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Newsletter N.º 218

Apesar de algumas dificuldades, o Benfica venceu o Rio Ave na abertura da 9.ª jornada com um grande golo de Talisca. O FC Porto também cumpriu vencendo o Nacional. Mas o grande destaque da jornada vai para o V.Guimarães que ganhou sem apelo nem agravo ao Sporting por uns concludentes 3-0 e ficando à beira da goleada.

Na Liga dos Campeões, o Benfica disputava uma verdadeira final contra o Mónaco em que só a vitória interessava para manter a chama viva do apuramento. Teve sucesso ainda que só o tenha conseguido na parte final da partida. Por sua vez o FC Porto e o Sporting também venceram fazendo o pleno de vitórias portuguesas o que já não acontecia há um ror de anos.

Liga Europa: de novo a mesma situação - o Rio Ave empatou em casa e está eliminado e o Estoril que perdeu pela margem mínima em Moscovo para lá caminha.

Expectativa no próximo fim de semana com a deslocação do Benfica à Choupana em que vencer será naturalmente o objectivo.


Dia 1

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Isto é, o Benfica, apesar das súbitas alterações patrocinadas por Jorge Jesus, entrada de Júlio César, utilização de André Almeida na lateral esquerda e o esquecimento de Gaitán no banco de suplentes, ganhou sem ponta de surpresa. Quanto a Talisca, viu-se promovido a líder de A Bola de Prata (oito golos, à frente de Jackson Martínez e Maazou, ambos com sete). A partir da altura em que regressou ao seu espaço natural, um pontapé fantástico culminou em golo vistoso e... valioso: três pontos. Na rampa de lançamento para a 9.ª jornada, o Benfica recupera a distância pontual em relação aos outros dois candidatos. Agora, é preciso esperar pelas respostas de FC Porto e Sporting...»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «Mesmo sem brilho, com um jogo confuso e muitas vezes errático, o campeão nacional conseguiu o mais importante: 3 pontos frente a um sólido Rio Ave e reforço da liderança num momento importante - após empate no Mónaco e derrota em Braga, com exibições de fraco nível. É um facto que a equipa continua com problemas por resolver, mas dispõe da tremenda vantagem de poder ir à procura das soluções instalada no 1.° lugar. A vitória de ontem, em noite de bruxas, foi a repetição do que já se tinha visto várias vezes esta época: a inspiração de um jogador a valer mais do que o coletivo. (...) »

Rui Santos - Jornalista no Record; «(...) Parece-me, no entanto, que um desfecho negativo para o Benfica terá consequências bem mais complicadas para Luís Filipe Vieira porque pode corresponder ao "lançamento" da candidatura de Fernando Seara à presidência do clube da Luz, sob o "alto patrocínio" do... FC Porto de Pinto da Costa. O caminho faz-se caminhando (como diz o outro) e esta marcha-atrás, porventura forçada, da emancipação de Luís Filipe Vieira e do Benfica no "xadrez político" do futebol português pode não ter sido devidamente ponderada, no que diz respeito aos seus efeitos a prazo. Para o "Benfica de Vieira", mas principalmente para o Benfica. Sinceramente, não vejo o FC Porto a perder esta "jogada". Aliás, já começou a ganhar... em Braga!»

Dia 2

Fernando Seara - Adepto Benfiquista, em A Bola; «(...) Agora a Liga já tem órgãos. Agora a Liga já estará em condições de pagar as dívidas aos árbitros afetos às competições profissionais. Agora o Presidente da Liga já marca presença nas reuniões da direção da Federação Portuguesa de Futebol. Agora as dificuldades de novembro são bem diferentes das hesitações estratégicas de princípios de junho. Agora a essência é o Presidente da Liga, e só, e já não é relevante o cargo de Presidente da Assembleia Geral. Agora é o tempo, para alguns, sei que bem poucos, de comparar todos os nomes das listas de junho com os desta lista de setembro e perceber das razões, decerto bem íntimas, que levam à repetição de certos nomes. Agora é o tempo para a espuma dos sprays chegar aos relvados das competições profissionais em Portugal. Ao que se antecipa será uma bonita prenda de Natal. E, assim, a nossa Liga será mais uma a aderir a esta forma, simbólica e cinéfila, de marcar as distâncias nos livres. O que ajuda, sempre, a entender a importância da espuma. Seja a espuma dos dias seja a espuma das ondas! E acima de tudo a espuma dos homens. (...) »

