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Newsletter N.º 263

Na 4.ª jornada regressou o Benfica habitual com uma exibição e resultado a condizer, esperando-se que seja para continuar. Os outros dois grandes também venceram fora pelo que ficou tudo na mesma em relação aos três.

Entretanto regressaram as competições europeias. O Benfica cumpriu sem grandes brilhantismos vencendo o Astana e o FC Porto conseguiu precioso empate em Kiev. Na Liga Europa jornada também positiva com o Braga a vencer fora e o Belenenses a alcançar uma igualdade na Polónia. Em casa o Sporting descarrilou o que não se estranha tendo em conta que para o seu treinador a grande prioridade é, como sempre foi, apenas interna.

E vem aí a 5.ª jornada que engloba o 1.º grande clássico da temporada; nada mais do que um FC Porto-Benfica. É grande a expectativa sobre o que irá acontecer.


Dia 12

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «(...) Fantástico o facto de o Benfica ter acabado o jogo com cinco portugueses e três jogadores da formação. Antes eram números que nos três grandes só o Sporting conseguia exibir. É a filosofia defendida por Vieira finalmente a ser implantada e com razões para sorrir. Jovens portugueses como Guedes, Semedo ou Nuno Santos podem vir a ter uma bonita palavra a dizer no futuro do clube.
O trabalho desenvolvido no Seixal deve ser elogiado. Com Jesus os miúdos não chegavam à primeira equipa. Agora vão ter oportunidades. Pode ser o clique que faltava a uma escola que devia preocupar Alcochete.
O Belém saiu goleado. E? São mundos diferentes. O suplente Jiménez pagava a equipa toda.
»

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Regressou o campeonato, com a realização da 4.ª jornada. O Benfica assinou exibição soberba e recheada de golos, com mais cérebro e menos coração, mais controlo e menos correria: a prova de que o seu treinador, afinal, tendo ideias muito válidas, não precisa de sentenças alheias, nem para motivar os jogadores nem para granjear a confiança do exigente tribunal da Luz. Grande espetáculo e admirável resposta de Rui Vitória... sem nada dizer: seis golos.
Hoje, o FC Porto joga em Arouca e, amanhã, o Sporting defronta o Rio Ave, em Vila do Conde. Dificuldades imensas para os dois candidatos, embora o favoritismo que ambos carregam não seja posto em causa, na medida em que são significativas as diferenças quer nos objetivos, quer nos orçamentos...
»

José António Saraiva - Director do SOL no Record; «(...) Caso diferente é o do Benfica. Rui Vitória parece hesitante entre "jogar à Jesus" e "jogar à Rui Vitória". Ou seja: jogar um futebol vertical com dois avançados ou apostar na posse de bola e num tipo de jogo mais mastigado. E o problema é que, quando o Benfica joga "à Rui Vitória", não marca golos. As coisas só se decidem quando arrisca tudo, numa tática do tipo "todos ao molho e fé em Deus". Ainda a procissão vai no adro - mas, curiosamente, algumas das virtudes e defeitos dos três grandes já estão a nu. »

Dia 13

Cristina Ferreira - Apresentadora, no Record; « Se há clube que inspira simpatia, é o Belenenses. Sempre foi assim. Aliás, quando alguém não gosta muito de futebol, diz que é do clube de Belém. Não sei se é pela proximidade dos pastéis, mas eu nunca ouvi dizer que à meia dúzia é mais barato. Mas o Benfica resolveu fazer jus ao nome do treinador e tirou 6 golos da caixa. Polvilhados de açúcar e canela e saboreados ao longo de 90m. Estaladiça esta vitória. O adversário deixou-se trincar sem qualquer resistência. Talvez a massa estivesse pouco folhada ou faltasse consistência ao creme. Comeram o "pão" que o diabo amassou e o Rui, comandante dos encarnados, talvez tenha dito, pela primeira vez, toma lá e embrulha. Só é preciso agora, que na semana que aí vem, não se faça dieta. E continuar a pôr fermento no bolo que tem custado a levedar mas que, parece agora, começa a ganhar altura. Que na Europa saibamos sentar-nos à mesa e que se prepare a barriga. É preciso ganhar espaço para, no próximo domingo, caber uma francesinha. Bom apetite. »

