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Newsletter N.º 215

A Selecção da era Fernando Santos estreou-se em Paris, contra a França com uma derrota, em jogo particular que deu para aferir aquilo que nos pode esperar no futuro. Na Dinamarca aguardava-se uma vitória para relançar a carreira da Selecção. Ela chegou mas no último minuto dos descontos, talvez para compensar as derrotas que temos sofrido em igual período.

Já os Sub-21 concluiram de forma brilhante o seu apuramento para o Europeu com mais uma vitória, a 10ª consecutiva. Excelente.

Mais um fim de semana sem campeonato. Desta vez teremos a Taça de Portugal com um clássico FC Porto-Sporting no Dragão e um Covilhã-Benfica. Haverá surpresas?


Dia 11

António Magalhães - Director do Record; «(...) Longa porque foi fruto de uma conversa profícua e enriquecedora que mereceu ser reproduzida em nove páginas nesta edição. Nove? Que exagero! Sim, também pensámos que poderiam ser páginas a mais para a entrevista, mas a verdade é que ao lê-la concluímos que não.
Há poucas oportunidades para poder fazer perguntas ao treinador do Benfica sem estar condicionado pelo contexto do "antes" e pela pressão do "pós" dos jogos que se traduzem por momentos característicos, ficando-se pela espuma dos factos ou pelas reações a quente.
Raras são, pois, as ocasiões em que é possível aprofundar temas e abordá-los olhos nos olhos com qualquer dos treinadores que orientam os grandes. Tendo Jesus pela frente, há a expectativa de que o conhecimento do técnico e a genuinidade do homem podem resultar numa boa recompensa. Jesus não nos dececionou nem, acredito convictamente, terá desapontado o leitor ao longo das nove páginas de entrevista, incluindo a que é dedicada a um lado mais pessoal e que é também de leitura obrigatória. (...)
»

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Fernando Santos sabe que verdadeiramente a sério será na próxima terça-feira, na Dinamarca, mas o adepto/emigrante não partilha do mesmo entendimento. Para ele, o resultado de um jogo de futebol em que intervenha a sua Seleção assume significado especial, que extravasa a dimensão do próprio jogo e que só quem se sentiu obrigado a sair do País para poder viver com o mínimo de dignidade consegue interpretar. Atribuir o rótulo de particular ao França-Portugal desta noite é francamente insuficiente. Porque representa muito mais do que isso: é importante ganhar e acabar com fantasmas! Eis o primeiro grande desafio que se coloca a Fernando Santos. »

Rui Santos - Jornalista no Record; «(...) Não posso renegar tudo aquilo que tenho defendido nos últimos anos, em nome da salvaguarda da verdade desportiva. Tenho dito e repisado que o futebol português necessita de se livrar dos seus tiques feudalistas e, agora, virais que transformaram a oligarquia da bola indígena numa espécie de feudalismo tecnológico, a partir da qual as visões oficiais dos clubes são transformadas (e a circular muito rapidamente) em doses gigantescas de propaganda, alimentadas por "tribos cibernéticas" que ajudam a impedir o mais pequeno exercício de racionalização em redor de qualquer aspecto que diga respeito ao futebol.
Não posso ainda renegar que algumas ideias e propostas por BdC são boas e necessárias. Ideias e propostas que, em Portugal, ninguém quer discutir. Por isso, compreendo que, em vez de se juntar aos comensais da Bairrada, prontos a devorar o leitão acompanhado de hipocrisias várias - os chamados miúdos do leitão -, tenha ido a Londres tomar um chá. Um chá que se recomenda e que está a fazer falta ao futebol em Portugal.
»

