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Newsletter N.º 185

A Reunião de Presidentes da Liga realizada em Fátima tinha tudo para acabar mal. E acabou, com troca de insultos uma linguagem que se enquadra perfeitamente na personalidade da esmagadora maioria dos presidentes da Liga. Conclusões? O costume...

A 22ª jornada trouxe novidades: O Sporting num jogo com demasiados erros de arbitragem não passou do empate o que fez disparar a vantagem dos encarnados para 7 pontos (+1), enquanto o Benfica e FC Porto ultrapassaram os seus adversários, com destaque para os encarnados com uma vitória categórica sobre o Estoril. O jogo da próxima jornada que opõe leões e portistas promete pois Bruno de Carvalho já deu o pontapé de saída...

A Liga Europa foi proveitosa para o FC Porto que venceu tangencialmente em casa o Nápoles, e categórica para o Benfica que através de uma exibição personalizada, segura e muito concentrada venceu em Londres o Tottenham por uns concludentes 3-1 abrindo excelentes perspectivas para o apuramento para os quartos-de-final.

Entretanto a deslocação à Choupana suscita as atenções dado que a conjugação de resultados da jornada pode ajudar muito na decisão final do campeonato.


Dia 8

António Tadeia - Director-Adjunto do Record; «(...) E é que entre tanta conversa, entre tanto radicalizar de posições, não se discuta uma ideia, uma forma de ajudar a viabilizar o negócio do futebol em Portugal. Como se uma revolução pudesse sobreviver sem ideias. »

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Este rápido desvio ao circuito uefeiro pretende apenas vincar o claro favoritismo benfiquista: basta Jesus meter na cabeça dos seus jogadores que têm de correr e lutar tanto como os adversários. A qualidade individual encarregar-se-á do resto... (...)»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) Definitivamente, um humilde conselho ao Conselho: deixem a coisa ficar assim. Tudo o que se faça agora quando os eventuais implicados têm, de novo, a sua vida desportiva limpinha, limpinha, é tão disfuncional que as suas conclusões, sejam quais forem, serão sempre incompreendidas. Ponto final em todos os apitos, sejam eles dourados, prateados ou outros. Deixar ficar morto e enterrado o período mais negro do futebol português. Vejamos se ainda é possível haver futuro. »

Dia 9

António Varela - Sub-Director do Record; «(...) Quando o FC Porto começa a estar atrapalhado do ponto de vista desportivo e o império da Olivedesportos treme violentamente só de intuir que os direitos televisivos que têm sido propriedade sua, administrada segundo as conveniências da conjuntura, estão sob a ameaça de várias freguesias, percebe-se melhor a emergência de velhas alianças e a aparição súbita de alguns testas-de-ferro iludidos com protagonismos que os levarão a nenhures. Querem eles que tudo fique na mesma, é o que é. »

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra; «(...) Enroupados na veste de "Conselho de Presidentes", acabaram a "deliberar" pela enésima vez a necessidade de destituir Mário Figueiredo antes do fim do "mandato" e acrescentar a vontade de destituição do próprio presidente da assembleia geral (AG) da Liga. Além do mais, pretende antecipar a AG eleitoral da Liga - já marcada para 11 de Junho pelo presidente da AG - para 2 de Junho. No fim, o habitual: a designação de uma "comissão" com dez clubes para o estudo dos "novos estatutos". (...) »

Rogério Azevedo - Jornalista de A Bola; «Luís Castro deu ontem a primeira conferência de imprensa. Aliás, em rigor, teve ontem as suas primeiras declarações formais como treinador do FC Porto. Longe da esmagadora maioria dos jornalistas, apenas falando para o 'Porto Canal', como forma de se proteger de perguntas mais incómodas e, por extensão, proteger o próprio FC Porto. (...)»

Dia 10

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «Tenho arrepios, quando, como consumidor compulsivo de media, leio, vejo e ouço afirmações categóricas de terrível crise nos dragões. Tenho de admitir que algo de estranho se passa com a minha cabeça, ou não, e então a palavra "realidade" mudou de sentido. Na minha realidade a crise existe grande e longa, tem 30 anos e vive no Benfica e no Sporting. No FC Porto só vejo sucessos. (...) »

Jorge Barbosa - Editor do Record; «(...) A começar já esta quinta-feira contra o Napóles, onde o FC Porto tem boas possibilidades de se manter na Liga Europa, mas, e principalmente, no domingo contra o Sporting, em Alvalade, onde o FC Porto já vai entrar em campo com a possibilidade de ultrapassar este seu direto adversário na luta pelo apuramento direto para a Champions. Para estreia não foi nada mau... »

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Ao longo da semana muito se especulará sobre o árbitro que será escolhido, um tema que ganhou acuidade acrescida depois do cataclismo arbitral de ontem, em Setúbal. Embora a páginas tantas pareça que anda escondido, Pedro Proença continua em atividade.(...)»

Dia 11

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Méritos à parte, nas alegrias de Vítor Pereira houve a 'colaboração' de Jesus: tivesse este humildade para repartir e disponibilidade para ouvir, como agora, finalmente, parece acontecer, e estaria, por certo, a preparar-se para arrecadar o seu quarto título de campeão nacional, bater o recorde de Jesualdo Ferreira e dourar o seu nome na história do futebol português. (...)»

