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Newsletter N.º 202

O Campeonato do Mundo de Futebol está a atingir o dia D. É já no Domingo que se saberá qual será o novo Campeão do Mundo. Certeza mesmo é que o país anfitrião não o será porquanto nas meias-finais 'espalhou-se' ao comprido com a Alemanha tendo sofrido a maior goleada da sua história em campeonatos do Mundo. Natural portanto o desalento e a desilusão do povo brasileiro que chora agora amargamente o desfazer de um sonho que chegou a alimentar. E vamos ver ainda se subirá ao último lugar do pódio!

Realizaram-se no passado Domingo os sorteios das Ligas profissionais. O Benfica iniciará a defesa do título em casa com o Paços de Ferreira. Aguarda-se que, desta vez, o campeonato se inicie com uma vitória. Para variar...

As modalidades encarnadas que não atingiram os objectivos pretendidos (Andebol e Futsal) têm vindo a ser dotadas com novos atletas de quem obviamente se espera que contribuam para uma época positiva em qualquer das modalidades. A categoria dos jogadores é inequívoca pelo que estamos confiantes de que qualquer delas irá ter um desempenho muito satisfatório.

Desapareceu do mundo dos vivos um dos grandes ícones do futebol Mundial - Alfredo Di Stéfano. O futebol prestou-lhe a devida homenagem e o Benfica esteve representado ao mais alto nível - ao seu nível. Que descanse em paz.


Dia 5

Bernardo Ribeiro - Sub-Chefe de Redacção do Record; «(...) No fundo, é na gestão do mercado e na preparação do plantel que se decidirá muito do que será o sucesso desportivo do Benfica em 2014/15. A confirmação do fim de ciclo portista ou apenas o interregno sabático passa pelo que Vieira, Rui Costa e Jesus fizerem nos próximos dias. Vender bem, sim, mas comprar melhor. Não é fácil. »

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) O presidente de um qualquer clube teria debitado um discurso de circunstância, melodioso, sem dúvida, mas vazio no conteúdo. Filipe Vieira sabe estarem-lhe proibidas semelhantes banalidades. Exige-se-lhe o mesmo que aos políticos que se prezam, o chamado 'sentido de Estado', em cada palavra, em cada frase. «O que podemos transmitir é que todos os anos prometemos que o principal objetivo do Sport Lisboa e Benfica é ser campeão», declarou. Ganha quem investe e quem beneficia desse investimento, como se percebe... »

Miguel Belo - Jornalista do Record; «(...) É que do naipe de reforços garantidos, à primeira vista, apenas Candeias e Derley estão perfeitamente identificados com o futebol português e são capazes de se assumirem como soluções a breve trecho para as águias. É óbvio que é preciso ter em conta os futebolistas que regressam após um ano de empréstimo, mas alguém acredita que, por exemplo, Lisandro López vai substituir Garay com a mesma qualidade? Ou que Fariña será solução para assumir o lugar de Enzo Pérez de imediato?»

Dia 6

Luís Avelãs - Editor do Record; «(...) A FIFA, hoje como quase sempre, tem dois pesos e duas medidas. Pensar que todos são tratados por igual, que as regras são as mesmas para todos, é a mesma coisa que, já adultos, insistirmos em acreditar que o Pai Natal é quem nos oferece os brinquedos ou que as crianças são transportadas pelas cegonhas. Era bom, era... »

Paulo Montes - Jornalista de A Bola; «(...) O mundo do futebol e dos negócios que o envolvem já não está para lógicas que não as exclusivamente materiais. Entrou num plano superior, como o da política e da banca, onde a palavra pouco vale e a solidariedade muito menos. É o salve-se quem puder e venha mas é o papel e bons iates para dar nas vistas. A sofrer, coitados, ficam os heróis de barro, sobretudo os que não percebem desta geografia, cujo sucesso fácil e rápido afinal é efémero e, claro, entra em perda. (...) »

Rogério Azevedo - Jornalista de A Bola; «(...) Enquanto no Brasil está a terminar o mês em que todos os dias são domingos, em Portugal começa o mês e meio em que todos os reforços são craques. O Benfica contratou (por exemplo) Dawidowicz, Frisenbichler, Loris Benito ou Luís Felipe (hmm...); o Sporting foi buscar (entre outros) Slavchev, Oriol Rosell, Tanaka ou Ryan Gauld (pois...); o FC Porto (para já) adquiriu Opare ou Óliver Torres (hmm, pois...). Não dá para sonhar, dá para meditar. Foram-se Garay e Siqueira (sem agrado), foram-se Piris, Welder e Magrão (ainda bem), foram-se Iturbe, Fernando e Fucile (com pena). André Gomes e Rodrigo ainda não foram, mas está quase. Em fila de espera continuam Oblak, Enzo Pérez e Gaitán, Rui Patrício, Rojo, Wiliam Carvalho, Capel e Slimani, Mangala e Jackson Martínez. »

Dia 7

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «A equipa nacional envergonhou e deixou uma mancha de vergonha entranhada nos portugueses, com longa duração. O nosso desempenho e as caricatas lesões entraram, como merecido, no anedotário deste Mundial, a par da mordidela do Suárez. Todo o Brasil batia com a mão na barriga de gozo a cada "conquistador" caído por terra, mais de metade do grupo foi "abatido", e de "conquistas" népia, só desgraças.»