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «(...) 3. Recentíssima prova do que afirmamos é o anúncio público do Comité Olímpico de Portugal - na sua página - desde há dois dias. Na verdade, encontra-se aberto um concurso com o fito de o Comité Olímpico de Portugal encontrar os 10 árbitros que vai ter de propor ao Conselho de Arbitragem Desportiva. Acompanhado da divulgação dos critérios, as candidaturas encontram-se abertas até ao dia 31 de Dezembro de 2014.
4. É tempo, pois, de começar a programar acções de introdução ao TAD, à sua competência, aos seus processos, a tudo o que, em bom rigor, determinará uma nova forma de encarar a resolução dos diferendos desportivos em Portugal. A vertente formativa ganha, agora, um espaço próprio que deve ser aproveitado, pois nem só dos árbitros viverá o TAD.
»

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra no Record; «(...) A Liga de Luís Duque enfrentará a segunda maior crise da sua existência. Tem de encontrar um "modelo de administração" que chame os clubes e gestores capazes, tem de modernizar os poderes dos seus órgãos, tem de encontrar patrocinadores e parceiros, tem de regenerar os quadros dos seus delegados, tem de estabelecer laços com as suas congéneres estrangeiras, tem de credibilizar a Taça da Liga. E deve assumir o "dualismo" com a Federação. É preciso liderança, crença, dinamismo e perseverança. Sem isso, não terá valido a pena o esforço de todos os que deram um pedaço da sua vida para que a Liga tivesse vida. »

Dia 3

Alberto do Rosário - Gestor, no Record; «Em Guimarães, o Sporting foi agraciado com um tremendo banho de bola e um resultado pesado, até vergonhoso, de três golos sem resposta. E foi protegido pela sorte, pois podia ter sofrido uma goleada histórica, tal a superioridade do Vitória e as suas muitas oportunidades de golo. Este Sporting que vimos, um candidato ao título, é uma exemplar avaliação do nível futebolístico que se pratica no nosso campeonato, porque não criou nem teve uma oportunidade de golo digna desse nome.
A segunda parte foi de tragédia para o leão. O Vitória, perante um Sporting incapaz e desnorteado, tomou conta do jogo, rematou e rematou de excelentes posições para golo e podia ter despachado uma cabazada histórica, se, com mínimos de eficácia, tivesse acertado com a baliza. (...)
»

António Magalhães - Director do Record; «(...) O pedido de desculpas formal do presidente aos sportinguistas e o dedo acusador apontado aos atletas que "não demonstraram garra nem vontade de vencer" tem natural impacto positivo entre os adeptos. Resta saber que efeito terá na equipa que na quarta-feira defronta o Schalke, em novo encontro decisivo, e dias depois joga com o P. Ferreira, que este ano voltou a ser equipa sensação e... está à frente do Sporting.
Num clube como o Sporting, a exigência não é apenas natural, é também essencial. Desde a primeira hora que Bruno de Carvalho colocou a fasquia à altura da dimensão do que o emblema leonino representa. Com esforço e algum talento, a equipa tem conseguido acompanhá-lo. Está por saber se Guimarães foi apenas uma recaída ou se, de facto, se anda a pedir mais do que o Sporting pode dar.
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) O centro da defesa - onde Maurício continua sem encontrar a melhor forma de atacar os lances - é o calcanhar de Aquiles do Sporting e a posição da equipa a pedir reforço logo que o mercado abra, em janeiro. Mas o Sporting não está sozinho nesta carência e há um exemplo muito mais gritante: o Manchester United, que gastou 200 milhões em reforços, não preencheu o eixo da defesa tão bem como devia (apenas Marcos Rojo foi contratado) e está a 13 pontos do líder Chelsea, muito porque Angel Dí Maria e Radamel Falcao vendem bilhetes mas não ganham campeonatos. (...) »

Dia 4

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Dia decisivo para o Benfica (zero vitórias, um empate e duas derrotas, com um golo marcado e cinco sofridos no grupo C): ganha e prolonga a esperança de ficar na Champions, o lugar natural de um emblema de tamanha grandeza, ou... carimba a despromoção à Liga Europa. Importante, no imediato, é, no conjunto dos dois jogos, adquirir vantagem em relação ao Mónaco. Depois, tem de acertar contas com o Zenit e derrotar o Leverkusen na Luz. Impossível? Não, possível e muito, mas eu não sou o treinador...
Sobre o jardim florido de Alvalade desabou uma tempestade que o enlameou, não por causa do «apagão» exibicional de Guimarães, um jogo que correu mal, simplesmente, mas pela decisão presidencial de recorrer às redes sociais para tornar público o ralhete dirigido aos jogadores, quando a prudência sugeria que fosse feito em privado. Uma coisa é o presidente comunicar que foi ao balneário e teve uma conversa séria com os seus futebolistas, outra... fazer o que fez. Ele pensa que bem, a mim parece-me que mal. Amanhã, vencer os alemães é obrigatório: a porta dos oitavos de final na Champions está aberta. (...)
»

