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Transmissões televisivas - O Benfica e os outros
Pedro Guerreiro, jornal Record
30 de Junho de 2011




As recentes notícias vindas a público de que o Benfica estaria a negociar com o empresário Miguel Pais do Amaral da Media Capital detentora da TVI as transmissões televisivas, e que em cima da mesa estaria uma proposta de 150 milhões por 5 épocas parece ter causado espanto em alguns economistas que a rotularam de verdadeira loucura, o que francamente não percebemos dado que desde o início que os responsáveis do Benfica têm apontado para uma verba que não deveria ser inferior a 30 milhões por época.

Curiosamente quando a Olivedesportos a partir do nada (e aí chapeau para o seu presidente) começou a construir o seu império de milhões contando com a generosidade dos bancos, não foram evocados cortes ou recusas de concessão de crédito às PME’s. Aliás, sempre que se perspectiva um negócio de maior envergadura, lá vem sempre alguém aparentado com o sistema referir as PME’s como as grandes vítimas. A sua realidade que não ignoramos por um momento sequer e a que somos naturalmente sensíveis, é de outra natureza e aí entram  aspectos de ordem política que os governos se esforçam por ignorar.

Outro dos aspectos que parece não sensibilizar algumas mentes portuguesas tem a ver com a desproporcionalidade com que o assunto versado é tratado comparativamente a clubes de outros países e em particular da vizinha Espanha que por vezes nos últimos tempos foi ameaçada de receber a visita da ditadora troika.

Mas Portugal há-de ser sempre um país sui-generis em que por exemplo nos preparamos agora para assistirmos ao momento histórico de ultrapassagem pela direita da Troika pelo novo governo, o que indicia uma preocupação latente nos espíritos daqueles que entendem sempre o negócio com emoção e sendo assim, para não ferir susceptibilidades, o melhor é mantermos o nivelamento por baixo, até porque a Olivedesportos foi no passado a banqueira dos clubes...

Quando há algum tempo o ex-sócio da Olivedesportos-António Oliveira, num entrevista referiu que a empresa tinha engessado todos os clubes inclusivamente o Benfica, a ideia que perspassou na mente de alguns foi a de que o mercado não era livre, pois neste capítulo específico as regras eram ditadas pela Olivedesportos. Mas apesar da magistratura da influência que a empresa tem exercido e da sua importante intervenção no Benfica no passado (é preciso não esquecê-lo), a partir de finais da década de 90 por um conjunto alargado de razões, a Olivedesportos não é nada popular junto da esmagadora maioria da massa adepta dos encarnados.

Temos notado uma intensa campanha surda de pressão para que o Benfica não quebre o vínculo com a Olivedesportos que tem vindo a usar toda a sua influência e recursos para continuar com o Benfica amarrado dada a sua importância. Não pode ser criticada por isso, porque essa actuação faz parte da sua estratégia de pressão para a manutenção do negócio que lhe tem rendido chorudos proventos.

Daí que não seja estranhar que tendo o Benfica dado indicações ao mercado que estaria receptivo a ouvir outras propostas, tenham aparecido diversos interessados sabendo à partida qual o preço base do negócio. Vários já foram falados sendo o último o empresário Pais do Amaral, estranhando-se apenas (ou melhor percebendo-se o porquê), que tenham escapado para a opinião pública pormenores do negócio antes de qualquer consenso ou conclusão.

Sendo que o mercado tem uma ideia aproximada da forma como Miguel Pais do Amaral tem gerido os seus negócios  (como experiente empresário e sem qualquer emoção) como aliás Pedro Guerreiro o refere, não se percebe o seu espanto pelo montante da proposta. Não é líquido que o Benfica gera globalmente audiências que duplicam as do FCPorto e Sporting? Então onde está a estranheza?

O Benfica definiu um determinado price-target, a parte empresarial certamente terá feito as contas de retorno e terá concluido que o negócio poderia vir a ser uma possibilidade viável. Mesmo numa altura em que existe a tendência  para racionalizar tudo numa lógica economicista de país terceiro-mundista, continuamos a não perceber o epíteto de loucura.

Será que o mercado está louco? Ou os negócios têm que se fazer com outras regras, em particular todos os de montante significativo embora privados, passarão a estar sujeitos ao crivo da Troika? Ou será que vai deixar de haver publicidade para só haver propaganda?

Há mesmo muita gente que sabe mas não compreende a dimensão ímpar dos encarnados e capacidade que os mesmos têm em gerar audiências...



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