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Newsletter N.º 210

Portugal iniciou da pior maneira possível a sua participação no apuramento para o Euro'2016 com uma impensável derrota perante a pior equipa do grupo- A Albânia. Sem Cristiano Ronaldo, a tão reclamada renovação foi um completo fiasco. Como seria de esperar começou logo a falar-se na substituição de Paulo Bento situação que veio realmente a acontecer. Espera-se agora pelo próximo seleccionador que terá tarefa árdua.

Devido ao fecho do Fundo do Benfica estabelecido com a ESAF ir ser liquidado no próximo dia 30 do corrente, o Benfica procedeu à aquisição de 85% das UP's do referido Fundo, passando a deter a totalidade das UP´s do mesmo, o que obrigou a um dispêndio financeiro de quase 29 milhões de Euros. Como seria de prever multiplicaram-se as opiniões até mesmo daqueles que só dizem disparates...

Por força da disputa da 1ª jornada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões com o Zenit, o Benfica antecipou o seu jogo da 4.ª jornada em Setúbal. Espera-se um resultado a condizer que permita manter intactas as aspirações encarnadas quanto ao título e moralize a equipa para o previsível difícil desafio de Terça.

Para finalizar o Benfica chegou a acordo com o avançado Jonas que irá reforçar o ataque debilitado com as saídas de Rodrigo e Cardozo.


Dia 6

João Seixas - Jornalista do Record; «Perdoem-me os mais suscetíveis, mas no que diz respeito à Seleção Nacional, o "tuga" adora "meter ferro". Por mais voltas que dê à cabeça, continuo a achar que quando se trata da equipa das quinas, tudo o que correr mal oferece alguma alegria ao povo.
Passo a vida a andar de táxi, o que me possibilita pelo menos duas viagens diárias, recheadas de animação e muita conversa de bola. E um destes dias, depois de entender que eu estava ligado ao fenómeno, o senhor Alves disparou alto (e de cabeça completamente voltada para trás, enquanto eu temia pela nossa vida): "Vezo, Tiba e Horta; Sim senhor, estamos bem entregues. "Perguntei se alguma vez os tinha visto jogar, se conhecia o talento destes novos rostos. "Não vi nem quero ver. Não vão render nada, ninguém os conhece." Confrontado com a possibilidade de ser selecionador por uns minutos, perguntei ao meu interlocutor quem levaria no lugar destes três: "Isso já não é um problema meu, eles é que recebem milhões..." (...)
»

Miguel Cardoso Pereira - Jornalista de A Bola; «O 10 está há muito em extinção, mas agora parece estar o 9 também. Dá-se a circunstância de, para este jogo com a Albânia, a Seleção ter apenas um avançado de área, um ponta de lança, um 9: Éder, nas ausências dos clássicos Postiga e Hugo Almeida.
Se historiarmos os atacantes do futebol português, os nossos melhores de sempre, excetuando Eusébio, foram sempre alas: Chalana, Futre, Figo e Ronaldo. Nascem-nos extremos porque não somos altos, mas somos rápidos e tecnicistas, sim. Ou porque formar pontas de lança se calhar é mais difícil. Talvez. É, de qualquer forma, uma realidade. É assim. Sempre foi assim. Creio, nesse sentido - reservando distâncias para quem estuda o assunto e faz dele profissão - que seria interessante pensar numa Seleção sem 9. Sobretudo porque temos Ronaldo e Ronaldo joga bem onde for preciso. (...)
»

Octávio Ribeiro - Director do 'Correio da Manhã' no Record ; «(...) Mesmo que Ronaldo mantenha condições para ainda poder liderar a Seleção no Euro'2016, todos devemos estar cientes que aquela capacidade de arranque quase extraterrestre tende a desaparecer. Se é que ainda existe. É essencial para os próximos anos de carreira de Ronaldo, e para as aspirações de Portugal, que Ronaldo comece a procurar terrenos mais interiores, que lhe permitam alto rendimento com menos metros em sprint. Mas tal como o sol se põe todos os dias, Ronaldo irá acabar enquanto estrela dos relvados. Quanto menos orfandade a Seleção Nacional sentir do seu maior jogador, melhores serão os resultados da próxima década. Paulo Bento tem obrigação de renovar a Seleção, já a pensar nos próximos seis anos.
Com um pouco mais de coragem do que Fernando Gomes mostrou nas tímidas mudanças após o pantanal brasileiro.
»

