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Newsletter N.º 265

A 6.ª ronda iniciou-se com uma meia-surpresa; o FC Porto não conseguiu passar em Moreira de Cónegos onde acabou por deixar 2 pontos. O Benfica desta vez, não só não desperdiçou o ensejo de se afirmar ante o Paços de Ferreira, como conseguiu recuperar pontos, que acabaram por ser 4, já que o Sporting dentro das previsões não ganhou no Bessa.

Destaque para a equipa de basquetebol encarnada que ao vencer a Oliveirense na final, conquistou o Troféu António Pratas pela 10.ª vez consecutiva! Parabéns também para o Voleibol do Benfica que ao ganhar à Fonte do Bastardo conquistou o Torneio de Lamego. Ao invés o Hóquei em Patins baqueou algo inesperadamente frente ao Sporting na Supertaça depois de ter chegado aos 2-0. Acontece.

Na Liga dos Campeões o Benfica tinha um encontro difícil em Madrid ante o Atlético em Madrid. Pois bem; regressou o velho Benfica europeu de que já tínhamos saudades. Brio, garra, vontade, determinação e... classe que arrancaram uma vitória suada mas bem merecida. Pena foi que meia-dúzia de energúmenos tenham enxovalhado o nome do Benfica.


Dia 26 de Setembro

Fernando Guerra - Sub-Director de A Bola; «(...) Cada um sabe de si e deve assumir as responsabilidades pelas decisões que toma. Na última época, o Benfica foi campeão, embora o melhor plantel fosse o do FC Porto. Na presente temporada, essa diferença acentuou-se em consequência da retração benfiquista em matéria de gastos e de outro ousado investimento portista. Segundo opinião consensual, mora no Dragão um plantel que é muito superior, em quantidade e qualidade, aos de Alvalade e da Luz. Objetivamente, o FC Porto perdeu dois pontos na visita a Moreira de Cónegos e adverte para uma falha já identificada pelo próprio Lopetegui: o seu jogo é previsível. (...) »

Miguel Cardoso Pereira - Jornalista de A Bola; «(...) Ou seja, quem se mostra sobressaltado com a coincidência de datas parece desacreditar a racionalidade dos adeptos, ou o futebol no geral, como se fosse uma distração para básicos. Além da evidência de que ir ao futebol e votar não são exercícios mutuamente exclusivos, parece-me justo que se considere a inteligência da população, sem lhe discriminar interesses é sem paternalismos e condescendências.
Sob o pretexto do apelo ao voto, muitas das críticas soam-me, na verdade, a um princípio quase antidemocrático, aquele que parte da ideia de que só uns, cultos ou especialmente educados, deveriam votar; como se os outros, os tais que vão à bola e que, coitadinhos, podem distrair-se com tolices pelo caminho, não compreendessem tal dever ou não merecessem sequer tal direito.
»

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «(...) O potencial desta equipa de Lopetegui é tão grande que, a cada jogo, fica a sensação que lhe bastará sair daquele pobre guião para explodir e "passar a ferro" quem lhe aparecer pela frente. A questão é que a liderança do técnico espanhol é tão firme que ninguém se atreve a tentar fazer qualquer coisa que não esteja no alinhamento. É uma lástima ver um Fórmula 1 entregue a um condutor de fim de semana. »

Dia 27

Fernando Seara - Adepto Benfiquista em A Bola; «1. O dia de ontem fica para a história pessoal de um bem jovem futebolista que cresceu no Benfica. E merece bem o título deste artigo. Das escolinhas ao primeiro golo num jogo oficial da principal competição do futebol português vão poucos anos, muito trabalho, indiscutível ambição, imensa dedicação. Gonçalo Guedes mereceu aquele golo frente ao Paços de Ferreira e Rui Vitória foi um verdadeiro Professor ao motivar aquele aplauso imenso - de mais de quarenta e cinco mil fiéis adeptos do Benfica - aos setenta e oito minutos de jogo. A substituição foi um instante de reconhecimento. E de múltipla e coletiva motivação. A vitória do Benfica era bem necessária e foi totalmente merecida. E mostrou que a combinação entre ambição e experiência é uma estratégica correta. Jonas é fatal. Singular e artisticamente fatal. Como aquele primeiro golo claramente mostrou. Mas Gonçalo Guedes e Nelson Semedo evidenciam talento e vontade de vencer. Com serenidade crescerão. Sabendo que têm aproveitado o tempo que lhes tem sido, e bem, concedido. Para comum contentamento. E com o nosso entusiasmo. (...)»

