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Newsletter N.º 201

Como seria expectável, continuam as ondas de choque provocadas pela antecipação do regresso da Selecção a Portugal. Nada que surpreenda porque os portugueses são mesmo assim. Urge agora preparar a entrada na fase de apuramento para o Euro'2016 o que começa já em Setembro em Aveiro. Vamos ter certamente mais 'festa'. Pois que seja!

'Grande preocupação' nas hostes benfiquistas: a acreditar no que dizem os especuladores a que a imprensa dá guarida e ajuda a potenciar, o Benfica vai ter dificuldades em formar equipa para a época que se avizinha...

Entretanto arrancou na 5.ª feira a nova época. Primeiras impressões positivas mas subsistem as indefinições. E irão continuar por mais uns tempos.

Começam as decisões dos quartos-de-final do Mundial. Haverá mais surpresas?


Dia 28 de Junho

Alexandre Pais - Jornalista no Record; «(...) Fizemos um mau Mundial, isso é certo. Mas fomos a única equipa afastada pela diferença de golos e, com o Equador, a melhor das que não se qualificaram. Somámos quatro pontos, a Espanha e a Itália - como Portugal, semifinalistas no último Europeu, ganho pelos espanhóis - alcançaram três, a Rússia dois e a Inglaterra um, ou seja, quatro grandes potências estiveram pior. E assim, não se ganha sempre. Agora, temos de iniciar outro ciclo, procurar novos valores - mesmo com a aposta envergonhada nos escalões jovens - e apoiar Paulo Bento, o homem que já provou ser indicado para fazer o trabalho. O resto é só barulho.»

António Oliveira - Ex-Seleccionador Nacional no Record; «(...) Voltando a Portugal, este é um bom momento para pensar o futuro. Diagnosticar problemas e encontrar soluções que permitam à nossa Seleção manter-se entre os melhores. Só com uma melhor formação e promoção do futebolista português nos campeonatos internos, poderemos criar uma base que garanta o futuro a médio e longo prazo. »

José Eduardo - Empresário e colunista de A Bola; «(...) E os outros, sem velocidade, poder de choque, rapidez de decisão, arrastaram-se, disfarçando com empenho e brio a paupérrima forma física. A partir daqui, desta base, da inexistência da obrigatória frescura física, todos os Ronaldos, Messis ou Neymars são (muito) piores. Como foi o caso dos nossos que, salvo uma ou outra exceção, estiveram muito longe de si próprios. Posto isto, deve Paulo Bento ser responsabilizado? Inequivocamente, sim! Ele é o chefe, ele é o líder. Mas deve ser destituído, anulando-se o contrato que assinou antes do Mundial? Inequivocamente, não! É competente, inteligente e sabe do seu mettier como poucos. Seria um desperdício não beneficiarmos do duríssimo aprendizado que, estou esperançado, ele retirará com sábia humildade.»

Dia 29

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «Na Luz, aparentemente resolvidos os problemas no setor defensivo, com soluções à direita, ao centro, apesar da saída Garay, e também à esquerda, finalmente!, as preocupações parecem concentradas no meio-campo, onde a grave lesão de Fejsa e o previsível abandono de Enzo obrigam a trabalho extraordinário para se encontrar alternativas eficazes e que se enquadrem na política de contratação que está a ser seguida. Na frente, talvez haja necessidade de preencher a vaga de Rodrigo, talvez... »

João Querido Manha - Director do Record; «(...) Para que idênticos erros não sejam cometidos no futuro, seria bom que se deixasse a Federação analisar em profundidade o que correu mal, com a obrigação de publicar um relatório com todas as ocorrências, prevenindo que daqui a 14 anos não surja algum dirigente com "revelações" que não teve coragem de fazer na hora. É impossível a FPF poder fazer um balanço positivo, pelo que basta esperar pelas conclusões da investigação interna para se poder aquilatar da real vontade em melhorar as condições de trabalho da futura Seleção.»

Luís Avelãs - Editor do Record; «(...) Mas a Seleção falhou, mesmo tendo feito o 1-0 logo a abrir. Falhou dentro e fora do campo. E tentar justificar o desaire com a menor condição física de Ronaldo é teoria que não me convence. Podia estar melhor o capitão? Claro! Mas, a França perdeu Ribéry, a Colômbia não tem Falcão, a Holanda ficou sem Van der Vaart, os Estados Unidos deram-se ao luxo de prescindir de Donovan, e a Argentina de Tévez, e até a sensacional Costa Rica surgiu sem dois titulares indiscutíveis (Oviedo e Saborio) e nem por isso os resultados foram maus. Em suma, quando as equipas são exatamente isso, as lesões atrapalham mas não anulam as possibilidades de sucesso.»