Dia 7

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «Jonas ou Nélson Oliveira e Guedes? Esta é uma das questões que se discute hoje nos gabinetes da SAD do Benfica. Sinal de que ainda há dinheiro para gastar e falta de pulso para ditar a aposta nos jovens da formação.
Percebo a posição de Jesus. Um brasileiro de 30 anos, experiente, com quilómetros e quilómetros de futebol profissional nas pernas dá mais garantias de rendimento imediato do que os jovens. Pelo menos se estes não forem devidamente enquadrados ou se não sentirem a solidariedade total do treinador. Resta saber porque não se torna política do Benfica o encaixe obrigatório de um determinado número de jovens no plantel profissional. (...)
»

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «1. A imprensa destacou o afastamento do Grémio de Porto Alegre da Copa do Brasil, com base em insultos racistas proferidos ao guarda-redes do Santos. Joseph Blatter não deixou de elogiar a decisão da justiça desportiva brasileira. Um meu amigo presenciou o jogo ao vivo. É dele este relato: «Os insultos sucederam-se durante todo o jogo, milhares de pessoas chamaram 'veado' ao Robinho e nada... Depois, meia dúzia de anormais chama macaco ao guarda-redes visitante e o mundo veio abaixo.» (...) »

Vítor Serpa - Director de A Bola; «A Seleção Nacional abre hoje a campanha de qualificação para o Europeu 2016 em França. A Albânia é o primeiro adversário e Portugal tem a obrigação de ganhar o jogo, esquecendo o histórico de resultados quase absurdos com seleções menos qualificadas.
Portugal não tem, neste momento, uma grande seleção, principalmente, quando não joga com Cristiano Ronaldo, como vai ser o caso no jogo de hoje. Temos de saber viver com essa realidade e a primeira coisa a fazer é não desperdiçar pontos com equipas de inferior qualidade. Parafraseando o presidente da FPF, Fernando Gomes, temos de ser competentes. Se o formos ganharemos o jogo e começaremos bem esta fase de qualificação. (...)
»

Dia 8

Alexandre Pais - Jornalista, no Record; «Não vale a pena despedir Paulo Bento e a Seleção com lenços brancos e o grau de exigência desmedida de recentes bons tempos: o que ontem vimos em Aveiro é o nível da "equipa de todos nós" a que teremos de habituar-nos nos próximos meses. Talvez com mais jogos e o regresso de Cristiano Ronaldo a produção futebolística melhore, tem de melhorar, mas (mesmo assim precisamos de reaprender a gostar da Seleção. Porque a explicação é simples: deixámos de ter muitos e bons artistas. (...)»

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF em A Bola; «(...) Estas reformas vão ser duras e tarefa vai complicar-se para as equipas portuguesas que ganham uma maior competitividade com a ativação dos fundos. Os clubes procuram aumentar as receitas, mas não podem deixar de cortar nas despesas e também aumentar o investimento na formação desportiva. Seremos capazes? Eu acho que sim... »

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Mas há ainda outro problema, que a FPF não identificou e que tem a ver com a política de comunicação. Bastaria alguma atenção à filosofia de trabalho de outras seleções durante o Mundial (Alemanha, Holanda, Estados Unidos, por exemplo) para se perceber como a crispação constante de Portugal é meio caminho andado para a derrota. O contacto dos jogadores de Portugal com os adeptos é escasso e feito de má vontade e a relação com os media é levada a cabo sempre em clima de desconfiança, num secretismo serôdio que em nada beneficia o contacto de uma equipa que por natureza é de todos nós com o exterior. Esse é uma área da FPF onde a modernidade ainda não chegou. E depois há Paulo Bento.
Mas fulanizar, neste caso, é redutor.
»

Dia 9

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) A renovação não só é necessária como inadiável, mas complexa e provavelmente demorada. Exige-se pelo fim de ciclo de alguns e pela aptidão repetida de outros. Objetivamente, em relação à última convocatória, entendo mal a chamada de Ricardo Costa, o futuro não passa por ele, a insistência em Raul Meireles, esgotou-se enquanto exemplo a preferência por André Gomes em prejuízo de Adrien Silva, uma injustiça, e a teimosia em Vieirinha um aprendiz de Ricardo Quaresma e que foi incapaz de aproveitar a imensa generosidade de Bento, o qual, face à penúria de genialidade, daqui em diante, deve previlegiar a força de vontade, o espírito de sacrifício, a capacidade de sofrimento, a coragem, a garra. Enfim, a atitude que tem de exigir-se a um qualquer profissional 'competente' e que Aveiro não revelou: se lhes falta o jeito, pelo menos que corram, lutem e metam o pé... »

