Não consegue ver correctamente? Abra no Browser.

Newsletter N.º 236

Nova jornada do campeonato com o FC Porto a ultrapassar pela diferença mínima o obstáculo Braga. Por sua vez o Benfica foi a Arouca com o objectivo de sempre - vencer. Não foi contudo fácil pois entrou praticamente a perder, valendo a reacção na 2.ª parte que acabou por garantir-lhe um vitória tranquila. O Sporting voltou a sofrer para vencer o Penafiel. A expulsão complicou mas não justifica tudo.

Destaque enorme para Nélson Évora que conseguiu a proeza de ser o novo campeão europeu de Pista Coberta. Uma justa recompensa para quem tanto tem sofrido com a lesões.

Realce também para o Voleibol que depois de ter afastado o Fonte Bastardo, venceu a Taça de Portugal e de seguida foi à Grécia apurar-se para a meias-finais da 'Challenge Cup'. O Andebol pese embora altos e baixos conseguiu com alguma dificuldade vencer o Águas Santas e passar assim às meias-finais do 'play-off'.

Jornada 25 contra o Braga. Que esperar senão uma vitória?


Dia 7

Paulo Teixeira Pinto - Adepto portista em A Bola; «(...) É neste exacto momento, quando se entra na fase decisiva do campeonato, que Benfica e FC Porto vão ter de demonstrar o andamento de que verdadeiramente são capazes. Os campeões em título seguem na frente. Sem grandes feitos, é verdade, mas também sem precisarem de grandes correrias. Bastou-lhes, até esta altura, tocar num ritmo entre o Larghetto (50-55 bpm) e o Andante Moderato (90-100 bpm). Mas daqui para frente tenho as maiores dúvidas de que tal seja suficiente. Porque aos azuis e brancos não resta alternativa outra que enfrentar o que está por cumprir em moldes de uma verdadeira cavalgada wagneriana. Ou ao ritmo do chá-chá-chá. Que não há orquestra que possa dispensar um maestro como Jackson Martínez. Mesmo que Tello queira cantar como a soprano catalã Montserrat Caballé. Não dá, não vai mesmo dar, para desacelerar. Com cansaço ou sem ele. Que descansem em férias. Agora tem de ser sempre a acelerar até ultrapassar o Benfica. Pé a fundo. Sempre a abrir em modo Presto (180-200 bpm). Só em desafios em que as coisas estejam controladas com toda a segurança se poderá descer até ao ritmo Vivace (152-168 bpm).
E já agora sirva-se o Basileia com a mesma música.
»

Rui Santos - Jornalista no Record; «(...) Não me parecem boas as intenções de quem divulgou, recentemente, os contornos do contrato entre o Sporting e Marco Silva, mas parece evidente que essa revelação adensa a ideia de um regime de não-pacificação entre o presidente e o treinador dos leões. Há demasiadas feridas aberta, o que é normal na sequência de um processo doloroso. Quando a crise rebentou, defendi a ideia segundo a qual a radicalização da posição presidencial poderia levar inclusive, à queda de Bruno de Carvalho. O presidente recuou e fez bem, em nome da sua longevidade no cargo, e também em nome de uma posição não exactamente alinhada com o actual sistema de organização do futebol e das suas demasiadas entorses. Manteve Marco Silva no cargo, provavelmente pressentindo o perigo de uma decisão precipitada, mas já se sabia que a coexistência não iria ser fácil e iria conhecer uma fase de maior clareza num momento de menor fulgor competitivo. Esse momento aí está, com a derrota clara no Dragão.
Só em condições muito especiais se deve mudar de treinador no decurso de uma época. Pelas razões aduzidas, Marco Silva foi poupado. Mas isso não deve contribuir para a negação da realidade. E a realidade é que o divórcio parece estar iminente. O momento certo para a avaliação nua e crua da situação é o final da época. Provavelmente Bruno de Carvalho já não pode ver Marco Silva e Marco Silva já não pode ver Bruno de Carvalho. Com a elegância possível, se calhar o melhor é fazerem contas e cada um ir à sua vida. (...)
»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «A luta pela igualdade do género em Portugal e no mundo tem conhecido alguns avanços. Lentos, às vezes, mesmo, desesperantemente lentos, mas ainda assim avanços. É evidente que se torna demasiado assustador ouvir na conclusão de um recente estudo sobre a matéria que apenas daqui a setenta anos as mulheres poderão ver cumprida a sua legítima ambição de ganhar o mesmo que os homens, em situações equivalentes de função e de produção. E, mesmo assim, o mundo move-se... Hoje, em Portugal, por exemplo, há mais mulheres do que homens com formação universitária e cada vez mais mulheres qualificadas para todas e quaisquer funções. É, porém, importante considerar que a luta pela igualdade do género tem de assentar, essencialmente, na luta pela igualdade de direitos e não, como por vezes se confunde, na luta pela igualdade absoluta. O Homem e a Mulher devem ser iguais na diferença, sem que essa diferença possa alguma vez ser um obstáculo à liberdade individual, ao desenvolvimento pessoal, ao pleno uso de direitos e garantias enquanto cidadãos. (...)»

