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Newsletter N.º 252

Mais destaques para Portugal: Depois do ouro de Telma Monteiro, foi agora a Selecção Nacional de Sub-21 a humilhar a poderosa Alemanha com um resultado histórico de 5-0 e com acesso à final. Nesta...

Também o piloto de Moto 3 - Miguel Oliveira - conquistou a 2.ª vitória na temporada, augurando boas perspectivas.

Apresentação


Dia 27 de Junho

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Ao assumir o compromisso com Bruno de Carvalho, Jorge Jesus sabia que Marco Silva era o treinador do Sporting e que ao aceitar substituí-lo estava a patrocinar uma relação nada saudável entre mestres do mesmo ofício. Sabia também que o assumiu sendo treinador do Benfica, que é quem lhe paga até 30 de junho, apesar de estar já a trabalhar no Sporting, de aí só poder ser apresentado em julho para tornear o «pressuposto legal».
Jorge Jesus disse em tempos que o 'fair play' é uma treta. Sobre a ética não consta que tivesse dito alguma coisa, nem ele nem Bruno de Carvalho. Nem é preciso...
»

Luís Pedro Sousa - Editor do Record; «(...) Os principais clubes portugueses voltaram a apostar nas equipas B, e os resultados estão à vista. Os nossos jovens futebolistas amadureceram mais depressa, fruto da maior competitividade a que estiveram sujeitos. No Mundial sub-20, a Seleção Nacional realizou uma primeira fase notável, passou de seguida a anfitriã Nova Zelândia, e foi eliminada nos quartos-de-final pelo Brasil, através do desempate por penáltis, num jogo que dominou amplamente. Apesar da saída algo prematura, Portugal mostrou ser uma das melhores equipas da prova, senão mesmo a melhor. Nos sub-21, a turma das quinas disputa hoje as meias-finais diante da Alemanha, depois de um percurso cem por cento vitorioso durante a qualificação e sem ter averbado qualquer derrota na fase final da competição. Entre tantos jovens talentosos que estão a aparecer - e alguns deles até já se afirmaram definitivamente - destaque para o emergir de dois pontas-de-lança, que prometem preencher uma grave e intergeracional lacuna do nosso futebol. Gonçalo Paciência, entre os mais velhos, e, principalmente, André Silva, nos mais novos, podem ocupar o espaço que Nuno Gomes e Pauleta deixaram vago.»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) A questão à qual a filosofia, a matemática, a medicina, a antropologia ainda não souberam responder é porquê? Por que razão um homem ou uma mulher gasta os melhores anos da sua juventude numa luta constante com o seu corpo, com a sua alma, perseguindo um sonho que ao comum dos mortais parece apenas a utopia de se querer chegar ao pote de ouro na ponta de um arco íris.
Ninguém alguma vez respondeu a esse porquê. No fundo, ninguém respondeu à maioria das perguntas importantes da existência e do comportamento humano. Ninguém pode responder ao verdadeiro porquê das lágrimas de Telma. Apenas se pode dizer que emocionaram Portugal, que nos lembrou, a nós, portugueses, que não temos de saber responder a todas as perguntas para sermos felizes e para mostrarmos que vale a pena fazer bem o que nos decidimos a fazer.
Nos Jogos Olímpicos de Londres eu vi a Telma perder o seu maior sonho, logo no primeiro combate. Lembro-me bem que não chorou e recordo, em elogio, a sua dignidade. Ela sabia, como sabem os grandes campeões, que há derrotas que são necessárias para se chegar às vitórias. Espero que, no Rio, a Telma volte a chorar. Ela merece. Mesmo que Portugal não saiba merecer os seus campeões.
»

