem mais recatada e menos ruidosa, foi evoluindo ao longo dos anos. (...)»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «Rapidamente aprendemos os seus nomes: Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis. Eles são o primeiro ministro e o ministro das finanças do governo liderado pelo Syriza, o partido grego que foi causa da mais recente perturbação na Europa. Muitos portugueses que viveram intensamente o 25 de Abril não conseguem deixar de olhar para o novo mundo grego de uma forma sentimental. Percebe-se a ingenuidade que nós, um dia, também tivemos. Entende-se o mesmo sonho que há algum tempo perdemos. É por isso que tantos portugueses torcem pelos gregos, mesmo sabendo que o jogo será falseado.»

Dia 15

António Magalhães - Director do Record; «(...) Para os leões, é um final de semana penoso. O empate com o Benfica foi penalizador e a equipa não conseguiu recuperar desse golpe, como se viu no Restelo. Pelo meio, a guerra institucional desembocou no corte de relações com o eterno rival e agora descambou para acusações que não estão à altura da grandeza dos clubes. Também este não é o melhor caminho. No entanto, o que deve preocupar os sportinguistas é a capacidade de resposta que a equipa terá para encarar os próximos compromissos. O duelo europeu é superexigente e o clássico com o FC Porto reclama outro jogo perfeito. Se os jogadores entrarem em depressão, então o pior ainda pode estar para vir. »

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra; « Chegou esta semana o tradicional "caso disciplinar" que marca a época desportiva. O contexto é o comportamento das claques no decurso do Sporting-Benfica, dos dirigentes e da organização do Sporting enquanto clube visitado. O que preenche a curiosidade dos jornais e das televisões são as denúncias de Sporting e Benfica que implicariam a realização de jogos à porta fechada e a interdição dos estádios. Isso é que vende e isso é que se quer saber como ficará. Nas queixas do Sporting ressalta a invocação de agressões dos adeptos do Benfica, corporizadas no lançamento de tochas e petardos para a área dos adeptos do Sporting, que implicariam a sanção grave do decretamento de jogos à porta fechada (1 ou 2). Essa infração, contudo, está reservada, em especial, para atuações coletivas e organizadas dos adeptos (mas não só) e, acima de tudo, para as situações em que dessas agressões resultem lesões muito graves e permanentes (por exemplo, perda de um braço, desfiguração facial, anomalia psíquica, etc.) ou que revistam perigo de vida (por exemplo, um ataque cardíaco fulminante depois de ser atingido por um petardo). Sem este "resultado" particularmente grave de algum dos atingidos, não temos essa infração grave. Olhando para o Regulamento Disciplinar, antes teremos, mesmo que a título de tentativa, "agressão e intimidação" punível com multa. Sabendo, desde já, que o arremesso dos objetos já foi relatado e punindo sumariamente pelo Conselho de Disciplina da FPF. (...)»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) O presidente do Sporting poderia ter respondido neste domingo, depois do jogo da sua equipa. Não resistiu à tentação. Fez mal. Marcou um golo na sua própria baliza. O que a equipa leonina menos precisava, sobretudo depois do último derby, era de um ambiente instável que mais se assemelha a um estado de guerra, aliás, demasiado perigoso para os tempos tumultuosos que correm. Não é possível estabelecer uma razão direta de causa efeito, bem sabemos, mas é possível admitir essa possibilidade e isso basta para provar que a simples hipótese de ter havido contágio, em toda esta instabilidade, nas trincheiras deveria ser suficiente para que o principal responsável tivesse tido o cuidado de conter o ímpeto da sua dura resposta por mais algumas horas. Certo é que o resultado no Restelo colocou o Sporting definitivamente fora da luta pelo título. É mau para o Sporting e mau para o campeonato que tem agora apenas dois candidatos. »

