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Newsletter N.º 267

O apuramento da Selecção Portuguesa de Futebol para o Europeu de França mereceu comentários pouco entusiasmantes de uma boa parte da população do futebol. Mesmo que tenha registado a 7.ª vitória consecutiva... Compreende-se: são muito mais interessantes os "debates" rascas que vão tendo lugar nas televisões...

Fim de semana positivo nas modalidades o que, felizmente, já começa a ser um hábito.

Em maré de Selecções, desta vez foi a de Sub-21 a impôr-se de forma categórica na Grécia provando mais uma vez que estamos na presença de uma fornada de inegável talento que, assim o esperamos, assegure o futuro da Selecção A.

Continua sem haver campeonato de futebol estando o fim de semana reservado à sempre interessante Taça de Portugal com o Benfica a deslocar-se a Barcelos para jogar com o simpático Vianense.

Azar para Nelson Semedo ao sofrer lesão ao serviço da Selecção que o obrigou a ser operado. Espera-se rápida recuperação e desde já transmitimos a maior força para enfrentar esta adversidade inesperada.


Dia 10

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «(...) O presidente do Benfica aproveitou o discurso de ontem para ataques mais ou menos claros a Jesus. Podia tê-lo evitado. O elogio de Vitória pode e deve ser feito de outra maneira. Valorizar o atual treinador não se faz desvalorizando o anterior. Até porque o Benfica provavelmente não vai vencer a Champions e JJ levou a águia à conquista de muitos títulos, que se forem diminuídos acabam por atacar a história do clube. Vieira devia arrumar Jesus de uma vez por todas. É passado.
Pedir serenidade numa altura destas é ridículo. Vieira não gritou. Já merece o elogio.
»

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) A festa da Taça já não é para todos. Distantes os anos em que qualquer espaço servia para se jogar futebol, relvado ou não, e, na míngua de lugares sentados, em cadeiras ou em árvores, a multidão se apinhava no terreno envolvente para ver os artistas da bola. A Taça era mesmo de Portugal inteiro, apesar de se demorar mais tempo a viajar de Lisboa a Chaves do que a Moscovo, como ironizou o antigo presidente do Benfica, João Santos. Hoje, no emaranhado de autoestradas, dá a ideia de um país encolhido. E o mais desolador é que a Taça encolheu com ele... »

José António Saraiva - Director do SOL no Record; «A Seleção qualificou-se para a fase final do Europeu e o país rejubilou. Mas calma: a equipa de Fernando Santos nunca deslumbrou, ganhou alguns jogos ao cair do pano, e em dez partidas (entre oficiais e particulares) venceu seis por 1-0. Parece a seleção grega...
Eu sei como é difícil hoje formar uma seleção. Não há uma base de clube como houve no passado (ou ainda existe em Espanha ou na Alemanha, com o Barcelona ou o Bayern). A Seleção é uma manta de retalhos com jogadores vindos daqui e dali, cada um rotinado no seu modelo de jogo. (...)
»

Dia 11

Fernando Seara - Adepto Benfiquista em A Bola; «(...) Lá ao fundo o mar está bravo. Bem bravo. Como o ambiente desportivo em Portugal a partir da cruzada desencadeada pelo presidente do Sporting. Sente-se que pressente más notícias. E pressente-se que, mal elas sejam conhecidas, quer sentir que todos os seus fiéis o acompanhem, num então silencioso prolongamento, na luta. Na sua luta. Estou certo que ainda não leu o livro acima citado. Que nos ajuda a perceber «como a cidade se fez Invicta»! Num tempo de guerra civil em Portugal! (...)»

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «(...) 4. Todavia, além da questão do valor, a corrupção ou tentativa de corrupção só se verifica se os outros segmentos do tipo se verificarem. Isto é, não basta a oferta mas que ocorra (e se prove) que o clube solicitou ao árbitro actuação parcial e atentatória do desenvolvimento regular de jogo e este tenha decorrido em condições anormais, o resultado tenha sido alterado ou falseado, ou ter sido falseado o boletim do jogo.»