Fernando Seara - Adepto benfiquista em A Bola; «1. Cinco jogadores portugueses integravam o onze do Benfica quando Bruno Paixão - que fez uma competente arbitragem o que importa, aqui, sublinhar e referenciar! - apitou para o final do jogo na passada sexta feira frente ao Belenenses. Cinco foram os golos que, ontem, em Barcelona, e frente ao Espanhol, marcou Cristiano Ronaldo, quebrando um jejum que já preocupava alguns e fazendo e ficando na história do futebol espanhol e do Real de Madrid. Fantástica, e de elevada nota artística, foi a jogada do quinto golo do Benfica e que evidenciou, uma vez mais, a excelência de Jonas e Gaitán. Que maravilha de jogada! Quinta é a próxima jornada da Liga de clubes e que oporá, no Dragão, o Futebol Clube do Porto ao Benfica. E ao quinto dia Deus criou o Céu e a Terra. É o sortilégio da vida. Da nossa vida. Sendo cada um de nós um ser que não se repete. (...)»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «A abundância de soluções do FC Porto já impressionava no início da temporada e como se ainda não bastasse aí está Corona para acrescentar qualidade àquele que já era o melhor plantel em Portugal. Lopetegui deve ter consciência de que não lhe será perdoada outra época em branco. Desta vez, o mínimo que se exige é mesmo a conquista da Liga.
»

Dia 14

Alexandre Pais - Ex-Director do Record; «Quando Cristiano Ronaldo não marca ou o faz a um ritmo que pareça uma ameaça para os 50 ou 60 golos que obtém todas as épocas, logo se instala, na cabeça dos comentadores, uma crise idêntica à que temos em Portugal quando fica muito tempo sem chover: chamam-lhe seca. E tal como as nossas albufeiras, que registam ainda, no conjunto, 60% de água, nem o facto de Cristiano seguir com um bom nível competitivo, embora concretizando menos, afastava a imagem da seca, no seu caso de golos. Enfim, temos de falar ou escrever sobre qualquer coisa, e daí à esquizofrenia é pequeno o passo. Depois, claro, o goleador aponta cinco de uma vez, e toca a embandeirarem arco com o repóker - desculpem lá mas não gosto da "manita". (...)»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «Jornada com vitórias dos grandes, mais sofrida a do Sporting, dentro da normalidade a do FC Porto e com nota artística, a do Benfica. Ou seja, como os grandes ganharam não houve nem contestação nem polémica e ninguém falou de Bruno Paixão, João Capela ou Hugo Miguel, muito menos se ouviram os tambores da campanha histérica contra Vítor Pereira. E será bom, desde já, que as vozes mudas, sub-reptícias e anónimas que fazem campanha pela fragilização do presidente da Comissão de Arbitragem sejam desmascaradas. Haverá eleições daqui a um ano para os vários órgãos da FPF e as movimentações já se fazem sentir, umas mais recomendáveis que outras, mas todas com o mesmo sentido: prioridade é abater Vítor Pereira; e, de caminho, se for possível derrubar Fernando Gomes (e será que alguém se preocupa com o facto de estarmos perante alguém que está a realizar um percurso de excelência, dentro e fora de portas?), melhor ainda. (...) »

Santos Neves - jornalista de A Bola; «(...) Difícil perceber exatamente se o nível competitivo do Rio Ave foi muito superior ao do Arouca (face ao do Belenenses, gritante distância...), ou se, Benfica, com espetacular regresso a nota artística plena de eficácia, e FC Porto, vincando estupenda estreia do recém-chegado Corona e luxuosa quantidade de qualidade, sobretudo no lote de médios, saíram da pausa no campeonato uns degraus acima do Sporting no ritmo de jogo. Dúvida a tirar de imediato, nos respetivos confrontos para Liga dos Campeões e Liga Europa. Sendo do FC Porto, em Kiev, o bem evidente mais elevado grau de dificuldade. Muito importante no arranque da Champions: FC Porto e Benfica vão estar em teste - também, e não pouco, psicológico...- rumo ao primeiro momento M deste campeonato... No Dragão, já no próximo domingo, vibrante despique direto entre ambos!... (...)»

