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Newsletter N.º 235

No dia de mais um aniversário do Sport Lisboa e Benfica (o 111.º), a equipa principal de futebol fez questão de homenagear o clube com uma magnífica exibição com resultado a condizer. Mais uma jornada ultrapassada com êxito e ficando a aguardar o resultado do clássico em que pelo menos uma das equipas iria perder pontos. Calhou ao Sporting que aparte os vinte minutos iniciais, teve uma exibição passiva e para esquecer pois entregou-se por completo ao já de si maior poderio dos portistas. O resultado final acabou por demonstrar isso mesmo.

Na ressaca os leões disputaram a 1.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal no terreno do Nacional com um empate a 2 a registar-se. Naturalmente são favoritos para o 2.º jogo mas...

24.ª jornada: Visitas do FC Porto a Braga e do Benfica a Arouca. Ambos são favoritos mas o que é facto é que as partidas ainda não se disputaram...

Nas modalidades destaque para a 1.ª mão de acesso à 'Final Four' da Champions de Hóquei em Patins com o Benfica a receber o FC Porto e para os Europeus de Atletismo em Pista Coberta onde se esperam bons resultados.


Dia 28 de Fevereiro

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «Nada a dizer em desabono do Sporting na sua despedida europeia. Pelo contrário, ser eliminado pelo segundo classificado da Bundesliga, que ainda há pouco goleou o Bayern Munique, venceu categoricamente o Leverkusen que fez parte do grupo do Benfica na Liga dos Campeões e pagou mais de 50 milhões ao Chelsea pelas aquisições de Schurrle e De Bruyne, a que acrescentou cerca de 20 milhões aos bávaros por Luiz Gustavo.
O Wolfsburg foi campeão da Alemanha há seis anos e a Volkswagen, na qualidade de patrocinador, quer colocá-lo na primeira linha do futebol europeu, assumindo uma frente concorrencial no campeonato alemão ao inatingível Bayern e querendo reservar espaço no palco mais importante da UEFA, a Champions naturalmente, como meio priveligiado de captação dos mais dotados praticantes: dinheiro tem para os contratar, mas precisa também de notoriedade para os convencer...(...)
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jornal A Bola - ; «(...) Aliás, sobre esta matéria, Fernando Gomes teve oportunidade de dizer que «o recurso a estes mecanismos de financiamento merecem-nos aceitação porquanto a informação é pública, isto é, pode ser consultada por qualquer pessoa, quer no site da CMVM quer nas contas das sociedades desportivas que são objeto de publicação.» O presidente da FPF fez também saber que tinha «a preocupação relativamente ao nosso futebol e aos nossos clubes nomeadamente os que mais dependem dos fundos de investimento para poderem manter a sua capacidade competitiva.»
Neste momento, enquanto no Tribunal Europeu são esgrimidos os argumentos das Ligas de Portugal e Espanha contra o fim dos fundos, espera-se por informação detalhada sobre o período de transição, caso a decisão da FIFA venha a ser levada por diante.
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Sérgio Krithinas - Jornalista do Record; «(...) Em Portugal, parece claro que a tendência será piorar este clima de guerra até que haja de facto uma guerra, com feridos e mortes como nas guerras a sério. Já os houve e não foi assim há tanto tempo, mas a memória dos homens é demasiado curta quando o fanatismo toma conta deles. Olha-se para o lado e percebemos que o problema não é só nosso. Há pouco tempo, alguns adeptos do Standard Liège acharam engraçado levar para a bancada um desenho onde se cortava à machadada a cabeça de um jogador rival. Esta semana, o governo grego foi obrigado a suspender o campeonato devido a mais uma batalha num dos dérbis de Atenas. Na Liga Europa, houve pelo menos dois jogos que foram interrompidos devido a problemas com espectadores - o Feyenoord-Roma e o Dínamo Kiev-Guingamp. Soma-se a isto a tarja gigante no estádio do Bayer Leverkusen a chamar "assassinos" e "filhos da p..." à claque do Atlético Madrid para perceber que este ódio não tem fronteiras, nem se explica só pela história. (...)»