Ricardo Costa - Especialista em Direito Desportivo, em A Bola; «(...) Já sabemos também que há muito se fala de uma importante medida: suspender os autores das faltas violentas, com consequência física grave, durante o período de incapacidade e recuperação do jogador lesionado. Já existe há muito essa sanção temporária para as agressões (lembram-se da novela Paulinho Santos vs João Vieira Pinto?) mas teima-se em não alargá-la expressamente para os "tackles" e "vassouradas" intoleráveis. Medida custosa mas, nesses casos de maior censura, proporcionada e tuteladora da correspetividade do dano. Porém, só se lembram quando a grosseria atinge a nossa casa... (...)»

Vítor Baía - Ex-Jogador do FC Porto no Record; «(...) Um dos programas arrancou no estágio da Seleção Nacional Sub-16, através da integração de mais três guarda-redes no espaço das Seleções Nacionais, aumentando a oferta e criando oportunidades. Foram convocados seis jovens talentosos, cheios de ilusão e com uma vontade contagiante de aprender e receber informação relevante para o seu crescimento futebolístico e pessoal. Excelentes o compromisso e a dedicação de toda a estrutura multidisciplinar da FPF, tendo em vista o crescimento sustentado, o desenvolvimento e a capacitação do talento dos jovens guardiões e seus treinadores. (...)»

Dia 28

Hermínio Loureiro - V.P. da F.P.F. em A Bola; «Muito se tem falado sobre a realização de jogos de futebol no próximo dia 4 de outubro. O desejável é que no dia das eleições efetivamente não se realizassem jogos com impacto na população. Fomos esclarecidos que tendo em conta os compromissos das equipas que jogam na UEFA e as seleções nacionais não existiam outras datas alternativas.
O que impressiona são mesmo os habituais abutres contra o futebol a destilarem ódio ao afirmar que estes jogos vão contribuir para a abstenção. Esta conversa é pura demagogia, pois é perfeitamente conciliável o jogo e o cumprimento do dever cívico. (...)
»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Bruno de Carvalho - e isso ficou bem à vista na intervenção que fez na Assembleia Geral de ontem - está a dramatizar o discurso, ciente da importância dos resultados desportivos imediatos para a viabilidade do projeto em curso. Por isso ataca de forma radical alegados oposicionistas (quem serão os seis a quem se refere?), não mede palavras para zurzir os rivais (Benfica à cabeça, depois da deselegância de Carnide) e coloca em xeque antigos dirigentes que se entregaram ao clube, a maior parte deles com prejuízos das vidas pessoais e profissionais.
É um caminho perigoso, sem meio-termo, que sobreviverá apenas enquanto o cimento dos resultados desportivos mantiver o edifício em pé...
»

Santos Neves - Jornalista de A Bola; «Pois é... Soma e segue: o Benfica estatelara-se em suposta visita ao Arouca, o FC Porto tropeçara em casa do Marítimo, o Sporting escorregara frente ao P. Ferreira, em Alvalade...; agora, o FC Porto não conseguiu vencer no terreno do Moreirense, penúltimo classificado, e o Sporting esbarrou no Boavista. Nada pouco em tão-só 6 jornadas!... Giro campeonato. E eis que Benfica e o duo que dele não descola (salve SC Braga e Estoril!) muito se reaproximam da dupla no topo. (...)»

Dia 29

Bruno Prata - Jornalista, no Record; «(...) No futebol, já se sabe, a coerência vale menos do que uma batata e os exemplos disso mais recentes também seriam suficientes para uma crónica suculenta. Numa semana, Jorge Jesus começou por passar (com subtileza, é certo) a responsabilidade do afastamento de Carrillo para o presidente, logo depois já estava a 100 por cento com a decisão presidencial e, no dia seguinte, o afastamento do peruano, ainda nas palavras de Jesus, já se transformara numa prova de liderança do treinador. (...)»

