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Filosofia da desgraça
Marta Rebelo, jornal Record
2 de Maio de 2011



«As terríveis consequências do pensamento negativo são percebidas muito tarde» - Paulo Freire – Educador.

«Se apenas nos determos nas coisas más, tornamo-nos inúteis» - Jane Goodall – Primatologista.

Para quem como Marta Rebelo (MR) nasceu, cresceu e tem vivido num regime de amplas liberdades concedidas pela generosa democracia que temos, torna-se naturalmente difícil entender o conceito de ditadura e os seus efeitos perversos nos diferentes graus da sociedade. Ouve-se, entende-se, porventura estuda-se, mas...  não se sente.  É como a dor de cabeça da vizinha; percebemos que lhe doa... mas não se sente pois é a ela que a dor afecta.

Entrando pelo caminho da divagação, poderíamos navegar por outros sectores em particular o futebolístico, onde foi implementado um regime ditatorial evolutivo adaptado ao conceito regionalista de uma aparente democracia mas perfeitamente estagnada. Daí o futebol português não ter passado com êxito da pré-primária, ainda que dotado aqui e ali de alunos com mentes brilhantes e que certamente Einstein não desdenharia ter como colegas.

MR desportivamente falando não conheceu outro regime para além da ditadura pintista, em que as actuações dos seus protagonistas que falseiam a verdade desportiva estendendo para o efeito as ramificações aos vários sectores da sociedade civil, são vistas com a maior das normalidades. É por conseguinte fácil de constatar, pois basta ler a subserviente imprensa que temos, que as ditas ramificações são entendidas como genialidades estratégicas enquanto deviam ser condenadas. É a mentalidade do chico-esperto e do safe-se quem puder do pequeno país que temos.

E aqueles que por postura, por teimosia democrática e de luta por um dos mais emblemáticos valores que uma sociedade pode ter – a constante procura e aplicação da verdade – , são corajosamente persistentes e têm o defeito de nunca desistirem desse desiderato, são tidos como intelectualmente diminuídos e glosados pela imensa multidão de mentes mesquinhas, que pululam na sociedade que não deveríamos ter e chafurdam na imensa podridão dos seus próprios dejectos.

Sendo o Homem um animal de hábitos, é no fundo uma questão de adaptação. Se não conhecemos e nem nos esforçamos para perceber a essência e se não dominamos pela experiência, estamos obviamente limitados na discussão e jamais compreenderemos como chegámos a um determinado ponto, mesmo que sejamos intelectualmente mais avançados.

Não entendemos que o passado pode explicar o presente e porventura limitar o futuro, e que a actual realidade tem feito história pelos piores motivos. É a degeneração da própria sociedade em que a memória dos Homens cada vez fica mais curta, e a adopção dos valores foi estabelecida segundo os novos parâmetros de uma sociedade evolutiva mas completamente adulterada.

E nem o sistemático afastamento do pelotão da Europa, já não dizemos da vanguarda porque isso seria pura utopia, com atitudes próprias de um reaccionarismo primário e de um regresso ao passado do ‘orgulhosamente sós’, parece preocupar algumas mentes intelectualmente desenvolvidas como será o caso de MR, pois o seu conjunto de atitudes que seriam desculpáveis se não fossem recorrentes, parece indiciar um ponto sem retorno e quiçá sem esperança.

Perfilhando a tese com fundo de verdade que ‘uma equipa joga o que a outra a deixa jogar’, comungaríamos do seu não disfarçado desencanto se o terreno de jogo tivesse as condições ideais e se os Salomões dos nossos dias aplicassem os princípios igualitários de justiça, por uma forma que nenhum clube ou nenhum cidadão pudesse pôr em causa o seu conceito e a sua aplicação.

Não é isso que se passa como parece por vezes olvidar. Tentar baixar o nível da discussão e pretender transmitir a toda estrutura benfiquista o estado de depressão futebolística em que parece encontrar-se, não parece ser o melhor remédio para curar ou pelo menos atenuar, o mal congénito que parece afectá-la de uma forma permanente.

Insistir na tese do jornal A Bola e prontamente desmentida pelo Benfica de que LFV terá ido a Madrid negociar Coentrão por 30 milhões, configura uma situação demasiado complexa para ser apreciada de ânimo leve. Porque das duas uma; Ou MR tem informações previlegiadas que confirmam a notícia daquele diário desportivo e isso empurraria o assunto para dimensões inimagináveis e arrastaria o poder executivo da SAD para o descrédito, ou a sua insistência no assunto é uma falsidade e aí será o resvalar definitivo para o abismo da mentira e da especulação de uma cronista que, mesmo tendo em conta que escreve no Record, deveria ser indiscutivelmente mais ponderada nas opiniões e nas análises, sem que isso queira de algum modo significar o cercear da sua independência de espírito ou da liberdade da palavra.

Por isso mesmo...




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