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Newsletter N.º 227

Em mais uma jornada do campeonato (a 15ª) o Sporting e o FC Porto passaram à vontade os obstáculos apresentados pelo Estoril e Gil Vicente que assim continua sem registar uma única vitória. Realce ainda para mais uma etapa da paz podre entre presidente e treinador do Sporting.

Por sua vez o Benfica algo debilitado por lesões e castigos saiu por cima em Penafiel depois de experimentar algumas dificuldades até à obtenção do 1.º golo.

Nova ronda positiva das modalidades, o que revela que a velocidade de cruzeiro foi atingida.

No sábado volta a homenagear-se o sempre eterno Eusébio e começa a disputar-se a 16ª jornada com jogos do maior interesse. Haverá surpresas?


Dia 3

José Eduardo - Emresário da restauração em A Bola; «(...) Termino revelando uma parte de um telefonema que recebi de uma grande figura do futebol português: «Zé, é só para te dizer que tudo o que dizes sobre o Marco é pouco. Sei-o por experiência. E ainda ontem encontrei (outra figura) que também trabalhou com ele e que me disse exatamente o mesmo. Ele é frio e calculista, não dá ponto sem nó». Respondo-lhe: «então porque não tornas pública a tua opinião?» Como esperava, o meu ilustre amigo, recua imediatamente: «vou aguardar... »(...)»

Rui Santos - Jornalista no Record; «(...) Um problema de comunicação que ganha foros de ataque ao regime quando o presidente, através dos seus conselheiros, é o primeiro a confessar-se vítima de um ataque planeado do treinador - a cabeça de um polvo que quer ver Bruno de Carvalho picadinho como a cebola num refogado patrocinado pelos "agentes do mal", entre os quais devem estar a CIA, a KGB, o BCE, o Putin, a Merkl e os Simpson.
Este "Zéeduardismo", emanado nas últimas semanas, é de um ridículo atroz. Mas alguém acredita, num estado de relativa normalidade, que o Marco Silva, vindo do Estoril com uma imagem imaculada, exemplo de equilíbrio em quase todas as suas intervenções, seja o demónio, o anjo-diabo que a propaganda "zéeduardista" agora lhe quer pegar à espera que as "redes sociais" mudem de opinião ou de uma reacção menos branda do próprio Marco Silva e que o possam conduzir ao despedimento?
Não percebe o "Zéeduardismo", certamente confortável com aquele que julga ser o apoio do seu presidente, que está a contribuir (como um cancro) para a desintegração do Sporting? Não lhe chega "servir o Sporting", do alto da sua magnificente "independência", através de rissóis e croquetes?
Quando um presidente tem como principais conselheiros um talibã da TVI e um terrorista-de-um-canal-que-ninguém-vê está tudo dito. Onde está o crédito? Onde fica o Sporting no meio dos pastéis de massa tenra? Alguma vez o treinador Marco Silva tinha de aceitar sentar-se com o Zé Eduardo para discutir o presente e o futuro do futebol do Sporting? (...)
»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «Excelente entrevista, a que o presidente do Benfica concedeu a A BOLA. Vieira tornou-se, com o tempo e com a experiência, um presidente mais consistente e mais coerente. Com a vantagem de que sabe, muito claramente, o que quer para o futuro, tendo, agora, uma estratégia mais realista e mais sustentável. O presidente do Benfica sabe, por exemplo, que conseguiu apanhar o FC Porto e travar uma hegemonia que era evidente. Agora,os dois clubes lutam ombro a ombro, como há muito não lutavam. A ideia de Vieira é que a grandeza do Benfica acabará por determinar a recuperação do poder desportivo.»

Dia 4

Carlos Vara - Jornalista de A Bola; «(...) A crise no Sporting, portanto, é circunstancial, mas no futebol português há outros cenários ocasionais que não sendo tão relevantes acontecem. Veja-se como exemplo Martins Indi, que assinou golo de calcanhar pelo FC Porto em Barcelos. Não foi Jackson a marcar o magnífico momento, como ele tão bem sabe fazer, foi um defesa-central que o dragão foi buscar à Holanda a aparecer na área contrária sem se saber muito bem porquê a assinar instante importante. Os episódios ocasionais, portanto, valem o que valem e são sempre apagados pelo tempo...»

