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Newsletter nº 240

Jornada 27.ª do campeonato. Vitória categórica do Benfica frente ao Nacional com o senão da lesão de Talisca, esbanjamento de oportunidades do Sporting em Paços de Ferreira que acabou por redundar num empate. Por sua vez o FC Porto tirou a 'barriga das misérias' e goleou o Estoril que esta época está muito abaixo das suas possibilidades.

Na Taça de Portugal o Sporting acabou por eliminar o Nacional assegurando assim a presença na final. Por outro lado o SC Braga ganhou boa vantagem no jogo da 1.ª mão frente ao Rio Ave e, salvo qualquer anormalidade, será o outro finalista.

Na Formação destaque para época estranhamente irregular dos Juniores encarnados que voltaram a marcar passo e a afastar-se definitivamente do título. As outras equipas tiveram um saldo amplamente positivo.

Modalidades: é óbvio que as atenções estavam (estão) viradas para o Voleibol e para os dois jogos da final da 'Challenge Cup' com o Novi Sad. No jogo da 1.ª mão fora os encarnados perderam pela 1.ª vez nesta prova, por 3-1, mantendo todavia em aberto as possibilidades para o 2.º jogo no Pavilhão da Luz. Pelo que se observou não vai ser tarefa fácil... O Andebol continua a ser destaque pela negativa pois continua demasiado irregular para ter aspirações a qualquer prova. Mas para já vem aí a competição europeia onde têm surpreendido. Aguardemos!

28ª jornada do futebol; o que nos trará?


Dia 4

António Magalhães - Director do Record; «(...) Há, de facto, coisas que não têm explicação. Esta é uma delas. Os exímios marcadores de livres tanto podem ser um miúdo gordinho e aparentemente sem qualquer jeito para a prática do desporto (mas com um senso de humor único) como um guarda-redes de futebol como esse fenómeno chamado Rodrigo Ceni que, aos 42 anos, ainda joga e que ainda há dias vi marcar mais um golo (vai em 1261) pelo São Paulo na cobrança de um livre... exemplar, obviamente. A estes dois belos "espécimes" juntam-se, como é natural, os predestinados como Cristiano Ronaldo e os seus "tomahawk" ou Ronaldinho Gaúcho com as suas artísticas "colheradas". Convenhamos que desde que existiu Garrincha que já ninguém se deveria espantar com esta capacidade do ser humano de nos surpreender no futebol. Mas perante o caso do jovem Bas, o que me espanta é assistir a tanto profissional da bola que se diz especialista nesta arte de bater livres e só faz golo no dia de São Nunca à tarde... Deveriam ter umas aulas com o gordinho. »

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «Voltaram a ser fenómenos estranhos a influenciar a derrota do FC Porto e a excluí-lo de mais uma conquista, sabendo-se, embora, que a Taça da Liga é pouco considerada pela administração portista. Percebe-se, a prova já vai na oitava edição e ao museu do dragão ainda nenhum troféu chegou. Esteve quase em duas ocasiões, como finalista, mas em ambas fraquejou: em 2010, com o Benfica (0-3) e em 2013, com o Sporting de Braga (0-1). Portanto, o problema não está em não querer, mas em não ser capaz de se intrometer em espaço amplamente dominado pelo Benfica. Incapacidade essa que a história do jogo com o Marítimo despertou e que, outra vez, Julen Lopetegui pretendeu iludir com um penalty que em sua opinião não foi e um «golo de recarga», imagine-se... Considera terem sido «esses detalhes» que impediram o FC Porto de ir à final, em vez de pedir desculpa pelo facto de não conseguir libertar-se das estratégias com que o emblema madeirense agrilhoou nos últimos confrontos: há pouco mais de dois meses perdeu para o campeonato; anteontem, fracassou para a Taça da Liga. Mas ele pensa que nunca se engana. (...)»