Dia 12

Fernando Seara - Adepto Benfiquista em A Bola; «(...) Agora, neste outubro chuvoso, o futebol português encontra-se em verdadeiro estado de necessidade. Em junho houve casos de força maior que determinaram um calvário jurídico que culminou, na realidade, e em razão de uma dita alteração fundamental de circunstâncias, com o não cumprimento - diria não acatamento - de um acórdão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol. Mas este tempo português é um tempo de mudanças rápidas. Bem sabemos com Richard Hooker que «as mudanças nunca ocorrem sem inconvenientes, até mesmo do pior para o melhor». Mas importa, sempre, ter alento! »

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «(...) 3. Não é fácil, para ninguém, conseguir sair desta floresta cerrada, por vezes assumindo características labirínticas. De todo o modo, temos como certo que no desporto, como na vida, há duas formas de alcançar resultados. Uma, em conformidade com as regras que regem determinada vertente dessa vida; outra, pelo expediente, em breve, pelo não Direito, eufemisticamente referido por pragmatismo. Neste caso, e neste preciso momento, respeitar as regras é, cumprir as decisões do Conselho de Justiça. »

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra no Record ; «(...) . Isto é: se as decisões do CJ fazem retroceder o processo eleitoral ao momento em que o presidente da Mesa da Assembleia Geral (AG) aprecia a existência dos requisitos legais e regulamentares de admissão das listas apresentadas no prazo conferido para o efeito, então o presidente da Mesa da AG tem que apreciar novamente esses requisitos à luz da interpretação feita pelo CJ (sobre incompatibilidades e necessidade de apresentação de listas a todos os órgãos) e de acordo com o número mínimo de clubes subscritores; se a subscrição de listas pelos clubes é declaração revogável (pelo menos) até ao momento desse juízo de admissibilidade por parte do presidente da Mesa da AG, então este - por falta de subscrição mínima - não aceitará qualquer dos três conjuntos de listas apresentadas; assim, deverá considerar-se extinto sem mais o anterior procedimento conducente à eleição dos órgãos e convocar tão-só nova assembleia geral eleitoral da Liga. (...)»

Dia 13

Hermínio Loureiro - V.P. da F.P.F. em A Bola; «(...) Acredito num bom resultado amanhã, pois a nossa qualidade vai voltar a fazer toda a diferença. É verdade que não vencemos a França, mas existem muitos bons sinais resultantes de algumas alterações produzidas durante o jogo. Uma nota positiva para o apoio dos emigrantes. É emocionante ver o apoio e carinho que a nossa equipa tem. François Hollande esteve na bancada e deve ter ficado impressionado com o apoio a Portugal. Amanhã vai ser um dia marcante com uma dupla vitória de Portugal. Eu acredito...»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «Fernando Santos acaba de herdar o velho "problema" da ausência de pontas-de-lança no futebol português. Os dois últimos exemplares dignos desse nome estão momentaneamente indisponíveis (Hélder Postiga e Hugo Almeida) e, por isso, sobrava Éder para os Jogos com a França e a Dinamarca. Não havia mais por onde escolher, é um facto, mas a questão passa é por saber se, nos dias que correm, estaremos perante um problema ou uma boa oportunidade. (...)»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «Em Paris esteve nova, e muito diferente, Seleção de Portugal. Estreando líder técnico. E sem 11 (!) dos habituais convocados: para além de Coentrão (lesionado) e André Almeida (opção), Eduardo, João Pereira, Ricardo Costa, Neto, Veloso, Meireles, Postiga, Hugo Almeida e Varela (todos por não estarem a jogar!...). Substituídos por inesperados regressos (Ricardo Carvalho, Tiago e Danny), pelas estreias de Cédric, João Mário, Fontes e Pinto, pelas chamadas de Eliseu e Adrien e pela confirmação dos jovens Gomes e William por Paulo Bento lançados como titulares no dia da derrota com a Albânia que espoletou esta "revolução". (...)»

