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Reflexos da vitória do Benfica
Bernardo Ribeiro, jornal Record
3 de Fevereiro de 2011


Para não destoar da linha de raciocínio seguida pelos vários opinadores a seguir às vitórias do FCPorto na Supertaça e na 10ª jornada da Liga (especialmente esta última), diríamos que a vitória de ontem do Benfica no Dragão, poderá vir a deixar marcas antagónicas nos dois contendores.

Tal como as duas vitórias anteriores dos portistas, a do Benfica foi clara, indiscutida e indiscutível. Em todas as vezes a equipa vencida nem sequer pode alegar que os erros dos árbitros influenciaram o resultado final sendo que, mesmo assim, a vivência portuguesa não abdica de formular sempre queixumes.

Sendo uma vitória insofismável, a esmagadora maioria dos media não tiveram outro remédio senão constatar o óbvio, escasseando os motivos para as grandes parangonas especulativas, apesar do esforço para que o duelo AVB-JJ redundasse em algo mais substantivo. Afinal, e pelo menos na aparência ambos os treinadores souberam estar, depois dos mind-games, à altura do fair-play que deveria caracterizar sempre o desporto e o futebol em particular.

Na análise do pós-jogo, o sub-director do Record - Bernardo Ribeiro (BR) emitiu a sua opinião evocando um mito que terá porventura existido de que a equipa de Villas-Boas teria duas equipas para as ocasiões. Talvez por andarmos distraídos nunca nos tínhamos apercebido disso. Mas se ele o diz...

Aliás, não nos parece que alguma equipa no mundo as tenha. Poderá este ou aquele clube melhor apetrechado dar essa sensação em determinados jogos, mas nos jogos mais exigentes, nota-se fatalmente a diferença. Por alguma razão uns são mais titulares do que outros.

A imagem consagrada do treinador besta e bestial e vice-versa, é sempre actual. Se perde enquadra-se no primeiro lote, mas se ganha muito rapidamente passa a engrossar o segundo.

J.J. não é excepção, pois ainda não há muito tempo, para vários jornalistas, opinadores, adeptos e mesmo de pessoas que por força das suas responsabilidades deveriam ter mais lucidez de análise, mais ponderação e melhor discernimento, todos tentaram fazer passar a ideia de que J.J. seria um produto descartável, esquecendo-se que era justamente a mesma pessoa e o mesmo treinador que tinha posto a equipa a jogar um futebol de excelência e tinha vencido o campeonato, o que já não ocorria há 5 anos.

Infelizmente isso faz parte da nossa cultura futebolística em que o que conta são as emoções do momento e não a razoabilidade de acções sustentadas, as únicas efectivamente duradoras e estabilizadoras, aparte os acidentes de percurso que fatalmente surgem pelo caminho. Vive-se de mais os aspectos conjunturais em detrimento dos estruturais. Acontece a todos.

As interrogações de BR sobre as repercussões que o jogo de ontem trará na carreira das duas equipas, em particular na Liga, são legítimas e impossíveis de prever, pelo que o melhor será mesmo esperar. No entanto, não é difícil conjecturar que será um bom lenitivo para o Benfica enquanto não deixará de causar mossa nas hostes portistas que depois de serem eliminados na Taça da Liga estão na eminência de ser eliminados na Taça de Portugal, a prova-rainha do futebol português e em que depositavam fundadas esperanças, devendo recordar-se a propósito as declarações de AVB que afirmou que o FCPorto queria ser o 1º clube a vencer a prova três vezes consecutivas.

De todas as análises a que BR se devotou sobre o jogo, só estranhámos que não tivesse comentado, já não dizemos no mesmo tom, mas chamando a atenção para o facto de haver bluff (aliás legítimo) de AVB ao convocar Radamel Falcão para o jogo de ontem, quando se sabia que não estava em perfeitas condições para o fazer e por isso foi relegado para a bancada.

É que, em idênticas circunstâncias, BR escreveu no próprio dia do jogo do Benfica-FCPorto: «(...) ainda que Jorge Jesus tenha escondido Ramires e Aimar, para tentar enganar não se sabe bem quem, facto logo denunciado por Jesualdo Ferreira, que como Manuel Machado tem pouca pachorra para um certo tipo de tácticas rasteiras».

Depois do seu abençoado silêncio contíguo à antecipação do FC Porto - Nacional, algo que não tivémos o previlégio na época passada a respeito da que designou de ser «estratégia de antecipar jornadas» no caso do Benfica, agora isto, de facto conduz-nos à ideia que cumpre irrepreensivelmente o seu código deontológico...

Como estamos em crer que BR não é uma pessoa incoerente, como aliás acusa de ser Luís Filipe Vieira, só nos restam duas hipóteses: ou gosta de ter espírito de contradição, ou então foi afectado por algum lapso momentâneo de memória porque senão não o teria feito.

Acontece a qualquer um...


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