Dia 15

Joaquim Evangelista - Presidente do SJPF no Record; «(...) Este episódio aconteceu no Chipre, mas repete-se todos os dias, na Roménia, na Grécia, na Rússia ou em Portugal. Desculpem a expressão mas é preciso denunciar estes abutres. É disso que estamos a falar, de bandidos e grupos organizados que não respeitam direitos fundamentais. Os jogadores têm de ser mais ativos e esclarecidos. Devem saber quem são as pessoas que os abordam, se são idóneas e conhecidas no meio, se o clube tem ou teve problemas e receber previamente as condições contratuais por escrito. Quem vai para o estrangeiro deve assegurar condições financeiras para a sua estadia. No momento de assinar deve exigir que o contrato seja feito numa língua que entenda e deve SEMPRE ficar com uma cópia do mesmo e dos documentos que assina. Não deve NUNCA entregar a alguém os seus documentos de identificação pessoal, CC ou passaporte. Podemos continuar a assistir "de cadeira" a estas histórias de desespero ou podemos agir. O desporto é de todos e para todos. É nosso dever protegê-lo. »

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «(...) 2. Rolando, finalmente, libertou-se do jugo do FC Porto, mas não foi para o Inter, como tanto queria, seduzido por promessas que lhe foram feitas enquanto lá esteve por empréstimo, desde que se libertasse a custo zero. Acabou no Marselha, resgatado por dois insignificantes milhões de euros. Acontece que, mesmo assim, apesar do baixo valor nenhum clube transalpino se chegou à frente. »

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) Já os apertos tiveram outro efeito. Ao contrário dos jogos anteriores, desta feita viu-se uma ideia de jogo clara, com muita circulação de bola, uma equipa mais de posse do que no passado e um jogo interior muito dinâmico. Acima de tudo, o Benfica revelou uma agressividade defensiva que não se havia visto até agora. Mesmo a vencer desde os primeiros minutos, a equipa cometeu 23 faltas, das quais 16 na primeira parte, enquanto o Belenenses, derrotado copiosamente, cometeu apenas 18. Uma equipa cujo jogo assenta em trocas de bola constantes tem de ser também agressiva na recuperação. Só isso permite que os solistas exibam toda a sua genialidade: o que, aliás, explica as exibições superlativas de Gaitán e Jonas.»

Dia 16

André Pipa - Jornalista, em A Bola; «(...) O Benfica é outra incógnita, mas o cenário parece mais promissor depois dos grandes golpes que foram a manutenção de Gaitán e a renovação de Jonas, dois craques capazes de desequilibrarem o campeonato para a Luz. Também aqui, a meu ver, o ponto de interrogação maior reside no banco. Rui Vitória continua a adaptar-se à nova realidade e a tentar ajustar o discurso que é genuinamente seu - emotivo, afetivo, com constantes referências às dificuldades que enfrentou e superou ao serviço de equipas pequenas... - às exigências do discurso oficial do Benfica. Que é um discurso de grande, ultimamente de uma assertividade a roçar a rispidez (veja-se como o Benfica tem feito tudo para não perder mais nenhum braço-de-ferro com Jorge Jesus...). O jogo do Dragão não decide coisa alguma porque chega muito cedo, embora haja quem lembre que o clássico da época passada, disputado a 14 dezembro (0-2, bis de Lima), acabou por ser decisivo na atribuição do título... e foi!; vejo-o mais como um teste de stress a Julen Lopetegui, mais pressionado porque joga em casa; e a Rui Vitória, cujo processo de afirmação poderia sofrer algum abalo com segunda derrota em clássicos após perda da Supertaça para o Sporting, no primeiro grande choque da época. (...)»

António Magalhães - Director do Record; «(...) O Benfica cumpriu o essencial e arrancou com uma vitória. Os adeptos gostariam de ter visto replicado o 6-0 obtido ao Belenenses, mas apesar das limitações do Astana, a equipa de Vitória ficou aquém daquilo que se esperava. O fundamental, porém, era começar com uma vitória e sair sem queixas deste duelo. Isto é, os encarnados vão chegar ao clássico motivados por dois triunfos importantes, com a equipa inteira e mais fresca que a do rival. (...)»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) É uma sorte para o Benfica ter Gaitán. Ontem foi, mesmo, um género de sorte grande que valeu milhão e meio de euros ao clube, porque foi o argentino quem levou a equipa às costas até àquele golo perfeito que abriu as portas que pareciam trancadas. E especialmente num dia como o de ontem, devemos todos a Gaitán que o jogo não seja um tédio ou, apenas, um bocejo. »

Dia 17

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) Também o meu clube tem vindo a reforçar a sua função de inspiração solidária e formativa. A Fundação Benfica tem concretizado acções muito bem-vindas nesta área, visando «projectos de carácter social, educacional, ambiental e saúde, em particular de crianças e jovens em situação de risco, e promovendo o desporto inclusivo». Bem sei que, em vésperas do jogo entre os dois clubes, no domingo, o que atrás referi será submerso pela emoção e discussão acesa de uma partida de futebol, num ambiente quase sempre tórrido. Mas, como português e interessado na ética desportiva, apraz-me registar o papel dos clubes para além dos resultados de cada semana.»