Dia 16

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «(...) Bruno de Carvalho tem outras prioridades. O seu ego só o deixa ver-se a si próprio. E não deve ouvir ninguém, ou então à sua volta não há quem se atreva a opinião diferente, pois o descontentamento, em relação à sua gestão da imagem do clube, cresce e cresce entre os sportinguistas. Os adeptos não são as claques e um presidente não é um chefe de claque, muito menos pode gerir da bancada um clube com a grandeza do Sporting.
Um fosso circunda o campo leonino e o presidente cercou o clube por outro grande fosso. A olhar para o seu umbigo, só. O corte de relações com o Benfica poderá agradar a alguns tradicionalmente mais assanhados contra o rival, mas não se vislumbra qualquer vantagem em tal decisão. O isolamento nunca trouxe nada de bom em nenhuma atividade e no mundo do futebol costuma ter preços muito elevados. As rivalidades devem enfrentar-se nos jogos, nos campos, e os dirigentes, fora das competições, têm o dever de entendimentos na busca de melhorias em toda a envolvência do apaixonante mundo da bola, do futebol.
Disparar sobre tudo que mexe, interna e externamente, não é o caminho para um final feliz. Os fossos asfixiam.
»

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF em A Bola; «O Futebol feminino em Portugal está em franca expansão. Tem tido um crescimento sustentado, alicerçado num plano estratégico de desenvolvimento desportivo. A seleção principal jogou com a sua congénere Suíça e venceu os dois jogos. É um sinal muito interessante tendo em conta a diferença de ranking dos países. Gostei de ver a garra, atitude e determinação das nossas jogadoras que nunca viram a cara à luta dando o máximo procurando sempre a vitória.
Este estágio de Oliveira de Azeméis foi extraordinariamente proveitoso elevando índices de confiança para a próxima competição no Algarve onde estarão as melhores do mundo. Francisco Neto será seguramente um treinador mais confiante para os desafios do futuro. Este processo de crescimento será gradual mas levará seguramente Portugal a um outro patamar de maior exigência.
Seria importante que a principal competição feminina no futuro tivesse a participação de Benfica, Porto, Sporting, entre outros.
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Mal saído dessa guerra, que perdeu em várias frentes, Bruno de Carvalho envolveu-se num conflito com o Benfica, que insiste em alimentar. Depois do presidente dos encarnados ter publicamente lamentado a estúpida faixa do Verylight 1996, prometendo consequências logo que o inquérito esteja concluído, Bruno de Carvalho usou o Facebook para zurzir Vieira e o Benfica, como se fosse um adepto em discussão de café. Ao presidente do Sporting exige-se mais, é requerida outra elevação, solicita-se uma abordagem que não fique pela espuma. Bruno de Carvalho não gosta que digam que é populista. Porém, que outra conclusão é possível tirar depois de tomar contacto com os argumentos que alinhou no Facebook? E mais: No fim do dia, o que ganha o Sporting com esta política de confronto, com tudo e com todos, para além do apoio das franjas mais radicais? Caminho perigoso...»

Dia 17

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Além de se zangar com quantos o contrariam, que mais fez Bruno de Carvalho nestes quase dois anos de consulado? Contestou os fundos quando na primeira tentativa presidencial ele mesmo agitou como bandeira o apoio financeiro de um fundo russo. Aliviou a despesa com a redução de pessoal sem olhar a nomes e provocando mal entendidos dispensáveis e desagradáveis. Interveio na área de formação, tirando e pondo gente com as consequências que o futuro revelará. Pactuou na encenação de despedimento de Marco Silva, sabe-se lá com que intenção. Comunicou em assembleia geral a construção de um pavilhão até final do próximo ano (!) e, em simultâneo, anunciou a entrada de 18 milhões de euros sem divulgar, no entanto, a sua origem devido a uma cláusula de confidencialidade. Ou seja, em concreto, BdC prometeu muito, mas concretizou pouco e... quanto a obra visível, nada, ao contrário de Luís Filipe Vieira que construiu um estádio emblemático, ergueu um complexo desportivo fantástico e apresenta um museu de referência e um centro de treinos ao nível dos melhores do mundo, além de ter em projeto a Casa do Jogador, sinal inequívoco de que um presidente não deve limitar-se a contar os troféus e se calhar, por isso, as ditas claques o têm incomodado...
Aquilo que o atual presidente leonino tem para apresentar, e é muito, já lá estava, por iniciativa e esforço de outros. Bruno de Carvalho não fez nada, Filipe Vieira fez tudo: eis a diferença entre ambos. São incomparáveis!
»

