Não consegue ver correctamente? Abra no Browser.

Newsletter N.º 243

O fim de semana começou auspiciosamente: o Voleibol igualou a Fonte de Bastardo ao vencer o 2.º jogo da final e o Basquetebol iniciou da melhor maneira o 'play-off' com a Oliveirense ao vencer os 2 primeiros jogos.

Mas é inegável que as atenções estavam viradas para o relvado da Luz onde se disputava o clássico que poderia decidir o campeonato. Ninguém venceu e isso acabou por beneficiar o Benfica que não só manteve a diferença de pontos como 'selou' a vantagem entre os dois candidatos em caso de empate pontual.

Mas isso já é passado e o fim de semana aproxima-se com o 'jogo mais importante do ano' em Barcelos contra o Gil Vicente. Ganhar significará um passo quiçá decisivo; não o fazer será reavivar velhos estigmas do passado que dispensamos.

Modalidades: o que nos estará reservado?


Dia 25 de Abril

Octávio Ribeiro - Director do 'C.M.' no Record; «(...) Na equipa azul e branca, os sinais de saúde coletiva, até ao cataclismo da Alemanha, eram sólidos e claros. O FC Porto jogava o melhor futebol do campeonato, já há algumas jornadas. Bateu o Bayern de forma justa por um resultado animador. Até o céu estava aberto. Na segunda mão, sem laterais, Lopetegui decidiu inventar: optou por quatro centrais e, ao afastar Indi para a esquerda, comprometeu o mínimo de sincronismo entre centrais, que só poderia ser assegurado pelo holandês junto a Maicon. Foi na incapaz saída de bola da defesa, golpeado em lances aéreos, que o Porto construiu a sua dolorosa goleada.
E Pinto da Costa arriscou gracejar para microfones na véspera.
»

Rui Santos - Jornalista no Record; «(...) ...E a abordagem ao jogo de amanhã? Creio que, na óptica do interesse do Benfica, basta não inventar. Isto é: parece-me que o Benfica tem toda vantagem em não alterar nada em relação à sua matriz habitual e deve fazer aquilo que vem fazendo na Luz - tentar marcar cedo, com a particularidade que, se o fizer, perante uma equipa ferida psicologicamente, poderá acelerar o colapso do adversário. Se quiser jogar com o resultado, sem dúvida uma tentação, estará a dar trunfos ao FC Porto...
Aproxima-se a hora das grandes decisões, num jogo em que Jorge Jesus se torna no treinador do Benfica com mais jogos realizados no campeonato. Histórico, portanto.
»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) No entanto, nada é menor quando se fala do respeito pela liberdade de imprensa, quando se põe em causa um dos mais importantes, diria, mesmo, decisivos pilares da democracia.
É, no minimo, bizarro que se chegue, hoje, aos 41 anos de democracia em Portugal, a discutir a liberdade e a democracia. Pensava-se que era tempo de discutirmos o desenvolvimento, porque a democracia já era um bem adquirido. Nestes últimos dias, aprendemos todos que não. Nenhum bem, seja ele material ou imaterial, pode ser considerado adquirido numa sociedade em que o Homem deixa de ser o que mais importa.
Num quadro como este, até um país de gente de vontades amestradas e de ímpetos adormecidos se dará conta de que o regime partidário não é fiável, nem confiável, O que nos deixa, a todos, num perigosíssimo embaraço histórico. E é terrível perceber isso num dia como o de hoje.
»