Dia 1 de Março

Bernardo Ribeiro - Sub-Director do Record; «Ter um jogador como Gaitán faz diferença. Claro que faz. Não é à toa que o argentino venceu ontem o troféu de jogador do ano na gala de aniversário do Benfica. Num plantel recheado de talento, Nico é o expoente maior da arte que é o futebol. Um naipe de soluções impressionante que dá brilho, movimento e cor a um conjunto que tardava em convencer. À conversa do colinho, a equipa de Jesus respondeu com uma vitória categórica, sem casos com influência no resultado. JJ deve estar no céu. Esta coisa de desvalorizar um campeão sempre que ele não é o nosso devia ser uma coisa bem pensada. É verdade que as arbitragens têm influência nos resultados. E que uns têm mais poder do que outros. Mas se não respeitarmos as vitórias alheias, ninguém o fará às nossas. (...)»

Paulo Montes - Jornalista de A Bola; «(...) Mais: com o fim anunciado dos tais fundos, que tinham como característica o facto de serem fechados, isto é, detidos exclusivamente pelos investidores, aqui e ali com capitais de origem duvidosa, abre-se imediatamente caminho a alternativas que poderão tornar-se mais perigosas. Quer dizer: ao invés de regular, de restringir e de responsabilizar, numa lógica de total transparência, a FIFA prefere arrasar. Mas sem medir as consequências. O que nos espera, então, a partir de junho? Da forma como a máquina tem funcionado, só se admite uma saída: a compra, por parte desses mesmos investidores, de clubes e sociedades desportivas que servirão, no pior plano, para lavar capitais estranhos e, claro, proporcionar boa rentabilidade.
Voltaremos então a esse tempo dos clubes virtuais, como o Rentistas de Juan Figer, ou o nosso conhecido Corinthians Alagoano, e com a agravante, deixem-me adivinhar, de por essa altura toda a gente estar licenciada para negociar no mundo do futebol! É que a FIFA, senhores, também decidiu acabar com os agentes já em março! Outra polémica que promete agitar a praça... e a própria FPF!...
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Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra no Record; «A propósito das expulsões de Jorge Jesus e Miguel Leal no Moreirense-Benfica e das suas consequências disciplinares ("apenas" multa e multa irrisória), mais uma vez se confirma que no futebol, a repetição das situações não garante o conhecimento das hipóteses. Tirando a acumulação de amarelos em vários jogos e o "duplo amarelo" num só jogo, por muito que se anuncie e se explique, por muito que se recordem episódios do passado, é raro assistirmos a sabedoria acumulada sobre o básico e recorrente. Uma dessas circunstâncias de amnésia periódica é justamente a expulsão dos agentes que estão no banco durante o jogo. Interiorizou-se a ideia de que treinador (ou dirigente) expulso teria de esperar necessariamente por suspensão (e impossibilidade de estar presente no banco desde logo) no jogo ou nos jogos seguintes. E quando vem a multa parece que cresce a suspeição de o órgão disciplinar ter atuado em beneficio do infrator e em desrespeito dos regulamentos. Não é assim, ainda que mais uma vez se tenha pensado assim (ainda que as mais das vezes implicitamente) a propósito das expulsões de Jesus e Leal. Também, se assim não fosse, de que viveriam (também) os "debates" dos "comentadores" e "especialistas"? (...)»

Dia 2

Alexandre Pais - Ex-Director do Record; «(...) No Sporting, tudo se passou ao contrário. Como apanhou a crise financeira que caiu em cima de outras crises, encontrou um presidente - goste-se ou não do homem, ele é um líder - que soube a seguir escolher um treinador, ou seja, começou, e bem, pelo parque de estacionamento, mas depois o dinheiro já não lhe chegou para os cozinheiros e para o resto. Arranjou o que podia, uma malta simpática e diligente para o atendimento, um chef nostálgico, umas mesas semiconstruídas, enfim, o que pôde ser. Agora, no Dragão, mesmo tendo em conta o enorme esforço do jogo com o Wolfsburgo, vimos, como a equipa do Sporting é curta, também na quantidade das opções, para as altas cavalarias. É possível fazer mais com menos, não se pode é abusar do conceito. Tudo o que Marco Silva e, sejamos justos, a bravura dos jogadores conseguiram desde julho é, simplesmente, um milagre.»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) É pena que os principais emblemas portugueses não adiram ao futebol feminino. Por melhor que seja o trabalho dos clubes em competição e por maiores que sejam os incentivos federativos, será impossível dar o salto quântico que a entrada em cena de Benfica, FC Porto e Sporting representaria. Um futebol feminino forte em Portugal seria sinónimo de mais gente envolvida no beautiful game, de maior volume de negócio, que veria crescer exponencialmente o número de praticantes e de um novo interesse num nicho de mercado fundamental nos Estados Unidos, na China, no Brasil e nos países do norte da Europa. Creio haver, em Portugal, uma barreira cultural, ainda preconceituosa, que urge erradicar. O Algarve vai receber, dentro de alguns dias, uma das mais prestigiadas competições mundiais, onde muitas vezes o número de jornalistas acreditados supera o número de espectadores! E é uma pena. Grandes vedetas têm vindo a Portugal, ano após ano e nós, que nos dizemos um país de futebol, acabamos por remetê-las quase a notas de rodapé. Fica o alerta e o desejo de ver o futebol feminino português na crista da onda. »

