Não consegue ver correctamente? Abra no Browser.

Newsletter N.º 228

A 16ª jornada começou da melhor maneira com o Benfica a impor-se categoricamente ao Vitória de Guimarães produzindo a melhor exibição da época. O FC Porto cumpriu igualmente a sua tarefa frente ao Belenenses e o Sporting conseguiu vencer em Braga no último sopro do desafio.

Normalidade, desta vez, na atribuição da 'Bola de Ouro'. Cristiano Ronaldo por aquilo que fez e por aquilo que representa foi o justo vencedor de um galardão que levanta bem alto o nome de Portugal.

Na Taça da Liga os 3 grandes voltaram a vencer e estão bem encaminhados para atingirem as meias-finais.

Voleibol: a 1.ª mão da Eurochallenge Cup contra a nossa bem conhecida Fonte Bastardo foi um jogo de emoções. Venceu o Benfica na 'negra' depois de uma recuperação sensacional, mas a 2ª mão no próximo dia 21 promete mais um desafio repleto de incertezas. Promete.

No Hóquei em Patins temos pela frente o poderoso Barcelona mas mantemos viva a esperança da vitória.

Finalmente nova jornada no futebol. Será, como esperamos, a Madeira um bom destino?


Dia 10

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) A força de acreditar pode suplantar todo o tipo de limitações, principalmente as de natureza orçamental. Nâo se exige ao Vitória de Guimarães que tenha sucesso na viagem à Luz, mas pede-se-lhe que em circunstância alguma abdique desse objetivo: difícil de alcançar, mas... possível, de aí parecer de menos limitar-se «à procura de sorte».
Mais importante, independentemente do resultado final, é a assunção do estatuto desportivo que lhe confere o seu merecido 3.º lugar.
»

Rui Santos - Jornalista no Record; «O Benfica está a aproximar-se, desportivamente e no âmbito da liderança técnica, de um fim de ciclo? A pergunta é legítima, porque Jorge Jesus termina o seu contrato daqui a pouco mais de cinco meses e o presidente Luís Filipe Vieira já veio afirmar, publicamente que essa questão só voltará a ser abordada no final da época.
Quer queiram quer não, este timing de decisão revela que nem o presidente nem o treinador do Benfica têm a certeza sobre o que é melhor para ambas as partes. Da parte do presidente, há o objectivo de não adiar muito mais a questão da aposta na equipa principal de maior número de jogadores "fabricados" no Seixal. Numa recente entrevista, LFV falou mesmo de que "ter 4 ou 5 jovens na primeira equipa já será um salto significativo". Considerando a constância da mensagem presidencial ("temos cada vez mais de contar com jogadores da formação nas nossas equipas profissionais") e a profusão de trabalhos jornalísticos em relação a esta matéria, não se vê que o presidente do Benfica tenha margem de recuo. (...)
»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «O governo recusa-se a aceitar que esteja a morrer gente em Portugal por falta de assistência médica mas, no entanto, como diria Galileu, eles morrem. Uns dizem que é do frio, outros da nova estirpe de gripe. A verdade é que a situação pode tender a normalizar em alguns hospitais mas, antes, viveram-se dias verdadeiramente caóticos durante os quais ninguém de boa fé poderá assegurar que estiveram garantidos os direitos mínimos à saúde de cidadãos portugueses. E isso é inaceitável num país europeu em pleno século XXI. São cidadãos anónimos e tudo se esquecerá. Lamentável, além de inaceitável.»

Dia 11

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «Brilhante é apenas um dos muitos adjetivos que se pode utilizar para descrever a vitória com que o Benfica ontem brindou os adeptos. Não apenas por ter sido uma grande exibição, mas também porque a forma como o 3.º classificado da Liga foi reduzido à mais ínfima expressão terá sido a melhor prenda que a equipa podia oferecer ao ícone desaparecido que se homenageava na Luz. (...) »

Paulo Montes - Jornalista de A Bola; «(...) A realidade assusta. Quando a um interveniente no jogo dentro do campo lhe é oferecida a possibilidade de ganhar mais dinheiro falhando um golo (ou cedendo-o na própria baliza...) do que faturando-o, aí começa a engordar o monstro. E, depois, sabe-se também como será sempre difícil estabelecer o nexo de causalidade entre eventual ação dolosa e a sua consequência desportiva. Por isso, e antes que seja tarde, regule-se com inteligência, eduque-se e punam-se já os mentirosos. A começar pelos mais jovens...»

