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Newsletter N.º 249

Continuam, como seria previsível, os ecos da transferência de Jorge Jesus para o Sporting. Está para durar...

Os Juvenis conquistaram mais um título. Parabéns.

O Futsal imitou o Basquetebol ao ganhar o primeiro e perder o segundo jogo do play-off final num jogo atípico em que os dois principais guarda-redes foram expulsos. Aguarda-se pela resposta.

Mais títulos nacionais: O Hóquei feminino e os Sub-16 no Basquetebol. Estão por isso de parabéns.

Pelos dados existentes será Rui Vitória o novo treinador da equipa principal de futebol do Benfica. Bem vindo a casa e votos do maior sucesso.


Dia 6

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «Ter Jorge Jesus no Sporting era há dias um sonho que poucos adeptos ousavam ter. O treinador bicampeão parecia inalcançável, sentado não na cadeira de sonho, mas na do clube que nos dois últimos anos reinou no futebol português. Bruno de Carvalho descalçou a bota Marco Silva com um dos dois nomes que podia aplacar a ira leonina. Só Jesus ou Mourinho conseguiam, de facto, levar a massa adepta a esquecer o treinador que acabara de terminar um jejum de títulos de sete anos e cujo nome foi cantado em uníssono para a varanda da Câmara de Lisboa. A operação foi de mestre e mesmo Vieira demorou a perceber que havia a possibilidade de perder Jesus. (...)»

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «(...) A propósito, posso hoje dizer uma coisa que Jesus me confidenciou há uns meses: "Com exceção dos centrais, o plantel do Sporting não é inferior ao do Benfica." Vamos ver quem tem razão - se Vieira, se Jesus. Mas o presidente encarnado tem muito mais a perder. Se a equipa cair, a nação benfiquista vai acusá-lo de ter gerido muito mal este caso. Se o Sporting ficar à frente do Benfica na próxima época, Vieira terá a cabeça a prémio. Até porque, antes de Jesus chegar e ganhar três campeonatos, Vieira só ganhara um - com Trapattoni. E de forma muito trapalhona... »

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Deve o Benfica estar sentido com Jorge Jesus? JJ não é nenhum Toni, com uma paixão assumida pelo clube. Foi um treinador que beneficiou de condições excecionais e soube aproveitá-las, cresceu e sai mais competente e capaz do que entrou. Mais do que diabolizar Jesus, o que o Benfica deve fazer é continuar a criar condições ao próximo técnico para que este mantenha o clube na senda dos triunfos. Se isso acontecer, será o Benfica, e não este ou aquele indivíduo, o grande ganhador. É esse o principal desafio que se coloca a Luís Filipe Vieira: responder, apresentando uma equipa altamente competitiva, ao clima emocional criado pela mudança de lado na Segunda Circular de Jorge Jesus.
PS - Ainda sobre Marco Silva. Foi gratificante verificar, ao longo do dia de ontem, como os sportinguistas estão incomodados com o tratamento que lhe foi dado por Bruno de Carvalho.
O Sporting é mais do que aquilo!
»

Dia 7

António Magalhães - Director do Record; «(...) É por isso que Rui Vitória se encaixa tão bem no projeto que Vieira quer fomentar. Vitória não tem o carisma de Jesus nem cria a empatia de Marco Silva, mas é um treinador competente, ambicioso e que reúne os requisitos que se pretende para este novo ciclo. Será um Benfica com mais produtos do Seixal? Seguramente. Mas desenganem-se aqueles que julgam que Vieira não irá atacar o mercado com a ambição de quem quer provar no Benfica há vida (e títulos) para além de Jesus.»