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Dragão imperial. Leão sem juba nem garras, batendo-se taco a taco apenas nos iniciais 20 minutos e caindo fragorosamente mal sofreu o 1.º golo. Abismo na diferença de convicção e classe. Sporting vergastado também pelo enorme desgaste de três dias antes, quando, em vão, dera tudo e mais alguma para prosseguir na Liga Europa. Falhara na concretização de múltiplas oportunidades de golo. Ontem, nem uma conseguiu construir! Não ter ponta de lança de nível sequer médio-alto (Slimani lentamente recupera de lesão) é gritante fragilidade. Ontem, somou fragilidade de defesa imberbe, sem 'patrão', abrindo devastadoras crateras no lado esquerdo, Tobias-Jonathan. A grande meta do Sporting está agora na Taça de Portugal. E na resistência ao SC Braga que muito o ameaça no despique pelo 3.º lugar na Liga, Champions à vista... »

Dia 3

Miguel Sousa Tavares - Adepto portista em A Bola; «(...) Como sistematicamente nos vem acontecendo, tivemos uma arbitragem tendenciosa e hostil, quer na interpretação dos lances duvidosos, quer na chocante dualidade de critério disciplinar. É bem verdade que os verdadeiros vencedores têm de estar preparados para ultrapassar os percalços da arbitragem, o problema é quando eles funcionam sempre contra nós e sempre a favor de outros. Artur Soares Dias, o inesquecível árbitro que nos fez perder o jogo da Luz na época passada, foi igual àquilo a que já estamos habituado nele. E é com isto que temos de viver... (...) »

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «Os objetivos reais do Sporting ficaram de repente limitados ao 3.º lugar no campeonato e à conquista da Taça de Portugal. Aquele golo de Jardel fora de horas, no último lance do dérbi despedaçou o moral de uma equipa que ainda há um mês respirava saúde e confiança. De repente, há um quadro novo: os jogadores passam a desconfiar da própria sombra, as pernas pesam mais do que nunca, as dúvidas aumentam todos os dias. É o momento mais difícil da temporada: seis jogos, uma vitória. Uma parte do que aconteceu beste ciclo delicado, que incluiu adversários poderosos como Benfica, FC Porto e Wolfsburgo, explica-se com um retrato rápido da própria equipa. (...)»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) Durante muito tempo, uma das vantagens do Porto face ao Benfica foi ter uma voz de comando em campo, capaz de funcionar como treinador durante os jogos. Desde a saída de Lucho, o Porto não mais teve um líder dentro do relvado. O Benfica tem Luisão.
Ao contrário do que se quer fazer crer, não há grandes diferenças entre os 11 titulares. Onde o quadro é menos equilibrado é quando falamos de segundas linhas. O Porto leva vantagem na qualidade individual do seu banco. As lesões e a forma física serão, por isso, decisivas. A este propósito, é uma incógnita o impacto da Champions no Porto. O desgaste pode fragilizar a equipa, mas bons resultados podem ser um suplemento de alma adicional. No fim, a melhor equipa será campeã, pelo que de pouco serve andar, desde já, a ensaiar choradinhos.
»

Dia 4

Jorge Barbosa - Editor-Chefe do Record; «(...) O campeonato tão bipolarizado tem contribuído para que a "paz podre", entretanto instalada por ambos e para defesa dos interesses do futebol português - tanto o FC Porto como o Benfica têm dado o seu contributo para se entenderem, por forma a não comprometerem o futuro do nosso futebol dando um razoável exemplo -, tenha sofrido alguns abalos, na última semana, como se tem verificado na "troca de galhardetes" entre os dois treinadores ou nos "posts" com peças de fruta e café com leite ou taças em salvas, o que só vem confirmar que os nervos começam a ficar à flor da pele. É a pressão que aperta, numa guerra verbal que começa a subir de tom, o que era perfeitamente evitável, pois ambos os clubes devem concentrar todas as preocupações no terreno de jogo, o local indicado para a resolução do título e sem qualquer favor extra. Será possível? Duvidamos.»