Hermínio Loureiro - V.P. da FPF em A Bola; «Apesar do prematuro afastamento de Portugal, este Mundial tem sido extraordinariamente interessante. Os guarda-redes estão a fazer exibições de outro mundo. O treino para esta posição tem evoluído bastante e os resultados estão à vista, sendo cada vez mais difícil aos avançados fazerem golos. (...)»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «Ano após ano, nesta altura de final de férias futebolísticas, vai decaindo o entusiasmo dos maiores clubes portugueses, substituído por preocupação e mesmo angústia. O anterior foco «Que reforços aí vêm?» cada vez mais cede a vez a «Quantos dos melhores vamos perder?» Há tão-só meia dúzia de anos, havia a febre da chegada do Ricardo Quaresma, ou do Pablo Aimar, ainda por cima acompanhado pelo Saviola (não me recordo de algum idêntico febrão sportinguista...; talvez o Izmailov, mas deu no que deu...). (...)»

Dia 8

José Ribeiro - Sub-Chefe de Redacção do Record; «(...) Com as expectativas lá bem no alto, o Benfica parte para o próximo campeonato sob aquilo que pode muito bem vir a ser uma "tempestade perfeita". E todos sabemos como é difícil resistir à junção de "ventos fortes" e "muita chuva". Neste caso, os "ventos fortes" são soprados por FC Porto e Sporting, cada qual com potencial bem superior ao exibido no campeonato anterior (a não ser que o mercado também os atinja em breve com semelhante força). E é a enxurrada provocada pela "chuva forte" que está a levar os craques da Luz. »

Miguel Sousa Tavares - Adepto portista em A Bola; «(...) 4. Tenho muito respeito por Augusto Inácio e não esqueço o que o FC Porto lhe deve, como jogador e como treinador. E também percebo que, no 'novo' Sporting, da 'transparência' e de Bruno de Carvalho, convém adoptar obedientemente o discurso oficial. Mas, porque tenho respeito por ele, lastimo que Augusto Inácio não revele, já nem digo respeito pela verdade, mas ao menos, pela inteligência alheia. (...) »

Norberto Santos - Redator Principal do Record; «(...) Esta temporada, a Liga portuguesa tem um dado novo: Benfica, Sporting e FC Porto querem ir longe na Liga dos Campeões. Jorge Jesus, Marco Silva e Julen Lopetegui não podem defraudar as expectativas dos adeptos. Os três não vão ter vida fácil. Jesus vale-se da experiência de cinco anos de águia ao peito. Já mostrou ter arte e engenho para gerir o plantel, um dos segredos quando se aposta em tantas frentes. Marco Silva e Julen Lopetegui vão conhecer um mundo novo. Têm ambição, mas isso não chega. São precisos resultados. E muitos golos. »

Dia 9

João Pimpim - Jornalista de A Bola; «O Benfica tem tentado - com sucesso, diga-se - colocar o ónus da gestão das saídas de algumas das mais importantes unidades do plantel nas próprias... unidades. A lógica comunicacional das águias neste defeso tem sido a lógica do 'se Siqueira saiu, a culpa foi dele que nada fez para ficar ou ainda a do se Oblak sai é porque revela uma enorme ingratidão'. Tenta esconder-se no primeiro caso o facto de o Benfica poder ter deixado passar a data limite para acionar a cláusula que permitiria manter Siqueira; e, no segundo, procura-se escamotear a realidade dos números: o Atl. Madrid bateu a cláusula de rescisão de Oblak. (...)»

Paulo Quental - Editor do Record; «Na ressaca do dramático final de época de 2012/13, Luís Filipe Vieira fez dois esforços para virar do avesso uma temporada de desilusão num êxito em toda a linha um ano depois. O presidente do Benfica manteve, contra a vontade de muitos, Jorge Jesus no comando técnico; e segurou, contra um desafogo nas contas, um plantel solidificado na qualidade de jogadores como Matic, Garay, Gaitán, Luisão, Cardozo, Enzo Pérez, Rodrigo, Salvio, entre outros, acrescentando-lhe ainda Markovic, Oblak e Siqueira. A recompensa à resistência do presidente veio na forma dos três troféus conquistados em 2013/14, mas no deve e haver financeiro o Benfica perde a larga escala para um passivo superior a 400 milhões de euros. (...)»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «Brasil num maremoto de convulsivas lágrimas. Estupefacto e... demolido. Rumo a terramoto de revolta! Que tareia levou em meia-final do seu Mundial! Ainda muito pior do que a final de 1950, perdida no Maracanã frente ao Uruguai, esta derrota, porque monumental sova, instala-se, para nunca sair, na alma brasileira e na história do futebol mundial. Que fulminante raio caiu ontem sobre a seleção do Brasil que tanto sonhava ser campeã do Mundo? (...)»