Dia 8

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «A passagem relativamente fácil do FC Porto em Braga, somada ao atropelo que deu ao Sporting no clássico, reforçou a candidatura portista ao título, ainda que a diferença para o Benfica se mantenha. Por isso, o jogo de Arouca, hoje, é a primeira de 11 finais para os encarnados, que tudo farão para revalidar o título de campeão. Essencial, contudo, é levar tão a sério o jogo que se segue como a receção aos guerreiros ou o clássico que todos assumem como decisivo. Não é só nos jogos grandes que se perdem pontos. A derrota com o Estoril de Marco Silva marcou Jesus e o erro não pode ser repetido.
É verdade que são poucas as equipas da Liga que podem bater-se com Benfica e FC Porto. A diferença de orçamentos é tão grande que a valia e o talento raramente chegam para fazer cócegas aos grandes. Mas é necessário que a concentração competitiva esteja lá. Um dia menos bom pode deitar tudo a perder. (...)
»

Fernando Seara - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) 3. O Futebol Clube do Porto na sexta feira ganhou, e bem, em Braga. Quase ninguém falou da arbitragem. Sérgio Conceição foi o único a queixar-se. Mas algumas das vozes que nas últimas semanas emitiram opiniões acerca das arbitragens passaram ao lado de um ou outro lance duvidoso. Em Braga não houve frases em latim. O que significa que falar acerca das arbitragens tem dias. Ou meses. E neste âmbito Artur Soares Dias sabe bem que no seu arquivo tem algumas e íntimas razões de queixa. Em 2014 o Presidente do Futebol Clube do Porto dizia, em voz alta, que não tinha condições para arbitrar e que «se é honesto, não pode apitar e não tem competência» para isso. Mas já este ano, em 2015, e bem recentemente, proclamou o responsável pela escolha de Julen Lopetegui que «Artur Soares Dias tem todas as condições para ser árbitro de topo europeu». E acrescentou que «tem conhecimento, tem presença e sabe o que é a arbitragem». Esta clara evolução levou-me a reler um número, já bem antigo, da revista Time Magazine que a este respeito escreveu o seguinte: «O ideal seria os árbitros combinarem a integridade do Supremo Tribunal de Justiça, a agilidade física de um acrobata, a paciência de Job e a imperturbabilidade de Buda». Não esqueço que os radicais islâmicos destruíram, há algum tempo, estátuas de Buda dizendo que, assim, respeitavam a vontade de Maomé! Mas sublinho, e evidencio, acima de tudo, a paciência de Job. Que é um bem muito necessário a alguns árbitros de e em Portugal. Neste tempo e nestas circunstâncias! (...)»

