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Newsletter N.º 241

Nova jornada do campeonato com vitória (com goleada e 'nota artística' na Luz) e em Vila do Conde com a tranquilidade esperada. No Bonfim o Sporting conseguiu vencer pela margem mínima depois de 4 anos de insucessos.

Nas modalidades havia grande expectativa sobre o 2.º jogo da final da 'Challenge Cup' em Voleibol. Estamos em crer que a ansiedade terá limitado a equipa que numa reacção interessante depois de ter perdido os dois primeiros 'sets' e a Taça, conseguiu inverter o rumo dos acontecimentos e vencer o jogo. Destaque para os adeptos que se mantiveram firmes até ao fim e aplaudiram a equipa. Fica a excelente prestação. Também na Europa o Andebol perdeu na Roménia por 2 golos de diferença ficando com hipóteses de recuperação no Pavilhão da Luz e atingir assim a final.

Liga dos Campeões: O representante português FC Porto a defrontar pela primeira vez esta época na Liga dos Campeões uma equipa de gabarito e aparte as incidência do jogo, provou que o futebol é sempre imprevisível. E ainda bem que assim é.

Novo fim de semana excitante: no futebol, nas modalidades não esquecendo a já tradicional 'Corrida Benfica'.


Dia 11

Paulo Teixeira Pinto - Adepto portista em A Bola; «(...) 2. O FC Porto tem uma equipa nova, povoada por novos jogadores, também eles novos. Daí que este seja tido como um ano de transição. O início de um novo ciclo. Ainda que nesta época nada venha a conquistar, precisamente porque estará predisposto a aceitar pagar o preço inerente ao recomeçar de novo. Mas se o que ora ficou dito pode ser aceite uma vez, já parece de todo inverosímil que se possa repetir no futuro próximo. Menos ainda já na próxima época. E, porém, vislumbro como muito possível, porventura até como provável, que isso possa mesmo vir a suceder. Explico-me. Do onze mais utilizado pelos dragões - embora sem o nível de rotatividade inicial, talvez ainda não se possa falar verdadeiramente de uma equipa titular - deverão sair Danilo, Casemiro, Óliver, Jackson, Brahimi e Tello. Mais de metade da equipa! E mesmo que não saiam os seis mas apenas três ou quatro, será sempre outra equipa... outra vez! »

Rui Santos - Jornalista no Record; «(...) Com efeito, esta contabilidade de troféus que, na soma das provas nacionais e internacionais, coloca o FC Porto com uma ínfima vantagem (de 1 troféu a mais) sobre o Benfica, resulta em grande parte do número de Supertaças conquistadas pelo FC Porto (20), em comparação com o Benfica (5) e Sporting (7). Não é justo. A hegemonia do Benfica é maior do que parece: obteve 33 títulos de campeão nacional contra 27 do FC Porto e 18 do Sporting e alcançou 25 Taças de Portugal contra 16 do FC Porto e 15 do Sporting.
Repete-se: o FC Porto é o clube que, competitivamente, melhor tem representado o futebol português no plano internacional, mas nas provas mais importantes do calendário futebolístico doméstico (Campeonato Nacional/Campeonato de Portugal, Taça de Portugal e Taça da Liga) a supremacia do Benfica é manifesta. Considerando estas competições, sem dúvida as de maior peso, a vantagem do Benfica para o FC Porto é de 66-47 e para o Sporting de 66-37. Creio que faltava esta clarificação, porque o Benfica é mais hegemónico do que parece.
»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) E foi assim que o país viu nascer, sem pasmo e sem qualquer indício de indignação, a ideia central de um novo conceito: «se queres praticar desporto, paga-o». Entre algumas iniciativas generosas e ingénuas criadas por criaturas de bom coração, que, apesar de tudo, ainda despontam como cogumelos selvagens pelo país, apesar de algum esforço de algumas autarquias, a verdade é que o direito à prática desportiva, em Portugal, acomodou-se, nos últimos anos, ao dever de pagarmos essa prática desportiva. Para cúmulo, o atual governo decidiu desvalorizar, ainda mais, a prática desportiva curricular nas escolas do país. Tratou-se, obviamente, de uma decisão política vesga, que deixou de fora critérios essenciais à saúde dos cidadãos. Critérios que não podem ter passado por, áreas como as do Ministério da Saúde ou da Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude. Critérios meramente economicistas e que procuram, apenas, diminuir o número de professores e, assim, poupar uns euros para mais tarde os gastar às toneladas, numa juventude obesa, indisciplinada e isolacionista.
O poder político é, em regra, inculto, para não dizer ignorante, do ponto de vista desportivo, e não foge ao terrível preconceito cartesiano de que é o espírito que se deve privilegiar, se necessário, em detrimento do corpo. Estão há anos e anos enganados e o pior é que não querem aprender.
»