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado, no Record; « Está marcada para o próximo dia 30 de setembro uma assembleia geral da SAD, em que um dos pontos de agenda é o de deliberar a propositura de ações de responsabilidade contra os administradores que exerceram os seus mandatos entre outubro de 2005 e março de 2013, por danos causados à sociedade no decurso das suas funções. Ou seja, abarcando as presidências de Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt e Luis Godinho Lopes. Devo dizer que, sendo a Sporting SAD uma sociedade comercial, cujas ações estão admitidas à cotação em bolsa, quaisquer ilícitos imputáveis a qualquer gestão, que tenham causado prejuízo, devem ser objeto de responsabilização pessoal, nos tribunais, se necessário, sem olhar a nomes. (...)»

Nuno Santos - Jornalista, no Record; «Se o plano tivesse sido cumprido e Jorge Jesus estivesse hoje longe de Portugal, fosse no Qatar, na Rússia ou, como ele sonhava, num grande europeu, tudo seria mais fácil para Luís Filipe Vieira. O presidente do Benfica fez uma opção estratégica e será julgado por essa escolha a seu tempo - e esse tempo não é hoje, mesmo que o líder de uma instituição como o Benfica seja, e Vieira sabe bem que assim é, alvo de escrutínio permanente. A questão que se pode colocar neste momento é: ficar com Jesus seria melhor do que prescindir dele? Manter o modelo seria melhor que escolher outro, designadamente este, com maior transversalidade entre todo o futebol do clube, menos investimento e melhor rentabilização dos ativos produzidos na formação? (...)»

Dia 18

António Magalhães - Director do Record; «(...) O problema maior é Carrillo. Jesus assumiu tratar-se de uma opção técnica, apesar de não ter conseguido disfarçar essa falácia nas entrevistas rápidas mal terminou o jogo. O treinador está alinhado com Bruno de Carvalho, mas, como é óbvio, o afastamento do peruano não resulta de uma decisão estritamente técnica. O problema de Carrillo só se resolverá com a renovação. Se isso não acontecer, das duas uma: ou é definitivamente encostado ou vai ter vida difícil junto dos adeptos, como já se percebeu pelas faixas ontem exibidas. A prazo, as consequências de um fracasso negocial não deixarão de ser imputadas a Bruno de Carvalho.»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Faz bem o Sporting ao trilhar desde já este caminho de pedras? Ou seria mais prudente adiar uma decisão tão radical para janeiro, mantendo, até lá, a pressão para que o jogador renovasse? É verdade que se trata, em primeiro lugar, de uma questão de política do clube; mas não é menos verdade que existe uma consequência desportiva que nunca será despicienda, neste afastamento de Carrillo.
A Jorge Jesus não agradará, por certo, perder o elemento mais valioso do plantel (e em 2014/15, Jesus conseguiu que o Benfica mantivesse Maxi Pereira a jogar até ao fim da época, com benefício óbvio da equipa...), mas vê-se confrontado com a legitimidade que assiste à SAD nesta decisão.
O Sporting, à imagem do que fez há pouco mais de um ano com Slimani e Rojo, optou pela linha dura. Com o argelino acabou por correr bem, com o argentino saber-se-á assim que o veredicto do TAS sobre a Doyen for conhecido. E com Carrillo, como será?
»

Luís Fialho - Cronista de 'O Benfica'; «(...) Quem duvidava que Rui Vitória poderia devolver ao Futebol "encarnado" o encanto de outras temporadas terá ficado esclarecido. Uma exibição como esta só está ao alcance de equipas que sabem muito bem o que estão a fazer, que sabem muito bem o que querem, e como o alcançar. Ficou pois uma promessa. Esperamos vê-la concretizada nas próximas semanas - começando já por este domingo, na deslocação ao Porto. Entretanto, já depois de ter escrito estas linhas, jogou-se para a Liga dos Campeões. Acredito que o resultado tenha sido normal. Assim como acredito que o Benfica ultrapasse a fase de grupos, algo que, desde 2006, só por uma vez conseguiu. O grupo não é proibitivo. Cabe à nossa equipa não facilitar, sobretudo nos jogos em que é favorita.»

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