Rui Santos - Jornalista no Record; «(...) A questão é que, não obstante algumas qualidades reveladas pelo técnico basco, já falhou em momentos cruciais: deixou fugir dois troféus e, mesmo tendo recrutado o melhor plantel do futebol português, a gestão da equipa e o seu rendimento desportivo no campo deixam muito a desejar. A questão da juventude do plantel não pode servir de desculpa. Foi uma opção. Foi uma opção de Lopetegui e foi uma opção da SAD do FC Porto e do seu presidente.
Toda a gente sabe que estes jogadores do FC Porto não foram contratados para ficarem muito tempo no Porto. O ambiente do futebol profissional nem sequer isso consente. Foram contratados para darem corpo a uma "missão de combate". Um "grupo de elite" escolhido com o propósito de não permitir a "invasão" do "inimigo principal". Se falharem, falham todos: dirigentes, treinador, jogadores. Mas acima de tudo falha Pinto da Costa. O "lopeteguismo" teve a sua bênção e, agora, corre o risco de ficar refém dele. É questão, pois, para perguntar: em que estado fica o FC Porto?...
»

Dia 5

Carlos Vara - Jornalista de A Bola; «(...) Sendo quase impossível manter o nível ao longo de todo o ano, existem jogadores com sentido de coerência enorme. Gaitán, por exemplo. Voltou a fazer ontem jogo de exceção frente ao Nacional e fica claramente apontado a estrela principal da Liga. Jackson também pode ambicionar ao mesmo patamar de excelência e não é apenas pelos golos que marca, o colombiano emite, tal como o argentino, uma luz muito particular. Jogam sempre bem. Na linha dos grandes valores, é pena que alguns se tenham esgueirado para parte incerta. Não é um reflexo momentâneo de perda, pura e simplesmente deixaram de jogar. Falcao, por exemplo. Ontem de novo no banco de suplentes do Manchester United no jogo com o Aston Villa. Van Gaal saberá melhor do que ninguém o motivo para descartar um jogador deste nível, mas é uma crueldade ver o colombiano longe da montra. A ausência do ano. »

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «(...) 4. Uma vez cumpridos esses requisitos, um outro permanece de preenchimento obrigatório: a idoneidade irrepreensível. E é neste momento crucial que ganha espaço uma especial previsão do Regulamento: a Comissão de Intermediários. Composta por representantes da FPF, LPFP, SJPF e ANAF, tem competência para, por exemplo, e a todo o momento, emitir pareceres vinculativos sobre a idoneidade não só dos candidatos a intermediários, mas ainda sobre os intermediários já em exercício de actividade, podendo, neste último caso, sendo negativo, e respeitada uma maioria qualificada, levar ao cancelamento do registo. »

Vítor Baía - Ex-Jogador do FC Porto; «Já não há espaço para mais poupanças, rotatividades e afins. Precocemente fora da Taça de Portugal e da Taça da Liga, restam apenas dois objetivos ao FC Porto para os dois meses que restam da época 2014/15: tentar ultrapassar o Bayern Munique rumo às meias-finais da Champions e tentar ultrapassar o Benfica na Liga portuguesa. Duas missões complicadas, com passagens pelos palcos do Allianz Arena e do Estádio da Luz, dois dos estádios mais "blindados" nas competições internas europeias na presente temporada. Tarefa difícil? Sim. Impossível? Não, nem pensar! Para mim, o FC Porto é sempre favorito, contra qualquer adversário e em qualquer terreno de jogo! Convém, contudo, que os jogadores assumam de uma vez por todas um compromisso inalienável com os objetivos coletivos da equipa, e que Julen Lopetegui coloque sempre o melhor onze possível em campo. Se é bem verdade que o mero facto de escolher os melhores não é garantia de vitória, como o próprio fez questão de afirmar, não será menos verdade que ajuda. E muito! (...)»