Fernando Seara - Adepto benfiquista em A Bola; «1. Amanhã o Benfica, todo o Benfica, termina o seu ano de luto. Que foi cumprido com toda a dignidade. Bem visível em todos os jogadores, de todas as modalidades, de todas as idades. Visível, bem visível, nos fatos e gravatas pretas dos seus dirigentes e treinadores no conjunto dos atos oficiais e formais. Foi um ano de respeito à memória de um grande Senhor e de vivência, bem íntima, do seu espirito. Ganhador. Lutador. Há precisamente um ano fomos confrontados com uma notícia inesperada. A morte do nosso Querido Eusébio. A morte do Senhor Eusébio da Silva Ferreira. O Benfica, todo o Benfica, soube honrá-lo em todos os momentos. (...)»

Vítor Baía - Ex-Internacional, no Record; «O mercado que agora se abre, vulgarmente denominado de "mercado de inverno", pode transformar-se num verdadeiro inferno se não for abordado da forma mais correta pelos responsáveis pela política desportiva dos clubes nacionais. Admito que seja muito apelativo poder retocar os plantéis, em função das lacunas identificadas, mas o que é certo é que, na esmagadora maioria das vezes, esta janela origina mais erros de casting do que contratações determinantes. (...)»

Dia 5

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «Bruno de Carvalho e o mensageiro, um tal José Eduardo, estilhaçaram o Sporting. A divisão no mundo leonino não deixa dúvidas a quem acompanha, nas redes sociais, as ferozes críticas e o contraditório, argumentos extremados até ao insulto. O leão está partido e em sofrimento.
O presidente disparou para o exterior sobre tudo e sobre nada. O acumular de vezes que o fez com cartuchos de pólvora seca levou a que ficasse em demasiadas situações a falar sozinho, até ao orgulhosamente só. Então, no típico estilo de que "calado não posso ficar", virou o tom para dentro e arrasou jogadores e treinador. E declarou o estado de sítio. Repentinamente calou-se. Tal silêncio não se coadunava com o perfil e caíram queixos de espanto. Chegou rápida a explicação, saída do nada, ou melhor, dos restaurantes aportou, inchado de verdade, o mensageiro que, entre muitas comunicações geniais, aponta o dedo à falta de cultura sportinguista de Marco Silva. Um disparate sem nome. (...)
»

Alexandre Pais - Ex-Director do Record; «Depois de terem feito saco de boxe de José Eduardo, alguns comentadores mais conotados com os rivais do Sporting - ou que julgam apenas ficar-lhes bem a truculência - encontraram um novo bombo da festa: Bruno de Carvalho. É uma raiva de meses, quase a transformar-se em anos, que finalmente deitam cá para fora.
Mas como tudo na vida, uma coisa são os desejos e outra, diferente, é a realidade. É o que se deve concluir das tréguas decretadas pelo presidente leonino - uma paz podre, com mais condições de fazer voltar o confronto do que capacidade para sarar as feridas? - é que Bruno de Carvalho tomou não só a decisão que melhor defende os interesses do Sporting, como deu um sinal importante de qualidade como líder. (...)
»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «Quatro pilares do Benfica que venceu no Dragão não puderam jogar em Penafiel: Luisão, Samaris, Enzo Pérez, Salvio. Acrescente-se a longa lesão do defesa-esquerdo Eliseu, senhor de capacidade atacante que, naturalmente, André Almeida, adaptado a essa posição, não possui. Mais as prolongadíssimas lesões de Fejsa e Rúben Amorim, dupla que poderia resolver o evidente grande problema no meio-campo. Isto num plantel que, da época anterior para esta, teve razia de cruciais 6 (!) unidades, ficou em reconstrução e, sem dúvida, perdeu muito potencial.
Outra indiscutível verdade: o Benfica está a jogar poucochinho. A qualidade do seu futebol não corresponde à sua folgada liderança do campeonato. Tinha-se visto nos 3 jogos após triunfo sobre o FC Porto, todos na Luz: derrota às mãos do SC Braga, sofridos 1-0 ao Gil Vicente e ao Nacional, ambos na cauda da classificação. Confirmou-se ontem em casa do penúltimo. (...)
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Dia 6

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «Passou a nuvem de poeira provocada por Bruno de Carvalho a seguir à derrota em Guimarães e nada de extraordinário aconteceu. Diz-se que a paz voltou a Alvalade. Talvez, mas o mais provável é que se demore pouco, porque no Sporting, desde o «Paulo Bento forever»... nunca se sabe o que está reservado para o dia seguinte. Não me quero alongar sobre o assunto, porque não o domino e por me parecer também que a sensatez ordena que se lhe dispense apenas o cuidado estritamente necessário, por respeito ao prestígio da instituição. O objetivo central desta indecente trapalhada visou o despedimento de Marco Silva. Sobre isso tenho poucas dúvidas. Quis ver-se livre dele o presidente; primeiro, em reunião que não lhe correu de feição, tendo-lhe deparado um interlocutor mais esclarecido e mais firme do que previra; depois, numa banda desenhada com o patrocínio de gente de confiança de Bruno de Carvalho que conta uma história adaptada, em que são os 'capuchinhos verdes' a disfarçar-se de anjinhos para atraírem o 'lobo mau'... (...) »

