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Newsletter N.º 206

Disputou-se a Supertaça Cândido de Oliveira que constituiu o primeiro passo oficial na nova época. Num jogo que não justificava prolongamento e muito menos penálties, o Benfica atingiu mais um feito inédito. Venceu todos os 4 troféus em disputa no panorama interno o que não pode deixar de ser relevado. A exibição foi boa mas a concretização ficou a milhas das oportunidades construídas.

Dentro das posições que urge preencher de harmonia com dados da própria estrutura, o Benfica está em vias de fechar a novela guarda-redes com a aquisição do titular da Selecção grega no Mundial. Espera-se, naturalmente, o maior sucesso.

Grande destaque para a entrevista do Presidente do SLB à BTV. Serenidade, tranquilidade e segurança, foram as linhas mestras da sua comunicação. Cremos que o universo benfiquista terá ficado mais esclarecido, e mais ciente das dificuldades que se avizinham sem que isso signifique menor empenhamento e confiança.

Finalmente hoje começa o campeonato da época 2014/15. No Domingo estamos convictos que o Benfica, ao fim de 9 épocas consecutivas, entrará no campeonato a ganhar!


Dia 9

José Manuel Freitas - Jornalista de A Bola; «(...) Conquistaram os encarnados o Nacional de juvenis, chegou a sua equipa de jovens à final da Youth League Champions, na Seleção de sub-19 a base veste de vermelho, há muitos encarnados nos sub-21 que tão boa conta têm dado no apuramento para o Europeu. Mesmo assim Jorge Jesus não se convence das capacidades de muitos dos jovens que se formam no Seixal e, com o beneplácito de quem está acima, o Benfica prefere ir ao estrangeiro buscar jogadores que vamos ver se serão reforços. Pergunta-se: vale a pena apostar na formação e pensar no futuro. Na Luz, pelos vistos, NÃO!!! »

Marcos Pinto - Jornalista da CM TV no Record; «(...) Tal como no escândalo do BES, também na Luz terá havido uma fuga de informação de que a debandada ia acontecer, dito pelo próprio Oblak, que logo deu de frosques! E o que se passou com Cardozo, claramente forçado a sair, das duas uma: ou o melhor marcador estrangeiro da história do clube nunca foi perdoado pelo episódio do Jamor, ou o Benfica está mesmo com a corda na garganta! O novo Benfica começa amanhã em Aveiro e vai ditar o fim de uma época que ainda nem começou.»

Rui Santos - Jornalista no Record; «(...) E a pergunta surge, naturalmente: então Cancelo e Bernardo Silva servem para o Valencia e o Monaco e não servem para o Benfica? Este é o ponto: alguma coisa está errada, talvez a base em que assenta o próprio negócio. E o "terramoto" BES, que promete mudar Portugal e os rosto dos protagonistas, é um bom princípio para aplicar no futebol: é preciso desbloquear o futebol e, para isso, é preciso colocar em causa a regulação/supervisão, os mecanismos (viciados) das auditorias e atacar, sem contemplações, os offshores. »

Dia 10

Luís Avelãs - Editor do Record; «(...) Mas a derrota, que não é impossível de acontecer, face ao valor do Rio Ave e à consolidação dos seus automatismos num passado recente, teria, por seu turno, consequências quase catastróficas para os homens da Luz, que ver-se-iam impedidos de prosseguir em tranquilidade com este projeto. Ninguém contesta que o Benfica apresenta hoje um plantel delapidado, devido à saída em massa de jogadores de qualidade sem que tivessem sido assegurados, pelo menos em tempo útil, reforços à altura. Perder a Supertaça nesta conjuntura, e logo frente a um adversário teoricamente mais fraco, faria recuar os encarnados ao início da época passada, período em que Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus foram fortemente contestados perante a desvantagem pontual face a FC Porto e Sporting. (...) »

Luís Pedro Sousa - Chefe de Redacção do Record; «(...) Para facilitar as compras necessárias ou apenas e só para honrar os compromissos financeiros mais imediatos, também parece claro que o Benfica precisa de dinheiro. E nesse sentido tanto têm deixado o clube aqueles que justificaram o "bater da cláusula" por parte de emblemas mais desafogados, como tantos outros. E não importa se eram titulares, suplentes ou elementos da equipa B, se são jovens ou trintões, portugueses ou estrangeiros. Se há perspetiva de negócio, a ideia passa por concretizá-lo. E isso é uma novidade na gestão de Luís Filipe Vieira. »