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «(...) 3. Em primeiro lugar, alguns dos fundamentos referidos são insuficientes para a aplicação de tão gravosa medida disciplinar (por exemplo, a violação do dress code ou a falta a uma reunião). Por outro lado, tais infrações, graves ou menos graves, nunca geraram, até agora, nenhum exercício do poder disciplinar por parte do clube. Parece que o clube até viveu bem com a conduta do treinador. Em segundo lugar, passados 30 dias, as infracções não podem ser perseguidas disciplinarmente. (...) »

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra no Record; «Entre os detalhes que levaram à "saída" de Marco Silva e à entrada de Jorge Jesus no Sporting, muito Direito há para discutir e decidir. Como sempre, aliás. Desde a conduta de um treinador-trabalhador subordinado com contrato de trabalho em vigor até à "eliminação" da "imagem" (protegida legalmente) desse treinador de uma fotografia alusiva à comemoração de um título do clube-patrão. Desde a intervenção de um "empresário"-agente na política desportiva e na contratação de jogadores dos clubes até à determinação de "justa causa" para efeitos de despedimento de um (outro) treinador-trabalhador. Este último caso - o de Marco Silva - será mesmo - se vier a chegar a decisão final fora de entendimento do clube e treinador - uma oportunidade para fazer jurisprudência e acabar com algumas dúvidas sobre os "deveres" dos treinadores. Para além da hipótese - aparentemente legítima - de Marco Silva avançar unilateralmente com a rescisão por "justa causa" e confundir um pouco o baralho "político" de Bruno de Carvalho (com o "jurídico" a ser instrumental). (...)»

Dia 8

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «(...) Benfica: algum irresponsável mostrou, para além de péssimo perder, profunda devoção estalinista! Retirar Jorge Jesus da foto dos campeões é isso mesmo: estalinismo! Exatamente o que Estaline fez a Leon Trótski: a estúpida ilusão de apagá-lo da história.
Algum irresponsável logo deveria ter sido posto na ordem. E não foi! Se aspersores de água ligados sobre jogadores do FC Porto em festa no relvado da Luz foram vil tristeza, este pretenso apagão de Jorge Jesus passou todos os limites!
»

Hermínio Loureiro - VP da FPF em A Bola; «(...) Benfica: algum irresponsável mostrou, para além de péssimo perder, profunda devoção estalinista! Retirar Jorge Jesus da foto dos campeões é isso mesmo: estalinismo! Exatamente o que Estaline fez a Leon Trótski: a estúpida ilusão de apagá-lo da história.
Algum irresponsável logo deveria ter sido posto na ordem. E não foi! Se aspersores de água ligados sobre jogadores do FC Porto em festa no relvado da Luz foram vil tristeza, este pretenso apagão de Jorge Jesus passou todos os limites!
»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Benfica: algum irresponsável mostrou, para além de péssimo perder, profunda devoção estalinista! Retirar Jorge Jesus da foto dos campeões é isso mesmo: estalinismo! Exatamente o que Estaline fez a Leon Trótski: a estúpida ilusão de apagá-lo da história.
Algum irresponsável logo deveria ter sido posto na ordem. E não foi! Se aspersores de água ligados sobre jogadores do FC Porto em festa no relvado da Luz foram vil tristeza, este pretenso apagão de Jorge Jesus passou todos os limites!
»

Dia 9

Miguel Sousa Tavares - Adepto portista em A Bola; «(...) E, no final da época, quando Jesus tiver falhado o milagre, talvez alguns sportinguistas, mais do que os de agora, tenham vergonha da forma indecente como o clube tratou o treinador que lhe deu o primeiro título em oito anos. E talvez se lembrem das palavras que um sportinguista com 50 anos de sócio, Henrique Monteiro, escreveu este sábado, no Expresso:
«A entrega de um clube com o historial do Sporting a interesses obscuros, duvidosos, senão criminosos, é algo que nos deve preocupar para lá dos simples meandros do futebol... Não se pode ganhar sacrificando a decência, derrubando os alicerces daqueles que construíram o clube».
»

Nuno Santos - Jornalista no Record; «Rui Vitória é o mais que provável treinador do Benfica. Tem uma boa escola, uma boa identificação com o clube, onde já trabalhou, uma boa relação com o presidente, sensatez no discurso, capacidade de mobilização dos jogadores. Todos esses pontos estão a seu favor. Rui Vitória também colocou o Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães a jogar bom futebol. Mas, o Benfica é outra realidade. Outra pressão, outra exigência. É sempre, será mais no próximo ano dadas as circunstâncias em que Rui Vitória entra e em que a Liga terá lugar, numa luta a três com FC Porto e Sporting. A minha dúvida é se este homem cordato terá nervos de aço e capacidade de afirmação (Jorge Jesus e Julen Lopetegui têm) para esse combate dos chefes? E, já agora, com que jogadores vai contar no plantel. »

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «Jesus é um ótimo treinador e foi um funcionário que prestou grandes serviços ao Benfica. Com ele, o Glorioso voltou a ser um clube ganhador com uma ideia de jogo coerente com os desafios do campeonato. Na minha visão do Benfica, no momento em que Jesus terminou o seu vínculo, seria esta a mensagem que deveria ter sido repetida. Independentemente do clube pelo qual assinou. E aqui começam os equívocos da situação em que o Benfica se encontra. (...)»