Dia 26

Cristina Ferreira - Apresentadora, no Record; «Benfica-Porto. O clássico, o jogo do título, a disputa de cidades. Os encarnados levam três pontos de vantagem e, por isso o jogo é decisivo. Dizem que quem vai à frente alumia duas vezes. E o jogo até é na Luz, mas o Porto vem da escuridão. Dizem uns que perderam a energia, vêm de cabeça baixa, depois de uma derrota difícil de digerir, e, por isso, vai ser mais fácil para o Benfica. Dizem outros que agora não perdem por nada, que é a salvação, que têm de mostrar a raça, que o Porto não se vai abaixo e, assim, tem a força necessária para derrotar o clube de Lisboa. De facto, este jogo tem todos os ingredientes para prender os adeptos. Este, sim, é daqueles. Um jogo que faz tremer corações, que eleva o desporto à sua condição essencial, a da emoção. Mesmo os que não ligam muito a futebol certamente estarão hoje mais atentos. É impossível fugir. Já se sabe que tenho as minhas preferências, desde pequena que me ensinaram que o sangue é vermelho. E é esse sangue que espero que corra nas veias dos 22 jogadores. Porque não há nada pior que pedirmos qualquer coisa quente e servirem-nos tudo morno. E, já agora, que saia um café. Um cimbalino peço quando for ao Porto. »

Fernando Seara - Adepto benfiquista em A Bola; «(...) 5. Hoje, na Luz, joga-se, por isso, e nesta perspetiva, parte do futuro. Joga-se prazer e dor. O passado, bem próximo ou mais longínquo, é importante. Como fato e como recordação. Mesmo que seja recordação de vida como é o meu caso. Mas como nos ensina, sempre, o Padre António Vieira, «nenhuma coisa se pode prometer à natureza humana mais conforme a seu maior apetite, nem mais superior a toda a sua capacidade, que a notícia dos tempos e sucessos futuros»! Verdades de sempre. De ontem e de hoje. Como será sempre, e para a geração que a viveu, o 25 de Abril. Com o seu imenso prazer e os seus instantes de dor! »

Ricardo Costa - Professor de Direito da Universidade de Coimbra no Record; «(...) Confesso que continuo sem perceber os critérios a que a FIFA e a UEFA recorrem para salvaguardar as autonomias das federações nacionais e, numa outra vertente, o (alegadamente inviolável) respeito pelas cláusulas estatutárias que fecham o futebol no seio das organizações desportivas (e entidades reconhecidas, como o Tribunal Arbitral do Desporto de Lausanne). Fica sempre uma certa ideia de que a discricionariedade da FIFA e da UEFA é total e os cálculos políticos se sobrepõem nos casos em concreto - por exemplo, no controlo e punição do recurso a tribunais comuns dos Estados, ativados nuns casos e esquecidos noutros (mesmo para casos semelhantes ou análogos no mesmo país, como no caso português), ou no respeito e execução dos "casos julgados desportivos" das federações. Como também fica a convicção de que as federações nacionais (a nossa é disso ilustração) não têm denominador comum no cumprimento das obrigações e proibições da FIFA e da UEFA e respetiva comunicação. À Grécia resta testar novamente o braço com essa autocracia sem medida. »

Dia 27

Bernardo Ribeiro - Director-Adjunto do Record; «No final do jogo e com a última por minha conta, sabendo de antemão que a comparação ao escriba habitual me impossibilitava brilhar, a grande preocupação foi o que valorizar. O título do Benfica? Sim, está mais perto, o empate foi um bom resultado e os três/quatro pontos de vantagem podem ter aniquilado o dragão. Mas disso cuidariam o Magalhães, o Farinha, o Zé Ribeiro e muitos outros antes de o leitor chegar aqui. A falta de coragem das equipas? O clássico soporífero? O facto de o Benfica não ter jogado nenhum dos clássicos com a vitória como ideia base? Também isso seria abordado nas páginas interiores. A arbitragem? Malandros que ganham e perdem títulos? Nem assim me safei. Jorge Sousa fez uma belíssima exibição, liderando a melhor equipa em campo e que alinhou com mais portugueses. Razão para estar quieto e deixar apenas o elogio singelo. Bons juízes, no futebol como na vida, dão pouco nas vistas. (...)»