Nuno Santos - Jornalista no Record; «(...) Acabado de sair de uma delicada frente de confronto interno, surdo mas ensurdecedor, com Marco Silva, Bruno de Carvalho colocou fim ao blackout. Quando se esperava que estivesse concentrado nos problemas do clube e, nesse sentido, era legítima uma condenação firme do que sucedeu no jogo de futsal, o iluminado presidente do Sporting sai-se com um corte de relações, extremando posições e incendiando, sem qualquer necessidade as relações entre Sporting e Benfica. Não há, que eu esteja a ver, em qualquer país do Mundo civilizado este tipo de quezílias patetas. Há forte rivalidade mas respeito. Há quinze dias Florentino Pérez aguentou estoicamente o enxovalho da derrota do Real Madrid sentado ao lado do presidente do Atlético.
A esta hora, no conforto do seu gabinete, Jorge Nuno Pinto da Costa sorri.
»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) Passam as jornadas e parece que a tendência se consolida. Um campeonato de jogos desinteressantes e futebol paupérrimo. Entretanto, o fosso entre três ou quatro clubes e os restantes acentua-se, com uma agravante: contra adversários de qualidade duvidosa, o futebol dos grandes tenderá a degradar-se também. É penoso assistir a 90 por cento dos jogos da 1.ª Liga e há demasiados sinais de que é uma tendência que veio para ficar. Devemos agradecer a todos aqueles que se bateram pelo alargamento da 1.ª Liga e que agora defendem o fim dos fundos e a aposta no jogador português. Por este caminho, bastarão dois ou três anos para o nosso campeonato estar ao nível do escocês, holandês e belga.
Se nada for feito para parar esta deriva, o cenário será mais ou menos este: Portugal deixará de ser porta de entrada para jovens talentos que querem singrar na Europa e que não podem entrar diretamente nos clubes espanhóis e ingleses de topo; os jovens jogadores portugueses de qualidade deixarão o país antes de se afirmarem nos equipas principais dos três grandes; e o campeonato português será nivelado (ainda mais) por baixo. Façam bom proveito.
»

Dia 18

António Magalhães - Director do Record; «(...) Sorrisos é coisa que os leões nunca trouxeram da Alemanha. Entre uma lista interminável de derrotas, a exceção foi um empate a zero com o Bayern em 2006, era Paulo Bento o treinador. Amanhã, o Sporting regressa a esse país maldito com uma dupla de centrais jovem e inexperiente (e sem William Carvalho) para combater um ataque aéreo que costuma ser demolidor. Será dia para Rui Patrício voltar a ser enorme.»

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «(...) Eis senão quando, no último jogo da Liga dos Campeões, onde já nada se decidia, Pizzi entrou a jogar na linha média - e foi uma revelação. O homem sabia segurar a bola, variar o flanco, temporizar, fazer passes de rutura - apresentando-se como o sucessor de Enzo Pérez, que mais dia menos dia deixaria o clube. Até fisicamente Pizzi fazia lembrar Enzo - baixo de estatura e jogando curvado sobre a bola. E tendo chegado ao Benfica, tal como o outro, a jogar a extremo.
Mas Jesus, que o descobrira para esta posição, não ficou convencido. Quando Enzo saiu, meteu Talisca no seu lugar. E não funcionou: Talisca não gosta de segurar a bola, virar-se, solicitar os companheiros. Gosta de correr com a bola e chutar à baliza.
No domingo, porém, Jesus deu o passo que eu esperava: meteu Pizzi a titular - e o resultado foi o que se viu. Ele mostrou-se um verdadeiro chefe de orquestra, fazendo mexer todo o conjunto. Passou, rodou, fez passes de rutura sobrevoando metade do campo e isolando companheiros. Pizzi foi a referência que faltava à equipa. Talvez não tenha a "raça" que sobrava a Enzo Pérez: a capacidade de sacrifício para lutar pela bola, pressionar o adversário, meter o pé. Mas para mim o sucessor de Enzo está encontrado.
»