Vitor Serpa - Director de A Bola; «(...) Ou seja: o Benfica começa a época com muitos jogadores que ainda estão em fase de preparação e, segundo consta, espera ainda por uns quantos reforços, que também não fizeram a pré-época no Benfica. Não é muito razoável que tal suceda numa equipa profissional de topo, mas como o campeonato português é pobrezinho e desequilibrado, até pode acontecer que não se note muito. De qualquer modo, não me parece ser bom exemplo. »

Dia 11

Bernardo Ribeiro - Sub-Chefe de Redacção do Record; «(...) O Benfica abre a época com mais uma conquista e, à exceção da final da Liga Europa perdida com o Sevilha, conquista o quarto título consecutivo. Os encarnados fizeram um belo jogo e a vitória assenta-lhes tão bem. A morte anunciada do campeão não só era exagerada, como a histeria em volta da equipa excessiva. Já tinha escrito, o plantel não chega para ganhar a Champions, mas para consumo interno tem de dar para mais. Afinal, um jogador do Benfica paga o grupo vila-condense. Haja decoro no choradinho dos reforços. (...)»

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF em A Bola; «(...) O trabalho desenvolvido pela FPF, no futebol formação começa a ser reconhecido também internacionalmente e para isso foi muito importante a presença nas meias-finais do Europeu Sub17 em maio e o 2º lugar no Europeu de Sub19 em julho. Existe um trabalho de qualidade que aumenta a expectativa relativamente à nossa seleção principal e à necessária renovação. O futuro promete e os resultados mostram que podemos, ao contrário de alguns especialistas, estar otimistas tendo confiança no presente e esperança no futuro. Matéria-prima não falta... Vamos trabalhar...»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Luís Filipe Vieira prepara-se para explicar a sócios e adeptos como param as modas. Na próxima quinta-feira, em entrevista à televisão do clube, o líder encarnado vai poder dizer de sua justiça, nomeadamente quanto à alegada influência negativa na vida do Benfica do desaparecimento do BES. E como, no novo contexto financeiro, vai gerir o clube. Paradoxalmente, num ano em que o Benfica conquistou quatro troféus, este será o momento mais delicado do consulado de Vieira. Porque, ao contrário de todas as outras épocas que planificou, nesta houve um nítido retraimento no investimento. (...)»

Dia 12

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Ao ponto de vista insosso e gasto transmitido por Pedro Martins para tentar justificar uma derrota sem discussão, reagiu Jorge Jesus com a soberba do costume quando as coisas lhe correm de feição. O homem é assim, ora apregoa sucessos no céu, ora lamenta desgraças no inferno. Esgota-se em cada momento, o que, sendo genuíno, por espelhar a sua personalidade sem artifícios de cosmética, é também foco de excessos: espécie de filho mimado que exige dos pais sem às vezes se dar ao cuidado de saber se têm ou não condições financeiras para satisfazerem os seus pedidos. (...)»

José Ribeiro - Sub-Chefe de Redacção do Record; «(...) Quando Ivan Cavaleiro fala na falta de aposta nos jovens, não estará a lembrar-se, por certo, de Lazar Markovic. Um sérvio mais novo do que ele, mas com futebol de um nível várias vezes superior. Não só na minha opinião, mas talvez, também, na do treinador do Liverpool, que não hesitou em dar a ordem de pagamento no valor de 25 milhões de euros... Ser formado no Benfica devia ter-lhe garantido prioridade para ocupar a vaga? Claro que sim, na cabeça dele. E o grande problema de alguns jovens que crescem no Seixal é esse mesmo, o de pensarem que o carimbo "made in Caixa Campus" lhes deve abrir as portas do plantel principal. Quanto mais tarde acordarem para a realidade, maior será o choque. Esta equipa principal do Benfica está ao alcance de poucos porque utiliza um modelo de jogo que não pode ser replicado na formação B, muito menos nos escalões de formação.»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) Não por acaso, não houve capacidade de transformar em golos o carrossel ofensivo. Mas a maior preocupação continua a ser a ausência de reforços para posições-chaves. Enquanto se andou a comprar Candeias, Djavans e Luís Filipes, não se cuidou de contratar jogadores de qualidade (à cabeça um guarda-redes). Seguindo outros exemplos, uma boa resolução seria transferir vários jogadores para o banco mau e com o seu salário dar um aumento significativo a Enzo. Resolvíamos grande parte dos nossos problemas e podia ser que o carrossel atacante voltasse para ficar.»