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «1. Cresce cada vez mais o número de jornalistas desportivos incumbidos de comentar - seja nos jornais, seja nas rádios ou nas televisões - jogos de futebol sobre aspectos estritamente tácticos e técnicos. Vincenzo Montella, treinador da Fiorentina, considera isso um desaforo na medida em que, segundo ele, estão a meter a foice em seara alheia. E remata com um axioma: «Se percebessem tanto do assunto como querem fazer crer, não seriam jornalistas mas sim bons treinadores.» Partindo deste preâmbulo, de que partilho acho que há demasiados treinadores de bancada a catalogar a equipa do Sporting como sendo aquela que melhor futebol pratica em Portugal. Discordo, e não fundamento a minha discordância em aspectos tácticos de que nada percebo a não ser em teoria. O actual Sporting traz-me à memória o Boavista de Jaime Pacheco em 2000-2001, ano em que se sagrou campeão nacional. Usa e abusa por sistema e por cálculo de excessiva virilidade perante a injustificada complacência dos árbitros. A forma reiterada como o meio-campo entra em choque com o adversário portador da bola para lha roubar é claramente faltosa. Chamam-lhe pressão sufocante, mas é bem mais e pior do que isso. (...)»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «Parece confuso, mas foi tal e qual assim. Posso ter um problema de memória, mas não me recordo de uma discussão tão absurda como esta. Entrámos no admirável mundo novo do comentarismo desportivo: pela primeira vez, estamos a discutir não os erros, mas as decisões corretas da arbitragem. Compreendo que seja necessário preencher muito tempo de antena com dissecações detalhadas do fim de semana futebolístico, mas convém não exagerar. Uma coisa é tentar perceber como é que se pode caminhar para tornar as arbitragens menos suscetíveis ao erro humano, outra, bem diferente, é deixar o absurdo tomar conta dos debates. (...)»

Dia 5

Jorge Barbosa - Editor-Chefe do Record; «(...) Estou convencido de que Rui Vitória tem muitos conhecimentos, e que é precisamente isso que lhe dá autoridade junto dos seus jogadores; estou convencido de que foi o saber de Rui Vitória que lhe deu armas para construir não só uma equipa de hábitos, onde cada um sabe o que fazer em cada momento do jogo, mas também uma equipa solidária e amiga, onde cada um dá o que tem e o que não tem. É por aqui que se deve explicar o sucesso deste V. Guimarães que, para surpresa de muitos, antecipou o futuro, investindo com determinação nos jovens, alguns deles perdidos nas divisões inferiores mas que já despertam a cobiça do mercado.(...)»

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «(...) Com este plantel notável, Lopetegui terá de inventar muito e dar imensos brindes para o FC Porto não fazer uma grande época, quer em Portugal quer na Europa. Só por milagre, Benfica ou Sporting conseguirão disputar-lhe o cetro de campeão, pois as armas de que Jesus e Marco Silva dispõem são muitíssimo desiguais. »

José Manuel Freitas - Jornalista de A Bola; «(...) Não percebo nada de judo, mas a exemplo de outras modalidades que também não conheço o essencial, vibro com muitos dos seus resultados. Telma Monteiro é desde há muito figura de renome desta modalidade. Faltar-lhe-á a maldita medalha olímpica, mas nas outras competições tão importantes como os JO triunfa muitas vezes. Como agora, em Abu Dahbi, em jornada do circuito mundial em que conquistou mais uma medalha de ouro.
Lembro-me como se fosse hoje daquele domingo de 1984 em Los Angeles, quando Rosa Mota conquistou a medalha de bronze na maratona. A partir daí foi um fartote de conquistas. De Rosa, Manuela ou Aurora até que no horizonte surge nome a ter em conta: Sara Moreira. Para estreante, o terceiro lugar em Nova Iorque foi fantástico e sem perceber nada do assunto, estou inteiramente de acordo com quem sabe, o António Simões: Sara tem tudo para ser a sucessora da Rosa do nosso contentamento. (...)
»