Nélson Feiteirona - Jornalista de A Bola; «(...) Voltemos à questão do 'timing'. Também acho que Luís Filipe Vieira deveria ter explicado e condenado mais cedo alguns dos incidentes do 'derby', mas acredito igualmente que Bruno de Carvalho poderia ter confrontado primeiro, e em privado, o presidente do Benfica, antes de cortar relações (que já não existiam, na verdade) institucionais. Teria talvez evitado o discurso arrasador que Luís Filipe Vieira lhe destinou e poupar-se-ia, igualmente, à resposta longa e com acusações graves que resolveu dar através do Facebook. E deu-a no mesmo dia em que a equipa do Sporting foi jogar ao Restelo e empatou de forma comprometedora. Uma questão de 'timing', portanto.
Mau 'timing' revelou também a Sagres, ao publicar um vídeo em que parodia o frango de Patrício nesse jogo com o Belenenses. Federação e Liga condenaram a iniciativa, a marca pediu desculpa, mas mesmo assim Bruno de Carvalho não resistiu e voltou às redes sociais para comentar (e potenciar) o sucedido. Três dias antes do jogo com o Wolfsburg na Liga Europa.
»

Dia 19

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «(...) Não é minha intenção lançar qualquer estigma sobre os adeptos que integram as claques. Conheço gente que fez parte das principais organizações de adeptos dos três maiores clubes portugueses e que não perdem em comparação com ninguém na urbanidade e na forma sadia como estão integrados na sociedade. Mas nem isso me faz mudar uma opinião: as claques fazem hoje mais mal do que bem ao futebol. Há quem valorize o seu colorido e a capacidade de criar um ambiente mais entusiasta, mas o futebol inglês consegue manter uma e outra coisa sem haver necessidade de alguém com um megafone na mão ou um enorme contingente policial a escoltar uma mamparra de gladiadores que mais parece ir a caminho do Coliseu da Roma Antiga. E o problema é que esta minoria acaba por ter um efeito de contágio e levar quase sempre a melhor. Recordo-me de, nos primeiros tempos do Estádio do Dragão, a maioria dos espectadores reagir com um sonoro assobio sempre que a claque portista ensaiava um cântico insultuoso para com os adeptos do SLB. Hoje, ficam passivos e alguns até aderem. Pior ainda, não restam hoje muitas dúvidas de que as claques funcionam, muitas das vezes, como uma espécie de "braço armado" usado por dirigentes sem pruridos e que, mais tarde ou mais cedo, acabam por perder o controlo da situação e ficar também eles reféns de organizações que muitas vezes têm ligações ao mundo da criminalidade. Com o beneplácito desses dirigentes, há até quem aproveite para fazer das claques um negócio e garantir um enriquecimento que seria difícil de justificar numa investigação policial verdadeiramente empenhada. »

Hugo Vasconcelos - Jornalista de A Bola; «(...) Há dois meses fiquei convencido que Lopetegui percebera finalmente o que era o FC Porto, depois de ter acabado com aquela coisa de menosprezar a liga portuguesa com uma rotação de equipa que não fazia sentido e de ter deixado de defender a maré de empates e o segundo lugar na classificação com o argumento de que ainda não tinha perdido para o campeonato (até receber o Benfica). Eis senão quando o espanhol revela capacidade para me surpreender, com o amuo na conferência de imprensa de ontem. Foi o FC Porto melhor que o Basileia? Foi. Porque é melhor. Mas o empate a um golo abre margem de incerteza e de risco. Vendo o que é o Basileia, e o que o FC Porto deixou que a equipa de Paulo Sousa fosse, é um mau resultado. O golo sofrido é ridículo - bastava ver o golo do mesmo Derlis, a passe do mesmo Frei, ao Ludogorets, na fase de grupos, para conhecer a jogada; a legitimidade sobre as queixas quanto ao penalty sobre Jackson desaparece quando se põe em causa o golo anulado; os quinze remates valem pouco perante o desperdício que o dragão continua a ter perto da baliza. O FC Porto mereceu ganhar, sim, mas não ganhou por culpa própria, e Lopetegui deveria responder por isso.»