Dia 6

Alexandre Pais - Ex-Director do Record; «(...) Mal se soube do onze inicial que defrontaria a Sérvia, surgiram as reticências, havia demasiada veterania. Dos 36 anos de Ricardo Carvalho aos 30 de Cristiano Ronaldo - no ocaso da sua carreira como ainda ontem se viu -, passando pelos 33 de Tiago e Bruno Alves, pelos 32 de Bosingwa ou pelos 31 anos de Danny e Eliseu, aquilo eram teias de aranha a mais. Afinal, onde estava a renovação? Mas o azar espreita atrás da porta. E desta vez vieram dois. O primeiro, na Luz: além de a Seleção ter vencido uma equipa de estrelas, chegou do cabo da brigada do reumático, Ricardo Carvalho, o golo que abriu a lata. O segundo azar, no Estoril, deu-se dois dias depois: um Portugal B, composto por jogadores promovidos desde a convocatória a sucos da barbatana dos amanhãs, levou das boas de Cabo Verde. E pronto, assunto arrumado, lá ficou de novo sem música a trova da renovação. »

António Magalhães - Director do Record; «Muitos elementos se colocam nos pratos da balança quando se analisam as seis épocas que Jesus leva à frente do Benfica. Há factos gue estão acima de qualquer suspeita e do gosto pessoal, e são esses que devem ser relevados. Durante este tempo, apesar da excelente relação entre presidente e treinador, foi em função deles que Vieira se decidiu pela continuidade de Jesus.
O trabalho que Record hoje publica, em resultado do criterioso levantamento feito por Nuno Farinha, é uma radiografia completíssima das contratações feitas no mandato de Jesus. Através da análise fria dos números, confirma-se que o treinador tem produzido valor e conclui-se que o balanço financeiro é altamente superavitário. Contas feitas, as apostas de Jesus (devidamente caucionadas por Vieira) dão um lucro diário de 11 mil euros. (...)
»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Vamos lá ver, esta noite, como reagirá o FC Porto à gala de vistoso futebol que o Benfica pôs em cena anteontem. Sobretudo, como reagirá o FC Porto a si próprio... Que é como quem diz ao inexplicável mau rendimento que, a meio da semana passada, em casa do Marítimo, teve o justo castigo: sem espinhas, adeus à da final da Taça da Liga onde defrontaria... o Benfica. Já se tinha visto em dois jogos do campeonato e decerto se tornou traumático para Lopetegui: a sua equipa não consegue vencer na Madeira, chame-se o adversário Marítimo ou Nacional. Hoje, frente ao Estoril... Na primeira volta, deu empate (2-2) na Amoreira, cumprindo velha tradição de o FC Porto ali passar maus bocados. No Dragão, impensável nova engasgadela portista. Já em sprint para a grande meta, significaria fim do sonho de candidato a campeão. Mais: o atual Estoril parece não representar grande perigo: 13.º classificado (a 40 pontos do líder...; o que dá ideia do nível competitivo da nossa Liga...). Portanto, não triunfo portista seria puro escândalo e consequente derrocada. Roçando impossível, convenhamos, numa hora H.»

Dia 7

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Em formato reduzido e despretensioso, e se calhar desajeitado, esta viagem rápida ao que se passa no estrangeiro pretende tão somente saudar o nosso 'futebol emigratório' nas suas diferentes vertentes e exaltar as imensas virtudes que o projetam: mais de um centena de treinadores e quantidade indeterminada de praticantes. É o mínimo, até para recordar ícones de gerações que deixaram marcas a treinar, como Artur Jorge, Manuel José, Fernando Santos e Bernardino Pedroto, e a jogar, como Paulo Futre, Rui Costa, Rui Barros, Fernando Couto, Vítor Baía, Sérgio Conceição, Pauleta, entre outros. Continuo a ver esse 'futebol emigrante' bem instalado, patamares acima daquele que todos os dia se nos depara intramuros, adubado por repetidas discussões de bairro, vazias de conteúdo, entre dirigentes, é a nossa sina, e, mais deprimente, entre treinadores, é a troca de cortesias entre Jesus e Lopetegui como exemplo a não seguir. Em vez de imporem os seus méritos e os dos seus jogadores, preferem jogar aos 'erros dos árbitros'. Como não têm coragem de assumir a vitória, optam por acautelar o discurso, e o futuro deles, no caso de perderem. Ou seja, as duas caras do futebol português: a que saiu e a que ficou. »

