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Newsletter N.º 188

À medida que o campeonato avança para a recta final, cresce a emoção e a expectativa sobre os resultados obtidos pelos 3 da frente. Na 25.ª jornada o Sporting com a antecipação do seu jogo com o Vitória de Guimarães que venceu, tinha criado, segundo os 'especialistas da palavra', um pressão adicional sobre o Benfica.

Ficou-se por aí porque o Benfica venceu em Braga e deixou tudo na mesma. Já o FC Porto que tinha uma deslocação difícil à Choupana ressentiu-se do jogo do ponto de honra e baqueou ante o Nacional entregando o 2.º lugar e os milhões da Champions ao Sporting.

Decisão esperada do Conselho de Justiça sobre o recurso do Sporting na Taça da Liga. A argumentação, de tão ridícula, dispensa comentários. Mais uma anedota...

Resultado positivo obtido pelo Benfica na Holanda que lhe abriu as portas das meias-finais da Liga Europa. Espera-se confirmação na Luz.
No Dragão o FC Porto também venceu tangencialmente e aumentou as expectativas para Sevilha. Não vai, no entanto, ser fácil.


Dia 29

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «Diz o guarda-redes Quim, o mesmo cuja exclusão do plantel encarnado foi anunciada por Jorge Jesus durante um programa televisivo, que se o Benfica vencer em Braga será o futuro campeão, considerando este jogo como o derradeiro obstáculo a transpor antes de cortar a linha da meta em primeiro lugar. (...)»

José Ribeiro - Sub-Chefe de Redacção do Record; «Bruno de Carvalho está a assinalar um ano de presidência no Sporting colocando em causa tudo o que se passa no futebol português. É um caminho. Haveria outros, mas que certamente não deixariam marca tão vincada, quer na opinião pública em geral, quer junto da audiência que mais lhe interessa: os sócios e os adeptos leoninos. Em resumo, tenta explicar os êxitos passados do FC Porto e os atuais do Benfica (liderança da Liga) pelo mesmo fator: a arbitragem. (...)»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «Não é de hoje que os portugueses acham que o país se resolve com palavras. Talvez porque a palavra, durante muitos anos, foi usada como uma arma substancial e útil na afirmação de um estatuto social supostamente superior numa sociedade vastamente ignorante. (...)»

Dia 30

António Varela - Sub-Director do Record; «(...) O treinador do Benfica esforçou-se por passar a mensagem de que pode virar a eliminatória na Luz, mas sabe da impossibilidade de o fazer com a equipa construída para defrontar um FC Porto a não querer perder a oportunidade de quase "vulgarizar" o adversário tão "bem treinado", conforme assumiu num súbito ataque de simpatia o presidente Pinto da Costa. (...) »

José Manuel Meirim - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «(...) 4. Já manifestámos, publicamente, a nossa discordância com este caminho. Sendo várias as razões que motivam o nosso entendimento, neste espaço realçamos somente a que se prende com o próprio futuro do TAD. Com efeito, a ser assim, corre-se um sério risco desta nova instância se ver, a breve trecho, plena de processos para decidir, gerando atrasos nada compatíveis com a celeridade que é pressuposto ideológico da sua criação.»

Luís Pedro Sousa - Chefe de Redacção do Record; «(...) Um ano antes, também os dragões operaram com todo o mérito uma reviravolta no topo da classificação, obrigando os encarnados a uma série de declarações públicas a tentar os convencer os incautos que tinha sido Pedro Proença e quejandos a contribuir de forma decisiva para a atribuição do título aos dragões. (...) »

Dia 31 de Março

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «A partir de agora o principal objetivo desportivo na ideia de Jorge Jesus fica à distância de 15 pontos. Ainda excessivos em face dos sete que traduzem a vantagem do Benfica sobre o Sporting. (...)»

João Querido Manha - Director do Record; «Não há memória de um discurso tão ponderado e adulto de um treinador do FC Porto no final de um jogo em que a sua equipa se viu impotente para ultrapassar uma arbitragem adversa, como a de ontem na Choupana. Luís Castro, embora a prazo e com um estatuto mal definido, mostrou autonomia e personalidade, fugindo da conversa para fanáticos que os dirigentes patrocinam como mecanismo de defesa para resultados adversos. (...) »

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Estamos, isso sim, perante uma crise profunda, com raízes na escolha do técnico, na construção do plantel, na falta de autoridade que a estrutura portista revelou perante os jogadores e na saída de Lucho González no mercado de janeiro, uma decisão que lesou, em muito, os interesses desportivos do FC Porto. (...) »

Dia 1 de Abril

Manuel Martins de Sá - Jornalista de A Bola; «1. Ao contrário da opinião dominante, desta vez estou com Platini e com a sua persistente pressão junto de Blatter para extirpar do futebol os fundos de investimento de jogadores. E mais ainda que haja empresários que são proprietários de passes de futebolistas. (...)»