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra no Record; «(...) Com esta jurisprudência de 2015 os "agressivos" da bola Podem novamente soltar-se. Ainda que os regulamentos protejam a honra dos agentes desportivos contra declarações ou gestos se difamatórios, injuriosos ou grosseiros - basta que sejam grosseiros! Ainda que a lei desportiva, para além dessa honra, tutele o bom e regular funcionamento da competição, procurando assegurar que os valores de respeito entre os agentes imperem e que a credibilidade da competição, dos competidores e dos cargos desportivos não seja abalada por afirmações, insinuações ou juízos lesivos desses valores. Ainda que o direito à crítica se deva conter nos limites da proporcionalidade, necessidade e adequação constitucionalmente impostos. Ainda que a lei e os regulamentos sublinhem que aos agentes desportivos é exigido um respeito acrescido na sua atuação por obediência ao "fair play" desportivo (urbanidade e correção, desde logo). Soltem-se, portanto - serão apenas "agressivos" ...»

Dia 12

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «(...) No topo da tabela os mesmos do costume, sobretudo o Benfica e o FC Porto. Acredito que os azuis e brancos ainda vão dar muita luta, embora os encarnados mantenham um nível exibicional muito interessante e tenham seis pontos de segurança, a equipa do FC Porto é bastante superior.
Quanto ao Sporting, resta-lhe lutar pelo terceiro lugar e garantir condições de acesso à Liga dos Campeões. E pode não ser empreitada nada fácil.
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Foi há 30 anos, jogava eu no Benfica, Estavamos a norte, na Póvoa de Varzim, para fazer dois jogos, um de Taça, outro de Campeonato. Ao saber-se, no estágio, do falecimento de Pedroto, jogadores e técnicos pediram para estar presentes no velório, no Pavilhão Dr. Américo Sá. E assim foi - Toni liderou a comitiva - que a equipa do Benfica foi prestar homenagem ao mestre Pedroto.»

Rogério Azevedo - Jornalista de A Bola; «O tigre e o gato. Era assim, olhando para os dois bancos, que podíamos retratar os dois treinadores. Sérgio Conceição, trajando de negro, parecia ter eletricidade a sair por cada poro do corpo: esbracejando, andando de um lado para o outro, por vezes quase caminhando na mesma linha do auxiliar de Hugo Miguel, sempre incapaz de, por temperamento, estar sossegado e sem o sangue a ferver-lhe: um tigre. Marco Silva, do outro lado, igualmente de negro, sempre em pé, quase sempre de mãos nos bolsos, olhando para cada centímetro do relvado como quem tenta adivinhar o que se vai passar, sempre transmitindo imagem de grande serenidade, talvez fervendo por dentro mas quase inexpressivo para o exterior: um gato. Havia o SC Braga-Sporting nas quatro linhas e o Sérgio-Marco nas áreas técnicas. Nos minutos finais, por força do sangue negro e intenso, o tigre acabou expulso. O gato, sereno, esperou pelo fim para expressar o que sentia. Saltou, agarrou-se a meio mundo e só no fim deixou que a eletricidade que fora outrora do tigre lhe percorresse, enfim, cada poro e cada veia.»

Dia 13

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF em A Bola; «(...) A cereja em cima deste 'bolo' magnífico foi a Bola de Ouro atribuída a Cristiano Ronaldo num ato de inteira justiça. Cristiano Ronaldo é o maior e nós temos orgulho no nosso capitão. É hoje a nossa maior referência desportiva como também já foram Eusébio e Luís Figo, entre outros.
A gala de amanhã é também uma excelente oportunidade de agradecimento e reconhecimento para aqueles e aquelas que projetaram e projetam o nome de Portugal. A gratidão também existe no futebol e temos convictamente orgulho na história, confiança no presente e esperança no futuro. Espero que anualmente as Quinas de Ouro possam ser um momento alto no calendário desportivo tornando o futebol português ainda mais forte e respeitado.
»