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário no Record; «(...) Bem sei que o Jorge Jesus é um casmurro com poucos paralelos, que continua a não conseguir montar uma equipa capaz de controlar um jogo com bola, ou que insiste em não fazer a vontade ao adepto de bancada (digam lá; este não era o jogo ideal para o Jonathan Rodríguez entrar aos 70 minutos? Ou para o Gonçalo Guedes aproveitar para brilhar sem pressão?), mas, nos últimos anos de Benfica, há um antes e depois de Jesus. O Gaitán resumiu, aliás de forma exemplar, o que se passa, quando, no final do jogo, afirmou que "o Benfica pratica um bom futebol e as pessoas divertem-se. Isso é o mais importante". Diria que os jogadores divertem-se e divertem-nos, o que explica o regresso da maré vermelha e, claro está, dos assobios. Os adeptos habituaram-se a vencer de forma convincente; agora, os jogadores têm de se habituar à exigência de quem já não tolera jogos amorfos. O Benfica da minha infância voltou. »

Sidónio Serpa - Professor Universitário, em A Bola; «(...) Um estudo da Universidade do Porto, com crianças obesas integradas num programa semanal de futebol, revelou um efeito significativo na redução do peso e melhoria dos indicadores de saúde. Demonstrou a importância de proporcionar o envolvimento no desporto a essas crianças, mas também a todos os jovens, respondendo à necessidade biológica de uma vida activa. Será altura de atentar nas metodologias das aulas de educação física escolar no sentido de proporcionarem a intensidade de esforço necessária às consequências efectivas nos parâmetros fisiológicos associados aos ganhos para a saúde. Os tempos perdidos com o equipar e desequipar, chamada, explicações e pausas demasiado longas, esperas em filas aguardando a vez de uma rápida execução, são exemplos comuns de redução do tempo de envolvimento na prática a valores irrelevantes para algum efeito fisiológico que deve acompanhar o inerente aos aspectos da aprendizagem e sócio-afectivos. A diminuição do número de aulas de EF, de há anos, deve também ser revisto porque esta economia de verbas traduzir-se-á num enorme gasto com a saúde. »

Dia 8

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «(...) Quanto à mais jovem Taça da Liga (8 edições): Benfica (6), Sporting (2), Porto (2) a que se juntaram Braga e Vitória de Setúbal (ambos vencedores), Paços de Ferreira, Gil Vicente, Rio Ave e Marítimo: Finais entre Benfica, Sporting e Porto só duas também. Bastaria esta constatação para valorizar estas duas competições. E para que os organismos competentes fossem mais criteriosos nos respectivos calendários que, ano após ano, enfrentam datas erráticas, descoordenadas, e que fazem apelo à memória para nos recordarmos de eliminatórias perdidas no tempo. A ideia - entretanto mudada - de escolher uma data para a final da Taça da Liga num fim-de-semana coincidente com uma jornada da Liga não lembra o diabo e só serve para descaracterizar a competição. »

Nélson Feiteirona - Jornalista de A Bola; «(...) Também é verdade que esse não é um drama apenas nosso, que se passa mais ou menos o mesmo em Espanha, Inglaterra, ou França, mas as diferenças creio que são mais visíveis em Portugal. Os treinadores dos clubes grandes não se cansam de dizer que nesta segunda metade da competição os pontos vão ser mais difíceis de conquistar, mas será mesmo assim? O Benfica goleou um Nacional que fez três remates à baliza de Júlio César; o FC Porto goleou um Estoril que não fez um único remate à baliza de Fabiano num jogo inteiro! Sem retirar mérito a quem consegue fazer muito com pouco, o que me parece é que resultados surpreendentes só aparecem mesmo quando os melhores fazem asneira.
O momento é terrível, de dificuldades financeiras e incapacidade dos clubes para se gerirem quanto mais para reforçarem a aposta desportiva. Por isso, mais do que nunca, e por mais do que uma razão, a redução de equipas na Liga pode ajudar a tornar a realidade menos dramática.
»

