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Generalidades
Bernardo Ribeiro, jornal Record
3 de Abril de 2011



Prova que Bernardo Ribeiro (BR) convive sobejamente melhor com os êxitos do FC Porto do que com os do Benfica, relembramo-nos que ainda em Abril de 2010 assistíamos às suas teses do «título encarnado cair que nem ginjas», após «investimentos de risco», de «Rui Costa não ser reconhecido pela estrutura», «Jorge Jesus ser arrogante» e, como não podiam deixar de faltar, as diligentes incursões no caso H&S, no qual BR tomou a posição dos azuis e brancos, como não podia deixar de ser.

BR é um verdadeiro exemplo do que é ser anti-benfiquista, daqueles que assistiu com regozijo à época sofrida por via dos condicionalismos de início de época, para ele os árbitros são apenas incompetentes e erram para ambos os lados sem distinções, as arbitragens relativas às visitas do Benfica a Guimarães e a Braga foram apenas «normais» e a culpa foi mesmo dos «frangos do Roberto» e de quem o contratou.

Com o discurso negativista em torno do Benfica sempre presente, o que por sinal embevece o universo azul esverdeado que não convive sem os ataques ao encarnado, não sendo crime é contudo caricato como se coloca em bicos de pés, numa posição de suposta imparcialidade.

Não satisfeito com as teorias balofas e sem substância de ontem, BR faz hoje nova incursão às ‘batalhas’ e ‘guerras’ FCPorto-Benfica e vice-versa para constatar aquilo que ainda ninguém tinha constatado: que a esmagadora maioria dos jogadores de futebol não sentem a camisola, e são escassos os dirigentes que estão lá por ‘amor ao clube’. E nós acrescentaríamos: e jornalistas que não estão à altura da sua profissão.

Mais vale tarde do que nunca a assimilação dessas teses. Mas para que toda a gente percebesse o que afinal pensa BR, era absolutamente imprescindível que não se ficasse por generalidades com as quais até pode haver uma maioria de leitores que possa concordar de tão óbvias que são, mas ir ao âmago da questão, perceber quando se iniciaram as hostilidades, quem as começou, quais as razões que as determinaram, quais as motivações subjacentes, quais os objectivos perseguidos, se tinham ou não mais alguma coisa para além da hegemonia futebolística, etc, etc.

A descodificação de tudo isso, um trabalho profundo de investigação jornalística que até não é difícil tal a abundância das provas documentais que a poderiam suportar, seria fundamental para se perceber em toda a sua extensão porque se chegou a este estado permanente em que se sente a violência quer física quer verbal a pairar no ar. Ontem já desenvolvemos a nossa teoria sobre o assunto e hoje até lhe damos uma pista: qual teria sido a razão determinativa que levou ao afastamento e ao términus da amizade que existia entre os presidentes dos dois clubes desavindos? Isso é público...

O que reafirmaremos quantas vezes forem necessárias, é que não permitiremos que BR ou alguém tente branquear situações e ocorrências e queira situar os dois clubes em pé de igualdade quanto ao desencadear da violência ou do estado permanente de crispação, como se fosse possível passar por cima e esquecer todo um passado de mais de um quarto de século em que ficaram gravados todos os actos e todas as situações que apontam sem sombra de dúvida para o FCPorto do Pinto-Maior como a tendo iniciado e continuado, detendo por isso a parte do leão na matéria.

Como é possível partir para análises do presente, esquecendo todo o passado, ressaltando efeitos mas omitindo causas? Qualquer análise que englobe apenas e só esses pressupostos, está ferida de credibilidade logo à partida. Logo não pode ser levada a sério, porque é parcial, incompleta e redutora.

Para além da óbvia constatação que está à vista de toda a gente, que medidas propõe então BR? Aliás, seria bom que a atribuição das culpas não se circunscrevesse apenas e só, sempre aos mesmos. Que tem feito a esmagadora maioria dos jornalistas e cronistas? Que medidas têm tomado as forças de segurança? Que tem feito o poder político? E o poder judicial que tem deixado arrastar até perder de vista algumas decisões e principalmente tem sobressaído com as suas não decisões ou decisões a roçar o pífio?

Parece evidente que se quem de direito cumprisse as suas obrigações e os seus deveres e adoptasse atitudes consentâneas com o Estado de Direito onde era suposto vivermos, que nunca se teria chegado ao estado de degradação colectiva actual.

Foram todas estas razões e toda esta inércia e demissão de responsabilidades que cria interrogações sérias sobre o que poderá acontecer de negativo ao futebol e particularmente nos jogos que envolvam o FCPorto e o Benfica.

Todos somos culpados e é bom que saibamos assumir as nossas responsabilidades, a começar por aqueles que bem ou mal têm por missão comunicar com a massa anónima de cidadãos. Que ninguém agora queira por-se de fora como se nada fosse com eles e adoptem o discurso miserabilista de que a culpa é sempre dos outros.

Ganhar o futebol? Sim, mas como se ninguém o defende?


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