Dia 6

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) José Mourinho continua igual a si mesmo. Se há paz, procura a guerra. Sem adversário, inventa-o. Com o habitual cinismo narcísico, veio engendrar uma explicação para o facto de o colega compatriota Jorge Jesus não estar entre os 10 escolhidos da FIFA: não ter passado a fase de grupos da Champions! Por acaso, esqueceu-se do ex-treinador da Juventus, A. Conte que está na lista, eliminado tal como o Benfica na Champions e pelo Benfica na L. Europa... Já agora quantos títulos teve Mourinho para lá figurar? Zero. Jesus fez o pleno em Portugal e foi finalista na desconsiderada Liga Europa. Ou há critérios objectivos ou é uma palhaçada. É como se a escolha para melhor marcador de golos fosse subjectiva... »

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado, no Record; «(...) O Sporting tem de ter uma estratégia, e essa estratégia significa selecionar e hierarquizar prioridades, não fazendo do clube um Rocinante que se cavalga contra todos os moinhos. Eu sei que apetece sempre reagir contra injustiças, incompreensões e outros arranjinhos cometidos contra o clube, mas essa é a atitude do adepto que chega a casa e descarrega as suas mágoas no Facebook; a atitude do presidente tem de ser outra, acima dos egos e das pusilanimidades, com a elevação e o discernimento próprios da instituição que dirige. A questão não é defender os interesses do Sporting, porque isso todos queremos; a questão é saber defendê-los. »

Leonor Pinhão - Jornalista, em A Bola; «Antes de o árbitro espanhol apitar para o início do jogo de anteontem, na Luz, o Benfica era o último classificado do Grupo com 1 mísero ponto somado e o simpático Maribor, que só jogaria no dia seguinte, era o penúltimo classificado do Grupo G com 2 míseros pontos somados.
Ou seja, à entrada para a 4.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões o campeão português tinha menos pontos no saco do que o campeão da Eslovénia que, sem desdém pelo fraco poderio do tutebol esloveno, rivaliza com equipas como o Ludogorets e com o Malmo na compita pelo título de pior equipa em prova. E trata-se da prova mais importante do mundo disputada entre clubes. (...)
»

Dia 7

Daniel Oliveira - Analista Político no Record; «Resumir o que aconteceu ao Sporting há uma semana à falta de vontade de vencer é desrespeitar o adversário. O Vitória de Guimarães fez um jogo memorável, digno de um candidato ao título. Resultado do trabalho de Rui Vitória, que tira leite das pedras. Como ele disse querer, houve uma equipa a jogar contra 11 jogadores. E nenhum desses 11 conseguiu brilhar por um minuto que fosse. Mais importante do que a primeira derrota no campeonato, foi a forma quase humilhante, que poderia ter acabado numa verdadeira goleada, como o Sporting perdeu. E essa humilhação prometia deixar marcas psicológicas. Usando um linguajar que já esteve na moda no debate económico, poderíamos estar perante o início de uma espiral recessiva. (...)»

Luis Fialho - Colunista de 'O Benfica'; «As nomeações da FIFA valem o que valem. Estão, aliás, ao nível da própria instituição, presidida por uma personagem típica dos filmes série B, que por sua vez está ao nível da UEFA de Platini (outro que tal), o que expressa bem o panorama futebolístico internacional - aparentemente ainda mais desprezível do que aquele que vemos no nosso país, para mal dos pecados de uma modalidade que não tem culpa de ser tão sedutora para milhões de adeptos em todo o mundo. Ainda assim, as injustiças cometidas não podem deixar de ser denunciadas. E a ausência de Jorge Jesus da lista de dez treinadores escolhidos para a eleição anual é uma delas. Relembremos os nomeados: Ancelotti, Conte, Guardiola, Klinsmann, Low, Pellegrini, Sabella, Simeone, Mourinho e Van Gaal. (...)»

Sílvio Cervan - V.P. Suplente do SLB em A Bola; «(...) A deslocação à Madeira, sempre difícil, tem este ano como dificuldade acrescida o cansaço acumulado da semana europeia. Se me perguntam se não quero ganhar os jogos da Liga dos Campeões terei que dizer que quero ganhar os jogos todos. Para mim até ganhar ao Étoile Carouge, o primeiro amigável da época, é saboroso. Mas estou em linha com os adeptos do Benfica que estavam em maior número contra o Rio Ave que no jogo europeu. O primeiro objectivo do Benfica é ser campeão nacional, e na minha opinião o segundo é ganhar a Taça de Portugal. Por isso domingo jogamos na Madeira o grande jogo da semana. Era importante não 'entrar pela Madeira dentro' para não hipotecar o Nacional. »

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