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «1. Quando o Secretário de Estado do Desporto declara, preto no branco, referindo-se à Liga, que «a lei tem solução para todos os problemas», já sabemos o que nos espera: nada. Se a tutela política tivesse realmente vontade, como era seu dever, de pôr termo a esta situação vergonhosa que enxovalha o futebol português há longos meses, já teria agido e cessado com a ilegalidade que vem desde a época passada. Nas barbas do Secretário de Estado, o sr. Mário Figueiredo, com a conivência do presidente da Assembleia Geral da LPFP, tem andado todo este tempo a achincalhar os clubes, que são afinal os seus patrões. Ressalva-se o Sporting a quem, com a transparência de que se diz paladino, nada disto incomoda. Sabe-se porquê. (...) »

Norberto Santos - Redator Principal do Record; «(...) O apuramento de Portugal para o europeu não está, para já, em causa. É certo que o crash chegou à Seleção das quinas e qualquer dia haverá sinais de retoma, como sucedeu com a fabulosa epopeia dos Magriços no Mundial de 1966. Portugal teve de esperar duas décadas para voltar a pisar os palcos de um Mundial e mais tarde apareceu a geração de ouro. Agora há que dizer a estes rapazes que podem continuar a fazer história. E para que isso aconteça é preciso os jogadores acreditarem em Paulo Bento, e este na equipa. Tão simples como isto. »

Dia 10

António Magalhães - Director do Record; «(...) Em declarações a Record, na feira do futebol em Manchester, Bruno de Carvalho foi, como sempre, incisivo. "Picou" rivais, mas não deixou de lançar um aviso para dentro. Para ser campeão, o Sporting tem de querer muito mais do que os seus adversários, disse. No fundo, é preciso ter a vontade que ele tem.
No fim do dia, ficou a saber-se que Bruno quer levar Godinho Lopes, Nobre Guedes, Luís Duque e Carlos Freitas à barra do tribunal por atos de gestão danosa. É verdade que cumpre uma "promessa eleitoral" - e agora é bom que tudo fique esclarecido -, mas deixa o Sporting em grande convulsão. No fundo, é como ele é.
»

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «O frango de Artur no dérbi da Luz ainda dá que falar. O mais incompreensível naquele lance é que Artur ainda não tenha percebido que não sabe jogar com os pés e continue a complicar situações fáceis.
Discutiu-se também se Jesus o devia ter substituído. Julgo que não. Se o treinador o substituísse por causa do frango, sujeitá-lo-ia a uma humilhação pública tremenda. Uma coisa é substituir um jogador por quebra física ou por sub-rendimento. Outra é penalizá-lo directamente por um erro. Jesus fez muito bem em não ceder a essa tentação. E foi corajoso. Se Artur sofresse outro golo defensável que levasse o Benfica a perder o jogo, o ónus da derrota recairia sobre o treinador e não sobre o guarda-redes. (...)
»

José Manuel Freitas - Jornalista de A Bola; «(...) E continuando a achar que o espaço é seu (mas nem o próprio pode aceitar como provocação perguntar-se-lhe porque ficou Bruma de fora, ou porque jogou João Pereira em vez de André Almeida ou Ricardo Costa por Rúben Vezo...) se tem de haver mudanças é mais acima, pois após o afastamento da antiga equipa médica, «fomos todos incompetentes» ou «temos de nos apurar de qualquer maneira») quem se encontra nesse caminho é o atual presidente da FPF. Se tudo o que se está a passar tivesse Gilberto Madail na cadeira do poder já tinha havido uma manifestação à porta do Parlamento... Uma coisinha mais: não acredito que se deixar a Seleção antes do final do contrato (proposto por Gomes antes do Mundial), Paulo Bento queira deixar o cargo com o bolso a abarrotar. Aliás, quando comparado com o que ganham no presente algumas figuras na FPF, o selecionador acaba por ficar barato... (...)»

