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Semanada de romances
António Varela, jornal Record
6 de Março de 2011



Concluiu-se ontem mais uma Semanada do jornalista António Varela, artigo no qual aborda e comenta temas que em sua opinião fizeram a actualidade. Deveria ser uma visão crítica e como tal, ajustada, criteriosa e isenta, não devendo definir alvos específicos, para não transmitir aos leitores imagens distorcidas e tendenciosas.

Até provas em contrário, Varela escreve na sua condição de profissional da comunicação social, num jornal generalista do desporto e que pretende ser transversal na sua leitura pelos amantes do desporto em geral, e não na condição de cronista portista disfarçado ou de anti-benfiquista convicto pois, apesar do esforço de contenção, são essas as imagens que transparecem.

Comecemos com uma tirada La Paliciana: «O Benfica continua envolvido em quatro frentes, com hipótese de vitória em todas elas (!!!), mas sem qualquer garantia de sucesso». E depois: «É esse o maior drama de Jorge Jesus e da máquina de comunicação que tem atrás de si: saber que, apesar de os valores estéticos convencerem a maioria dos adeptos, o Benfica dificilmente chegará a ‘miss Portugal’. Na frente da corrida continua o FCPorto, mais feio, mas certinho e com opções corretas de princípio a fim».

Desmontemos então esta análise superficialista porque se limita a constatar, em vez de analisar causas e efeitos. Contrariamente a qualquer outro clube português, o Benfica está envolvido em 4 frentes e nesta altura ainda não se esgotaram as hipóteses de as ganhar todas. Continuando com La Palice, poderá ganhar as quatro, três, só duas, apenas uma, ou nenhuma. Todas as possibilidades estão em aberto e só no final, poderemos fazer uma análise aos resultados, se são globalmente positivos, satisfatórios, ou negativos.

Inventar neste momento em que está tudo em aberto, é próprio de pessoas que lançam as cartas de Tarot, para depois virem escrever aquela frase que faz furor: «Como o Record tinha previsto e avançava na sua edição de...». É a habitual estratégia do jornal do director Pais.

Conforme foi definido pelos responsáveis do Benfica, o campeonato era o seu primeiro objectivo e não fossem os tradicionais factos estranhos e outro galo estaria ainda a cantar. Da mesma forma que não concordamos minimamente que as vicissitudes e os erros cometidos pelos encarnados no início da época sejam sobrevalorizadas por jornalistas ‘tipo-Varela’ como forma de justificar totalmente o atraso pontual actual, também não aceitamos de todo que tentem branquear e desvalorizar os erros arbitrais que redundaram em prejuízo (directo e indirecto) do Benfica.

Até ao momento, em 21 jogos o Benfica regista 17 vitórias e 4 derrotas, das quais 2 foram normais (Choupana e Dragão), enquanto os 50% restantes resultaram de arbitragens escandalosas que sonegaram 6 pontos aos encarnados, situação reconhecida por uma grande maioria, excepção feita aos anti-benfiquistas e a alguns dos expoentes ligados à arbitragem, como sejam Jorge Coroado ou o impagável Luis Guilherme da APAF.

Se adicionarmos esses 6 pontos e nem sequer considerarmos os benefícios que o FCPorto obteve nesse capítulo, teríamos neste momento uma desvantagem pontual de 5 pontos (com o Benfica com menos 1 jogo), o que significaria que estaria tudo em aberto, ainda com um jogo a disputar na Luz entre os dois candidatos.

Já tínhamos notado que Varela alinha no clube dos anti-Jesus (bela parelha essa Bernardo Ribeiro - António Varela), sempre que a ocasião se lhe depara, é comum assestar baterias ou apontar erros ao treinador do Benfica. Mas quando esses erros se banalizam por serem repetitivos –  tipo chewing-gum, a turba desconfia se não existem motivações marginais que justifiquem essa tão grande insistência na crítica destrutiva.

Aproveitar-se de uma acção menos conseguida de Roberto para reavivar as suas divagações sobre a não renovação com Quim não nos parece apropriado, justificável será certamente, mais que não seja porque previsivelmente se percebe que queira propalar os erros de gestão de LFV e seus pares. O nosso antigo guarda-redes cumpriu de uma forma discreta o seu papel com altos e baixos, sendo que nos baixos também foi digno de capa pelo Record, e agora precisa de total tranquilidade para recuperar os índices aconselháveis para voltar de novo à luta pela baliza no regresso ao seu antigo clube.

Seria talvez bom avivar a memória de Varela com Heldon o actual guarda-redes e capitão da equipa do FCPorto que protagonizou mais uma daquelas transferências limpas, transparentes e escorreitas com a marca Pinto da Costa e que segundo o site do seu anterior clube (o Vasco da Gama) terá contado com a conivência daquela personagem leiriense que afirmou no mês passado na altura da sua recandidatura que «sempre pautou a vida pela transparência e pela lealdade» e/ou do empresário Jorge Baidek.

De facto, Helton depois de arrostar com críticas dos próprios quadrantes portistas nas épocas anteriores, só atingiu a titularidade indiscutível esta época, não constando que os seus treinadores tivessem que carregar sozinhos nenhuma cruz. Onde estava Varela que não vimos (nem lemos) tecer considerações sobre o assunto. Pois, isto de ser coerente tem que se lhe diga...

Nem Jorge Jesus, nem a direcção da SAD do Benfica, nem os adeptos necessitam que um qualquer Varela venha com explicações como deveria ter sido feito, até porque como referimos num dos parágrafos anteriores, foram os erros de arbitragem que cavaram o fosso pontual, e se procurar nessa redacção por uma certa Liga da Verdade compreenderá o que dizemos. No entanto, isso não significa que não tenha havido erros, mas não devem ser circunscritos exclusivamente ao guarda-redes por ter falhado, nem ao defesa porque não cortou a jogada, ao médio que não a construiu, ou ao avançado porque não a concretizou. Uma equipa é um todo e não apenas este ou aquele elemento. Estamos entendidos?

Obviamente que Jorge Jesus irá declinar o amável convite à desistência sugerido por Varela. E já agora qual seria a sua sugestão? Apostamos que na sua perspectiva, o ideal seria desistir do campeonato e da Liga Europa onde o FCPorto tem maiores aspirações, certo?

Face a este cenário idílico, somos de opinião que Varela deverá proceder a uma urgente reciclagem e a um descanso activo, sugerindo-lhe as planícies alentejanas como o local ideal para o fazer. Poderá até levar uma bandeirinha do FCPorto (desde que não seja nenhuma das que flutuam na praia de Copacabana) e/ou um símbolo do anti-Benfica, quiçá chegue à elementar conclusão, penso eu de que, este ano essas manobras de diversão não pegam...


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