Dia 14

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) O mundo admira-nos, e no entanto, teimamos em continuar pequenos no pensamento. Ninguém arrisca. Óscar brilha no Chelsea e interroga-se sobre o paradeiro de Nélson Oliveira. Danilo Pereira faz pela vida no Marítimo, foi titular no Mundial da Colômbia e em todas as etapas da formação, foi titular. William Carvalho, nem convocado pelo treinador agora promovido a principal adjunto de Fernando Santos, foi o seu 'eterno' suplente. Mais os que têm de emigrar para se valorizarem, prova de que a culpa por tantas desatenções se deve aos caprichos dos treinadores e não à cobiça dos empresários. Pelo contrário, é à capacidade negocial destes que se deve a projeção internacional de muitos dos nossos futebolistas. »

Norberto Santos - Redator Principal do Record ; «(...) Desde há alguns anos que o FC Porto suspendeu a secção de atletismo, e este seria certamente um bom motivo para o clube retomar aos poucos a atividade. Certamente que os sócios do FC Porto gostariam de conhecer o interior do estádio e de viverem um ambiente de festa, bem diferente da intensidade com que se vibra no Dragão Caixa com o andebol ou o hóquei em patins. E nem se deve falar na cópia de um modelo seguido pelo Benfica ou Sporting. Que se saiba, o FC Porto foi criado em 1893 e com o seu ressurgimento houve provas de atletismo no Campo da Rainha, a partir de 1906.»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) Ora se, em lugar de dar condições para que possam prosseguir estratégias autónomas, nas quais combinam investimento em jovens de outros países com aposta nos portugueses de excelência, os clubes fossem obrigados a apostar nos jovens portugueses, apenas por serem portugueses, estaríamos, de facto, a nivelar por baixo. Sejamos realistas: não há jogadores nacionais de excelência em número suficiente para permitir aos grandes clubes manterem-se competitivos. E, pior, com onzes maioritariamente formados por portugueses, os melhores não se habituariam a jogar, desde novos, com os melhores. Em última análise, o André Gomes e o Rúben Neves, para dar apenas dois exemplos, seriam objetivamente prejudicados. »

Dia 15

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «(...) Fernando Santos tem razões para sorrir. Hoje já ninguém se lembra que Ricardo Carvalho virou as costas à Seleção pela notável exibição. Tiago foi bem recuperado e teve 65 minutos de qualidade. E o Mustang, um dos preteridos de Bento, centrou como poucos sabem. Foi a única coisa que fez, mas fê-la bem. Obrigado por isso. Danny foi o menos feliz, como tantas outras vezes na Seleção. Não por não querer ou falta de qualidade. Mas não é Ronaldo ou sequer Nani, por muito que o deseje.
Os sub-21 foram uma delícia. Segui o jogo na redação com o Nuno Farinha e já não acreditávamos no que víamos. Golos para todos os gostos, pormenores deliciosos de miúdos como Bernardo Silva, Mané ou Iuri, enfim, até aquela maldade do craque do Monaco ao holandês do Benfica, como que dizendo: Olá, John, eu estou aqui mas devia estar lá. É certo e sabido que um dia vamos perder Cristiano e que a nossa equipa não será a mesma. Mas há esperança. Isso há já ninguém duvida.
»

Jorge Barbosa - Editor-Chefe do Record; «(...) Sobre este ataque despropositado de Bruno de Carvalho, o FC Porto tem-se remetido ao silêncio, evitando assim inflamar o conflito verbal, o que só lhe tem ficado bem. Pode-se inferir daqui que o FC Porto está a apresentar sinais de fraqueza? Ou ao invés será uma prova de confiança, remetendo o clássico para onde ele deve ser decidido ou seja, para o terreno de jogo? A segunda hipótese é a que tem absoluta consistência, se atendermos à linha seguida nos últimos anos. Num clássico, com prognóstico reservado e com rotações à vista devido às seleções e Liga dos Campeões, ganhará quem se apresentar mais focado no essencial e não se perder nos labirintos do folclore. Bruno de Carvalho ainda vai a tempo de moderar o seu discurso e concentrar a equipa no que é importante, até porque Marco Silva já repôs o Sporting no caminho da confiança. E nesse pormenor, o que poderá fazer toda a diferença, não fica nada atrás de Lopetegui. »