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra no Record; «(...) A mesma configuração acontece na esfera laboral dos treinadores. Mas, pelos vistos, a dependência dos resultados também chegou à extinção dos próprios contratos. A fazer fé na veracidade das notícias sobre o contrato de Marco Silva com a Sporting SAD, o seu vínculo estará sob o jugo de "justas causas" de despedimento assentes na "performance" competitiva da equipa. Seja por estar a mais de "X" pontos do primeiro classificado no fim da primeira volta. Seja por não obter a terceira posição no fim do campeonato. E por aí fora... Na falta de regime legal expresso sobre a relação jurídica entre treinadores e clubes, estará aberto o caminho livre para este tipo de cláusulas? Serão elas válidas? Na verdade, poderão elencar-se várias circunstâncias que justifiquem a licitude do despedimento, à luz do elenco de "justas causas" previsto no Contrato Coletivo de Trabalho celebrado entre a Liga e a Associação de Treinadores, e, entre elas, algumas até poderão enquadrar no limite essa dependência: "lesão de interesses patrimoniais sérios da entidade patronal" ou "desinteresse reiterado pelo cumprimento, com a diligência devida, das obrigações inerentes". Porém, todas as justificações para despedimento sem indemnização devem subordinar-se ao crivo geral: só é "justa causa de despedimento" válida a violação grave dos deveres do treinador com comportamento culposo que impossibilite a subsistência do vínculo. Será o caso? »

Dia 9

Alexandre Pais - Ex-Director do Record; «(...) Inácio ensaiava então apenas os primeiros tiques de uma postura que iria endurecendo até chegar a treinador adjunto do FC Porto, 12 anos mais tarde, altura em que atingiu o pico da especialização no "nós contra todos" tão próprio dessa máquina de sobrevivência que a necessidade e o engenho levaram Pinto da Costa a fazer da estrutura do clube.
Lopetegui tardou a entrar no registo. Aliás, tentou adotá-lo cedo, mas a indefinição quanto à equipa e à filosofia de jogo, e os pontos perdidos na fase inicial da liga, forçaram-no a arrepiar caminho. Além disso, trouxe para cá espanholada a mais para o nosso gosto chauvinista. E teve, assim, de ler e ouvir críticas ferozes, algumas justas, e enormidades avulsas para as quais só existe coragem quando o alvo são os dragões.
Agora, passado esse cabo de tormentas e tendo conseguido construir quase do zero um onze - ou um dezoito - muito mais forte, Lopetegui, com a bênção dos deuses da casa, claro, retoma o discurso duro e desafiante que se viu na conferência de imprensa em Braga. O FC Porto é a organização da estratégia permanente. E o treinador basco encontrou o tom para a servir como ninguém. (...)
»

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF em A Bola; «(...) Os 17,21m alcançados em Praga indiciam uma boa prestação nos mundiais de Agosto e também redobram as esperanças para os Jogos do Rio em 2016. A verdade é que o campeão voltou. Um orgulho para todos os portugueses que vibraram com mais este título internacional. Uma palavra para o treinador João Ganço que nunca baixou os braços e sempre acreditou no regresso do campeão.
Numa reflexão mais alargada atrevo-me a dizer que Portugal precisa de muitos exemplos destes, de gente que não desiste, não deita a toalha ao chão, não se resigna, não cruza os braços, mas sim arregaça as mangas e decide lutar por aquilo em que verdadeiramente acredita e que, com muito trabalho, esforço, garra, determinação e coragem, sabe que a recompensa acaba por chegar. Um obrigado muito especial ao Nélson Évora pelo seu exemplo, continuando nós a acreditar no potencial do atleta do Benfica. Ontem foi Dia Internacional da Mulher, sendo desportivamente bem comemorado. Uma referência para o Algarve Cup, uma das melhores competições de futebol feminino, que contou, uma vez mais, com seleções de topo mundial. (...)
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «Está vivo o campeonato. Benfica e FC Porto não cedem, num braço-de-ferro com (provável) decisão marcada para a Luz na 30.ª jornada, a 26 de Abril. Apesar dos sound bites, oficiosos, que não passam disso mesmo, falando, à vez, de árbitros e quejandos, a verdade é que estamos perante as duas equipas mais bem preparadas do futebol português, o Benfica, com um plantel menos valioso e numeroso que o do FC Porto, beneficiando, porém, de poder dar-se ao luxo de só ter olhos para a Liga portuguesa; e os dragões, vivendo numa bendita abundância de escolhas, cada vez mais focados num onze base que demorou a encontrar mas aparece agora afinado. (...) Fora da luta pelo título ficou, entretanto, o Sporting. Não que os leões tenham um onze pior que os rivais; mas têm um dezasseis inferior e um vinte e dois muito mais fraco que os dois clubes que comandam o campeonato. É um preço que o Sporting se vê obrigado a pagar, imputável à escolha de vários jogadores que oneraram as contas sem benefício desportivo. (...)»