Nélson Feiteirona - Jornalista de A Bola; «(...) O secretário de Estado da Segurança espanhol anunciou, no mês passado, uma multa de 60 mil euros e cinco anos de interdição a recintos desportivos para um cidadão que, no Twitter, confessou ter ficado feliz com a morte do adepto do Corunha nos confrontos com outros do Atlético Madrid, em novembro de 2014. Por cá, entre muito mais, nas redes sociais correu um vídeo chamado holocausto lampião, que associava imagens do Benfica ao flagelo do nazismo; Paulo Pereira Cristóvão, que foi candidato a presidente do Sporting e era suspeito em casos suspeitíssimos no futebol, foi detido por motivos que nada tiveram a ver com o desporto. Também foi detido um líder de claque. Não são sinais a mais? Suficientes para pararmos de assobiar e de apenas condenar e lamentar? »

Rui Dias - Redactor Principal do Record; «Jonas é um dos melhores avançados do Brasil e, aos 30 anos, candidato à seleção. Basta acompanhá-lo 10 minutos para concluirmos, pelo pisar, pelo toque, pela movimentação, que tem classe acima da média. Bola que sai dos seus pés leva a malícia que não trazia quando chegou; pode vir com efeito, desenquadrada, difícil de dominar, que ele hipnotiza-a com qualquer parte do corpo, não sendo de excluir que a encaminhe para a baliza. É um jogador precioso. Claramente um dos melhores da Liga. »

Dia 5

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «Agora já não há dúvidas: Marco Silva e os seus jogadores vão terminar o campeonato com uma sensação idêntica à que Ferenc Puskás sentiu no Mundial de 1954, quando a sua Hungria baqueou frente a Alemanha: "Nós jogámos alegremente, eles disputaram o título." A sentença do húngaro (mais tarde naturalizado espanhol) não retratava apenas a desventura da seleção magiar. Ela parecia também comportar uma pontinha de fatalidade implacável e irremediável, melodrama que faz igualmente sentido quando ponderamos o cada vez mais sacramental fado do Sporting. O que vale é que, no futebol, a dor da derrota é quase sempre efémera. Num dos seus raros momentos filosóficos, Ottmar Hitzfeld disse um dia que "a vitória não é tudo, mas sem ela tudo o resto não interessa". Mas o treinador alemão nunca conviveu com os adeptos do Sporting nem testemunhou de perto a sua extraordinária capacidade de ultrapassar a desdita num esfregar de olhos. Os sportinguistas, já se sabe, são campeões do Mundo na renovação da esperança, e essa positividade tem um valor incalculável. (...)»

Leonor Pinhão - Jornalista em A Bola; «(...) Voltando a Pedro Proença. O antigo árbitro falou aos jornalistas para lhes dizer que está disponível para cargos na Liga, na FPF, na UEFA e na FIFA. No entanto, a imprensa aponta-o com mais insistência para um cargo na UEFA. Tem o meu apoio. Antes na UEFA do que por cá. Já estamos habituados a perder finais europeias, que diferença faria Pedro Proença na UEFA?
Se o Moreirense, tal como foi noticiado, obrigou André Simões a pagar do bolso a multa correspondente à sua expulsão no jogo com o Benfica é porque, presume-se, para a própria entidade patronal o jogador foi merecidamente expulso. Ou então trata-se de um caso de perseguição universal ao prometedor atleta, o que é bem menos verosímil embora não deixe de dar jeito a quem estas coisas dão tanto jeito. (...)
»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Pizzi: mais uma súbita, e radical, transformação de futebolista conseguida sob batuta de Jorge Jesus. É cedo para se ter clara ideia de até onde poderá chegar este ex-mediano extremo que vira médio central. Mas dá sinais de agarrar oportunidade de evoluir para carreira que nunca teria como extremo. Jorge Jesus foi preparando esta grande mudança, tão evidente era a perda de Enzo Pérez a meio da temporada. As características de Pizzi nada têm a ver com as de Enzo; precisam de ser muito melhoradas para exigente função de n.º 8: atacar, defender, pautar balanceamento ofensivo, cobrir espaços na ação inversa. Dificilmente Pizzi virá a ser o motor todo-o-terreno em que Enzo se transformou, também vindo de mediano extremo!... Mas o novo n.º 8 tem até superior qualidade técnica e, creio, potencial margem de progressão. Verdade: ainda não foi posto à prova num jogo com alto grau de dificuldade para esse vai vem entre atacar e defender/recuperar depressa a posse da bola. (...)»