Dia 12

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «Um tratado de futebol. Foi o que o Benfica ofereceu ontem aos adeptos. A Académica de Viterbo ainda não tinha perdido mas viu-se engolida por uma avalancha ofensiva e a chapa 5 acabou por ser simpática. E não foi por acaso. A equipa de Jesus voltou a ser um rolo compressor. Só em casa, é um facto. Mas na Luz a máquina funciona como poucas. Linhas subidas, futebol de olhos postos na baliza, Jonas a fazer miséria e Gaitán a espalhar magia. Uma delícia para quem gosta de bola.
Pena que não consiga repetir o feito fora. É isso que ainda leva à desconfiança de alguns adeptos. Paços de Ferreira e Vila do Conde foram saídas amargas. Belém é perto de casa e ninguém acredita em nova escorregadela. Até porque o Restelo se arrisca a ser travestido de catedral.
Jesus é um grande treinador. Jonas um trunfo que merece que se cantem loas a quem o descobriu. Mas que saudades vai deixar Nico no futebol do Benfica! De todos os talentos que os milhões gastos por Vieira no reforço da equipa e JJ tem tido o privilégio de treinar, ele será um dos maiores. Repentismo, velocidade, inteligência. Mais constante e sempre pronto para dar o máximo, há muito não moraria aqui. Ainda bem que assim é. É um prazer ter acesso a tão brilhante artista tão perto de casa. (...)
»

Fernando Seara - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) 5. Hoje o voleibol português e em particular, o voleibol do Benfica, vão viver uma 'tarde única'. Um colega e bom amigo meu do Liceu Nacional de Viseu - hoje Escola Alves Martins - Vaz de Castro, foi árbitro internacional de voleibol. Apitou a Liga Mundial da modalidade e a final four da Liga dos Campeões masculina. Mostrou a sua qualidade e a sua competência em grandes competições, quer no voleibol de pavilhão quer no voleibol de praia. E merece, aqui, uma referência por um envolvimento na arbitragem internacional, que poucos (re)conhecem em Portugal. Um dia li uma frase bem sugestiva acerca desta modalidade: «O voleibol tem piada e onde ninguém se magoa». O que percebi não é verdade absoluta. Mas também aprendi que é um jogo sem tempo definido. Pode ser uma hora ou três. Ou até mais. O jogo de hoje será bem exigente. Num Pavilhão esgotado o Benfica vai disputar a segunda mão da final da 'Challenge Cup' face aos sérvios do Vojvodina Novi SAD. Todos acreditam que a recuperação é possível e que esta equipa pode alcançar o topo, e o ouro, europeu. Toda a estrutura do voleibol do Benfica merece estímulo, apoio e aplauso. Aplauso contínuo ao longo do jogo, dos sets. Aplauso no final. E se o final for a conquista da Taça uma euforia contagiante. E merecida! (...)»

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra no Record; «(...) Lidas as notícias, o caso faz lembrar "in illo tempore" as denúncias do Dragões Sandinenses contra o Gondomar, na luta pela subida na extinta 2.ª Divisão B, que deu origem ao Apito Dourado e às suas ramificações pelas provas profissionais. Com a diferença de, a haver investigação criminal (se é que não está a haver), ela já não ir a tempo de averiguar com os meios de prova mais eficazes o que estará para trás. Seja como for, este tipo de queixas cai sempre no mesmo filão de averiguação: (1) corrupção dos árbitros na vertente criminal e na vertente desportiva (com autonomia); (2) ameaça ou coação na vertente criminal ou "coação desportiva" (com autonomia e sem correspondência nos crimes próximos, como muitos continuam a não saber); (3) "tráfico de influências" na vertente criminal e "exercício e abuso de influência" na vertente desportiva (sempre com autonomia). Se agora está a começar uma eventual investigação, nunca se sabe, tal como no passado, como evoluirá e como acabará... »