Dia 13

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «(...) O Benfica jogou bem. Fez até o melhor jogo nas 3 finais contra o meritório Rio Ave. Bastou ter Luisão, Enzo Pérez e até Jardel para ser uma reedição do Benfica da época que acabou. A maturidade de Eliseu, vindo do exigente futebol espanhol, vai ser muito útil ao colectivo. Talisca e Tiago (Bebé) têm potencial que, por certo, Jorge Jesus vai saber explorar. Mas com a previsível saída de Enzo (e esperando que Gáitan por cá fique), o sucesso na temporada (sobretudo para ser bicampeão nacional) exige vários reforços. Na baliza, no meio campo e no ataque, sobretudo. O que se estranha é que ainda não esteja fechado o plantel, sabendo-se que tudo isto era previsível e planeável com mais tempo e racionalidade. Agora, o mercado estreita-se, o preço sobe e a adaptação dos jogadores faz-se já em plena competição. »

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «Depois da assustadora pré-época, foi um Benfica alegre, solto e inesperadamente organizado que se apresentou em Aveiro. O seu domínio chegou a ser esmagador, sobretudo na forma como rapidamente recuperava a bola e lançava o ataque. Mas aqui estiveram os problemas. Gaitán era um diabo à solta, Salvio (o melhor em campo) fazia o que queria da defesa adversária, as bolas caíam constantemente na área - mas não havia ninguém para as meter na baliza. Com o Cardozo dos velhos tempos seriam favas contadas. Esperava-se mais do Rio Ave. Fez uma pré-época boa, está mais avançado na preparação e sofreu menos baixas. Teve razão Jesus ao dizer que foi o mais fraco Rio Ave que o Benfica enfrentou em três finais (embora talvez não o devesse ter dito tão cruamente). Este Benfica, apesar de ter perdido oito jogadores, não é uma sombra do da época passada. O problema é se sai Enzo Pérez, o cérebro da equipa. É muito difícil substituir um jogador assim: que pensa o jogo, está sempre no sítio certo, segura bem a bola, e além disso corre, desarma e entrega-se à luta. (...)»

Vítor Pinto - Jornalista do Record; «(...) Tudo somado, e caso Peter Lim concretize o seu propósito de comprar o médio argentino, recebendo o Benfica uma compensação superior aos 25,5 milhões que Nani fez chegar a Alvalade, não se está a ver, tão cedo, o Sporting a regressar à elite das exportações. Um registo onde os dragões exibem James, Hulk, Falcão, Anderson, Mangala, Pepe e Ricardo Carvalho, respondendo as águias com Witsel e Fábio Coentrão, estando Enzo a caminho, a menos que o proveito do seu negócio seja adelgaçado por algum "efeito Garay". Para terminar, e recordando algumas das queixas de Eric Dier, talvez seja altura de o estado de combate permanente em Alvalade dar tréguas, pelo menos, ao seu próprio balneário.»

Dia 14

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «Estão a decorrer os Europeus de atletismo em Zurique. Competição sempre bela e, em regra, com sublime ética desportiva. Na semana em que passam 30 anos sobre o inolvidável ouro de Carlos Lopes na maratona dos Olímpicos de Los Angeles. No dia que antecedeu o início dos Europeus, li e ouvi com atenção as palavras de Nélson Évora, também ilustre campeão olímpico. Palavras que merecem ser reflectidas quando denuncia, sem eufemismos, a diferença de tratamento perante delegações nacionais em competições internacionais. E com razão. O futebol tudo absorve, tudo domina. Qualquer minudência é amplificada até ao insuportável. A iconografia (às vezes mesmo sob formas subtis de culto da personalidade) alimenta os egos. Qualquer chuto, defesa ou coisas ridículas fora do campo são transformados em feitos só ao alcance dos eleitos por uma qualquer divindade. (...)»

Luís Pedro Sousa - Chefe de Redacção do Record; «(...) Neste tipo de braços-de-ferro com jogadores desavindos ou refratários, o saldo de Bruno de Carvalho é positivo. A vitória no caso Bruma foi tão inequívoca que secou por completo o resultado dos restantes, como os de Ilori, Dier e um ou outro menos mediático. Mas os litígios que agora tem em mãos implicam perdas irreparáveis do ponto de vista desportivo. O confronto com Rojo, por exemplo, nada tem de surpreendente. Sabendo que o fundo de investimento auferiria 75 por cento do valor de um futuro negócio e o Spartak Moscovo outros 20, era óbvio que o Sporting nunca iria aceitar desfazer-se do jogador por uma verba inferior aos 30 milhões de euros da cláusula de rescisão. As expectativas do internacional argentino e os anseios do Doyen Sports são legítimos mas esbarram nos contratos assinados de livre vontade numa altura em que o defesa não gozava do estatuto que hoje ganhou. Agora, perante este cenário, perde Rojo, perde o fundo e perde o Sporting. »