Dia 10

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Já deu para perceber que Jorge Jesus incha em pouca água. Sobrevaloriza os obstáculos acessíveis e depois fraqueja quando se lhe colocam problemas mais complexos. De aí, o tropeção no percurso europeu e, talvez também devido a isso, em menos de dois meses ter perdido com Sérgio Conceição em outras tantas ocasiões: primeiro, para o Campeonato, em Braga, e depois, para a Taça de Portugal, no Estádio da Luz. Resultados que transferem para o encontro da próxima jornada, entre ambos, inusitado interesse, na medida em que o campeão em título vai receber o único adversário a quem ainda não conseguiu ganhar esta temporada. Mas não é só, em caso de vitória o Benfica ficará em situação particularmente confortável para defrontar o FC Porto na 30.ª ronda, com a serenidade que lhe confere o poder futebolístico que evidencia e a vantagem de quatro (cinco?) pontos sobre o dragão. (...) »

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário no Record; «Durante 45 minutos, em Arouca, num mini-Estádio da Luz, esteve presente um mini-Benfica. Uma equipa amorfa, sem intensidade e que pareceu ter ficado tolhida por um duplo erro defensivo de Eliseu (mais um) na mesma jogada. Depois, ao intervalo, e com o espectro da Mata Real a pairar, tudo mudou. E, desta feita, mesmo com a entrada de Talisca, a diferença não foi de natureza tática. O que fez diferença foi a atitude. Repare-se, os dois golos decisivos, que viraram o jogo, resultaram de jogadas de insistência, onde, primeiro, Lima e, depois, Gaitán não desistiram, forçaram o erro adversário, e revelaram o suplemento competitivo que constrói equipas campeãs. (...)»

Sidónio Serpa - Professor Universitário, em A Bola; «(...) A medalha de ouro conquistada por Nelson Évora nos europeus de pista coberta dá fundamento a um dos mais relevantes benefícios do desporto. O confronto da pessoa com as suas limitações, frustrações, desilusões e tremendos obstáculos. Nelson passou por graves lesões que levaram alguns a antecipar-lhe o fim da carreira, por recomeços vários depois de ser um dos melhores do mundo, pela superação do sofrimento físico e psicológico que destruiria muitos de nós. Mas foi movido por superior capacidade volitiva suportada por notável resiliência, e deu forma a um objectivo em que transformou um sonho que, porventura, pareceu improvável nalguns momentos. A medalha é importante por ser um símbolo. De que nos anos que seguirão o desporto, ele poderá ser campeão na vida pela capacidade de superar contrariedades e obstáculos. »

Dia 11

Nélson Feiteirona - Jornalista de A Bola; «(...) Os árbitros cometem erros graves, cometem até erros estranhos e difíceis de explicar, mas quero acreditar que são erros. Ou então teria de admitir uma fantástica teoria da conspiração e uma outra teoria sobre a primeira teoria para conseguir descobrir quem na realidade é beneficiado e quem é prejudicado. E mesmo assim, provavelmente, teria de alterar a conclusão de temporada para temporada. O que gostava era que se discutisse mais o regresso de Slimani, se Nani está ou não em forma, onde está o Talisca da primeira volta, porque é que Adrián López joga tão mal quando joga e por aí fora... Menos capelas e abadias, por favor; pelo menos durante tanto tempo, repetidamente. Lá fora também se erra e comenta arbitragens, e também se critica. Tenho ideia é que a nuvem passa mais rápido.»