Rui Dias - Redactor Principal do Record; «(...) 4. Jonas é um prodígio iluminado por uma auréola de inocência, que se movimenta com malícia e trata a bola com o esmero de quem guarda um tesouro nos pés. Nessas ações em que purifica sistematização e ordem com virtuosismo e magia contagiantes, revela articulação motora perfeita e o deambular enigmático que lhe permite passar por zonas de altíssimas tensões, cheias de barreiras eletrificadas, com minas e armadilhas espalhadas por todo o lado, como se estivesse a passear no quintal de casa. Avançado com descaramento, convicções, talento e pontaria, deu ao Benfica versatilidade e contundência nos processos ofensivos. Por tudo quanto tem feito, está a construir na Luz um império grandioso pelo futebol que oferece mas também pelos afetos criados junto dos adeptos. É um jogador de outra dimensão, candidato a estrela maior da época 2014/15. »

Dia 9

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «Tresanda a oportunismo e até a ganância a ameaça dos árbitros de boicotarem as últimas cinco jornadas das ligas profissionais. Por se acharem no direito de receber uma verba suplementar que, já agora, muito provavelmente lhes seria negada numa qualquer demanda junto dos tribunais civis, decidiram que a melhor forma de defender os seus interesses seria encostar à parede a Liga de Clubes. Estão em causa mais de uma centena de jogos, incluindo vários em que se irão decidir despromoções, lugares europeus e títulos, incluindo um Benfica-FC Porto que concentra as atenções e que, leva a crer, terá estado na base de uma estratégia que não disfarça uma pontinha de usura. A artimanha vai, quase de certeza, ter sucesso neste braço-de-ferro desproporcional, até porque é impraticável a ideia (não assumida oficialmente) do recurso a árbitros estrangeiros, tantos são os jogos em causa. Mas nem isso atenuará a crua realidade: os árbitros preferiram investir de forma corporativista para assim garantirem mais uns milhares de euros sem se importarem com a instabilidade que a sua ameaça provoca à indústria do futebol num momento crítico das provas, como se fosse aceitável que a avareza e a obsessão de uns poucos se pudessem transformar na aflição e no desamparo da maioria. A boicotagem nem sequer foi assumida com frontalidade. Porque utilizar "razões pessoais" no pedido de dispensa não passa de um expediente covarde de quem não teve a hombridade de admitir a greve, que é aquilo com que verdadeiramente ameaçam os árbitros. (...)»

Leonor Pinhão - Jornalista em A Bola; «(...) O Benfica-Porto está ameaçado! - foi a manchete de anteontem da imprensa desportiva e não só. Isto por causa de um movimento reivindicativo dos árbitros portugueses.
Expresso aqui a minha solidariedade com a sua luta. Exigem receber as verbas a que têm direito e que a Liga retém sem lhes dar cavaco nem mostras de arrependimento. Com o intuito de fazer valer as suas pretensões, os árbitros pediram dispensa de apitar nas últimas cinco jornadas do campeonato. É uma forma de pressão legítima. E continuo a expressar a minha solidariedade com esta luta desde que, longe vá o agouro, não se lembrem as entidades competentes de resolver o assunto da falta de árbitros repescando árbitros já retirados para dirigir os jogos das últimas cinco jornadas.
Expresso, portanto, a minha solidariedade com a greve dos árbitros desde que não se lembrem de ir repescar o já aposentado Pedro Proença para dirigir o próximo Benfica-Porto como só ele sabe.
»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) Por isso, Bruno de Carvalho precisa de um título - e a Taça de Portugal pode sê-lo.
Mas não é só pelas expectativas criadas, é para sustentar a bazófia. O estilo de Bruno de Carvalho, muito agressivo e confrontacional, precisa de um largo apoio "popular", o dos seus adeptos. Até aqui, esse apoio tem sido conseguido, em grande parte, pelo resgate do orgulho do clube e pelo equilíbrio financeiro depois do caos anterior. Mas, como sempre no futebol, com o tempo o que prevalece são as vitórias. Nos jogos e nas competições. Sem taças para mostrar, o entusiasmo em torno de Bruno de Carvalho perderá gás e o presidente do Sporting terá de falar com voz menos grossa. Mas se vencer a Taça de Portugal, mostra que, sob a sua liderança, o Sporting é capaz de tornar-se vencedor. O apuramento de ontem para a final do Jamor é, pois, um passo essencial. Se o Sporting levar a Taça, aposto que Bruno de Carvalho será o primeiro a beijá-la. E o último.
»