José Manuel Freitas - Jornalista de A Bola; « O futebol português viveu uma terça-feira que fez rasgar o sorriso aos mais céticos com o mais do que justificado e merecido apuramento da Seleção sub-21 para a fase final do Campeonato da Europa, a ter lugar em 2015 na Rep. Checa, e o feliz triunfo da equipa agora orientada por Fernando Santos graças a um dos mais fantásticos pulos da brutal carreira desse fenómeno da arte de jogar futebol que dá pelo nome de Cristiano Ronaldo - aliás se a Seleção não tivesse CR7 jamais teria ganho o jogo, já que, peço desculpa, bem vistas as coisas Portugal jogou mais ou menos ao nível do que conseguiu no desaire com os albaneses. E sem perder o fio à meada, com este triunfo imerecido, em que a equipa joga (ou quer jogar por decisão do responsável) num 4x4x2 losango e consegue a vitória por força do antigo 4x3x3, Portugal perfila-se, agora sim, graças aos três pontos somados, como forte candidato a entrar diretamente na fase final do Euro-2016, coisa que seria muito complicada de concretizar se Ronaldo não tivesse feito mais uma das suas. O que se espera, por força da sua inquestionável qualidade, é que o nível futebolístico aumente. Caso contrário cada jogo será uma tragédia grega... (...)»

Dia 16

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «(...) Não deixa de ser curioso que Paulo Bento tenha sido acusado de usar o 4x4x2 losango até à exaustão no Sporting e que agora tenha sido substituído por alguém conhecido por ser adepto do 4x3x3 que há muito vigorava na Seleção e que a primeira coisa que fez foi assumir o polígono quadrilátero. E também interessante constatar que Rui Jorge venceu o playoff e parte da qualificação dos sub-21 recorrendo ao losango, numa tendência que foi seguida, de forma mais ou menos regular, por seleções da dimensão da França, Inglaterra e até da Espanha (frente ao Luxemburgo). No caso de Portugal, o losango parece ter sido uma solução encontrada para deixar Ronaldo mais cómodo e, ao mesmo tempo, para exponenciar as suas imensas virtudes, o que é absolutamente legítimo quando se tem à disposição um extraterrestre. Mas não poderia isso ser igualmente garantido usando o 4x4x2 clássico ou (jogando com um falso nove) o 4x2x3x1 ou até o 4x3x3? Fernando Santos tem um mês para pensar nisso. »

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado, no Record; «(...) Esta presença permanente de Ronaldo na comunicação social é por ele e seus conselheiros, sabiamente alimentada, por forma a que a sua visibilidade nunca esmoreça; o fito é simples, ganhar dinheiro com ela. Não discuto os meios nem os fins. Limito-me a constatar factos e só espero que Ronaldo consiga ser remunerado em conformidade. Esta orquestração já vem de longe e, claro, tem dedo de mestre; não esqueço um certo verão em que um jovem Ronaldo foi sair umas noites em Los Angeles com a Paris Hilton - porventura a maior mercenária de aparições públicas - com aparatosa cobertura mediática (como é que eles souberam?), para que não fosse esquecido no defeso.
Ronaldo vende-se e faz vender e esta dependência simbiótica é tão inseparável como o caracol e a sua casca. Tem um contra: não pode reclamar para si a reserva de intimidade da vida privada, porque há muito que a alienou a troco de dinheiro. E claro, não dá para ter birras ou estados de alma contra os jornais; simplesmente porque carece de autoridade moral.
»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) É por essa razão essencial que Fernando Santos tem procurado uma solução em losango. Para aproveitar os melhores jogadores. Porém, não estou certo de que com isso venha alguma vez a conseguir a melhor equipa. O problema mais notório é o do desequilíbrio nas alas. Desequilíbrio que se mostra mais preocupante quando a seleção tem de defender, mas também desequilíbrio no ataque, que deixou de existir, por exemplo, na parte final do jogo com a Dinamarca, quando Fernando Santos, na honesta tentativa de ganhar o jogo, passou a utilizar um ponta de lança (Éder) e um extremo (Quaresma).
Estou convencido de que Fernando Santos irá continuar a investir na ideia de usar na frente Cristiano, Danny e Nani e de ter William, Tiago e Moutinho no meio-campo. Não estou convencido de que a sua ideia triunfará.
»