Joaquim Evangelista - Presidento do SJPF no Record; «A FIFPro interpôs junto da Comissão Europeia uma ação judicial destinada a pôr fim ao atual sistema de transferências da FIFA. O mandato que recebeu dos jogadores expressa a necessidade de promover um sistema mais justo e equitativo, salvaguardando as condições laborais, a formação e integração dos jovens no mercado.
Não é intenção da FIFPro condicionar ou impedir a transferência de jogadores, mas garantir que estas sejam realizadas de acordo com os interesses dos jogadores e dos clubes independentemente da sua capacidade financeira. O sistema de transferências atual gera "disparidade competitiva e financeira", ou seja, salvaguarda interesses nefastos ao desporto e à competição, quer por permitir os abusos de agentes e terceiros detentores de direitos económicos quer porque privilegia os interesses dos clubes com maior capacidade financeira. (...)
»

Paulo Montes - Jornalista de A Bola; «(...) Afastar de cena os patos bravos que por aí andam a contaminar a espécie, alguns deles com tiques de indigência, parece-me, pois, razoável e urgente. Embora difícil.
É claro que podemos sempre dar um desconto por insanidade intelectual a tudo o que essas aves papagueiam ou executam, atirando-as para a lixeira como quem deleta um vírus perigoso do computador. Tudo ficaria assim melhor. Só que não resolveria o problema. Um problema que, aliás, nem o será assim tanto, salvo o desconforto de ter que respirar o ambiente conspurcado por esses novos empreendedores da demagogia. (...)
»

Dia 30

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «(...) Vejamos o caso intrigante do Benfica neste início de época. Em casa, o Benfica está intratável: 16 golos em 4 jogos e 4 vitórias. Jogo alegre, compressor, desinibido. Fora de casa, 3 jogos e 3 derrotas (incluindo a Supertaça). Nenhum golo marcado com os mesmíssimos jogadores. Jogo receoso, tolhido, dando a iniciativa aos adversários. E só no Dragão foi num ambiente desportivamente hostil, porque os outros foram em campo neutro ou quase em casa (a incrível derrota contra o Arouca foi numa mini Luz). Na Liga, o Benfica só joga verdadeiramente fora no Dragão e Alvalade e, vá lá, ela por ela, em Braga, Guimarães e na Madeira. Um mistério para mim. Que espero ver contrariado rapidamente. »

Nélson Feiteirona - Jornalista de A Bola; «A semana que passou ficou marcada por novo sintoma da incontinência verbal de Bruno de Carvalho. Os árbitros também foram atacados pelo presidente do Sporting, que continua a utilizar um discurso deselegante, agressivo para tratar de um assunto muito sério. Um discurso que, acredito, serve para pouco além de aumentar o ódio dos adeptos e a ideia de que o futebol é uma guerra. Concordo que o leão tem sido muito prejudicado por erros dos árbitros (demasiados!), mas, ao contrário do que diz Bruno, eles não erram sempre para o mesmo lado. (...)»

Rui Dias - Redactor Principal do Record; «Na derrota, a reação coletiva das plateias é universal, prova de que o adepto não vai ao estádio para saber a idade e a origem dos jogadores mas para ver a sua equipa jogar bem e vencer. Em clubes de topo a pressão é insustentável sobre rapazes que, não raras vezes, interpretam como oportunidade momentos nos quais são lançados às feras sem a mínima preparação. Nessa altura, e se a derrota bate à porta, de nada lhes serve juventude, compreensão e até carinho por toda uma vida no clube. Nos últimos seis anos, o Benfica alicerçou a imagem vitoriosa numa verdade indiscutível: a melhor equipa não é a que tem mais elementos nascidos e criados em casa desde o berço; a melhor equipa é a que tem melhores jogadores e ganha mais vezes. Confirmando a mudança de ciclo na Luz, Gonçalo Guedes, um dos expoentes máximos das camadas jovens dos últimos tempos, garantiu lugar no onze do bicampeão nacional. E já mostrou que não é um fenómeno esporádico no grande filme benfiquista do futuro. (...)»

