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Lixo que não se varre
Pedro Guerreiro, jornal Record
7 de Julho de 2011




O Director do Jornal de Negócios Pedro Guerreiro trouxe-nos hoje um tema muito em voga: o lixo, designação com que as agências de ‘rating’ norte-americanas classificam os países e as empresas que em seu entender e após a sua sapiente e infalível análise de gabinete, correm o risco sério de não conseguir cumprir os seus compromissos. Sabemos das suas motivações e sobretudo dos interesses que estão por detrás de tudo isso, bastando para o efeito verificar como e por quem elas são compostas e geridas. Mas enfim isso sendo um tema deveras interessante e actual, não tem o devido enquadramento neste espaço por razões que se nos afiguram óbvias.

Mas Pedro Guerreiro puxou o assunto à colação para ilustrar que se os clubes de futebol em Portugal tivessem ‘rating ‘ da Moody’s seriam todos lixo. Conclusão deveras interessante que justifica alguns comentários tal a pertinência do tema.

Devemos começar por dizer que não temos a menor dúvida que isso sucederia. Tudo depende sempre da conjuntura e dos interesses subjacentes. Face à expressão dos seus passivos e da sua forte dependência da banca, a realidade seria de facto essa. Mas o assunto não se esgota no nosso cantinho – é transversal à sociedade mundial, incluindo os clubes daqueles países cujo ‘rating’ actual da Moody’s é Triple A.

Se analisarmos o cenário dos principais clubes espanhóis ou ingleses por exemplo, observamos passivos astronómicos, situação que parece não trazer motivos de preocupação. No caso inglês alguns clubes que foram adquiridos por magnatas da nova vaga poderão correr sérios riscos no momento em que esses donos ocasionais se enfastiem com os seus brinquedos caros. A única excepção neste mar encapelado parecem ser os clube alemães que estão noutra...

É evidente que em tempo de vacas magras, a venda de Fábio Coentrão constituiu uma excepção à forte contracção dos mercados incluindo o futebolístico que normalmente é desalinhado e está em contra-ciclo com a conjuntura económica do momento, e apenas espreita e aproveita a oportunidade para fazer mais um negócio.

Porque o mundo do futebol aplica algumas regras diferentes nem sempre compreensíveis à luz dos princípios da racionalidade económica. E, também, fundamentalmente, porque é uma actividade que arrasta uma multidão de paixões em todo o mundo e tem sempre os holofotes mediáticos concentrados naquilo que diz e naquilo que faz.

Ainda sobre a opinião expendida por Pedro Guerreiro de que «há sempre uma forma de estragar um grande negócio: usar mal o dinheiro que se ‘encaixou’» e interrogando-se sobre o que irá fazer o Benfica com o encaixe, a sua sugestão foi a de que se fosse gestor dos encarnados o aplicaria na liquidação de dívidas ao banco. É um ponto de vista aceitável do ponto de vista financeiro mas algo desenquadrado da realidade futebolística como aliás o próprio o reconhece.

Com efeito, a realidade que tem acompanhado os clubes de futebol desde sempre, sobretudo os que lutam regularmente por títulos, tem sido um constante investimento na sua principal equipa de futebol que é o seu barómetro, sendo que o ganhar títulos propicia a realização de mais valias financeiras, seja pelas receitas extraordinárias obtidas através de jogadores e até já de treinadores, seja pelas verbas obtidas através da participação nas provas da UEFA, em particular na Liga dos Campeões.

Reconhecemos que se trata de um círculo vicioso que durará até à altura em que sejam aplicadas medidas extremas, como serão as que estão anunciadas pela UEFA para um futuro próximo e que aguardamos com curiosidade para ver se serão aplicadas e em caso afirmativo a forma como o irão ser.

Os passivos dos clubes são extremamente elevados e é preciso observar os clubes que basicamente vivem de receitas extraordinárias e aqueles que são uma escassa minoria que têm possibilidades de equilibrar as suas finanças através das receitas ordinárias com situações pontuais de recorrência às extraordinárias. E, sem ir muito longe, aqueles que têm realizado um conjunto de receitas extraordinárias assaz elevado para a realidade portuguesa e cujo passivo não tem sofrido a redução que seria lógica esperar perante tão significativo volume de receitas.

Para usar a frase utilizada por Pedro Guerreiro, diríamos que «usaram mal o dinheiro que ‘encaixaram’. Até um dia...



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