José Manuel Delgado - Sub-Director de A Bola; «(...) Ontem, na Luz, na cabeça de Jorge Jesus esteve a certeza de que o empate não era um mau resultado. Sem Salvio, chamou Talisca mas o brasileiro foi o elo mais fraco a defender, perdendo vários duelos com Alex Sandro. Com Pizzi, esse flanco ficou mais protegido, mas onde o pragmatismo falou mais alto foi na entrada de Fejsa, para, com Samaris, compor um duplo-pivot de respeito. A esta medida pragmática, que não contribuiu para maior espetacularidade do jogo mas deu mais consistência defensiva ao Benfica, respondeu Lopetegui com... pouco. Onde o FC Porto precisava de mais presença, se de facto queria ganhar o jogo, era na área contrária e Jackson Martinez andou sempre só, marcado à vez por Jardel e Luisão. Faltou coragem a Lopetegui para colocar Aboubakar ao lado do capitão, apostando num 4x4x2 que lhe permitisse incomodar verdadeiramente o Benfica. Uma vitória encarnada colocaria a 'Operação Marquês' em movimento. Assim teve de ficar em 'stand by'. Domingo há mais. »

Nuno Farinha - Director-Adjunto do Record; «Só no final se saberá ao certo mas tudo parece indicar que o que fez verdadeiramente a diferença nesta Liga foi a vitória do Benfica no Estádio do Dragão, na noite de Lima. O FC Porto precisava de ter retificado esse desaire no jogo de ontem, na Luz, e não foi capaz - "entregando" mais de meio campeonato ao rival. O planeamento de Lopetegui para este momento crucial acabou por ser, do ponto de vista estratégico, a maior desilusão do clássico. Faltou-lhe coragem para correr riscos que precisava mesmo de correr, mas o problema nem foi só esse. Também nunca teve argumentos táticos para desmontar a ideia de Jorge Jesus. Pode dizer-se - e é verdade - que o Benfica também não foi capaz de se superiorizar. Mas um jogo amarrado, encaixado, feio, desinteressante, chato, sem oportunidades e com cara de empate desde a primeira hora era, naturalmente, uma das hipóteses que servia aos encarnados. A Lopetegui, pelo contrário, caberia fazer muito mais. Se não fez... foi porque não soube. E por isso está em maus lençóis. (...)»

Dia 28

Nuno Santos - Jornalista no Record; «(...) Não custa reconhecer, e escrevi-o em algumas semanas, que o Porto com um futebol de pressão alta, passe curto, circulação rápida e sentido de baliza apurado chegou a entusiasmar e que o treinador tem competência técnica, mas o que vai ficar no fim da época - a menos que suceda um volte-face em que o próprio parece acreditar em nova fuga em frente - é a imagem de um homem que é responsável pelas vitórias mas nada sabe sobre as derrotas.
Há uma semana Lopetegui era, imagine-se, o favorito para suceder a Carlos Ancelotti no Real Madrid. Só falharam dois detalhes: o Porto caiu estrondosamente aos pés do Bayern e fracassou na Luz e o resiliente italiano conseguiu superar o Atlético Madrid e ainda luta pela liga espanhola. Tudo sem perder o fair play.
»