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «As sucessivas afirmações de Luís Filipe Vieira sobre a próxima presença de vários jogadores da formação na equipa principal já fizeram correr rios de tinta. Até porque têm um picante adicional: são lidas como "recados" a Jorge Jesus, que - segundo alguns - prefere os jogadores estrangeiros aos nacionais. Jesus já disse, com a frontalidade que se lhe reconhece, que para ele não há argentinos, brasileiros ou portugueses - há jogadores de futebol. E põe a jogar os que acha melhores: Nada a dizer quanto a isto: um treinador não vai pôr um português a jogar se tiver ao lado um estrangeiro que considera melhor. (...)»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «Se o Benfica revalidar o título de campeão nacional, a próxima estátua da Luz deverá ser a de Jorge Jesus. Para já, o Benfica vai ultrapassando maiores e menores obstáculos e vai defendendo bem a excelente diferença de seis pontos para o FC Porto, mas Jesus sabe que a equipa, apesar da saída de Enzo Pérez e das lesões graves que explicam a demora de regressos essenciais, não pode perder concentração e tem de chutar para canto a ideia de querer ganhar jogos com nota artística.
Favorece o Benfica, neste momento, o estado de indigência de qualidade do futebol da primeira Liga em Portugal. Mesmo assim, tal como se viu em Penafiel, o Benfica sentiu problemas enquanto o adversário acertou marcações e correu muito pelo campo. A verdade de momento é que o FC Porto tem o melhor plantel do futebol português e mesmo sem ter uma equipa consolidada, tem jogadores que em qualquer momento desequilibram um jogo e acabam por o ganhar.
O FC Porto poderá sempre resolver pela qualidade individual. O Benfica vai precisar, muitas vezes, de resolver o jogo pela capacidade coletiva, pela solidariedade dos seus jogadores. (...)
»

Dia 7

Jorge Barbosa - Editor-Chefe do Record; «(...) Independentemente do que venha a acontecer, e todos os cenários são ainda possíveis, atendendo ao caráter de algumas das figuras do clube, há uma ideia que ganha desde já forte dimensão: Marco Silva reforçou a sua condição de líder, tendo sido determinante para tal o seu comportamento digno e altamente responsável em toda a situação, o que é prova do seu bom profissionalismo. Apesar do que possa vir a acontecer, e ainda que tudo venha a correr mal, o que é sempre possível, pois a natureza humana de alguns não muda assim tão de repente, apesar de discursos bonitos e sobretudo mobilizadores, Marco Silva será sempre o grande vencedor desta batalha. Esta mobilização popular à volta do treinador deverá ter reflexos na assembleia geral, onde Bruno de Carvalho espera legitimar-se, criando condições para que o seu projeto se mantenha no carril e sem distrações provocadas por conflitos meramente artificiais. »

Nuno Perestrelo - Jornalista de A Bola; «(...) Ser-se de um clube é também querer que o clube seja nosso. E isso ajuda a perceber como José Eduardo deu tamanho trambolhão no episódio Marco Silva. Criticado por ser criticável, de duas coisas ninguém pode acusá-lo: de querer o mal do clube e de não ser leal ao presidente - afinal, assumiu sozinho as dores de algo que, sabe-se, não saiu da sua cabeça.»

Pereira Ramos - Correspondente de A Bola em Madrid; «(...) AIMAR DESTACA JESUS - Atento à evolução do compatriota Enzo Pérez, o também ex-benfiquista Pablo Aimar assistiu ao jogo entre Valência e Real Madrid. Depois, falou da evolução de Enzo: «Quando chegou ao Benfica, teve seis meses com uma lesão que não o deixava treinar-se. Voltou ao Estudiantes e tornou-se num outro jogador em Lisboa. E isso deve-se, em parte, ao treinador, que é impressionante. Tira o melhor de todos. Acrescentou o talento e sacrifício e hoje é o jogador que é. Vai ser muito importante para o Valência», disse, citado pelo 'site goal.com.'»