Nuno Perestrelo - Jornalista de A Bola; «(...) Pelo que percebi, lá como cá, há gente em campo que veste camisolas de cor diferente das restantes. Como para os americanos o nosso futebol é coisa chata, no soccer os rapazes das camisolas diferentes que são focados pelas câmaras nas transmissões televisivas calçam luvas e tocam na bola, ao contrário do que se passa por cá, onde em vez de luvas nas mãos andam com um apito na boca e uma lata de spray a fazer grafitis temporários.
Há dias, ao navegar num site dedicado ao soccer reparei que tinha vídeos de jogos. Num deles, mostravam-me uma finta como as que vão sendo feitas em Portugal. Assim, só isso, sem mostrarem o resto da jogada. Aquilo fez-me impressão confesso. Nem um, um só, unzinho, lance como os que preenchem horas de discussão nos programas de TV em Portugal, de gente a cair, de repetições de 10 ângulos diferentes. Nem um! Só uma finta, uma daquelas que vemos em qualquer jogo em Portugal mas que já nem valorizamos. Incrível mesmo é que aquele povo enche estádios para ver soccer! Vá-se lá entendê-los...
»

Rui Dias - Redactor Principal do Record; «(...) 4. Não há estilos melhores do que outros. A eternidade habita no génio universal de Figo, Robben, CR7 e Hazard mas também no requinte de Quaresma, Nani e Gaitán; na ação demolidora de Sérgio Conceição, Di Maria e Carrillo e no golo de Simão, Bale e Tello. Salvio é uma súmula de todos, caracterizado por ter mais interesse no espaço do que nos adversários e valorizar mais o senso comum do que o adorno; é um sprinter que, podendo ganhar terreno em linha reta, não se põe com serpenteados, e um realista com técnica sublime, que não perde tempo com truques. Sendo um jogador com mais olhos para o jogo do que ouvidos para o efeito que provoca nas bancadas, é um extremo em permanente estado de exaltação, que vai sempre direto ao assunto: não engana, desvia-se; não finta, acelera; não espera, atropela; não se recreia, joga futebol. »

Dia 12

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «(...) Hoje é consensual que o FC Porto tem um dos melhores plantéis das últimas três décadas. Mas poucos arriscaram dizê-lo em julho passado. Porque a aposta no mercado espanhol em jovens de elevado potencial, mas quase todos suplentes, foi olhada com desconfiança, como se não fizesse sentido investir em jogadores comprometidos e com fome de glória. A verdade é que quase todos eles amadureceram rapidamente e ficaram valorizados no mercado (a exceção é Adrián López). E isso é também verdade para muitos dos que já moravam no Dragão. Danilo, Alex Sandro, Herrera, Quaresma e até Jackson são hoje claramente mais competentes e maduros nas suas ações. E isso, não tenhamos dúvidas, reflete a qualidade do treino. E do treinador. »

Leonor Pinhão - Jornalista em A Bola; «(...) Artur Soares Dias, o árbitro a quem no ano passado Pinto da Costa vaticinou o fim da carreira e a quem este ano o mesmo Pinto da Costa vaticinou um futuro brilhante, vai ser o árbitro do Benfica-SC Braga de depois de amanhã. Isto não é um problema de Artur Soares Dias que é constantemente um bom árbitro. A inconstância não é do árbitro, é do dirigente. Isto é um problema de Pinto da Costa que umas vezes diz uma coisa e outras vezes diz uma outra coisa completamente diferente. O que se compreende porque a ameaça é grande e o supermercado de que Sir Ferguson falava já não é o que era, queremos crer.»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) É bastante impressionante como, apesar do péssimo arranque do campeonato, o Porto se reconstituiu sem desistir do campeonato. O Sporting estoirou naquele golo do Benfica em Alvalade, e a sua luta não é agora outra que não a de ir à Europa. Ora foi na Europa, precisamente, que o Porto deu esta semana um valente "show de bola", como dizem os brasileiros. Claro que o Basileia não é o Barcelona, mas também não é um clube de segunda - aliás, Paulo Sousa está a fazer, devagarinho, uma carreira de treinador que parece muito consistente. Os quatro golaços que o Porto marcou esta terça-feira mostram uma determinação que parecia não existir em Lopetegui. Mas ei-la. E isso é bom para as nossas prestações europeias, que andavam a resignar-se à Liga Europa; e é bom para a competitividade do campeonato. Cuidado com este Porto que agora se está a revelar. O Benfica não pode passear. »