Dia 13

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «(...) A pior maleita não assombra, ataca mesmo; nos momentos decisivos a equipa falha, tem falhado muito nessas situações determinantes. A tremedeira, sente-se, ainda por lá anda e faz muitos estragos. Neste campeonato, a tremedeira levou à perda de pontos que empurraram o leão para fora da luta dos dois primeiros lugares. Um campeão não falha nos momentos decisivos, porque quem não tem estofo, morre.
Ontem, em Setúbal, o golo do Vitória no início da segunda parte relançou o jogo e deixou os leões sobre brasas e à beira de um ataque de nervos. A maldita tremedeira.
»

Alexandre Pais - Ex-Director do Record; «(...) Jorge Simão tinha feito um excelente trabalho com Mitchell van der Gaag, demitiu-se quando a substituição forçada do holandês recaiu - e bem - sobre Marco Paulo, confirmou depois a sua capacidade no Atlético e no Mafra, e tendo causado boa impressão anteriormente no Restelo, nada mais recomendável do que recorrer de novo aos seus serviços. Dito isto, que é elementar e de justiça, considero errada - mesmo que procure entendê-la, a vida não está fácil - a decisão de Jorge Simão de corresponder ao convite dos azuis. E por dois motivos.
O primeiro pertence ao domínio da ética: um técnico não devia aceitar ocupar o lugar de um colega de profissão sem que ele tivesse acordado as condições da rescisão do contrato. Aparecer na ficha técnica como "treinador adjunto" pode ser uma esperteza, mas é também uma humilhação para o próprio técnico e uma vénia à lei da selva. O segundo, igualmente lamentável, tem a ver com o Mafra, que seguia, e segue, em ótima posição no Nacional de Seniores - com boas hipóteses de subida - e que, de um dia para o outro, ficou sem treinador, como se fosse lixo. Que feia coisa! E a legislação que permite este vale-tudo não tem menos culpa do que Jorge Simão.
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Se têm razões de queixa, se querem reivindicar direitos que entendem assistir-lhes, devem fazê-lo num quadro coloquial, sem apontarem uma arma ao coração da entidade que os sustenta, sem morderem a mão que os alimenta.
E é esta diferença, do tempo em que tinham dificuldade em sobreviver legitimamente no futebol para os dias de hoje em que são muito bem pagos, que os árbitros e quem os representa parecem não entender. Ao aceitarem ser profissionais, auferindo salários que oscilam entre os seis e os sete mil euros mensais, os árbitros devem assumir todas as consequências daí decorrentes, nomeadamente tudo fazerem para o sucesso da indústria que lhes paga.
Quanto ao que reivindicam - um valor que dizem ser-lhes devido por uma publicidade que não existe fisicamente nem tem suporte documental - têm o direito de suscitar a questão e de defender aquilo que entendem ser a sua verdade. Mas não podem fazê-lo sob a capa da pressão oportunista, como está a suceder. A Liga deve conversar com os árbitros. Mas não deve ceder a chantagens.
»

Dia 14

Nuno Santos - Jornalista no Record; «(...) P.S. - Eu tinha prometido a mim mesmo só escrever sobre Bruno de Carvalho em último caso e por circunstâncias graves. No entanto como o ridículo mata, li com tristeza e até alguma vergonha alheia um texto que o presidente do Sporting escreveu sobre viagens e benesses na sua página do Facebook. Não foi na página oficial e sim na página "pessoal", mas alguém tem de explicar-lhe que não é possível vestir uma farda e despir a outra. Além de que todo o texto, a cair para o engraçado sem ter graça, é sobre as suas vicissitudes como viajante. O presidente do Sporting tem de estar acima de polémicas estéreis. »

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário no Record; «(...) A agressividade com que o Glorioso encara os jogos não se aproxima do movimento repetitivo do carrossel. Pelo contrário, o objetivo é sempre alterar as convenções táticas: como sugeria Coleman, tocar a mesma nota, mas fazê-lo sempre de forma diferente. Umas vezes, com Lima a cair nas alas, outras com Gaitán a fletir para o meio, outras com Salvio na zona de finalização e, claro está, com Jonas a fazer tudo bem em todo o lado. Tal como no jazz, mesmo nas suas variações mais radicais, esta criatividade pressupõe uma organização que é tão mais complexa e eficaz, quanto mais invisível e trabalhada. Afinal, nada é tão exigente como uma boa improvisação. Resta agora superar um desafio: exibir este caos criativo em todos os palcos e não apenas na Luz. »