Dia 28

Fernando Seara - Adepto Benfiquista em A Bola; «(...) 3. Peço desculpa mas neste Europeu de sub-21 as exibições de Bernardo Silva deixaram-me, ao mesmo tempo, feliz e triste. Feliz pelo talento que deixou nos relvados nestes quatro jogos. Talento e virtuosismo. Capacidade e eficácia. E triste por saber que partiu do seu clube do coração - e de sempre - sem ter uma oportunidade de evidenciar no Seixal ou na Luz estas exibições que agora deixam muitos da Europa do futebol a olhar para o Mónaco. Sei bem que Bernardo Silva foi vendido por um valor bem significativo. Tal como João Cancelo e, ao que se sabe, Ivan Cavaleiro. Mas nem o relevante valor da transferência afasta a minha legítima tristeza. Que só é vencida pela certeza de que o futuro próximo de Bernardo Silva nos proporcionará tardes e noites de vitórias, tardes e noites de portentosas exibições. E alguns de nós que sabemos combinar paixão com razão o que desejamos, com Rui Vitória, é que os novos Bernardos Silvas - dos sub-19 e sub-20 das nossas seleções nacionais - tenham muitas oportunidades no Seixal e, em crescendo, algumas outras no Estádio da Luz. Conheço, mesmo que seja de forma indireta, - mas através de vozes de amigos de sempre e que são de uma dedicação única! - o imenso benfiquismo da dedicada família de Bernardo Silva. E é também, e em razão deste facto singular, que continuo a conciliar a alegria com a tristeza. Com a convicção que a sua transferência para o Mónaco de Leonardo Jardim foi no tempo, no momento e nas circunstâncias adequadas. É, aqui, bem verdadeira a frase de Ortega y Gasset, que «somos nós e as nossas circunstâncias». (...)»

João Gabriel - Director de Comunicação do Benfica, no Record; «(...) Mas, se quisermos ser sérios e factuais, o desafio não é menor para nenhum dos outros treinadores dos chamados "grandes". Um deles teve ao seu dispor - e a afirmação não é minha, mas do seu presidente - o melhor plantel dos últimos 30 anos e nada ganhou. Há dois anos que o clube não conquista o título mais desejado, o que é um lastro difícil de gerir. Não há nada pior de combater que a desconfiança das bancadas, esse será o seu maior desafio nos próximos meses.
O outro treinador aparece envolto numa espécie de mito sebastianista, desafiando as limitações financeiras e o regime de austeridade em que o clube vivia há vários anos.
Também não é irrelevante o facto de suceder a um treinador que sai em rutura com a administração do clube, mas que é querido pelos seus jogadores. Não é, igualmente, saudável tentar importar de forma maciça know-how, porque isso é sinal de que o novo treinador não reconhece competência aos atuais quadros e, pior, não vê neles capacidade para o acompanharem no desenvolvimento interno do projeto. Afastar pessoas também não é a melhor forma de chegar a uma nova casa. O sebastianismo, como sabemos, não acabou bem! Perdeu-se a independência.
Todos vão ter desafios diferentes, mas todos vão ser postos à prova. Focar apenas em Rui Vitória essa responsabilidade não só é absurdo como totalmente falso.
Finalmente, a formação. Rui Vitória não chega ao Benfica com a obrigação de fazer entrar em campo cinco jovens do Seixal na equipa titular. Vem apenas com a missão de não os bloquear no seu processo de crescimento, de os conhecer, de lhes dar as oportunidades que merecem. Tão simples como isto.
»

José Manuel Meirim - Especialista em direito desportivo em A Bola; «1. Foi publicado, na página da FPF, o Regulamento de Certificação das Entidades Formadoras e o respectivo Manual. O texto preenche lacuna de quase vinte anos, com perigos evidentes para os clubes que celebraram - e celebram - contratos com jovens entre os 14 e os 18 anos de idade.
2. A partir do início da próxima época (1 de Julho de 2015) todo o clube que registe contrato de formação desportiva vê-se enquadrado num processo de certificação da sua entidade formadora e, do mesmo passo, obtém certificação para 2015/2016, colocando-o a salvo de surpresas contratuais e apetites de terceiros que, até agora, eram passíveis de serem concretizados sem qualquer retorno para a entidade formadora. Porquê? Pelo facto de um contrato de formação não se ter por válido sem que a entidade formadora se encontre certificada pela respectiva federação. (...)
»

Dia 29

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Bruno de Carvalho emerge da Assembleia Geral {AG) de ontem como o rosto do Novo Sporting devolvido aos sócios. Numa atividade tão volátil como é a gestão de um clube, que anda a toque de caixa do futebol, esta posição extremada não deve provocar uma sensação de conforto a Bruno de Carvalho. Desde ontem, de uma forma muito clara, Bruno de Carvalho transformou adversários em inimigos, cortou as pontes com muita gente que se deu ao Sporting nos últimos anos e que se vê agora associada a um período diabolizado. A ver vamos se não virão aí outras demandas, que visem decisões tomadas nas presidências de Santana Lopes, José Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, numa lógica de erradicação de um quarto de século na vida do Sporting. Ontem, na AG dos leões, perante um milhar de sócios, foi tomada a decisão de abrir a Caixa de Pandora. O futuro se encarregará de nos dizer com que consequências. O que é indesmentível é que a revolução a que Bruno de Carvalho dá o rosto está em marcha. E nada será como dantes... »