Norberto Santos - Redator Principal do Record; «Antes de ser conhecida a mais que merecida vitória de Cristiano Ronaldo pela conquista da Bola de Ouro foi interessante recordar nos canais televisivos as declarações de José Mourinho, que se recusou a estar presente na gala da FIFA em 2013, supostamente por ter de preparar um jogo importante para a Taça do Rei. Mourinho daria mais tarde um pequeno esclarecimento, revelando que um jogador lhe telefonou a dizer que tinha votado nele quando, na verdade, o voto oficial não foi para Mourinho.
O técnico português não fez qualquer esforço para esconder a situação e denunciou-a. Incomodou a FIFA, que lhe pediu desculpa invocando um erro técnico mas Mourinho sabe bem que as coisas não se passaram assim. (...)
»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) É precisamente isto que faz de Júlio César, aos 35 anos, um extraordinário guarda-redes, à medida de um clube grande.
Talvez valha a pena recuar à temporada transata ou ao início desta para se perceber o que está em causa. O ano passado, por esta altura, depois de um jogo de sofrimento em Olhão, uma lesão providencial de Artur afastou o brasileiro da baliza e deu, finalmente, a titularidade a Oblak. O Benfica, com a mesma defesa, baixou drasticamente o número de golos sofridos, ao mesmo tempo que o esloveno não fazia mais do que um par de defesas por jogo.
Com Artur, a equipa tremia que nem varas verdes, recuava no terreno e os defesas só em último recurso atrasavam a bola ao guardião. Oblak acabaria por se revelar decisivo ao tranquilizar a equipa. Este verão, a saga regressou, ao ponto de o Benfica ter dado literalmente dois pontos em casa ao Sporting, apenas porque a equipa não podia confiar no guarda-redes.
Tudo isto se tornou, de novo, mais claro com a títularidade de Júlio César. Com a chegada do internacional brasileiro, a defesa tranquilizou-se, pôde avançar no terreno vários metros e, acima de tudo, o guarda-redes ofereceu um controlo da profundidade notável. Já no ocaso da carreira, talvez Júlio César não seja um guardião tão espetacular a defender como Oblak, mas com ele o Benfica ganha um jogador de campo extra que confere grande qualidade na primeira fase de construção. (...)
»

Dia 14

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «(...) O futebol também é pródigo em situações aparentemente imprevisíveis ou menos explicáveis. É que mesmo desfalcada, por múltiplas razões, a defesa do Benfica só sofreu golos em 5 dos 16 jogos da Liga. Não sofre golos na Liga há 6 jogos, 4 dos quais sem Luisão. Teve que adaptar um utilíssimo polivalente André Almeida, a quase todos os lugares excepto guarda-redes. E, como sói dizer-se, se os jogos (e as exibições) se conseguem com excelente ataques, só com defesas sólidas se ganham competições longas. E que tal é possível, quando um conjunto é superior à soma das partes. Este é um dos grandes méritos de Jorge Jesus. »

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «(...) Os portistas, com Pinto da Costa à frente, têm vindo ultimamente a queixar-se das arbitragens dos jogos do... Benfica. O que mostra que algo está a mudar no futebol português. O FC Porto queixar-se dos árbitros é um facto inimaginável há uns anos.
É verdade que o Benfica tem sido este ano beneficiado pelas arbitragens. Mas esses erros também assumem maior dimensão pelo alarido que à volta deles fazem Bruno de Carvalho e Pinto da Costa. E se Bruno de Carvalho é um novato de quem se espera tudo, já o caso de Pinto da Costa é diferente. Pelos seus 77 anos, por ter sido apanhado nas escutas do Apito Dourado, por ter beneficiado durante três décadas dos erros dos árbitros, ele era a última pessoa em Portugal a poder queixar-se das arbitragens - ainda por cima das arbitragens dos jogos em que o FCP não intervém!
Contaram-me que, quando o Banco Privado faliu, um dos principais clientes, Francisco Pinto Balsemão - que perdera tudo o que lá tinha -, comentou: "Eu também já ganhei muito com o BPP, por isso não posso queixar-me". Era esta a única atitude que Pinto da Costa poderia assumir, mesmo sentindo-se injustiçado pelas arbitragens.
Mas os homens não são todos iguais.
»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «Enorme talento. Mas não basta para justificar que Eusébio, Luís Figo e Cristiano Ronaldo tenham dado a Portugal 5 Bolas de Ouro (igualando Brasil, Inglaterra e Itália, grandes potências do futebol). Quiçá o mais impressionante neste trio de ouro é nada neles ter sido meramente pontual; atingiram o mais difícil brilho: consistência de muito alto rendimento ao longo de uma década - invulgar na maior parte dos grandes talentos. Conseguiram-no porque, recusando deslumbramentos, sempre se concentraram em intenso trabalho, firmes na gana de se manterem na primeira fila onde poucos têm lugar no gigantesco palco mundial. (...) »