Dia 1 de Outubro

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «Se na terça-feira, no Dragão, o FC Porto conseguiu uma vitória em que poucos acreditavam, em Madrid o Benfica matou um borrego com 33 anos. Uma Champions de sonho para os portugueses e que só pode deixar portistas e benfiquistas de barriguinha cheia. Não é todos os dias que se fazem cair poderosos como Chelsea e Atlético. Brutal!
Rui Vitória é o grande vencedor. O homem mais pressionado da época dá sinais claros de qualidade. Bater Simeone, fazer brilhar Guedes e Nélson Semedo e ouvir Júlio César a dizer que foi ele quem fez a equipa acreditar... é o dia perfeito. Com ou sem o cérebro, o Benfica está vivo e consegue feitos que JJ não alcançou. Com a formação. Os tais que precisavam de nascer 10 vezes. Que cegueira. (...)
»

Pedro Guerreiro - Jornalista, no Record; «(...) Tudo no contrato, se verdadeiro e completo, é perfeitamente liso e legal. Não há aliás referências a comissões de prémios com jogadores vendidos, como muito se especula em relação a treinadores de equipas grandes. A questão não é pois essa, é apenas se Jorge Jesus vai conseguir justificar o investimento que o Sporting nele fez. E esse será não apenas o julgamento que se fará sobre Jesus ele mesmo, mas sobre Bruno de Carvalho. Porque tudo o que ali está é, antes de mais e depois de tudo, uma decisão de gestão.»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) Aqueles que se mostram na Champions, são aqueles que contam. Aqueles que somam vitórias e passam obstáculos na Champions são os que se valorizam internacionalmente.
Ontem, a vitória do Benfica em Madrid fez mais pela revalorização de Gaitán e de Jonas do que dez campeonatos nacionais; foi mais importante para jovens jogadores como Nélson Semedo ou Gonçalo Guedes do que dez finais da Liga Europa; e foi mais decisiva para a requalificação de um guarda-redes como Júlio César do que dez Taças de Portugal. Podemos, todos, achar um exagero, mas é a realidade.
»

Dia 2

Daniel Oliveira - Analista Político no Record; «O site Football Leaks transpirou informação que é, no mínimo, desagradável para o meu clube. Não vou aqui desenvolver as minhas opiniões sobre os complicados processos de compra de Bruno Paulista, o processo de Cervi e a tentativa de compra de Mitroglou. Falta-me informação e a pouca que tenho não me oferece suficiente segurança. O Football Leaks não é um órgão de comunicação social, não está sujeito ao mesmo escrutínio e não pode ser citado como se de fonte jornalística se tratasse. Mas há um facto inelutável: as relações do Sporting com o Recreativo Caála de Angola e sobretudo com o empresário António Mosquito são e continuarão a ser um problema. Se não por outra razão, por gestão de imagem. (...)»

Paulo Teixeira Pinto - Adepto portista em, A Bola; «(...) Indo directo aos factos: quem se atreveria a apostar que o FC Porto e o SL Benfica seriam capazes de vencer Chelsea e Atl. Madrid, pelo mesmo resultado, com equivalente brilho e similar merecimento? Ainda por cima com vectores outros que estavam também em equação, desde o estatuto de invicto em casa na vigência do principado de Simeone até à circunstância de nunca Mourinho ter alguma vez logrado vencer no Dragão enquanto visitante. Porto e Benfica foram dignos da nossa admiração e também credores da dádiva de alegria que é maior do que o mero resultado. Por razões várias, das quais a menor não será com toda a certeza a peremptória afirmação ao mais alto nível de dois magníficos rapazes: Rúben Neves, melhor em campo, e Gonçalo Guedes, autor do golo da vitória da águia. Para ajudar à festa, Marco Silva derrota o Arsenal em Londres e CR7 torna-se o melhor marcador de sempre do Real. Melhor seria possível? »

Ricardo Santos - Colunista de 'O Benfica'; «(...) No momento em que devia apresentar contas e projetos aos seus consócios, o homem do pavilhão invisível esteve a fazer contas de cabeça sobre os números de associados da equipa detentora de 34 campeonatos nacionais. Diz ele que não temos mais de 4,5 milhões de adeptos. Entendo que não seja preciso muito tempo para contar os seus seguidores, mas olhe que nem a vida toda lhe chegava para quantificar a dimensão nacional e internacional da maior potência desportiva portuguesa. Não, não me enganei, caro senhor: somos nós, o SL Benfica. É só olhar para os números e para a História, não perca o seu tempo.
Para o chumbo ser completo só faltava a cadeira de Economia e Finança. Vai daí, o presidente de todos os sportinguistas, arriscou nos 200 M€ para o valor de Cervi, brevemente a brilhar na Luz. Ele lá saberá. Se avaliou o Tanaka em 60 milhões, tudo é possível...
»

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