Manuel Alegre - Poeta, em A Bola; «Há muito que sonho com um Benfica mais português, com um conjunto de jogadores que formem o núcleo duro da equipa e da própria seleção nacional. Foi esse o sentido da aposta prometida pelo Presidente do Benfica. Uma aposta desmentida pelo empréstimo ou venda prematura dos novos valores saídos da formação e a que nenhuma oportunidade foi dada. É uma dor de alma ver partir Ivan Cavaleiro, João Cancelo, Bernardo Silva ou ver desaproveitados um Nélson Oliveira um João Teixeira, em detrimento de contratações de mais que duvidosa qualidade. Para que serve afinal a formação? Será que Jesus só sabe trabalhar com jogadores já feitos? Será que a aposta do presidente era para levar a sério ou será que, nesta matéria, há quem mande mais do que ele? Acredito na palavra do presidente e, por isso, há aqui um mistério que, cedo ou tarde, tem de ser esclarecido. (...)»

Dia 15

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Não foi por acaso que uma boa fatia da entrevista foi dedicada à situação do clube da Luz face ao Novo Banco, tomando como ponto de partida uma notícia publicada na última edição do Expresso que dava conta de dificuldades de relacionamento entre as duas entidades. Vieira mostrou de forma cabal que o Benfica foi sempre cumpridor das obrigações com o BES (200 milhões de euros pagos em juros nos últimos dez anos!!!), foi lógico quando disse que qualquer entidade bancária gostaria de ter como cliente uma empresa tão cumpridora como os encarnados e enfatizou que a força do Benfica não está nos bancos mas sim na sua marca, provavelmente a mais forte de Portugal. De qualquer forma, a saída da cena financeira de parceiros com quem a administração encarnada normalmente se relacionava e a atual conjuntura do País reclamarão uma nova prudência na política do futebol. Mesmo assim, Enzo e Gaitán só sairão pela cláusula, Luisão é para ficar e deverão ser fechados mais três reforços, para a baliza, a posição seis e a posição nove. Os tempos já foram mais fáceis mas a vida continua. E pelos vistos com os pés bem assentes no chão.»

Luís Fialho - Colunista de 'O Benfica'; «(...) Cardozo não chegou a recuperar do problema físico que o afectou há uns meses. Tinha um dos mais elevados salários do plantel. Com uma percentagem do passe alocada ao Fundo, a SAD estaria obrigada a desembolsar cerca de quatro milhões de euros para o manter. Decisão bem tomada. Contas por alto, e juntando aqui Matic, o Benfica terá arrecadado nos últimos meses mais de cem milhões de euros, verba importantíssima para fazer face aos constrangimentos decorrentes de uma crescente dificuldade na obtenção de crédito - à qual não serão alheios os conhecidos acontecimentos num dos pilares do sistema bancário português. Nada disto foram boas notícias. Mas todas foram notícias que o Benfica dificilmente poderia ter evitado.»

Miguel Belo - Jornalista do Record; «Começa hoje mais uma edição do campeonato e, ao contrário de outros anos, existe uma grande divergência de opiniões quanto a quem parte na pole position. Do Benfica diz-se que está mais fraco, ao FC Porto augura-se um futuro radioso e do Sporting ninguém sabe muito bem o que dizer, devido ao terramoto desta semana. Respeito todas as opiniões, mas mantenho-me firme na ideia de que o 8enfica continua a ser o grande candidato a erguer o troféu. A equipa não tem tantas soluções? Não. A eventual saída de Enzo pode ser um grande rombo na estrutura? Pode. A concorrência será maior? Será. Mesmo assim, aposto no Benfica. Para já e tendo apenas em conta o presente, os encarnados detêm um plantel forte, com várias soluções de qualidade e com um modelo de jogo e uma filosofia implementada há vários anos e que continua firme, mesmo que os protagonistas sejam diferentes. Os encarnados são uma equipa em todos os sentidos, com princípios de jogo bem vincados, em que cada um sabe o que tem de fazer em campo. E se os reforços prometidos ontem por Vieira estiverem mesmo a caminho, há ainda mais razões para sonhar. (...)»

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