Votação Anti Todos ao Estádio! Qual Arbitragem? Tesourinhos Artigos de Opinião Disparates Lapidares

Votação Anti Todos ao Estádio! Qual Arbitragem? Seara Alheia Tesourinhos Artigos de Opinião Disparates Lapidares


Outros Canais Anti-Benfiquismo Disparates Lapidares Artigos de Opinião
 
Comentários a Artigos

Sobranceria
Alberto do Rosário, jornal Record
6 de Abril de 2011



Depois da capa sui generis de hoje e de algumas notícias próprias de uma qualquer hecatombe que vem sendo fabricada desde o início trôpego da Liga, o facto de Alexandre Pais dar voz a um tal de Alberto do Rosário é coisa de somenos.

Se por um lado é certo que essa coragem selectiva, apenas se torna possível porque jamais o Benfica teve promiscuidades com António Tavares-Teles e no inverso Senhores como Carlos Pinhão entre muitos outros foram aviados por terem a coragem de dizerem as verdades, não deixa de ser triste constatar a falta de nível de alguns escribas em geral e do jornal Record em particular. Faz parte daquela verdade a que temos direito tão intensamente perseguida pelo director Pais.

Contrariamente a outros, o Benfica sempre foi um clube aberto, e continua a sê-lo, pese embora como se deva compreender ainda que não se faça grande esforço para isso, seja capaz de gerar os anti-corpos necessários para eliminar certos tipos de jornalismo rasca.

As relações entre o Benfica e Record azedaram a partir do momento que o jornal se prestou a teorias descabidas que de uma forma ou de outra, afectaram o bem estar da nação benfiquista e pouco contribuiram para os devidos esclarecimentos da opinião pública. A prática continuada de teorias especulativas e sensacionalistas que como sabemos continuam a fazer as delícias de algumas mentes paradas no tempo.

Algo que os adversários, ou inimigos caso eles prefiram, ainda não compreenderam, é que a sobranceria benfiquista não assenta única e exclusivamente no clube que o Benfica foi na década de 60, nas vitórias, ou na glória.

A sobranceria benfiquista traz-nos um Benfica pioneiro, dando luz e empreendendo medidas inovadoras como fundos de jogadores e televisões, entre muitas outras que, após o desdenho adversário, lá seguem as pisadas. A sobranceria benfiquista chega através de uma consciência social, pela voz e engenho de projectos sociais de envergadura protagonizados pela Fundação Benfica, que ainda recentemente contribuiram para o conforto de alguns madeirenses e haitianos, para além dos protocolos que sucessivamente vêm sendo assinados e que servem centenas e centenas de crianças de zonas problemáticas e carenciadas.

A sobranceria benfiquista não se deve à obsessão pelas vitórias, mas ao facto de quando ganharmos sermos capazes de o fazer sozinhos, por todo o mundo e por aí perceber a verdadeira dimensão mundial da maior Instituição portuguesa.

A sobranceria benfiquista parte de uma democraticidade entre os adeptos que os faz pensar pela sua própria cabeça, que condena veementemente e faz corar de vergonha o universo encarnado por as luzes do Estádio da Luz terem sido apagadas após o términus do jogo, críticas que seriam impensáveis no clube monolítico como aliás tivemos sucessivos exemplos ainda no passado recente e se quisermos ser ainda mais actuais, com a reincidência de ontem na Casa do Benfica de Gondomar. A sobranceria benfiquista não parte de líderes cooptados há 30 anos, que quão imperadores tudo o que dizem é palavra de lei em alguns lugares.

A sobranceria benfiquista é entristecermos nas derrotas, mas nos pouparmos a humilhações de ver o clube envolto em corrupção e episódios obscuros nos últimos 30 anos, sistemáticos e previsíveis.

A sobranceria benfiquista é celebrar vitórias genuinamente, sem mas ou meio mas, são elas vitórias claras e inequívocas de quem apenas foi melhor e não precisa de tratamento especial, de ajudas, de controlar Arbitragem e a Disciplina ou oferecer bilhetes a juizes ou viagens a árbitros como forma de perpetuar uma qualquer hegemonia.

A sobranceria benfiquista permite que a comitiva do FC Porto se passeie antes de um Clássico em Lisboa e no Parque Eduardo VII numa Liga inquinada, enquanto que os seus atletas um ano antes numa Liga transparente foram vaiados, apedrejados e por pouco não ficaram cegos.

A sobranceria benfiquista não exige especial tratamento jornalístico e que os profissionais da comunicação social nos tratem com mordomias porque as nossas susceptibilidades são sensíveis à medida da nossa mania da perseguição e pequenez.

A sobranceria benfiquista não reclama exclusividade no Marquês como se fez o ano passado nos Aliados, a sobranceria benfiquista se subjuga alguém fá-lo involuntariamente pela própria grandeza do clube, e não premeditadamente.

A sobranceria benfiquista consiste em ganhar contra todos e festejar sem ser contra ninguém, sem obsessões de espalhar o caos pelos adversários à luz de vantagens indirectas.

É algo único e incompreensível para terceiros, termos sobrevivido à maior crise da história de um grande em Portugal e sem grandes vitórias ainda sermos maiores. Contra tudo e contra todos reerguemos o clube e sabemos defender-nos de estratégias de conspiração como o artigo trauliteiro deste Alberto, e ainda lhe damos o devido desconto por não enxergar o suficiente e ver que a cassete dos últimos 30 anos é dele e de quem ele se presta.

Que fique assente que é preciso mais, mas muito mais do que este «desunir para reinar» made in Pedroto para aumentar celeuma sobre esta direcção. Porque não um «Apito Encarnado» quando há novelistas deste calibre no jornal Record?



Social Networks Artigo Original I | II | Comentários | Página Anterior Bookmark and Share  







Artigo Opinião
Siga-nos no:
Siga-nos no Twitter
Siga-nos no Facebook
RSS


   
Web Design & SEO by ViviDelux