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Tapar o sol com uma peneira
Bernardo Ribeiro, jornal Record
7 de Março de 2011



Existem duas maneiras de exercer uma profissão: a de respeitar as regras do jogo que devem obedecer à isenção, à verdade, à postura digna, profissional e ao respeito pela profissão, e a de alinhar na distorção e manipulação de factos, servindo directa ou indirectamente terceiros seja de que forma for, sob a aparência de crónicas sustentadas com frases ditadas pela desonestidade intelectual. Temos sérias dúvidas que Bernardo Ribeiro (BR), o sub-ajudante do director Pais não se enquadre nesta última, ou isso ou, atendendo à sua geração, é dos tais sportinguistas norteados que apenas odeia o Benfica sem ele próprio saber porquê. Parece que o ano passado era do SC Braga desde pequenino, este ano tem um crush pelo futebol do FC Porto, «delicioso» segundo o mesmo... enfim...

Se deveremos ser desconfiados com todos aqueles que nos bajulam a pretexto de tudo e de nada, concordando e enaltecendo mesmo quando pensam o contrário, porque em nada contribuem para que no amanhã possamos ser melhores, deveremos sê-lo igualmente com todos aqueles que recorrem com frequência a formas destrutivas e manipuladoras, adulterando factos e situações, conforme os interesses conjunturais do momento.

Lamentando contrariar BR, dir-lhe-emos para seu governo, que os benfiquistas não tiveram uma noite triste ontem em Braga, mas sim de revolta, um pouco a par da outra visita ao Minho. Não houve tristeza porque sentiram que a equipa foi briosa, lutou digna e bravamente contra 14 e seus mentores dentro das quatro linhas, e como recompensa foi saudada com bolas de golfe, isqueiros e aqueles brindes habituais que dão as boas vindas no Dragão, em Guimarães e em Alvalade (até ver) e foi até empurrada por elementos da 2045 (provavelmente pelos mesmos energúmenos que já tinham executado a performance na pretérita temporada).

De facto, experimentaram a sensação imediata da revolta, porque assistiram a mais uma esplendorosa manifestação do sistema, a que não faltou um Paciência-pintista, de lágrima no canto do olho mal o Benfica marcou o seu golo, não tendo depois já mais paciência para esperar sem tratar do cortejo de oferendas para o clube dos seus encantos e, com base na sólida experiência adquirida no auge do sistema, pressionou a arbitragem (antes e durante), para conseguir o tão almejado objectivo, a que não faltou a actuação de dois artistas: um de teatro e outro de circo.

E que diz a isto BR? Nada, os seus ângulos são outros, aparte o seu anti-benfiquismo vê já as tiragens de amanhã e como tal faz uma intro à verborreia que virá de seguida... Repete exaustivamente pela milionésima vez a sua bafienta conversa da treta, recusando-se a admitir as evidências e tentando justificar a eventual perda do título pelo Benfica, por erros exclusivos dos responsáveis encarnados. Aparte já sabermos os seus ódios de estimação, encabeçados por Jorge Jesus e João Gabriel, a isto chama-se pura e simplesmente desonestidade intelectual e não respeitar a elementar verdade dos factos.

A prova disto é que, como se esperava, BR e vários outros seus camaradas do mesmo local de trabalho enalteceram a arbitragem de Carlos Xistra. Vejamos então a sublime análise que fizeram ao desempenho do árbitro: «Depois de uma nomeação polémica, não há nada como uma atuação a condizer. Não podia ter visto a agressão de Javi Garcia e terá sido avisado pelo seu assistente nº1 José Cardinal. Nesse lance não teve contemplações, mas o seu critério disciplinar foi no mínimo incoerente. Vinicius viu o amarelo quando nem sequer tocou em Fábio Coentrão (39’) e Kaká devia ter visto o segundo em falta sobre Cardozo(56’). Há ainda um fora-de-jogo mal tirado a Jara (20’), mas aí seguiu a ordem do outro assistente Luís Marcelino». Queixamo-nos nós dos delegados e observadores...

Esta análise escrita no pós-jogo permitiu ao analista do Record ser magnânimo e pseudo-salomónico para tentar equilibrar as coisas, pois o Benfica já tinha perdido. Mas aparte as subtilezas para ludibriar papalvos, reparem neste importante pormenor: BR que não foi destacado para o jogo (logo terá acompanhado pela SportTV), afirma: «Javi agride mesmo Alan e é bem expulso (...)», mas o seu camarada que analisou o trabalho do árbitro diz sobre Xistra: «Não podia ter visto a agressão de Javi Garcia e terá sido avisado pelo seu assistente nº 1 José Cardinal». Terá sido avisado ou foi avisado? É que o tempo do verbo faz toda a diferença... ou ainda, será que não foi induzido pelo teatro de Alan e pelo clamor da multidão do banco do SCBraga? Vejamos agora por exemplo o que sobre o mesmo assunto escreveu o jornalista do diário A Bola: «Muitíssimo mal na dupla decisão que marcou 50 minutos do jogo: foi Alan quem cometeu falta sobre Garcia e a expulsão foi absurda (‘teatro’ de Alan, sugerindo agressão)(...)».

Bem sabemos que cada um se refugia com o argumento de que é a sua opinião. Poderia até haver dúvidas como tantas vezes acontece, mas neste caso, até as imagens da SportTV não conseguiram esconder as evidências que estão fielmente descritas pelo jornalista deste último jornal. Só acrescentaríamos que durante as fracções de segundo que Alan demorou a encenar a peça, o banco do SCBraga não reage, só o fazendo quando o jogador começa de uma forma desesperada a chamar pelo 112...

Também não desconhecemos que BR aprecia muito tapar o sol com uma peneira, mas avaliou e geriu mal, diríamos mesmo pessimamente toda esta situação, os benfiquistas estão perfeitamente avisados quanto à sua irresistível tendência de se auto-convencer daquilo que imaginou sem ver mas que gostaria de ter visto e, sobretudo, de conseguir infligir patranhas ao sabor de interesses que não beneficiam e muito menos dignificam um jornalismo sério, competente e responsável.

Igual receita se aplica aos critérios de gestão de que tanto gosta de falar para justificar o seu tradicional raciocínio obtuso, escusando de se refugiar em estatísticas para tentar criar autojustificações de sábado à noite que nada provam, a não ser que são baseadas em factores marginais à verdade desportiva do jogo em si.

Se quer abordar o tema, temos muito gosto em recomendar-lhe que solicite a pessoas independentes estatísticas sobre a arbitragem. Se o fizer, verificará que as suas teses virtuais não têm a menor semelhança com a realidade efectiva, e confirmarão que o FCPorto, a ser campeão, beneficiou uma vez mais dos mesmos favores de que usufrui há mais de 25 anos.

Só que desta vez durou mais porque os benfiquistas já não estão a dormir...


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