Dia 11

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) Ainda a propósito dos novos algarismos, recordo a sagaz explicação de Jorge Jesus durante o jogo em Londres contra o Tottenham. Ganhava o Benfica gloriosamente por 3-1 e dirigindo-se ao seu colega inglês fez o gesto com os dedos indicando 3 (golos, claro). Mas, na conferência de imprensa, mais cauteloso, explicou-se: «Estava a dizer Luisão, number 3» que, por acaso, veste a camisola n.º 4. Mas que para Jesus ocupa a posição 3. Ou seja, um número primo no SLB, evidentemente. »

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «(...) Mas são questões passíveis de discussão e não há nenhum treinador a quem não se possa apontar equívocos e erros pontuais. Provavelmente por ter noção disso, Fernando Gomes reafirmou a confiança no selecionador logo após o desastre no Brasil, resistindo assim a pressões de vários quadrantes, até de alguns dos seus pares. Alterar agora essa conclusão só seria admissível numa circunstância: se houver a certeza de que o selecionador já não merece a confiança dos jogadores. Porque Bento tem couraça suficiente para dar a volta à situação, lidar com a opinião pública e publicada e até com alguns ratos de esgoto. Mas nunca resistirá a um balneário que não lhe seja solidário. Mas, quando e se for esse o caso, o próprio Paulo Bento saberá que é a hora de sair.»

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado, no Record; «(...) Não tenho dúvidas que Paulo Bento é uma pessoa séria, e já nesta coluna tenho afirmado a minha consideração por ele, mas o facto de ser representado pelo mesmo empresário que André Gomes e outros jogadores, é um erro crasso, que inquina o seu trabalho, enfraquece a liberdade das suas escolhas e torna-o vulnerável a suspeições. O espanto que expressei quanto à opção pelo André Gomes é aquele que qualquer pessoa legitimamente terá; por isso acho que o selecionador nacional, a bem da equipa que dirige e da sua própria credibilidade, se deverá afastar dessas ligações que, mesmo que não o influenciem, são perigosas. »

Dia 12

Daniel Oliveira - Analista Político no Record; «Paulo Bento cavou a sua própria sepultura. Muitos dirão que foi o bode expiatório da imcompetência dos dirigentes. É só parte da verdade. Ele era mesmo um problema. É que é difícil perceber se a Seleção está completamente dependente de Ronaldo quando o único avançado convocado era Éder, com 12 jogos pela Seleção e sem um único golo marcado. E o único convocado era ele porque qualquer alternativa que estivesse fora dos hábitos do treinador não cabia na equipa. Nem sequer é verdade que Bento estivesse a começar um processo de transição. Alguns dos novos convocados só o foram porque o clube seleto de Bento sofreu algumas baixas e por causa da pressão mediática. E praticamente todos para ficar a ver o jogo do banco. Isto enquanto vários jogadores com carreiras menores e prestações medíocres mantinham lugar cativo. A realidade é que esta Seleção não era de Portugal. Era de Paulo Bento. (...)»

Luís Fialho - Colunista de 'O Benfica'; «(...) Seria interessante perceber se esse apagamento é conjuntural, ou se, pelo contrário, se deve à agonia de um certo futebol de rua (que conferia criatividade e robustez aos Futres, aos Figos e aos Ronaldos), e ao recrudescimento das gerações "Play-Station" (mais acomodadas e sem grande capacidade de sofrimento), assumindo então uma matriz estrutural, logo mais difícil de inverter. A verdade é que, na última década, contam-se pelos dedos os jogadores de classe internacional que o futebol português produziu. Mau trabalho de base, ou inexistência de talento natural? Suspeito que a segunda hipótese também seja de considerar. Sendo este um problema do âmbito da FPF, das selecções jovens, ou, no limite, da regulamentação desportiva, não me parece que o Benfica deva ter pruridos em recorrer aqueles que lhe dão mais garantias imediatas, independentemente de nomes, nacionalidades ou datas de nascimento. É verdade que existe, bem perto, quem alinhe com seis ou sete jogadores formados internamente. Mas... quantos títulos têm eles conquistado? »

Pedro Marques Lopes - Adepto portista em A Bola; «(...) Com uma exceção, claro está, o génio da gestão desportiva que nunca ganhou rigorosamente nada e dirige um clube há uma dúzia de meses. Bruno Carvalho. O indivíduo que envergonhou a grande instituição, que circunstancialmente representa, quando foi chamado de mentiroso, cara a cara, pelo advogado brasileiro, Daniel Cravo Souza. Afinal, o referido advogado não disse que o FC Porto era um exemplo do que não se deve fazer com os fundos de investimento, como Bruno Carvalho disse que ele tinha dito, mas exatamente o contrário. Afirmou, sim, que o FC Porto era um exemplo de transparência na questão dos fundos, já a conduta do Sporting com o fundo Doyen mostrava que o clube não era um parceiro fiável. Que excelente imagem deu o indivíduo Carvalho do seu clube e do futebol português. Ele e o duo dinâmico da Liga, os homens certos para salvar o futebol português. Um verdadeiro trio maravilha.»

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