Dia 8

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «(...) Não somos todos Charlie. Hoje gostávamos de ser, mas não somos. Ontem, nas redes sociais, bloquei dois ou três energúmenos que sugeriam que o sucedido no "Charlie Hebdo" devia ser um aviso para as redações dos desportivos. Não por medo. Não por ser mais fácil. Simplesmente por nojo. Evito fazê-lo. Dou mesmo ouvidos a muitos que insultam, porque num dia sou vendido ao Sporting, noutros corrompido pelo Benfica ou ainda uma marioneta do FC Porto. Mas o desrespeito pela vida humana e a total insensibilidade por algo que devia ser um bem tão precioso, foi demais. Sim, também tenho problemas com a liberdade de expressão. Não somos todos Charlie. Hoje gostávamos de ser, mas não somos. Somos, muitos, não todos, contra assassinatos a sangue-frio. Somos, muitos, não todos, a favor da liberdade de expressão. Charlie são eles, os que morreram, com a coragem de defender em vida e com a vida os ideais em que acreditavam. E eles, como se fôssemos nós, deixam filhos, mulheres, pais, mães, amigos e a Paris que amavam. O ódio, a ignorância e a intolerância são dramáticos. Sei que é pouco, demasiado pouco, mas só me lembro de uma palavra para os que se foram cedo de mais. Obrigado. Por tudo.»

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «(...) 4. Marco Silva não é só um treinador competentíssimo, como tem muitos fãs mesmo entre os adeptos dos principais rivais do Sporting. Em vez de o despachar e o trocar por alguém que, das duas uma, ou será visto como uma marioneta ou também aguentará pouco tempo no lugar, BdC devia aproveitar a sabedoria e a popularidade do atual técnico como um seguro de vida para si próprio.
5. As más companhias são como um mercado de peixe: acabamos por nos acostumar ao mau cheiro. BdC devia seguir um pensamento judaico que nos diz para não nos aproximarmos de uma cabra pela frente, de um cavalo por trás ou de um idiota por qualquer dos lados.
»

Hugo Vasconcelos - Jornalista de A Bola; «(...) E será um desenho humorístico sobre Maomé uma ofensa pessoal ou apenas uma manifestação religiosa própria? Em que é que um cartune com o profeta de gatas é mais ofensivo que uma qualquer religião dizendo que todas as outras adoram falsos deuses?
Em Paris, ontem, três intolerantes decidiram fuzilar a redação de um jornal satírico por existir - por fazer sátira. O mundo, incluindo o do desporto, indignou-se. Junto-me à indignação. Como todos, je suis Charlie. Como todos, defendo a liberdade de expressão. E essa liberdade não se expressa com uma arma.
»

Dia 9

Daniel Oliveira - Analista Político no Record; «(...) No Sporting não há lugar para "filipes vieiras" e "pintos da costa". Não há tropas acríticas. E isso é bom. Faz, aliás, parte da cultura do clube.
Apaziguada a guerra e aproximadas as posições entre treinador e presidente, vejo a parte meio cheia do copo. Muitos dos que se mantinham calados, denunciaram-se. É útil para todos percebermos que não estamos livres de alguns regressos e retrocessos. Ficou claro que não falta quem espere, fora e dentro do Sporting, pela hora da vingança, para que tudo mude e fique de novo na mesma. E Bruno de Carvalho testou os seus limites e aprendeu uma lição: nem tudo lhe é permitido. Um bom banho de humildade.
»

Luís Fialho - Colunista de ; «O ano de 2014 entrou para a galeria dos mais empolgantes da história recente do Benfica.
É verdade que começou de forma triste, com o desaparecimento de duas lendas do futebol português e mundial, que tantas saudades nos deixaram. Eusébio e Coluna partiram, e, infelizmente, já não puderam desfrutar dos triunfos com que o clube que tanto amavam, e ao qual tanto deram, varreu o país. Certamente que a magnitude do seu legado serviu de inspiração aos atletas encarnados que, ao longo dos meses seguintes, nas várias modalidades e escalões, fizeram de 2014 um ano para recordar. Desde logo, no Futebol. (...)
»

Pedro Marques Lopes - Adepto portista em A Bola; «(...) Não percebo aqueles adeptos do meu clube que dizem torcer pelo Benfica ou pelo Sporting em provas internacionais. Estivesse uma equipa de Marte a jogar com qualquer um desses clubes e eu usaria de bom grado uma camiseta a apoiar os marcianos. Espero exatamente o mesmo sentimento dos adeptos adversários, diga-se. É por essas e por outras que comemorei a permanência de Marco Silva no Sporting. Tivesse o treinador saído, e pouco mais tempo Bruno de Carvalho duraria como presidente do Sporting. Ora, nada melhor para um adepto do FC Porto ou do Benfica que uma longa estadia de Bruno de Carvalho à frente dos destinos do clube de Alvalade.»

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