Pedro Adão e Silva - Professor Universitário no Record; «(...) Podia encher esta coluna com "variações Jesus" de nomes e apelidos. A tarefa era fácil. Das últimas semanas, e fazendo um exercício de memória, recordo-me do "Wiliams", do "Ola Jonas", do Jonathan rebatizado de "Xavier" e, claro está, do magnífico "Lotopegui" (a coisa é de tal forma, que hoje tenho dificuldade em acertar com o nome do basco). Jorge Jesus pode ter muitos defeitos, mas qualquer pessoa com um módico de sensatez percebe que as trocas de nomes, se nos dizem alguma coisa sobre o técnico do Benfica, é que estamos perante alguém autêntico, que não procura ser quem não é. Não por acaso, numa atitude tão pouco comum em Portugal, Jesus não perde uma oportunidade de nos recordar as suas origens e fá-lo com honra. Só lhe fica bem. Que Lopetegui não tenha percebido isso e tenha tomado por gozo o que está aliás, mais próximo da autoironia, é um sintoma da mesma atitude que o levou a ficar convencido que teria uma tarefa fácil no Porto e a desvalorizar o nosso campeonato, as competências táticas dos treinadores portugueses e a organização defensiva a que se agarram os clubes pequenos. Os resultados da soberba estão à vista.»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «(...) O objetivo principal foi conseguido. O treinador basco do FC Porto, apesar de não raras vezes se mostrar ainda impreparado para assumir a responsabilidade que lhe fora confiada, tornou-se, aos olhos dos portistas, um homem de confiança de Pinto da Costa. E isso bastou para que os mais indefetíveis se sentissem na obrigação de defender um treinador em relação ao qual não estão seguros, nem das suas reais capacidades técnicas nem da sua qualidade de liderança. Numa altura em que o FC Porto parece caminhar para uma época estrondosamente falhada, onde, a menos que surja um milagre, nada ganhará, apesar de ter um plantel de riquíssima qualidade e de riquíssima despesa orçamental, Lopetegui continua a salvo de críticas e de contestação interna.
Trata-se, sem dúvida, de um caso raro no normalmente agitado panorama do futebol português. Um treinador que desperdiça um plantel superior, mas que tem a felicidade de ter a confiança do presidente e uma nova oportunidade. É invulgar, mas não é necessariamente mau. Pode ser que o basco aprenda com os erros, ganhe alguma humildade e, sobretudo, perceba que o futebol tem especificidades muito particulares em cada país.
»

Dia 29

Bagão Félix - Adepto benfiquista, em A Bola; «O clássico de domingo foi um jogo de tensão, mas sem intenção. De emoções, mas sem ocasiões. De temores, mas sem tremores. De tácticas, mas com matemáticas. Um clássico sem classe. Com luz ao fim do túnel, mas sem túneis. Irrepreensivelmente precedido de (bons) silêncios dos dirigentes dos dois clubes e sem remoques sobre o árbitro. Para o Benfica, fica um resultado razoável (0,5-0), ainda que se pudesse esperar mais. Para o Porto, um resultado medíocre face ao que lhe seria necessário. O jogo em Barcelos será agora o decisivo. Mas, perante um jogo de xadrez sem xeque-mate, eis que, no fim, o técnico do Porto estava exaltadíssimo. Já sabemos que não sabe perder. A culpa é sempre dos árbitros, a sua equipa joga sempre melhor, os jornalistas querem que o FCP perca, ou, agora em versão geométrica, 'não acertámos com a baliza'. Desta vez, porém, a querela foi onomástica! É que depois de, no início do jogo, ter abraçado Jesus em jeito de união ibérica, no fim berrou-lhe aos ouvidos para não se voltar a enganar ao pronunciar o seu tão comum apelido: LO-PE-TE-GUI. (...)»

Nélson Feiteirona - Jornalista de A Bola; «Bem sei que no final de um jogo de tamanha importância, como no de domingo, não é fácil conseguir que depois fale mais a razão do que o coração, mas Julen Lopetegui poderia, e deveria, ter evitado aquele episódio com Jesus à entrada do túnel do Estádio da Luz. Este clássico aconteceu, todo ele, num clima de respeito e tranquilidade que não é frequente observarmos nos jogos entre Benfica e FC Porto, principalmente nestes mais próximos do final da época e decisivos para a conquista de títulos ou troféus. Os dirigentes não se atacaram antes do jogo, nas conferências os treinadores também se esforçaram por contornar temas polémicos, no campo os jogadores foram agressivos mas leais, e acabaram, muitos deles, abraçados no final do desafio e a trocar camisolas; nem sequer surgiram os incontornáveis casos de arbitragem a estragar o ambiente saudável entre dois grandes clubes e duas grandes equipas. (...)»