Dia 30

António Varela - Sub-Director do Record; «(...) As notícias não são boas para Jorge Jesus. O plantel do Benfica está positivamente no mercado. Basta aparecerem os interessados com as propostas corretas e os negócios far-se-ão. Depois de uma época de folga orçamental a visar o cumprimento de objetivos desportivos, vem o reajustamento e é preciso transferir: Rodrigo, André Gomes e Garay já foram; Oblak, Maxi, Enzo Pérez, Gaitán, Markovic, Salvio, Cardozo e Nélson Oliveira podem ir, até ser atingido o cúmulo financeiro que satisfaça compromissos com financiadores.»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) As televisões brasileiras passaram imagens de cidades com 50 mil pessoas no mesmo local a torcer pelo escrete, numa manifestação imponente do porquê da expressão «O País do Futebol» e eu pude testemunhar a festa dos descamisados que durou até às tantas em Belo Horizonte. A única dúvida que me assalta o espírito em relação a esta matéria (e o 'feeling' não é bom) é sobre a reação dos brasileiros a um Mundial sem Brasil. Que esteve muito perto de acontecer no último domingo e pode muito bem acontecer na próxima sexta...»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Já nos 'oitavos', confrontos mata-mata 'de gritos'! Brasil precisou de ser mesmo sortudo para eliminar o Chile: 'milagrosamente' se safou de KO no último minuto (tiraço de Pinilla, ex-Sporting, contra barra) e foi ganhar no desempate por ditos 'penalties'... Ontem, México na frente ao minuto 87, mas fulgurante reviravolta holandesa concluída nos descontos de tempo com 'penalty' bem assinalado por Pedro Proença. Mais emoções ao rubro no Costa Rica-Grécia: prolongamento arrancado pela equipa de Fernando Santos ao minuto 90; lá veio outro desempate por ditos 'penalties': desta, e definitiva, vez, Grécia sem sorte... Mundial está mesmo de gritos! »

Dia 1 de Julho

Bernardo Ribeiro - Sub-Chefe de Redacção do Record; «(...) Slavchev, Oriol Rossel Tanaka, Paulo Oliveira e André Geraldes são os contratados até ao momento. Acreditando que tiveram o acordo de Marco Silva - o desaguisado entre Lito e Rui Pedro Soares, em Belém, mostra como isso é importante -, torna-se grande a expectativa pelo futebol do novo leão. O técnico alimentou na equipa canarinha uma ambição a que o clube da Linha não estava habituado e jogando de forma agradável e ambiciosa, coisa rara no futebol português. Foi o que o levou a Alvalade e é algo que os adeptos muito apreciam. Resta saber como reagirão a um eventual desaire na questão da fasquia aumentada. Mas essa é uma ânsia que cabe a técnico e presidente gerirem. Ou ganharem mesmo. »

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «(...) 2. Vem a propósito, por contraste, referir o que ocorreu em Itália, cujo futebol é, injustamente, considerado o mais corrupto e o mais ferido por escândalos de grande repercussão. Pois bem, depois de uma eliminação e de uma campanha mundial decalcada a papel químico da de Portugal, tanto o seleccionador Cesare Prandelli como o presidente Giancarlo Abete assumiram as próprias culpas e, com um gesto nobre e digno de louvor, apresentaram imediatamente a sua demissão irrevogável. Sem forjarem justificações.»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário, no Record; «(...) Peço desculpa, as contas da "Libero" nem sequer estão corretas. Em teoria, nasci em maio de 74, pelo que não estava ainda desperto para o Mundo durante o Mundial da Alemanha e não guardo memória do que se passou na Argentina. Para todos os efeitos, nasci em Espanha, em 1982, ao longo de tardes de verão, e fui formado na derrota da aproximação romântica que o Telé Santana ofereceu ao futebol, com o escrete onde coexistiam Zico, Falcão, Sócrates, Cerezo, Júnior e Éder. Desde então, não falhei um único Mundial. Sendo assim, estou a cumprir 9 anos. O que ajuda a compreender tudo o resto.»

Dia 2

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «(...) Completamente patética foi a recepção de Suárez em Montevideu (será Montemordeu?).
Sem comentários (desnecessários, aliás), eis algumas das notícias: o avançado foi recebido por centenas de pessoas que o quiseram apoiar. Entre eles, José Mujica, Presidente da República do Uruguai. Mujica já tinha defendido, com notável deslumbramento, o avançado uruguaio depois da polémica mordidela ao italiano Chiellini: «Não o escolhemos para ser filósofo, mecânico ou para que tenha bons modos», e fez questão (patriótica) de «oferecer a chácara presidencial ao atleta e seus familiares». Além de elogiar o herói nacional, Mujica - imagine-se! - afirmou ser contra decisões tomadas fora das quatro linhas.
Maradona não ficou atrás: «Porque não mandá-lo para Guantánamo? Isto faz pensar que há pessoas na FIFA cada vez pensando menos e querendo que o espectáculo seja mais feio.» (...)
»