Dia 15

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado no Record; «(...) As constatações que a antecedem levantam fundadas dúvidas relativamente à utilidade da AG pedida pela direção, para referendar e legitimar a sua atividade. Em primeiro, porque não conheço ninguém que, até agora, tenha posto em causa o mandato da atual direção do Sporting, antes pelo contrário; já disse e repito que este elenco tem tido um dos exercícios mais calmos da história recente do clube e que deverá ir até ao fim. Em segundo, porque não me parece que de uma reunião, limitada no tempo e no espaço, em que os sócios não têm tempo para dizer o que pensam e muitas vezes nem sequer os deixam, possa resultar qualquer legitimidade consistente e credível. Finalmente, porque está provado que, quando os adeptos querem falar, falam quando e como lhes apetece e ninguém os cala.»

Leonor Pinhão - Jornalista em A Bola; «(...) Jonas, que já não é nenhuma criança, que chegou ao Benfica tarde, a más horas e imerso numa densa névoa de suspeição sobre a sua condição e valia, tem vindo a marcar um golo por jogo.
Não é pouco nem é muito, é simplesmente excelente.
Tal como Jonas, que chegou ao Benfica com muita gente a torcer o nariz, também Júlio César, outro brasileiro, aterrou em Lisboa tarde, a más horas e perante a desconfiança geral sobre as suas capacidades, condição e propalada veterania depois de um Mundial que lhe fora fatídico.
Diferentemente de Jonas que vem marcando um golo por jogo, Júlio César vem sofrendo zero golos por jogo o que já lhe permitiu bater o recorde de inviolabilidade de que Oblak era o detentor e o que permite ao Benfica, sem sofrer golos, continuar na posição de lider bem isolado da Liga. (...)
»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) Aprendamos com Ronaldo. Com o seu exemplo. Não apenas com a sua força inesgotável, física e mental, mas com a sua crença. Aquele "siiim!" (mas quem é que em Portugal grita "siiim"?!) é um grito de vitória. Uma vitória que ele quer prosseguir nos próximos anos, mesmo sabendo que não pode ter muitos mais de apogeu. Talvez este ano que passou tenha mesmo sido o melhor da carreira de CR7 (e um dos piores de Messi, já agora). Mas ele quer mais e melhor. Ser Pelé, ser Maradona, ficar na história do futebol mundial. Para sempre. E nós, portugueses, com ele, agradecendo-lhe as alturas a que nos leva.»

Dia 16

Daniel Oliveira - Analista Político no Record; «Às vezes dizem-se coisas que parecem óbvias e, quando se perde algum tempo com o assunto, não o são. Uma delas foi a propósito dos conflitos internos do Sporting: o presidente trata do clube, o treinador trata da equipa. De facto, da mesma forma que o treinador não anda a mandar postas de pescada sobre as finanças, o presidente não tem de decidir quem joga. Cada macaco no seu galho. Acontece que os galhos estão na mesma árvore. Não é indiferente para as finanças do clube quem joga e quem fica no banco ou até quem não se chega a sentar nele. André Carrillo é neste momento um dos principais trunfos do Sporting. É natural que Marco Silva o queira sempre a jogar. Com prováveis interessados, a um ano e meio do fim do seu contrato, Bruno de Carvalho olha para ele pensando noutros valores: que condições terá para renovar ou para vender. E é este jogo que deve ditar se ele fica no banco ou vai para o relvado. Para o treinador, jogam sempre os melhores. Para o presidente, que tem, por exemplo, de valorizar os jogadores que vêm da equipa B, nem sempre é assim. (...) »