Rui Dias - Redactor Principal do Record; «1. Saber, teimosia e liderança forte são características comuns a Jorge Jesus e Julen Lopetegui. JJ encurtou distâncias para o FC Porto, ao ponto de, pela primeira vez em mais de 20 anos, equacionar-se a hegemonia azul e branca; JL devolveu o dragão à Europa (apesar de Munique) e criou uma base que, em condições normais, devia merecer segunda oportunidade. Um obstáculo se levanta: o investimento portista foi orientado pela urgência de travar a aproximação do rival. JL construiu equipa dispendiosa para evitar o segundo título consecutivo da águia e tudo indica que vai falhar. Está visto que, afinal, os três anos de contrato não lhe garantem reconhecimento, condescendência e muito menos um futuro de azul e branco. Já JJ mantém, nos corredores da Luz e não só, quem aguarde novo fracasso para legitimar o início de um novo ciclo no Benfica. Nada está definido. (...) »

Dia 30

Bruno Prata - Jornalista, no Record; « Lopetegui é filho de um basco que se celebrizou a levantar pedregulhos e que também fez uns ensaios nos mundo do pugilismo, o que ajuda a perceber o caráter inexorável e o sangue quente do técnico portista. O seu temperamento belicoso, de resto, até combina bem com as idiossincrasias do FC Porto. Mas alguém tem de lhe explicar o quanto foi censurável a sua atitude na Luz. Se não gosta que lhe troquem o nome, devia tê-lo dito a Jorge Jesus logo no primeiro contacto e não quando o ato só pode ser relacionado com uma indesculpável revanche. É também estranho que ninguém da estrutura portista não lhe tenha antecipadamente explicado que Jorge Jesus pode ter defeitos, mas que a sua dislexia é genuína e não uma tentativa hábil de pagodear nomes estrangeiros mais ou menos difíceis de pronunciar. E se Lopetegui ainda tiver dúvidas, só lhe restará discutir o tema com alguns estrangeiros que passaram pelo balneário do Benfica. Com Ola John, por exemplo. »

Leonor Pinhão - Jornalista em A Bola; «(...) E agora, don Julen Lopetegui Argote? Em Setúbal, joga o Helton da Silva Arruda ou joga o Fabiano Ribeiro de Freitas? O Helton deve estar muito mal visto pelos filósofos do trogloditismo porque foi abraçar o Júlio César no fim do jogo. Bem chamou a atenção para este pormenor Jaime Pacheco, em rescaldo televisivo, garantindo que estas gentilezas não têm cabimento no histórico da casa. E Pacheco sabe do que está a falar. Jogue Helton ou jogue Fabiano, na verdade, tanto faz. São dois bons guarda-redes. É pena é não haver um émulo do portero que foi don Julen Lopetegui entre os guarda-redes do Porto. - Um Lopetegui para a baliza, já! Mas não, não há. Também era pedir muito»

Vítor Serpa - Director de A Bola; «A semana tem sido fértil em comentários desprimorosos sobre a exibição do Benfica no último jogo com o FC Porto. Dizem alguns comentadores e, inclusive, alguns benfiquistas que Jorge Jesus foi demasiado pragmático ao desvalorizar o espetáculo, procurando apenas olhar para o resultado conveniente.
Percebe-se o fundamento das críticas. O nome e a tradição histórica do Benfica deveria implicar responsabilidade, não apenas no domínio do resultado, mas da combinação ideal entre o resultado e a exibição.
A questão de fundo é que Jorge Jesus terá considerado incompatível essa relação e impossível essa combinação. Para o treinador do Benfica, havia apenas que escolher entre o resultado e a exibição. Decidiu-se pelo resultado. Sem hesitações, sem constrangimentos e sem ambiguidades. Curiosamente - ou talvez não - o mesmo têm dito e escrito alguns analistas ingleses sobre o Chelsea e José Mourinho. Dizem que o português só se interessa, mesmo, por ganhar mais um título em Inglaterra. (...)
»