João Pimpim - Jornalista de A Bola; «(...) As coisas correram mal? Correram. Ou, melhor, não... 'correram'. Fisicamente, Portugal foi uma lástima, uma das piores equipas da prova. Mas não ter em conta os imprevistos - expulsão de Pepe e lesão de Coentrão à cabeça -, que muitas vezes ajudam a explicar o inexplicável, roça a injustiça. Há que pensar antes de atacar, conhecer antes de destruir, perceber a realidade antes de nos pormos em bicos de pés, gritando conhecimentos em clima, treino e preparação física mais alto que os outros, convencidos de que nos ouvirão. E nunca esquecer que, no futebol, expulsões, lesões e 'penalties' podem mesmo ser suficientes para deitar por terra o trabalho de meses. »

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «(...) A seleção brasileira está irreconhecível. E isto é tanto mais estranho se se pensar que o selecionador é Scolari, um homem que em Portugal dispunha de muito menos estrelas mas montou uma Seleção que valia exatamente pelo conjunto, pela boa ocupação dos espaços. Portugal nunca jogou em "pontapé para a frente", como faz hoje o Brasil.
Enfim, veremos o que nos oferece o próximo Brasil-Colômbia, sendo esta última uma das equipas que estão no extremo oposto: o das boas surpresas.
»

Dia 3

Bagão Félix - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) E que o Benfica, o maior clube de Portugal e o clube com mais sócios em todo o mundo (235.000 segundo os últimos dados da FIFA ou seja mais 10,5 vezes que os 22.415 habitantes de Carnide segundo o Censos 2011). Ou seja, um grande clube que alia as suas raízes populares e locais à universalidade do seu prestígio. Nem apenas local, nem só global. Mas fundamentalmente glocal. Com Luz, com Carnide, orgulhosamente.»

Luís Pedro Sousa - Chefe de Redacção do Record; «(...) Apesar de os alvos estarem praticamente identificados e de as saídas de alguns dos nomes sonantes serem dados adquiridos, há demasiadas arestas por limar que criam problemas quase insolúveis. Por exemplo, subsistem poucas dúvidas de que Enzo Pérez e Mangala vão sair, mas falta saber quando, para onde e por que preço. São "certezas" que só precisam de confirmação no espaço e no tempo mas que coabitam, para aumentar ainda mais a confusão, com outros tantos dossiês por encerrar. A continuidade de Oblak e Maxi Pereira ou de Danilo e Jackson são apenas alguns casos que fazem aumentar interrogações e obrigam simultaneamente a procurar alternativas que ameaçam nunca passar de tal estatuto. (...) »

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «Paulo Bento... fica? Pois fica. Não se percebe porquê, mas fica. E fica mal. É uma decisão errada. Não se trata de procurar um responsável, porque há muitos, mas é se tudo falhou, então o líder falhou. Paulo Bento tinha jogadores, tinha meios e tinha objetivos. Fracassou. Não faz sentido ter a confiança renovada. (...)»

Dia 4

Afonso de Melo - Colunista de 'O Benfica'; «Se algo me confunde é o à vontade com que os portugueses gostam de apontar as misérias alheias. Chegam ao Brasil e procuram os pobres, os pedintes, as barracas e as favelas. Falam sobre a pobreza que assola o Brasil, sobre a tristeza dessa pobreza num país alegre. E esquecem. Eu, que vivo em Lisboa, que vivo de noite, que percorro as ruas e as vielas, não esqueço. Crianças que dormem sobre bocados de cartão; velhos deitados nas ombreiras das portas; pedintes de mão estendida. Conheço muitos pelo nome. (...)»

Daniel Oliveira - Analista Político no Record; «Como é possível um país pobre receber mais de 3 milhões de estrangeiros em apenas um mês e garantir que a ordem se mantém? Para a FIFA, criando uma legislação criminal de exceção e tribunais especiais que garantem julgamentos sumários, aplicando penas mais duras e dando menos garantias de defesa. E gastando cerca de 615 milhões de euros dos contribuintes em segurança pública. Como é possível dar aos patrocinadores a garantia de que terão retorno a sério do dinheiro que deram à FIFA? A "Lei Geral da Copa" tratou disso. Criou zonas de exclusividade comercial no raio de dois quilómetros em volta dos estádios. Nesse espaço reina o capitalismo monopolista. (...)»

Sílvio Cervan - V.P. Suplente do SLB em A Bola; «(...) Esperemos que quem ficar tenha a qualidade para as conquistas desse desígnio primeiro que é ser bicampeão, facto que não acontece há muitos anos no Benfica. Belíssima escolha no adversário da Eusébio Cup, poucos como o Ajax têm a tradição e a glória, muito para lá do novo-riquismo dos milhões de paragens obscuras. O Ajax é parte da história do futebol europeu e mundial, e é esse prestígio que se empresta a uma homenagem (a primeira póstuma) ao nosso Eusébio.»

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