Dia 10

Nuno Perestrelo - Jornalista de A Bola; «(...) Onde pode falhar a estratégia de Bruno de Carvalho não é, está visto, no upgrade que acredita estar a fazer à equipa. É, tão só, na forma como propôs o divórcio ao antigo treinador, apresentando nota de culpa com 400 páginas e acusações inenarráveis. Os tribunais - se não houver acordo - cá estarão para julgar e fazer Justiça, mas para trás ficará sempre um processo que cai mal a quem é de bem. Ora, se nos anos em que andou à míngua de títulos o Sporting conservou grandeza e pujança graças à união dos seus adeptos, tudo o que possa dividir ainda mais (depois de Godinho Lopes ter sido eleito por meia dúzia de votos) terá custos incalculáveis. »

Rui Dias - Redactor Principal do Record; «(...) 4. No solitário processo que tem caracterizado a escolha para seu general do banco, LFV concebeu o futuro do Benfica sem JJ. Para isso alimentou uma ambiguidade silenciosa: não o desejava na Luz mas o que queria mesmo era vê-lo fora de Portugal. Porque o projeto foi alterado, o perfil técnico não se encaixava e a relação entre ambos se esgotara, o presidente abdicou do treinador com mais títulos na história do clube. Se JJ venceu três Ligas em seis anos, para trás a águia conquistou as mesmas três em catorze (1991, 1994 e 2005). A dúvida levará um ano a ser desfeita: o Benfica venceu porque tinha sólida estrutura atrás de JJ ou porque beneficiou de talento, visão e competência de um dos melhores treinadores do Mundo? Esse é o mistério que alimenta o filme cujo primeiro capítulo está marcado para 9 de agosto. A Supertaça será elevada à dimensão de uma final da Champions de trazer por casa. »

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Então porquê a demora que contraria os tais manuais de pronta reação política? Por hesitação de Vieira ao verificar que maioria de dirigentes e muitíssimos adeptos preferem Marco Silva a Rui Vitória? Pouco crível. Há dois anos, Vieira teve decisão muitíssimo mais arriscada: contra quase todo o mundo benfiquista que recusava continuidade de Jorge Jesus, impôs a sua vontade e... o tempo vincadamente lhe deu razão.
Portanto, é mesmo muito estranho. Será que Vieira prepara resposta a bomba com bomba ainda mais potente? Nem Rui, nem Marco? Por exemplo, Jurgen Klopp que saiu do Borussia Dortmund? Óbvio: pura especulação...
»