Vítor Baía - Ex-Internacional português, no Record; «(...) As nossas vitórias são e serão sempre mais valiosas se forem alcançadas frente a grandes rivais. Os nossos méritos são e serão sempre maiores, quanto maiores forem as qualidades dos nossos rivais. E a nossa grandeza é e será sempre medida em função da forma como nos comportamos perante a vitória e perante a derrota. Perante a boa fortuna e perante a adversidade. Mas, acima de tudo, somos e seremos sempre avaliados pela forma como respeitamos os nossos rivais. Os nossos adversários. Os nossos oponentes. Nunca nossos inimigos. No futebol isso não existe: inimigos. E quem não entender isto está e estará sempre a mais no futebol. Creio que não é difícil perceber o caminho que podem e devem seguir para corrigir o "circo" em que quiseram transformar a Liga Portuguesa na última semana. Haja decoro... »

Dia 12

Alexandre Pais - Ex-Director do Record; «(...) A verdade é que Fernando Santos treinou em Portugal os três grandes, obteve indiscutível êxito em 11 épocas no futebol grego, tendo ainda a inteligência de não permanecer à frente da seleção helénica quando pressentíu que o final de um ciclo traria outro absolutamente horrível: a Grécia acabou em último no Grupo F, com uma vitória em dez jogos. Foi este homem experiente, arguto, sabedor e ponderado quem pegou com pinças numa equipa cravejada de problemas e a preparou para o grande momento que atravessa. E se apenas quatro dos titulares na Sérvia o tinham sido também... em Braga. É justo terminar com uma pergunta: se antes a Seleção era Cristiano e mais dois ou três, quantos jogadores tem agora? »

António Magalhães - Director do Record; «(...) Encerrado este trajeto, Fernando Santos aposta no segundo objetivo que em abril, numa entrevista ao Record, tornou público logo então: ganhar o Europeu. Se há seis meses parecia desproporcionado, talvez agora não pareça tanto. É legítimo que Portugal coloque a fasquia a esse nível. Os talentos da nova geração começam a impor-se também na Seleção A (apesar dos receios que havia sobre a capacidade renovadora de Santos), pelo que em junho do próximo ano haverá muito por onde escolher. E quem tem Cristiano Ronaldo pode colocar a ambição nos limites. Para isso basta que ele, Cristiano. corresponda a essa exigência e saiba ser reconhecido a quem lhe deu descanso, concedendo-lhe tratamento de exceção que lhe permitiu ir gozar o sol e os prazeres de Marrocos em vez de ser obrigado a mais minutos de competição sob a chuva de Belgrado.»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «Ao fim da tarde da última 5.ª-feira, a Seleção de Portugal, visando automático apuramento para a fase final do Europeu, precisava apenas de mais 1 ponto, tendo 2 jogos para o adquirir. De imediato venceu a Dinamarca e o país futebolístico respirou fundo, feliz com a súbita novidade de estarmos libertos de sofisticados cálculos de última hora em máquina de calcular, ou mesmo tábua de logaritmos.
Ontem, descontração em casa da já não temível Sérvia (tendo tão bons jogadores, que lhe aconteceu nesta desqualificação?!), a nossa equipa sem 7 titulares (!), mas era giro não perder; e brilhante seria fecho de ouro com 7 vitórias a fio. Aí está! A Seleção que, 3 dias antes, só de mais 1 ponto precisava, somou mais 6. (...)
»

Dia 13

António Simões - Jornalista de A Bola; «(...) Não, não tenho dúvidas: Portugal chegou à fase final do Euro-2016 como chegou porque Fernando Santos conseguiu que todos os jogadores que usou na saga das sete vitórias jogassem com a cabeça nos pés um futebol a olhar para as estrelas - libertos de todo o tipo de comportamentos tóxicos, sem nunca se sentirem desvalorizados, inadequados, intimidados, frustrados (ou coisas piores...)
Wilde também descobriu que a desgraça de D. Quixote não fora a sua fantasia - fora o ter sempre o Sancho Pança em seu redor a roubar-lhe o sonho como um vampiro. E como, no futebol, é mais fácil ganhar um jogo (ou um campeonato...) olhando as estrelas, matando o Sancho Pança - eu acho que Portugal começou a ganhar o Euro-2016 no que já ouvi de Fernando Santos (e de João Moutinho e João Vieira Pinto): que sim, que o pode ganhar! Pode - e não é só pelo Ronaldo...
»

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) O primeiro alvo foi o FC Porto, com principal incidência na pessoa do seu presidente, sobre a qual se referiu com oratória violenta e deselegante, como acredito que todos quantos acompanham o fenómeno futebolístico devem estar recordados, embora se saiba que há memórias frágeis que, de repente, perdem a capacidade de retenção de situações menos simpáticas em nome de interesses pouco dignos de se recomendarem. Bom, adiante, Bruno de Carvalho referiu-se a Pinto da Costa como lhe deu na gana, aliviou as suas tensões, mas, em troca, recebeu nada. Ou seja, como se diz em linguagem comum, ficou a pregar no deserto. E sem resposta que lhe aguce a criatividade no verbo a força da sua mensagem dilui-se, perde a eficácia que preza, como confessou na entrevista ao "Expresso". É como um caçador em coutada despida de caça. A pontaria de pouco lhe serve se não tiver alvos (aves, coelhos e afins) para neles acertar os seus disparos, pois de outro modo perde tempo, gasta dinheiro e faz barulho. Tudo somado corresponde a inutilidade absoluta, nos antípodas do que persegue BdC. (...)»