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) É evidente que sabemos da força e da qualidade da equipa de Munique. É óbvio que o Bayern é o grande favorito. E, no entanto, estamos a falar de futebol, um jogo jogado por onze homens contra onze homens, um jogo que ama de paixão as grandes surpresas, as grandes impossibilidades estatísticas e que odeia os ajuizados cálculos de probabilidades. Não. O FC Porto não está eliminado à partida. Tenho aliás uma curiosa expectativa de ver este FC Porto que, às vezes, parece ter um pé grande de mais para o sapato nacional, jogar frente a um adversário que é tido por ser um dos maiores da Europa e do mundo. Será tudo uma questão de personalidade (que não costuma faltar-lhe) e de confiança na sua real qualidade. »

Dia 15

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «(...) Percebo o lado icónico de um sucesso perante o Benfica. O que me custa a perceber é o lado aparentemente acomodado e quase burocrático com que, por vezes, as mesmas equipas encaram outros jogos. Basta comparar as partidas com clubes atrás citados para ver a diferença... O mesmo se passa, não raro, com os treinadores e certos dirigentes. Nos jogos com o Benfica, o mérito de uma vitória encarnada nunca é reconhecido e há sempre uma qualquer questiúncula para o tentar menorizar. Nos jogos, por exemplo, com o Porto, antes ou depois, o que se diz é com muito cuidado, respeitinho e quase um pedido de desculpas se alguma coisa corre mal para os portistas. E, por regra, sobre a arbitragem nem um sussurro... »

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «(...) Há, entretanto, uma diferença importante entre as tatuagens e os penteados: enquanto aquelas são para toda a vida, estes mudam permanentemente. E essa mudança constante transmite a ideia de uma preocupação excessiva com a imagem. David Beckham foi um dos pioneiros deste culto da aparência, que aliás irritava imenso Alex Ferguson. Curiosamente, há um clube no Mundo (por sinal, um dos maiores) onde todos os jogadores têm penteados normais: o Barcelona. Já viram as cabeças de Messi, Piqué, Iniesta, Pedrito ou Xavi? Dir-se-ia que nem vão ao cabeleireiro e cortam o cabelo em casa. E, quanto a tatuagens, também escasseiam.
As tatuagens e os penteados exóticos não são, pois, "obrigatórios" nos campos de futebol. E dependem muito da cultura de cada clube: há clubes onde os jogadores parecem mais focados no jogo, outros em que se preocupam mais com a aparência. Neste aspeto, prefiro a discrição de Messi ao exibicionismo de Ronaldo.
»

Nuno Perestrelo - Jornalista de A Bola; «(...) Num e noutro caso parece-me levantar-se uma série de questões éticas fundamentais. Em ambos, a desumanização coincide com os cenários apocalíticos de uma humanidade dominada por computadores por si criados. A verdade é que num e noutro caso tendemos a aceitá-lo se nos garantirem que desta forma se elimina o erro: que deixa de haver penalties por marcar, que deixa de haver gente a morrer por mau acompanhamento médico - veja-se como chegámos a admitir, depois da tragédia GermanWings, que os aviões podiam até ser mais seguros se totalmente pilotados de forma automática.
De trás para a frente, desmonte-se a desumanização. Milhares de acidentes de avião são evitados pela perícia dos pilotos; o olho clínico de um bom médico acerta mais que os melhores livros todos juntos e, por fim, vamos à arbitragem. Discordo que o erro seja parte integrante do jogo (é algo a erradicar, se possível), mas atenção: se for possível um computador decidir (bem) todos os lances, é provável que a Justiça dos Estados também possa ter uma máquina por juiz. Estaremos dispostos a aceitar tal coisa?
»

Dia 16

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «(...) Por cá é tema o Belenenses-Benfica. Os emprestados voltam à liça pela enésima vez. Os adeptos leoninos são os mais revoltados. O clube cumpre a lei e os craques defrontam a casa-mãe. A lista de casos é infindável, todos percebemos que dragões e águias têm acordos para contornar a lei, mas os regulamentos são omissos e a Liga não é propriamente um órgão independente. Em Portugal quem cumpre faz papel de totó. Também há quem não pague Segurança Social e se ria de quem o faz. Talvez um dia a justiça chegue ao futebol. Até lá, temos o que merecemos. Um campeonato adulterado. »

