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Pilares da desestabilização
Eugénio Queirós, jornal Record
2 de Outubro de 2011




Todos sabemos que há muito que o futebol portoguês tem sido congeminado e a jogar-se essencialmente fora das quatro linhas, derivando depois para os relvados quando o trabalho de sapa está feito e intensamente preparado fora deles. É justamente aí que tem residido um dos segredos do FC Porto de Pinto da Costa.

O êxito retumbante dessa estratégia não aconselhava a qualquer tipo de mudança (apenas a updates) pois é dos livros que em equipa que ganha não se mexe. Mas a sua repetição sistemática, aliada ao despertar de várias consciências e ao imenso mundo que se abriu com as novas tecnologias de informação, veio a tornar gradualmente démodé, a insistência no mesmo tipo de expedientes.

A fina ironia tem vindo a evoluir em sentido negativo e a perder o seu sentido oportuno, podendo ser comparada ao teatro de revista que fez furor no Parque Mayer antes da revolução de Abril, mas que com o advento da liberdade foi perdendo tempo, actualidade e essencialmente oportunidade, não restando dele mais do que uma longínqua saudade.

Apesar da cada vez maior crispação da sociedade portuguesa fruto das politiquices que nos têm conduzido aceleradamente à miséria sob todos os aspectos, é sintomático que os agentes desportivos e em particular os do futebol tenham felizmente abandonado (resta saber apenas se é duradouro), as guerrinhas que tinham invariavelmente epicentro nas Antas como fazendo parte de um estratégia bem urdida e na qual Pinto da Costa se sentia como peixe na água. Aí, não considerando o Sporting que sempre alinhou activamente ou por omissão ao lado do decano dirigente, será justo reconhecer que os principais dirigentes do Benfica perceberam (finalmente) que o caminho não era por aí, e a capacidade de resposta deveria ser entregue a outras figuras fora desse principal núcleo estratégico.

Percebe-se na perfeição que para a imprensa, sobretudo a mais sensacionalista, a normalidade não constitui notícia. E sem notícias substantivas há marasmo, logo não há vendas. E não havendo vendas a publicidade decresce. Daí que seja facilmente entendível que não havendo factos há que fabricá-los.

Tudo começou com os habituais erros de arbitragem e com a resposta a uma questão formulada por um repórter a Jorge de Jesus. Na circunstância sobre o lance que deu origem à vitória do FC Porto em Guimarães em que J.J. se limitou a dar a sua opinião sobre o lance. Tal bastou para que o nóvel treinador dos azuis e brancos revelando um nervosismo incompreensível e uma necessidade de auto-afirmação, não só não tenha sabido (ou querido) manifestar a sua opinião com elegância e urbanidade, como inclusivamente tenha partido para considerações insultuosas para o carácter do treinador do Benfica sem nenhuma necessidade. Valeu na circunstância e certamente para desgosto de alguns, que J.J. tenha sabido estar à altura de alguém que desempenha funções no Benfica.

Mas a necessidade constante de provocação por parte dos elementos afectos ao FC Porto é irreprimível. Insatisfeito com Jorge Jesus não ter ripostado, não foi preciso esperar muito para ouvir Vitor Pereira pedir balanços à Comissão da Arbitragem. Mas logo no fim-de-semana seguinte em que foi beneficiado... calou-se, à boa moda portista. No último clássico que anormalmente decorreu sem incidentes de monta, Vitor Pereira voltou à carga, com considerações que o catalogam como treinador de clube pequeno. Mais uma vez sem qualquer necessidade, dado que para além dos escribas oficiosos e de meia-dúzia de freteiros, a grande maioria dos analistas coincidiu na análise; o resultado foi justo e a tentativa de fabricação de um caso provocou risos, a começar além fronteiras.

Na contra-resposta, J.J. poderia perfeitamente ter omitido a referência a quem foi o mais medroso, pois a opinião pública assistiu e viu perfeitamente o desenrolar dos acontecimentos tendo por isso uma opinião formada. São puras perdas de tempo que ao fim e ao cabo, apenas dão algum oxigénio a um treinador internamente acossado.

Mas quando ontem LFV se referiu a Vitor Pereira (de uma forma urbana e elogiosa, aliás), alguns órgãos de informação a começar pelo pasquim da verdade a que temos direito, apressaram-se a rotular as suas afirmações como irónicas, como se a ironia fosse uma patente registada por Pinto da Costa. Aliás, quando o mesmo elogiou J.J. num momento conturbado deste (percebendo-se o que estava subjacente), isso foi considerado como um golpe estratégico de rara visão do líder portista.

Hoje mesmo, um tal Eugénio Queirós jornalista do dito pasquim, na linha do que já temos visto a outros freteiros do mesmo tipo, tenta transformar aquilo que é o estado permanente dos dirigentes do FC Porto em relação ao Benfica numa situação ao contrário. Já antes dele outros o fizeram pelo que a sua originalidade é um zero absoluto.

De concreto, os interesses que Queirós representa não concebem que num altura em que no reino do dragão Vitor Pereira é contestado por ser e por não ser, LFV o tenha elogiado, sabendo este por experiência própria que os altos e baixos constituem o dia a dia do futebol em que frequentemente as paixões se sobrepõem à razão.

E, tal como Vitor Pereira num acto de desvario tinha feito a JJ, o jornalista Queirós entra em considerações de carácter pessoal totalmente despropositadas e fora de contexto, como se o presidente do maior clube português num país livre, não pudesse opinar de uma forma (ainda por cima correcta) sobre o treinador de um clube rival.

Eugénio Queirós demonstrou para quem tivesse dúvidas, que afinal  é mais um dos freteiros e porta-vozes da Torre das Antas. Bons tempos em que era apenas do Leixões... Mas que lhe faça bom proveito...





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