Miguel Sousa Tavares - Adepto portista em A Bola; «(...) 2. Já disse que reconheço mérito a Bruno de Carvalho em várias coisas, como a mobilização clubista, a denúncia dos negócios obscuros dos agentes e fundos de jogadores, as 'medidas de austeridade' aplicadas a um clube à beira da ruína (no fundo, o mesmo que faz o governo, mas aí já sem a compreensão generalizada). Quanto à «reestruturação financeira», não sei o que ele terá conseguido, e como, dos banco credores, mas sei uma coisa: não desaparecem 130 milhões da dívida sem pagar um euro nem obter perdão algum, como ele jura.(...) »

Norberto Santos - Redator Principal do Record; «Já não há muitas contas para fazer. A cinco jornadas do fim da 1.ª Liga portuguesa faltam 3 vitórias para o Benfica ser campeão, isto depois de uma jornada em que o Sporting saiu ainda mais reforçado com o segundo lugar após a derrota do FC Porto no campo do Nacional da Madeira. (...) »

Dia 2

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «(...) Mas custa-me a perceber que não tenha sido Lima a marcar. Ele que tem sido letal da marca da grande penalidade, por regra sereno de espírito e seco de remate. Pode haver razões que não vislumbremos. Mas não compreendo que momentos decisivos nesta últimas jornadas possam ser aferidos, ainda que respeitavelmente, por outros critérios pessoais, afectivos, compensatórios, etc. (...) »

João Pimpim - Jornalista de A Bola; «(...) A propósito de endeusamentos e de números cruéis: quando Quaresma se estreou, o FC Porto estava em igualdade pontual com o Benfica e, agora, está a 15 pontos; Luís Castro substituiu Paulo Fonseca, os dragões estavam a nove pontos das águias e, agora estão a 15. Mas isso são outras contas... »

José António Saraiva - Director do 'Sol' no Record; «(...) Ora, o péssimo jogo no Dragão lança dúvidas sobre a qualidade de algumas segundas linhas. E, para lá disso, lembro o seguinte: o Manchester United tem o mesmo plantel do ano passado - mas com Ferguson ficou em 1.º e com Moyes está em 7.º. Quando se fala de futebol, nunca se esqueçam factos como este, que revelam a importância decisiva do treinador! »

Dia 3

Carlos Barbosa da Cruz - Advogado no Record; «(...) Por outras palavras, o FC Porto persegue o Miguel Sousa Tavares por delito de opinião. O que é, convenhamos, muito feio, e ilustra a dificuldade com que os seus dirigentes convivem com a liberdade de expressão. Sendo o Miguel um homem de coragem, tenho a certeza que não vai esmorecer; só espero que, cicatrizadas as feridas (eu sei o que são desgostos clubísticos!), este episódio o ajude a olhar para o FC Porto como tem olhado para tudo o resto na vida, ou seja, com independência. »

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) Quem o saberá é Luís Filipe Vieira, que ainda há poucas semanas almoçava com Joaquim Oliveira, patrão da Olivedesportos, no meio de um dos restaurantes mais frequentados pelo mundo do futebol e do jornalismo. Não sei do que falariam, mas apetece adivinhar. »

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) Vem, agora, o presidente do FC Porto dizer que Quaresma apenas reagiu a provocações racistas, que teriam origem uma campanha para o afastar da seleção nacional. Seria lamentável se essas provocações tivessem existido e ficassem sem o devido castigo, mas ligá-las a uma ação combinada (por quem?) para afastar o jogador do Brasil é uma presunção ridícula, especialmente quando não há uma única palavra para recriminar a desabrida atitude do jogador.»

Dia 4

Arons de Carvalho - Colunista de 'O Benfica'; «(...) 4. Fazendo contas "à Bruno de Carvalho", o FC Porto pode lamentar-se pelo facto de, em duas jornadas apenas, ter sido prejudicado em nove pontos que lhe dariam o 2.º lugar; um golo mal anulado e um penalty não marcado em Alvalade e no Nacional são seis pontos. Com três que o Sporting somou indevidamente, estaria no 2.º lugar. Este Campeonato, realmente, está muito diferente: até o FC Porto tem razão para se queixar das arbitragens! Algo nunca visto em 30 anos... »

Daniel Oliveira - Analista Político no Record; «(...) Chegar, para benefício próprio, atrasado a um jogo? Não é morte de homem. Tentar bater num jogador? Não faz mal, se formos insultados. O que é grave é criticar a arbitragem. O que é grave é pôr em causa o poder. O que é grave é expressar a indignação por palavras e tentar defender um ponto de vista com argumentos. A murro e com esquemas é que se vai lá. Mas caladinho. »

João Bonzinho - Jornalista de A Bola; «(...) Estou num beco e não vejo ainda saída: afinal que opinião tenho sobre o treinador Jesus? Às vezes rendo-me,às vezes revolto-me. Já sei: é uma personagem fascinante, que divide opiniões, que dificilmente será consensual, que ora apaixona, ora desilude. Muitas grandes personagens foram e são assim. E foi também por isso que marcaram o tempo. Jesus já marcou o seu tempo. »

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