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) Onde esteve este Porto durante toda a época? Guardado à espera de quê? Guardado à espera dos jogos da Champions. O jogo de ontem foi o ponto mais alto do ano da equipa, mas já contra o Lille e contra o Basileia o Porto jogara a um nível incrivelmente superior ao que mostra na Liga. Os picos são na Champions. Talvez porque a experiência de Lopetegui seja melhor em competições curtas e em jogos a eliminar. Talvez porque os jogadores se superam ao quererem mostrar-se. Seja pelo que for, o Porto ontem foi esmagador. Falta o jogo de lá. Mas o de cá já cá canta. E canta como uma ode. Grande Porto. »

Santos Neves - Jornalista, de A Bola; «(...) Final da Taça da Liga: outro absurdo se for verdade que a Federação não aceita data acordada entre Marítimo e Benfica, por ser véspera da final da Taça de Portugal. Concorrência de audiências? Mas em quê final disputada em Coimbra concorre com a do Jamor? Preencher fim de semana com consecutivas finais, embora por inédita e indesejada necessidade vinda de trás, até seria exuberante fecho de época.
Final da Taça da Liga dois dias antes é bem pior (tem muita razão o Marítimo): 5.ª-feira, em Coimbra, péssimo para adeptos virem da Madeira e regressarem ao trabalho; portanto, mau para ambiente de final da Taça. Pede-se à FPF: sábado é que é.
»

Dia 17

António Pragal Colaço - Colunista de 'O Benfica'; «Ouvimos falar de superpotências, a propósito da classificação de vários países, ou se quiserem, de grandes áreas de terreno vulgarmente conhecidas como países! Provoca-me espanto e mesmo um "arrepio" pela espinha, ver um país tão grande como os Estados Unidos da América, capazes do melhor e do pior a todos os níveis terem um patrotismo tão grande em termos de relação dos seus cidadãos com o Estado e do Estado com os seus cidadãos. São capazes de colocar a mão no coração e atónitos, vemos cantarem o Hino com uma grande convicção. Claro que cá, nada disto se passa - são todos uns malandros, Portugal é uma cambada de mal formados, invejosos, energúmenos e mais umas coisas acabadas em números! A decrepitude de vários anos de guerras verbais e de populismo bacoco deram nisto! Seja como for, Portugal não é uma superpotência, nem sequer uma potência! Para se ser uma mínima potência é preciso ter orgulho e acreditar-se no que se faz. Só vai longe quem acredita que é capaz! Não quem está sempre a mandar vir com os outros e a chamar-lhes nomes e a verter ódio. (...)»

Daniel Oliveira - Analista Político no Record; «(...) Nada tenho contra a Alemanha. Tenho grandes amigos alemães e fui lá sempre bem recebido. Não costumo gostar ou desgostar de pessoas pela sua nacionalidade. Mas tenho de confessar que nesta altura do campeonato qualquer derrota alemã me sabe bem. Não tenho nada contra o Futebol Clube do Porto. Tenho grandes amigos portistas e só não costumo ir ao Dragão por não ser muito habitual receberem bem. Não costumo gostar ou desgostar de pessoas pelo seu clube. Mas tenho de confessar que a história recente do FC Porto e o seu presidente me levam a nunca torcer por ele. Dividiu-se-me o coração entre os maus fígados políticos e os maus fígados desportivos. E apesar de não costumar decidir a minha preferência pela qualidade do jogo - que não se conhece à partida -, apanhei-me feliz com a vitória do FC Porto. Acho que foi a primeira vez. E que há uma coisa que não se perdoa a um arrogante: o amadorismo.»

Sérgio Abrantes Mendes - Adepto sportinguista em A Bola; «(...) O certo, porém, é que, por vezes, através de amigos, associados, redes sociais ou nos mais variados órgãos de comunicação social, acabamos por ser confrontados com um leque variado de opiniões, algumas delas "insuspeitas", todas no sentido de que, afinal, as coisas se encontram longe do patamar mínimo de normalidade que as circunstâncias exigem. Não é difícil descortinar em palavras e semblantes de alguns responsáveis leoninos, o tal sentimento a que aludi, sentimento esse que se vê agravado pelos rumores que vão perpassando pelos sempre bem informados media que, muito naturalmente, procuram a confirmação de tudo o que vai correndo pelos bastidores. Por muito esforço que faça no sentido de afastar de mim tais nuvens de mau agoiro, vejo-me imerso num mar de dúvidas e interrogações, também partilhadas por muitos outros consócios, em nada condizentes com o optimismo habitual que quase sempre me anima. Espero, muito sinceramente, que este meu estado de espírito não tenha razão de ser. Mas que estou preocupado, estou. »

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