Norberto Santos - Redactor Principal do Record; «A Liga de basquetebol começou coxa. A má imagem deixada no último sábado, com dois jogos adiados no campeonato. pode prolongar-se e ganhar outros contornos, caso não haja acordo e garantias da parte da Associação Nacional de Juízes de Basquetebol (ANJB) em relação aos prémios em atraso e outras questões que precisam de ser definidas. Numa leitura muito rápida, a primeira ilação a retirar é que se a situação continuar, no fim de semana a federação volta a organizar uma jornada com o credo na boca. Daí a solução avançada por Domingos Almeida Lima, vice-presidente do Benfica. que defendeu a interrupção do campeonato enquanto não houver acordo. E no sábado haverá um Benfica-FC Porto, que promete. Qualquer falha na arbitragem significa o rastilho para agravar a polémica. (...)»

Dia 14

Carlos Vara - Jornalista de A Bola; «(...) CR7 tem ganho tanto que corremos o risco de colocar estas realizações dentro da rotina: «Lá vem mais uma.» Mas não pode ser, são novas conquistas que se abrem e que devem ser saudadas uma a uma, momentos únicos num mundo em que tudo parece tão relativo.
Ronaldo vai encarar o próximo Europeu com 31 anos, mas nada no seu jogo reflete a idade que tem. Absolutamente nada. O imenso estatuto garante-lhe que podia abrigar-se um pouco, regular o ânimo selvagem que tem dentro dele, mas nada disso acontece. O seu futebol é vibrante e apaixonado como nos primeiros dias. Sabemos porém que há de chegar a hora de olhar para trás e louvar tudo aquilo que nos ofereceu. Enquanto o instante não surge gozemos o momento. Dele e nosso. A quarta Bota de Ouro!
»

Jorge Barbosa - Editor-Chefe do Record; «(...) E é também por esta razão, mas não só, que se percebe muito bem a sua afirmação, quando diz que Portugal tem o objetivo de vencer o Europeu. O que ele nos está a demonstrar é que tem alta consideração futebolística pela sua equipa e absoluta confiança nas suas capacidades. Pergunta-se, então: isso é ser maluco? Não nos parece. Confesso que gostei de ler essa sua declaração corajosa. Eu e, com certeza, milhões de portugueses. Afinal, o que somos capazes de sonhar, somos capazes de conseguir, como dizia Pat Riley, um vencedor por natureza, um dos melhores treinadores de sempre da história da NBA.»

José Carlos Freitas - Jornalista do Record; «Quando o "mundo da bola" português ferve com duelos televisivos e espetáculos que deviam envergonhar quem neles participa, talvez valesse a pena parar um segundo e perceber como, no meio de tal confusão, as seleções nacionais conseguem os resultados que têm vindo a apresentar.
Ontem, os sub-21 conseguiram um feito inédito, tornando-se na primeira de todas as seleções portuguesas a vencer um jogo oficial na Grécia. A equipa orientada por Rui Jorge não perde um jogo oficial desde 11 de outubro de 2011, quando caiu diante da Rússia por 2-1, falhando a qualificação para o Europeu de 2013. De então para cá, soma 15 vitórias e 5 empates - o mais doloroso na final do último Europeu, diante da Suécia, vencedora nos penáltis.(...)
»

Dia 15

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) Ao que consegui apurar, o seu coração balança descompassadamente entre a freguesia de Oliveira de Azeméis e Mérida da Extremadura espanhola. Nem o Clube Recreativo da Caála do Huambo, nem o Sporting Clube de Portugal foram capazes de seduzir o sul-americano. Entre amigos meus, sócios ou simpatizantes do clube leonino, uns desabafam que «quem caála consente», e outros mais direccionados replicam perante a quase inevitável perda do jogador («doyen a quem doer») «por que não te caálas?».
Sinceramente, espero que o Cucujães, caso venha a ficar com os direitos económicos e desportivos do jogador (esta coisa de um jogador se poder partir em fatias, sempre me fez muita confusão...), não os transfira do cuco para a águia, nem que seja - como sói dizer-se - a custo zero.
Primeiro, porque no SLB há muito melhor do que Carrillo. Segundo, porque já se sabe o que são comissionistas a dar cabo da cabeça de atletas. Terceiro, porque não queremos prejudicar o Cucujães. (...)
»