João Fanha Vieira - Advogado/Comentador BTV; «(...) A FIFA entende que este sistema - por comodidade vamos referir-nos a ele apenas pelas siglas TPO ('Third-party ownership of players')- coloca em causa a transparência das competições e as regras de uma competição sã. Sem nos atermos à bondade destes argumentos - mas dizendo de uma forma frontal que a decisão da FIFA, apoiada pela UEFA e por algumas ligas de Futebol, apenas visa limitar a capacidade competitiva dos clubes/SAD que têm no recurso ao TPO uma forma de capitalização desportiva e económica - interessa, sobretudo, verificar se a mesma é compatível com o direito comunitário e nacional.
Sendo o Desporto profissional - e o Futebol em particular - considerados uma actividade económica, não só é lícito como aceitável - desportiva e economicamente - que os clubes/SAD recorram a instrumentos financeiros que não são exclusivos do Desporto, por forma a ultrapassarem as limitações que as suas fontes de receita lhe impõem.
O recurso ao TPO, através da celebração de contratos com fundos de investimento, foi uma das formas encontradas, em particular em Portugal e Espanha, para poder obter essas receitas que faltavam, tendo em vista a contratação de jogadores o que, de outra forma, não seria possível.
É certo que a origem do sistema TPO - na América do Sul - levou a situações de abuso, obrigando a FIFA, num primeiro momento, a intervir, através da introdução do artigo 18.º bis ao RTJF (em causa estava o caso Tévez - West Ham United, onde uma empresa detinha os direitos económicos do jogador e controlava os seus direitos laborais, uma vez que o clube não podia transferir o futebolista sem o seu consentimento expresso).
Mas, sem prejuízo do respeito pelas regras próprias do Futebol - no caso, a inviolabilidade dos direitos federativos -, existe uma obrigação dos regulamentos da FIFA em estarem conformes com a legislação comunitária, isto é, a especificidade do Desporto tem limites materiais.
Ora, esta decisão da FIFA - que se traduz na alteração aos artigos 18.º e 18.º bis do RTJF, bem como à introdução da definição de TPO - colide, em nossa opinião, não só com o ordenamento jurídico português mas, sobretudo, com o direito comunitário vigente, onde este tipo de operações está prevista e regulamentada.(...)
»

João Couceiro - Treinador de Futebol em A Bola; «Platini tem apresentado, e reforçou há dois dias no Estoril, uma série de propostas, que não sendo novas, são bom ponto de partida para discussão. O fair-play financeiro tem que ser uma realidade para limitar as perdas exageradas verificadas nos últimos anos, que permitiram a todos à volta do futebol ganharem dinheiro, menos quem de facto é o motor do negócio, os clubes. Mas a implementação de regras sérias permite acima de tudo regular a concorrência, tornando-a leal. Para isso o regulador tem que ser rigoroso.
Contudo, iniciou-se também uma batalha de oposição ao modelo de financiamento dos clubes, que de facto são sociedades, com realce para a demagógica atitude de considerar que os fundos de investimento são os culpados de todos os males. O maior activo das sociedades desportivas são os direitos económicos/desportivos dos seus jogadores, e não se pode fechar a porta a dar como garantia esses activos para se garantir financiamento. Mais uma vez o problema é de transparência. O regulador tem que ser activo na sua função, não podendo permitir que fundos fechados, com titulares desconhecidos, sejam parte em qualquer negócio.
Mas se se tratar de um fundo aberto, em que os titulares são conhecidos, tudo se torna diferente. A generalização é perigosa, e proibir é a atitude mais fácil para o regulador. (...)
»

SIGA-NOS NO TWITTER AMIGO ON FACEBOOK REENCAMINHE PARA UM AMIGO
Copyright © *|CURRENT_YEAR|* *|LIST:COMPANY|*, All rights reserved.
*|IFNOT:ARCHIVE_PAGE|* *|LIST:DESCRIPTION|*
Remover | Preferências 
*|IF:REWARDS|* *|HTML:REWARDS|* *|END:IF|*