Dia 17

Afonso de Melo - Colunista de 'O Benfica'; «(...) Contra a «justiça a Oeste de Pecos», não me restou alternativa senão saltar fronteiras e recorrer aos Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Porque aí a influência destes régulos de pacotilha que intimidam juizes e desembargadores não se faz sentir. Os anos passaram. O TEDH decidiu de forma inequívoca: «Os factos não constituem crime». E absolveu o arguido, quer do crime a que foi condenado, quer do pedido de indemnização civil levado a cabo pelo queixoso. Com base nesta decisão, coube recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, agora lavrada: «A única decisão que pode ser proferida, em consonância com o acórdão do TEDH, é aquela que, perante a factualidade dada como provada, considera não haver crime, uma vez que o TEDH considerou que tal factualidade não justificava a sua integração no tipo de crime em causa (difamação), motivo pelo que a considerou ilícita e condenou o Estado Português por violação do art. 10°, n° 1, da Convenção Europeia».
E assim, o que não se podia escrever, agora pode. Por muito que custe ao presidente do FC Porto - para mim sempre o campeão nacional dos arguidos do Futebol português até que outro lhe retire o título - ao afervorado juiz do Tribunal de Gaia e aos deferentes desembargadores do Tribunal da Relação do Porto.
Porque o Mundo, como dizia o Torga, não se resume às bordas de um prato de sopa, e a liberdade de expressão se levanta mesmo a «Oeste de Pecos».
»

António Oliveira - Ex-Seleccionador Nacional, no Record; «1. Igual a si próprio, Jorge Jesus deu uma interessante entrevista a 'Record', onde pudemos testemunhar mais uma vez a enorme paixão que o técnico tem pelo futebol. Percebemos que Talisca é o seu próximo diamante por lapidar, que ainda não é certo quem será o seu guarda-redes titular, e que o Benfica está a alterar a forma de jogar para lá do 4x4x2. O futebol não é uma ciência exata e há que encontrar novos caminhos para vencer.
Jesus diz que é um técnico formador e não olha a nacionalidades. Totalmente de acordo. São vários os jogadores que o treinador já ajudou a lançar para a ribalta. É certo que tem tido alguma relutância em apostar em jovens da formação encarnada, por entender que ainda não estão preparados, e aí poderá ter cometido algumas injustiças (Bernardo Silva). (...)
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «O futebol não pode alhear-se da realidade que o rodeia. Por exemplo, em Inglaterra está aberto o debate sobre o preço dos ingressos para os estádios, que têm subido acima da inflação e estão a mudar o tipo de espectador, tornando um desporto eminentemente popular numa coisa diferente, para as classes A e B. Enquanto os ingleses procuram resposta para este desvio preocupante, a UEFA dormiu na forma e, depois de ter impedido que Inglaterra e Gibraltar ficassem no mesmo grupo de qualificação para o Euro-2016 (gostava de saber se, além da azia de alguns nostálgicos do império, havia outra perigosidade associada...), não tomou cuidado com o emparelhamento de Sérvia e Albânia e o caldo acabou por entornar-se. O que vão fazer agora as cabecinhas pensadoras de Nyon? Vão correr atrás do prejuízo, mas por mais que penalizem sérvios e albaneses (e inevitavelmente terão de fazê-lo), nunca vão chegar a uma boa solução. Não são portugueses. Se o fossem saberiam que mais vale prevenir que remediar... (...)»

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