Dia 10

Leonor Pinhão - Jornalista e adepta benfiquista em A Bola; «Aqui pelo nosso burgo, o futebol a sério ainda não arrancou. Nem a sério nem a brincar visto que nem começaram aqueles adoráveis joguinhos de Verão para matar saudades e para se chegar a conclusões, normalmente, precipitadas. Apenas o FC Porto se estreou nestas compitas para treinador ver e para adepto se entreter brindando o Valadares por 9-0. Resumindo: ainda não houve futebol, nem bola a correr, nem penalties, nem foras-de-jogo e o presidente do Sporting já soltou o seu primeiro «grito de revolta» da temporada. Assim veio definido na imprensa o discurso de Bruno de Carvalho agastado com as notícias sobre entradas e saídas de jogadores, fruta de época, como todos sabemos. De Vieira e de Pinto da Costa não tem havido notícias mas de Bruno de Carvalho, sim, tem havido. «Dentro de 20 anos ainda vou cá estar!», diz. Melhor grita de revolta. »

Luís Pedro Sousa - Chefe de Redacção do Record; «As duas melhores equipas do Campeonato do Mundo vão encontrar-se na final do Maracanã. Independentemente de quem erguer o cetro no próximo domingo, Alemanha e Argentina provaram que as principais competições são conquistadas pelo coletivo, embora ninguém possa dispensar o contributo de jogadores de categoria extra, capazes de criar desequilíbrios e resolver os mais intrincados problemas, nem, como é óbvio, abrir mão de treinadores experientes e sagazes, coerentes nas estratégias e empenhados na formação de conjuntos organizados, que têm obrigatoriamente de valer mais do que a soma das partes que os compõem. (...)»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «Aconteça o que ainda acontecer, o Mundial de 2014 já está acontecido: a monumental derrota do Brasil aos pés da Alemanha nunca mais será esquecida. Aquela dúzia de minutos em que os "panzers" cilindraram o escrete está para sempre no trauma dos brasileiros, na glória dos alemães e na memória de quem viu o jogo. 7-1 é como uma marca em brasa na pele, nunca passa. Perguntem aos sportinguistas. Ou aos benfiquistas. (...)»

Dia 11

Daniel Oliveira - Analista Político no Record; «Houve quatro pessoas no Reino Unido que apostaram que a Alemanha iria golear o Brasil por 7 a 1. Tontos, loucos ou sem saber o que fazer ao dinheiro, a verdade é que fizeram as apostas mais lucrativas das suas vidas. E que para as principais casas de apostas inglesas, a Paddy Power e a William Hill, este absurdo valia 500 libras por cada uma apostada. E a Ladbrokes dava o dobro. Só a Paddy Power teve de desembolsar. Num dos casos, um estudante de Essex apostou 5 euros e recebeu 2.500 de volta. Conclusão do porta-voz da casa de apostas: "Alguns apostadores que pareciam estúpidos agora parecem génios". (...)»

Pedro Ferreira - Colunista de 'O Benfica'; «(...) Sempre que no passado vi um benfiquista ser alvo de injustiças cometidas por alguém com passageiro poder dentro Benfica e, em nome do Benfica, calar a revolta e a razão, não as tornando públicas, vi uma lição de benfiquismo. Sempre que vi um dirigente abdicar da sua vida pessoal/familiar para servir abnegada e incondicionalmente o Benfica, vi uma outra lição de benfiquismo. Sempre que vejo um avô emocionado por poder levar o neto à Luz, vejo a lição do benfiquismo assente no passar do testemunho. Esta última lição de benfiquismo é, de todas, a mais importante, porque garante uma renovação do benfiquismo com memória. (...)»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Sempre escrevi que Scolari é muitíssimo melhor condutor de uma equipa no plano de agregar fatores emocionais do que nas áreas técnico-táticas. Mas era da sua mais forte, mesmo pujante, faceta que a nossa Seleção muito precisava naquela altura, vindo de onde vinha. Não me choca, apenas porque já esperava...; os ódios que deixou em Portugal ressurgiram em grande, rebolando-se de gozo com o descalabro brasileiro na meia-final perante Alemanha. Acontece que até o Brasil em lágrimas e em chamas deveria pensar nisto: o seu último título mundial obteve-o com... Scolari; e que resultados conseguiu no intervalo de 12 anos até esta tenebrosa, sim, meia-final? Pois é... Também no Brasil das duas últimas décadas ninguém fez melhor do que ele... »

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