Dia 11

Leonor Pinhão - Jornalista, em A Bola; «(...) Tudo isto porque a acusação do gabinete jurídico do Sporting a Marco Silva refere que o treinador ao não usar o fato completo e oficial do clube no jogo com o Vizela para a Taça de Portugal desrespeitou gravemente o regulamento interno o que configura motivo de justa causa para a rescisão unilateral do seu contrato.
Este será, porventura, o argumento mais exótico que ressalta das 400 páginas da acusação a Marco Silva. Veio depois a saber-se que o Sporting só forneceu a Marco Silva um fato completo para a época inteira - estava-se ainda no tempo das bifanas - e que o treinador só se apresentou em Vizela com roupa de treino porque a lavandaria de Alvalade demorou a devolver-lhe o seu único fato oficial limpinho, limpinho, limpinho como mandam as regras.
Bem me queria parecer que, neste Sporting, as grandes questões são de lavandaria.
»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) É ainda muito difícil imaginar o que poderá vir a ser o novo Benfica, mas pelos primeiros nomes que se vão conhecendo fica a forte convicção de que o ex-treinador do V. Guimarães terá à disposição um plantel de qualidade, à altura daquilo que se exige a um bicampeão nacional. Rui Vitória - que amanhã deverá ser apresentado e falar, pela primeira vez, na qualidade de treinador do Benfica - tem aqui o desafio de uma vida: confirmar ao mais alto nível o rasto de qualidade que deixou em todos os clubes por onde passou. Ser tricampeão foi aquilo que Vieira lhe pediu. Podia ser outra coisa?
PS.: O Sporting teve o mérito, inegável, de encontrar uma solução financeira que pudesse assegurar as exigências de Jorge Jesus. Não é por isso que o seu salário deixa de estar desajustado com aquilo que o futebol português é capaz de produzir. Só para se ter uma ideia: Jesus vai ganhar em Alvalade aquilo que Luís Enrique, treinador do Barcelona, não ganhou na última época. Apenas isto.
»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) O orçamento do Sporting é controlado pelos bancos, e se houve margem para alargar os custos só pode ser porque se espera aumentar as receitas, ou porque se espera entrada de capital para reduzir o passivo. É preciso não esquecer que, por muito que todos digam que não, o Sporting teve um perdão de dívida há dois anos. O salto que está a ser dado pode ser maior que a perna. Isso não significa que corra mal, mas significa que se estão a correr riscos. O Sporting está, por todas estas razões, não só comprometido, mas obrigado a vencer. Bruno de Carvalho quer acelerar a recuperação do Sporting mas arrisca atrasá-la. E Vieira tem contas a acertar com pelo menos duas pessoas. A guerra não é apenas entre Sporting e Benfica, é entre os seus dois presidentes. Um ganhará, o outro perderá. Bruno leva vantagem. Vieira quer vingança. »

Dia 12

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «(...) A chegada de Rui Vitória ao Benfica tem sido abafada pela tempestuosa saída de JJ e consequente despedimento de Marco Silva. Uma injustiça que não deverá durar muito tempo. O ex-técnico vimaranense merece ser levado muito a sério. Os bons trabalhos realizados nos clubes anteriores, o conhecimento global do futebol nacional em todas as suas vertentes e um pragmatismo que poderá ser útil a quem terá agora melhores armas para entrar na luta, fazem dele um dos favoritos à conquista do título. Sim, pode dizer-se que o Benfica é sempre candidato. Mas é bom que não se pense que a saída de Jesus matou a águia. Ela está apenas à procura de uma nova identidade. E pode bem continuar a ganhar. »

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Do lado do Benfica, a chegada de Rui Vitória deve ser vista como um momento de renovação, um capítulo novo que se abre, diferente do anterior pela filosofia, mas apontado ao único objetivo que norteia o clube da Luz desde a fundação, em 1904: vencer.
Quanto a Rui Vitória e à circunstância que passa a envolvê-lo, que mais pode desejar o novo treinador do Benfica? Vai ter em mãos os melhores jogadores que já treinou e disporá de condições de trabalho ao nível do que há de mais moderno. Tem razões para estar feliz e olhar o futuro com toda a ambição do mundo.
«Eu sou eu e a minha circunstância... » A circunstância de Rui Vitória só pode estar pintada de esperança.
»

Luís Fialho - Cronista de 'O Benfica'; «(...) Paulo Sousa, Pacheco ou Rui Águas (Figo, lá fora), ignoraram essa exigência no passado. Nenhum deles mereceria ver aberta a porta por onde um dia fugiu. Mais do que um clube, trataram mal o próprio futebol - subvertendo a sua natureza enquanto fenómeno identitário de agregação e de emoções.
Perante a lei, fizeram aquilo a que achavam ter direito. Não podem é esperar, depois, qualquer tipo de compreensão, carinho, admiração ou respeito por parte daqueles que choram com as derrotas, que não dormem na véspera dos grandes jogos, e que, directa ou indirectamente, pagam do seu bolso (muitas vezes com grande sacrifício) todo o futebol.
O agora treinador do Sporting entendeu seguir este caminho, quando podia deixar o seu nome escrito a ouro na nossa história. Apagou-se a si próprio nas fotografias. Não as da loja, mas, sobretudo, as da nossa memória.
»

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