Dia 10

António Oliveira - Ex-Seleccionador Nacional no Record; «Poderia ter sido uma mentira de 1 de abril, mas é mesmo verdade. Desde o início deste mês, a FIFA passou a reconhecer nos seus estatutos a figura do "intermediário de jogadores". Isto significa que a partir de agora qualquer pessoa poderá participar em transferências de jogadores sem necessidade de licenças, exames ou provas de acesso. É o fim dos agentes FIFA.
O cenário agora é este: com ou sem formação e experiência na área, nem precisando de apresentar percurso profissional, cadastro ou prova de caráter e boa reputação, qualquer um se pode tornar intermediário e fazer contratos de representação desportiva. A pergunta imediata é esta: onde está a transparência e que tipo de práticas a FIFA está a querer incentivar? Fica a sensação de que está aberta uma fonte de problemas. (...)
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) O que este caso mostra, e esta é uma constatação grave, é que não há, por parte dos árbitros, um compromisso sério com as provas de que fazem parte. Da forma como colocaram a questão, os árbitros mostram que não querem saber dos clubes, jogadores, treinadores e demais intervenientes, diretos e indiretos, que vivem do futebol, nem dos adeptos, cuja paixão é o motor de toda a indústria. E quando se fala dos árbitros, fala-se de uma classe cuja profissionalização acarreta novas responsabilidades. Os vencimentos que auferem, em muitos casos cerca de 14 ordenados mínimos mensais (sete mil euros), não são compatíveis com ações que coloquem a competição em risco; por uma questão de solidariedade com os restantes intervenientes no futebol; e por uma questão de dignificação da sua novel profissão. Se os árbitros entendem que têm direito a algo, devem lutar por isso. Não devem é ameaçar colocar tudo o mais em causa. Têm mais direitos. Devem ter mais responsabilidade. »

Ricardo Santos - Cronista de 'O Benfica'; «(...) O campeão nacional faz uma das melhores exibições da época, praticamente sem falhas, golos para ver uma e outra vez, quase 50 mil nas bancadas, líder isolado há 23 jogos consecutivos. Os programas de televisão e os jornais desportivos - e não só - salientam o quê? Os assobios de uma pequena parte das bancadas aquando do golo do Nacional e as críticas de Jorge Jesus aos adeptos. Perdem-se horas de antena e páginas inteiras a discutir a reação do público e do treinador. Sobre a beleza do Futebol e a supremacia vermelha, menos, muito menos. Num jornal desportivo, um dia depois do jogo, o seguinte título: "Benfica falha décimo jogo caseiro sem sofrer golos" e, no texto, destaque para o excelente golo de Tiago "Gastroenterite" Rodrigues, emprestado pelo FC Porto ao Nacional. Ai, ai, tanto desespero que para aí vai. O que vale é que o algodão não engana e nem mesmo o sabão azul e branco consegue o enorme milagre de fazer desaparecer uma nódoa tão pestilenta e gordurosa. Podem parar de esfregar, isso não sai. A solução é deitar fora.»

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