Leonor Pinhão - Jornalista, em A Bola; «(...) Quem insistir, por conveniência ou ardil, que o presidente do Benfica demorou cinco dias a reagir às acusações do presidente do Sporting pós-derby, terá então de concluir que, em 2014, o presidente do Benfica demorou quase dois meses e meio a responder a um conjunto de não menos graves acusações vindas do presidente do Sporting quando, na realidade, o presidente do Benfica nunca o fez. Tratou-se de um episódio singelo mas muito revelador que merece ser lembrado. No dia 19 de março de 2014, em declarações à Rádio Renascença, o presidente do Sporting afirmou que o presidente do Benfica lhe tinha telefonado e contado que «depois de ter gasto uns milhões valentes na equipa» o melhor reforço que conseguiu «foi um jogador chamado nomeações».
A sujíssima suspeição ficou a pairar sem resposta do visado até ao dia 27 de maio de 2014 quando um jornalista da RTP que entrevistava o presidente do Benfica se lembrou de lhe perguntar se era verdade aquilo que o presidente do Sporting tinha dito há um par de meses.
Respondeu o presidente do Benfica ao jornalista (ao jornalista e não ao seu homólogo verde) lamentando à cavalheiro, ter de chamar mentiroso ao presidente do Sporting - «é feio dizer mas mentiu» - porque tal conversa nunca tinha existido e nunca poderia existir. E não é que o presidente do Benfica tinha razão? Razão que lhe foi dada logo no dia seguinte pelo presidente do Sporting: «Estávamos a ironizar. Claro que não houve nenhum telefonema!»
Era na brincadeira.
E ficou logo toda a gente esclarecida.(...)
»

Dia 20

André Ventura - Cronista de 'O Benfica'; «De forma característica, Bruno de Carvalho continua a querer trazer para a primeira linha o cenário de instabilidade, confusão e (porque não dizê-lo?) de alguma comédia que actualmente vive o adversário da 2.ª circular. Em certa medida, continua a imaginar-se líder de uma eufórica claque, a proclamar, no Estádio da Luz, cânticos de impropérios contra "o sistema", os "papas do futebol português" e, em geral, contra tudo o que sirva para fazer uma manchete. Estranho? Nem por isso! Bruno de Carvalho tem aplicado sistematicamente esta estratégia: quando os resultados desportivos não surgem ou se antecipam cenários difíceis ou improváveis (preparemo-nos já para mais um conjunto de cenas antes do próximo jogo do Sporting na Liga Europa), eis que surgem polémicas (quase sempre inesperadas e de sentido único), ataques ferozes, blackouts e, mais recentemente, corte de relações institucionais. (...)»

António Oliveira - Adepto portista em A Bola; «Por esta altura Bruno de Carvalho já terá percebido que os seus "ataques" ao FC Porto têm mais eco e ressonância no panorama mediático do que as ocasiões em que tem o Benfica como alvo. Só assim se explica que ninguém tenha querido averiguar a veracidade ou não das graves acusações que foram proferidas recentemente pelo presidente do Sporting. A não ser que Bruno de Carvalho esteja a ser vítima da fábula de "Pedro e o Lobo" (por coincidência apenas, houve um Lobo que prometeu centralizar o poder do futebol em Lisboa), chegando a um ponto em que já ninguém liga ao que diz. Devo desde já dizer que não acredito nesta indiferença. As palavras do presidente de um dos maiores clubes portugueses, seja ele verde, vermelho ou azul, devem ser sempre levadas em linha de conta. E estas foram graves demais para passarem despercebidas. (...)»

José Ribeiro - Editor-Chefe do Record; «(...) Se nesta altura o Sporting pudesse contar com o Nani do período setembro-dezembro talvez o nível competitivo da equipa fosse outro. Mas parece-me que estamos a perceber agora as razões pelas quais o Manchester United optou por dispensá-lo: ser fantástico durante 4 meses (o que nem foi o caso em 2013/14) e depois "meter férias" não é de jogador de elite. E se calhar, aos 28 anos, ele já não o é. Apesar de reclamar esse tratamento em campo. Como no Restelo, quando "obrigou" Tanaka a dar-lhe a bola para chutar para as nuvens, com o japonês em boa posição de tiro; como ontem, quando optou por tentar, em vários lances, passar por todos os adversários que lhe saíssem ao caminho. »

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