Dia 1 de Maio

António Pragal Colaço - Colunista de 'O Benfica'; «Existem e existiriam, milhares de perspectivas para analisar o último Benfica-Porto, realizado no Estádio da Luz no dia 26 de Abril de 2014. Apesar do jogo ter sido disputado um dia após umas supostas comemorações do 41.º aniversário do 25 de Abril de 1974 a verdade é que essas comemorações já não são comemorações nenhumas. O que estava em jogo era o Sport Lisboa e Benfica e a possibilidade do mesmo sair com seis pontos de avanço, três pontos, ou nenhum ponto de avanço sobre o FC Porto, após o final do mesmo jogo. Vingou a segunda, ou seja, o Benfica saiu com três pontos de avanço, que na prática são quatro pontos, visto o Benfica ter vantagem no confronto directo. O treinador do FC Porto, claro que não gostou. Em espanhol originário, se é que podemos falar em línguas originais, mas o subscritor não é especialista em linguística, escreve-se Lopetegui. Em basco, escreve-se Lopetegi. Para que não digam que não sei o que escrevo, retirei o que acabei de escrever do endereço da net https://pt.wikipediaorg/wiki/Julen_Lopetegui. Portanto, aí o nosso treinador Jorge Jesus denotou um grande conhecimento linguístico e teve muito bem. (...)»

José Ribeiro - Editor-Chefe do Record; «(...) Lopetegui quis fazer diferente do que se vira até aqui, acreditava ter uma nova solução para enfrentar as exigências competitivas do futebol atual e que a sistemática rotatividade na primeira metade da época garantiria o sucesso na segunda. Não o disse apenas uma vez. Os outros treinadores consideram o contrário, que a rotatividade deve ser promovida, sim, mas a partir de dezembro/janeiro, quando o desgaste começa a aumentar. Aos seus próprios olhos, o treinador do FC Porto continua a ser o único a marchar na parada com o passo certo. Todos os outros vão mal. Se Pinto da Costa acreditar na visão de Lopetegui, o melhor é mantê-lo mais um ano. Caso contrário, e à falta de lugares disponíveis para instrutor da FIFA, talvez o AC Milan queira muito contratá-lo... »

Paulo Teixeira Pinto - Adepto portista em A Bola; «(...) Claro que não faltou quem lembrasse que matematicamente ainda tudo é possível para o Dragão. Certo. Mas a matemática, sendo embora a ciência mais exacta de quantas se conhecem, é aqui louvada quase como uma alquimia. Tanto que, quando se ouve a construção gramatical que a torna em advérbio de modo, já se sabe que o correspondente verdadeiro significado é o seu exacto oposto. Isto é, quando se diz que algo ainda é matematicamente possível quer dizer-se, nem mais nem menos, que normalmente será impossível.
II. Tive de assistir ao jogo através da Benfica TV. Devo confessar que fiquei (positivamente) surpreendido com o tom e com o rigor de quem narrava e comentava as incidências do jogo. Em lugar do exagero da paixão clubista que leva à irracionalidade característica de todos os fanatismos, senti uma descrição clara dos factos e uma opinião ponderada sobre as variantes subjectivas da partida. Parabéns.
III. A arbitragem também esteve quase impecável. Sim, ficou por mostrar um segundo amarelo a Fejsa. Mas também a Jackson. - Paulo Teixeira Pinto, jornal A Bola
»

SIGA-NOS NO TWITTER AMIGO ON FACEBOOK REENCAMINHE PARA UM AMIGO
Copyright © *|CURRENT_YEAR|* *|LIST:COMPANY|*, All rights reserved.
*|IFNOT:ARCHIVE_PAGE|* *|LIST:DESCRIPTION|*
Remover | Preferências 
*|IF:REWARDS|* *|HTML:REWARDS|* *|END:IF|*