Nuno Santos - Jornalista, no Record; «O ar responsável, quase de estadista, com o discurso escrito ou as palavras de improviso bem medidas que Luís Filipe Vieira mostra hoje não esteve lá sempre. Não é preciso mostrar o presidente do Benfica a entrar pelo estúdio da SIC Notícias dentro para nos lembrarmos que Vieira já foi o "challenger", já desafiou o poder simbolizado por Pinto da Costa e, por causa dessa realidade, era vê-lo disparar tiros em muitas direções. Esse Vieira de perfil mais bélico, verdade seja dita, nunca deixou de ter como prioridade a reconstrução do Benfica, e não apenas no plano desportivo. (...)»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) Ora é, precisamente, a inexistência física de um inimigo que descredibiliza o discurso. Bruno sabe disso e é essa a razão que o leva a ultrapassar tudo o que se possa esperar de bom senso e caricaturar o ataque e as suas razões. O desafio é total, passa todos os limites da urbanidade e até da tradição leonina. Bruno acha que é o mal menor. O fim justifica todos os meios. Nem esconde o jogo. Ele próprio já reconheceu que representa um papel e que, em sua opinião, tem sido eficaz. Mais eficaz será se o Benfica desesperar e aparecer em palco. Enquanto Vieira ficar em silêncio e achar o inimigo desprezível, só resta a Bruno radicalizar-se. Corre um risco: deixar de ser credível aos olhos do seu exército. »

Dia 16

Daniel Oliveira - Analista Político, no Record; «(...) Não, a acusação feita ao Benfica não é de corrupção. Apesar de suspeitar que alguns não são muito mais caros, uns jantares não chegam para corromper árbitros. Mas oferecer prendas e vales de refeições a árbitros não é nem podia ser aceite pelas regras da UEFA. Não se trata de uma picuinhice. Para não haver uma nebulosa entre a "cortesia" e a "luva" têm de existir regras muito claras, gerais e sem contemplações. Compreendo que no país do "nacional-porreirismo" isto seja difícil de compreender. Mas sendo as regras uma parte essencial de qualquer jogo, não há grande debate a fazer: o Benfica tem de dar explicações e sofrer, caso elas não sejam esclarecedoras, as consequências. Para isto não são precisas horas de programas televisivos. Basta algum decoro.»

Ricardo Santos - Cronista de 'O Benfica'; «(...) Concentremo-nos pois nas equipas importantes, como o Vianense, fundado em 1898 e que disputa o Campeonato Nacional de Seniores. É muito positivo que o Bicampeão Nacional vá ao Norte. O estádio vai estar cheio, os Benfiquistas da região não vão faltar à chamada e a festa fora do campo parece estar garantida. Para que aconteça também no relvado é preciso seriedade e respeito pelo adversário de um escalão inferior. E se o SL Benfica quer voltar ao Jamor tem que ganhar todos os jogos. Conto com isso.
Só depois virá a terceira jornada da Liga dos Campeões, com a difícil viagem à Turquia. Uma vitória em Istambul é um passo decisivo para conquistar um lugar na próxima fase, mas só se pode pensar nisso depois de passar o exame da Taça.
Quanto ao que vem depois, não perdem pela demora.
»

Sílvio Cervan - V.P. do SLB em A Bola; «(...) A Selecção Nacional conseguiu o apuramento, prosseguindo as goleadas por um golo de diferença, mas o Benfica ficou sem um lateral-direito que nos faz muita falta. Nélson Semedo e o Benfica são os grandes derrotados da deslocação à Sérvia. Numa altura em que André Almeida e Samaris juntos no meio-campo ajudavam, e muito, a subida de qualidade e equilíbrio do jogo do Benfica, esta lesão constituiu mais uma dor de cabeça para Rui Vitória.
Na ambição de voltar a ganhar a Taça de Portugal não há margem para erro logo frente ao Vianense. A deslocação a Istambul, em altura de convulsão política e social na Turquia, será mais um teste às nossas capacidades europeias mas logo, em Barcelos, o jogo é mais decisivo e importante para quem quer vencer a Taça.
»

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