José Ribeiro - Editor-Chefe do Record; «(...) Jardim ficou a 7 pontos do Benfica campeão de JJ. Marco, a 9. A Jesus pede-se, no mínimo, que faça melhor; no máximo, que fique em 1.º. Igual ou pior será sempre "um mau negócio". O atual treinador do Monaco, de forma refletida e nada polémica, lança... o conselho, numa altura em que não se conhece um único reforço do Sporting. Entre os jogadores cedidos que vão regressar algum conseguirá esse estatuto? A partir de 4.ª feira essa questão começará a ser respondida.»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «(...) Em causa, para já, o mandato do ora expulso de sócio. Sem dados muito concretos (confidencialidade que só eventual recurso para AG, ou, decerto, para tribunal poderá anular), não é possível ter opinião sobre justiça/injustiça no julgamento feito pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Fica este registo: decisão por unanimidade dos 7 membros, em relação a Luís Duque, e com uma abstenção quanto a Godinho Lopes. Em ambos os casos agravando pena proposta pelo instrutor dos processos disciplinares (agravadíssima para o ex-presidente: de suspensão por um ano para expulsão).
E ficou a saber-se que também Nobre Guedes e Carlos Freitas seriam suspensos se ainda fossem sócios.
Tribunais dirão... Esteja onde estiver a razão, chocante!
»

Dia 30

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Trago o tema à colação porque o presidente do Benfica insiste na mesma linha de pensamento, diria ilimitadamente ambiciosa, e como sublinhou em entrevista à revista Open Skies da Emirates, que A BOLA ontem noticiou, no futebol nada é impossível, embora reconheça a enorme complexidade da empreitada quando tem de competir com gigantes como Barcelona, Real Madrid ou Bayern. Vieira será um sonhador com a noção perfeita dos problemas reais que o quotidiano lhe colocam no caminho. Sabe que batalhas mais desgastantes do que aquelas que já travou para recuperar a credibilidade do Benfica e devolver-lhe a estabilidade financeira serão impossíveis, de aí que desfrute de milhões de motivos para confiar que daqui em diante será mais fácil voar mais alto e chegar mais longe.
Os títulos mais difíceis de conquistar, os que não dão troféus para exibir aos adeptos, ganhou-os todos, com uma tática por ele escolhida e agora revelada: manter o equilíbrio entre a emoção e a razão. Por isso segurou o treinador quando a sua cotação de mercado era pouco mais do que zero; por isso, não lhe renovou contrato numa altura em que o mesmo treinador se considera(va) próximo dos deuses.
»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «Golpe de teatro: o FC Porto - gue há 10 dias, na AG da Liga, tinha sugerido a nomeação de árbitros, embora com algumas condições - mudou de ideias e propôs ontem o sorteio puro, no momento em que a discussão entrou na especialidade. O que mereceu a aprovação da maioria dos clubes não deixa de ser surpreendente. É mais ou menos consensual que a arbitragem nacional é francamente melhor hoje do que era há 15 anos. E o que poderá vir a acontecer, se esta proposta for ratificada na AG da FPF (que irá decorrer já em julho), será o regresso ao sistema que existiu entre 1998 e 2003. Um sistema, já agora, que não existe em nenhum grande campeonato europeu. (...) »

Sidónio Serpa - Professor Universitário, em A Bola; «(...) Os americanos têm uma visão do mundo na óptica do Far West, a União Europeia gerou um sistema de burocratas sem cultura nem conhecimento da história no que são bem acompanhados pelos seus patéticos líderes políticos. Do outro lado, há um enorme país, com uma cultura riquíssima e consciência da sua grandeza histórica, bem aproveitado por quem o lidera, que se percepciona numa realidade histórico-cultural distinta da europeia. As medalhas dão-nos uma indicação das tendências, mas as guerras são agora diferentes das de outrora com consequências sistémicas imprevisíveis. »

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