Luís Milhano - Editor do Record; «(...) Mais tarde, nesse mesmo ano, o ponta-de-lança foi recompensado com o prémio fair play do Comité Olímpico Alemão, tendo oportunidade de dizer:"É uma grande honra receber este prémio, mas também estou um pouco irritado porque o que fiz é algo que todos deviam fazer sempre. Eu voltaria a fazê-lo". E fez quando, anos mais tarde, em 2012, já na Lazio, marcou um golo com a mão frente ao Nápoles que o árbitro se preparava para validar. Klose encarregou-se de o dissuadir, avisando-o que o lance tinha sido irregular. (...) »

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «Deixemos para trás, as vilanias que se disseram e fizeram na dita reunião de presidentes que teve lugar há dias em Fátima e concentremo-nos apenas numa frase de alcance ambíguo das declarações que Luís Filipe Vieira prestou à comunicação social: «Um dia, o futuro do futebol português tem de passar pelo Benfica e pelo Sporting.» O futuro? Que futuro? (...)»

Dia 12

André Pipa - Jornalista, em A Bola; «A estátua de Béla Guttmann que o Benfica mandou por no estádio da Luz tem como finalidade última esconjurar a 'maldição' proferida pelo treinador húngaro depois de ganhar duas Taças dos Campeões Europeus (1961 e 1962) para o Benfica. Como é do conhecimento geral, o Benfica não aceitou a exigência de Guttmann, que queria um aumento salarial não previsto no contrato. O 'feiticeiro' bateu com a porta e disse que «nos próximos 100 anos» o Benfica não iria voltar a ganhar a Taça dos Campeões». Bom, passaram mais de 50 anos e o Benfica não só não voltou a ser campeão europeu como perdeu todas as finais internacionais (oito - OITO!) a que chegou depois da saída de Béla. (...) »

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «Logo a seguir ao dramático final da época passada, ninguém no Benfica tinha pensamentos positivos. Porém, encontrei Jorge Jesus melhor do que pensava. Ele estava convicto de que em 2014 seria campeão. Lembro-me de lhe dizer: "Para isso, tem de ganhar ao Porto. Enquanto perder com o Porto na Luz, o Benfica não será um candidato credível ao título.". (...) »

Rui Dias - Redactor Principal do Record; «Luisão coordena toda a ação defensiva, articula os movimentos sem bola e define os tempos de entrada nos lances. Ou seja, é a força aglutinadora do coletivo e um jogador de fiabilidade quase absoluta nos despiques individuais em que participa. Se parte do sucesso encarnado na presente época passa pelo momento em que fechou a porta de acesso à sua baliza, o capitão tornou-se elemento decisivo na época encarnada. Pode ser menos reconhecido, mas é mais preponderante do que os artistas geniais e os atiradores com pontaria afinada que vivem à sua frente. Já entrou na história do Benfica.»

Dia 13

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) O certo é que na nossa Liga só há tempo para fulanizações bloqueantes, guerrilhas intestinas, suspeições arbitrais , minudências regulamentares, divergências juridiscionais, ou agora esse naco de superficialidade egocêntrica de um hiato de 9 dias entre a data estatutária e a data dos amotinados na eleição para a Liga. (...) »

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado, no Record; «(...) Abdoulaye foi cedido pelo Porto ao Guimarães no início da época de 2013/14. Nos dois jogos em que as duas equipas se defrontaram, para a Taça e para a Liga. Abdoulaye nunca jogou contra o Porto, alegadamente por estar lesionado. Miguel Rosa foi vendido pelo Benfica ao Belenenses, e é reconhecido como o mais influente jogador desta equipa. No último jogo entre elas, nem sequer foi convocado, provocando uma mal-estar que nem o treinador dos azuis, questionado sobre o facto conseguiu disfarçar. (...). »

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) Falando mais a sério: o que parecia ser de bom senso, a nomeação de Proença para um jogo especial, escaldante e que será jogado nas circunstâncias que se conhecem, devia ter sido assumida de início, dentro do critério natural de que os melhores árbitros devem ser escolhidos para os melhores jogos. É aliás o único critério capaz de defender quem tem a ingrata missão de escolher os árbitros.»

Dia 14

Daniel Oliveira - Analista Político no Record; «(...) É verdade que é muito difícil provar intenção e dolo. Mas é impossível não ver um comportamento padrão e ignorar as circunstâncias em que ele acontece. Uma arbitragem que transforma uma vitória em empate ou um empate em derrota é um erro compreensível. Duas, é incompetência. Cinco, no mesmo campeonato e em tão pouco tempo, não pode ser nem erro, nem incompetência. (...)»

José Manuel Freitas - Jornalista de A Bola; «(...) Fora deste contexto andam a enganar o povo quando nos garantem que a 'troika' está de saída. É mentira, mentira, mentira pois vai cá ficar ainda outra pior formada por Cavaco, Passos e Portas. »

Pedro Ferreira - Cronista de 'O Benfica'; «(...) Disfarçado numa espécie de manto de vitalidade esconde-se o fervilhar da podridão de um pântano estagnado há três décadas e em que aforismos de falência moral como "o que hoje é verdade amanhã é mentira" são publicamente assumidos e vividos entre gargalhadas boçais, fina ironia e charutos mamados (como escrevia Eça) em prostíbulos e lupanares sobejamente conhecidos.»

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