Dia 6

André Ventura - Colunista de 'O Benfica'; «Já é um lugar-comum na contabilidade do Sport Lisboa e Benfica nos últimos anos, mas convém sempre sublinhar o fato: as contas do Clube continuam o seu percurso de consolidação e evolução extremamente positiva. Os últimos dados - divulgados pela CMVM na última sexta-feira - revelam um resultado líquido positivo de 13,2 milhões de euros.
Esta evolução, claro, tem duas explicações fundamentais: a alienação criteriosa de jogadores a clubes diversos (numa aposta de risco da direção que, no entanto, está a revelar os seus frutos) e a crescente aposta na Formação. Esta aposta, deve sublinhar-se, permite reduzir um conjunto de despesas importantes que vão desde a aquisição de novos jogadores externos a um conjunto de mecanismos acessórios a essas aquisições e que, por isso, reduzem proporcionalmente. Mas o milagre de gestão de Luís Filipe Vieira nas contas do Benfica não é apenas o de uma criteriosa política de alienação de jogadores e de encaixe financeiro. Os números do passivo não param de descer... e de surpreender. (...)
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António Oliveira - Adepto portista no Record; «(...) 2. Entre as diferentes acusações de benefícios da arbitragem que vão circulando, uma delas merece particular atenção: o elevado número de jogadores que veem, antes dos jogos com os grandes, o cartão amarelo necessário para serem suspensos no jogo seguinte, limpando a série de cartões. E aqui, ao contrário do que se vai dizendo, a haver um culpado, são as próprias equipas pequenas que preferem ter esses jogadores em jogos do "seu" campeonato, dando como quase perdidos os jogos em que têm de defrontar Benfica, FC Porto ou Sporting. Esta limpeza de cartões é um comportamento que vem a verificar-se há anos. Há equipas que abdicam de se apresentarem na máxima força perante os grandes, para que possam ter os melhores jogadores nos jogos contra equipas com os mesmos objetivos: a manutenção. São decisões que acabam por lesar a própria competição e todos os participantes. Na época em curso, já tivemos treinadores a admitir poupar jogadores nas deslocações ao terreno dos grandes. É uma opção discutível. Mas num campeonato em que as equipas mal têm dinheiro para sobreviver; outros valores se levantam na estratégia desportiva e financeira. Mas os pontos contra os grandes também deviam ser entendidos como possíveis de conquistar. Talvez a Liga deva pensar em soluções que tragam mais competitividade à prova. »

Sílvio Cervan - V.P. do SLB em A Bola; «(...) Os próximos três jogos do Benfica serão absolutamente determinantes no desfecho que todos acreditamos poder alcançar. Arouca, recepção ao Braga e deslocação a Vila do Conde são os últimos alçapões no caminho do título. Se os vencermos não restam muitas dúvidas. Ao ver Gaitán chegar à equipa daquela forma, fica fácil de perceber a falta que fez durante mais de um mês. Sendo indemonstrável, a minha convicção é que com ele na equipa não se teriam perdido pontos em Paços de Ferreira e Alvalade.
Domingo passado alguns sportinguistas torceram pelo FC Porto para não verem aumentar a vantagem do Benfica, este fim-de-semana voltam a ser pelo FC Porto, na deslocação a Braga, pois estão em risco de perder o terceiro lugar. Não está fácil a vida destes adeptos leoninos, que esta semana voltaram a ver o clube arrastado para situações desagradáveis por acontecimentos extradesportivos. O Sporting e a sua história mereciam melhor sorte, e a esmagadora maioria dos seus adeptos também.
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