Dia 13

Luís Fialho - Cronista de 'O Benfica'; «(...) O Futebol tem coisas estranhas, que escapam ao entendimento do adepto comum. É normal que uma equipa mais pequena se agigante quando tem pela frente nomes sonantes. Mas não é normal que, ano após ano, jogo após jogo, uma mesma equipa coloque grandes dificuldades a um adversário, e apresente total passividade face a outro. Desde os tempos de Domingos Paciência que assim é. Certamente por coincidência. Quem terá de ignorar tudo isto somos nós. E a solução para vencer é apenas uma: entrar com a mesma intensidade do adversário minhoto, sabendo que, assim, a maior capacidade técnica dos nossos jogadores fará a diferença. É também importante que, o apoio dos adeptos se faça sentir, não com bolas de golfe ou intimidação (como por vezes sucede em Braga), mas com incentivos capazes para empurrar a equipa para o golo.»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) Em 2014/15, com a ida de Tacuara para o Turquia, nasceram duas novas duplas no ataque. Lima e Talisca, primeiro. Lima e Jonas, depois. Alto rendimento em qualquer dos casos. Talisca, sem ser propriamente um avançado, brilhou nas primeiras jornadas do campeonato e fez vários golos a jogar como 9,5. Lima, para além de ser o segundo melhor marcador da Liga, resolveu o clássico do Dragão com um bis "à ponta-de-lança". Até que chegou Jonas. E esse, sim, obriga a que até os mais "cardozistas" façam a seguinte reflexão: que Benfica teria existido se Jonas tem chegado á Luz com 25 anos e não com 30?
O primeiro onze-tipo de Jesus será sempre recordado pelas melhores razões. Futebol de encantar! Havia, David Luiz, Coentrão, Javi Garcia, Ramires, Di Maria, Aimar e Saviola. Agora, acrescente-lhe Jonas, feche os olhos e tente imaginar o que poderia ter acontecido.
»

Sílvio Cervan - V.P. do SLB em A Bola; «(...) Chegado a casa vi o jogo em diferido, sabendo o resultado. Não havia na análise nem insegurança do desfecho nem incerteza. O Benfica voltou a ganhar um jogo em que foi prejudicado de forma acentuada. A perder 0-1 há um penalty não assinalado, empatado 1-1 há outro penalty por marcar, foram muitos os erros e de sentido único. Foi um resultado óbvio e uma vitória indesmentível, que podia e devia ter números mais expressivos.
Sábado, com o SC Braga, vai ser ainda mais difícil. Só um Benfica de superior qualidade poderá superar o que aí vem. Sabemos que nos próximos dois jogos se joga 51 por cento do campeonato, mas os nossos adversários também sabem isso. Sábado espero ser levado ao colo pelos adeptos e não ser atirado ao tapete por ninguém. Se o Benfica jogar tão bem como no jogo da Taça de Portugal que perdeu, ganhará com tranquilidade ao Braga. Será com um estádio cheio e muito apoio que se inicia esta corrida final ao 34.º título nacional.
»

SIGA-NOS NO TWITTER AMIGO ON FACEBOOK REENCAMINHE PARA UM AMIGO
Copyright © *|CURRENT_YEAR|* *|LIST:COMPANY|*, All rights reserved.
*|IFNOT:ARCHIVE_PAGE|* *|LIST:DESCRIPTION|*
Remover | Preferências 
*|IF:REWARDS|* *|HTML:REWARDS|* *|END:IF|*