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O cheiro a esturro
Daniel Oliveira, jornal Record
5 de Agosto de 2011





O cheiro a esturro ou a outra coisa qualquer está perfeitamente ao alcance de qualquer nariz desde que dotado de bom olfacto. O problema é quando o nariz fareja algo irreal que a mente cansada de banalidades sem alcance mediático lhe transmite.

O ex-director de futebol do Sporting-Costinha queixou-se repetidamente que o Sporting não poderia competir com o FC Porto e o Benfica porque não tinha hipóteses financeiras para o fazer. Algum tempo depois de ter abandonado o Sporting e perante as infindáveis contratações levadas a cabo pela nova direcção leonina, desabafou que de repente começou a haver dinheiro para tudo.  

Se fossemos alinhar pela maledicência de tantas mentes que andam por aí, diríamos, por exemplo, que era estranho e que nos estava a cheirar a esturro. Que não acreditávamos que de repente surgissem vários milhões para contratar tanta e tão dispendiosa gente.

Se enveredásse-mos pela inveja doentia de algumas mentes empedernidas, consideraríamos estranho que um Vice-Presidente leonino afirmasse que para o ano os adversários do Sporting seriam o Barcelona e o Real Madrid o que implicaria uma tremenda pujança financeira. E sabe-se que até ao momento, não foi descoberto nenhum poço de petróleo em Alvalade. Outros exemplos poderiam ainda ser dados.

Mas recusamo-nos a ir por aí e a alimentar boatos ou polémicas escusadas sobre factos que não são da nossa conta e sobre os quais entendemos que são actos de gestão legítimos de uma direcção que só terá que dar contas às entidades competentes, aos accionistas da SAD, aos sócios e simpatizantes leoninos, e em geral ao mercado.

Da FC Porto SAD então nem sequer vale a pena falar, porque todos os minimamente interessados têm acompanhado a imensa variedade de negócios fabulosos em que os dirigentes da SAD portista se têm empenhado especialmente nos últimos tempos.

Sobre uns e outros, as entidades fiscalizadoras, a maioria dos opinadores e a esmagadora maioria da imprensa têm optando por achar todos os negócios dentro da maior normalidade, não tendo havido qualquer dúvida ou qualquer cheiro a esturro. Recordamos que em ambos os casos a gestão de todo esse tipo de negócios é feito por sociedades cotadas em bolsa, logo devendo pautar-se pela mais estricta legalidade.

Já no caso no Benfica que como sociedade desportiva está inserida nos mesmos parâmetros, parece haver algo diferente que se torna necessário clarificar, pois levanta-se sempre um clamor público em qualquer situação em que intervenha. E só há suas possíveis explicações; ou as operações não são feitas de harmonia com as normas vigentes (apesar de não haver offshores envolvidas) , ou então porque a dimensão dos encarnados cria um complexo de insegurança nos adeptos rivais que os leva a lançar o tal cheiro a esturro.

O primeiro caso parece não ser, porque todas as operações são comunicadas ao regulador e este tem ficado satisfeito com as explicações. Resta-nos pois o segundo que parece o mais adequado às circunstâncias. Quando alguém expressa dúvidas, desconfia, cheira-lhe a esturro ou diz que não acredita, ou ainda deixa no ar a pairar a tal dúvida cirúrgicamente calculada quando vem para a imprensa dissertar sobre o assunto, devia estar estribado em algo minimamente sólido e credível. Não é isso infelizmente aquilo que se tem passado.

Ainda sobre Roberto, de entre a diversidade de opiniões, bocas, dizeres, comentários ou o tão em voga tretas, não ouvimos ou lemos um único que se apoie em qualquer facto substantivo. Todos alinham pelo mesmo diapasão da estranheza, da dúvida, do boato, do diz que diz-se, o que nos leva a concluir sem necessidade de fazer qualquer esforço, que o objectivo não é legítimo e muito menos coerente, mas apenas e só o de lançar a insídia, denegrir, desestabilizar e manter permanentemente debaixo de fogo o Benfica no seu todo para evitar a prossecução normal dos objectivos traçados.

Que algumas pessoas e pasquins se empenhem nessa cruzada infiel, percebemos claramente pois essa é uma das componentes do Sistema. Mas que pessoas com outra dimensão intelectual ou instituições que deveriam ser impermeáveis a boatos e ao clamor público acabem por ceder à romaria é que é deveras surpreendente.

O problema verdadeiro para todo esse tipo de gente é o de que os factos não passam a ser mutáveis apenas porque assim o querem e desejam. Poderemos então terminar citando uma frase bíblica: «Perdoai-lhes Senhor, que não sabem o que fazem!»   



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