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Amizades Pintistas
Vitor Pinto, jornal Record
2 de Janeiro de 2011

Como é bom um homónimo poder sempre escrever sobre outro. É prático, é reverente, é assumido e propagandista. As sinergias devem ser potenciadas e desenvolvidas, mesmo que isso aconteça exaustivamente em todas as ocasiões. Dizem os livros que se repetirmos mil vezes a mesma patranha e a mesma tese, é seguro que em termos percentuais a capacidade de retenção se aproxima dos 10%. Como já dura há vários anos, descontando as necessárias rebajas, digamos que rondará sensivelmente metade. Não é nada mau!

Não podemos negar que o acompanhante diário do FCPorto do jornal Record, Vitor Pinto tem o condão de amenizar a vil tristeza a que está condenado o futebol portoguês. Tem uma forma divertida de exprimir-se bajulando, sendo a nossa única dúvida se o faz enquanto extensão da Torre das Antas, se como mero simpatizante do clube portista. Como jornalista freteiro não o é de certeza, porque isso jamais o director Pais lhe permitiria!

Dando ares de ter uma ligação directa à mente do grande timoneiro, Pinto (Vitor), escreve que ‘Nunca ouvi Pinto da Costa dizer mal de Jorge Jesus’. Por acaso hoje por ser o primeiro dia útil do Record no novo ano, até não era para lermos a sua crónicazinha. Mas aquela frase, que por acaso dá início ao texto despertou-nos a curiosidade, na esperança que por já não nos encontrarmos no ano velho teríamos enfim progresso, sabemos lá, coisas novas!

Não, não e não! É justo realçar que Pinto (Vitor) manteve a coerência o que só o dignifica... aos olhos dos portistas o que, convenhamos que sendo eventualmente muito para ele, não o é para a opinião pública não portista. E isso como está provado é a esmagadora maioria, o que de algum modo pode vir a prejudicar os projectos expansionistas e hegemónicos do director Pais...

Nós que lutamos de uma forma árdua e permanente para nos livrarmos do ferrete da ignorância futebolística, que desconhecemos os bastidores e os corredores onde diariamente se combinam notícias e prepararam cachas, e apenas exprimimos o escasso saber da nossa consciência, gostaríamos humildemente de obter de Pinto (Vitor), respostas a três temas essenciais por si focados para nosso cabal esclarecimento:

a)  Diz ele que nunca ouviu Pinto da Costa dizer mal de Jorge Jesus. Mas será que ele, alguma vez, ouviu dizer o contrário?  Não? Então porquê o assunto ter sido chamado à colação? Se está recordado, quando o mensageiro Villas-Boas a seguir à derrota do Benfica no Dragão a mando, anunciou a boa-nova bajulatória não houve qualquer reacção.Agora Jorge Jesus limitou-se a responder ao mesmo nível da intenção de Pinto da Costa. Com educação e sem demagogias;

b)  Se Jesus é tudo o que Pinto da Costa mandou dizer e disse, os elogios seria a assumpção clara do seu próprio fracasso ao não ter contratado o treinador. Mas como é evidente, o líder portista nunca cometeria um erro tão elementar. Se teve antes a possibilidade de o fazere não o fez, foi porque nessa altura razões ponderosas o levaram a optar por outro caminho. Admitindo por mera hipótese académica que ele concluiu que Jesus was the one, quando este estava na mó de cima porque não apareceram os elogios? Para não espantar a caça que iria abrir a seguir?;

c) Directamente ligada à questão anterior, temos a tentativa divisionista. Uma expressão característica do PREC que Pinto (Vitor) não viveu e como tal terá uma mera noção vaga do seu significado. Será que o esforço insano e a estratégia preparada para provocar a discussão, uma das poucas formas que os portistas têm para permanecer na ribalta do falatório da opinião pública, não se estatelam na parede da indiferença com que os benfiquistas já encaram estes ‘fait-divers’ de Pinto da Costa?

Mas nem tudo ficou perdido. Se Pinto (Vitor) tem boa memória, recordar-se-á que quando Jorge Jesus e Pinto da Costa se encontraram acidentalmente e se cumprimentaram num acontecimento mundano do desporto, a comunicação social fez eco que se fosse o contrário, tal não seria possível, porque jamais Pinto da Costa autorizaria que um seu treinador se encontrasse face-to-face com o presidente do Benfica.

Esta, é basicamente a diferença entre um clube mais aberto (o FCPorto) e outro mais fechado (o Benfica), no dizer sempre sapiente do inefável Bernardo Ribeiro.

Em suma, ainda que com meses de atraso cumpriram-se os desejos do diário do director Pais. Só que com uma nuance completamente diferente: é que os benfiquistas estão a divertir-se mais do que nunca com estes factos criados pela mente imaginativa de Pinto da Costa, devidamente ampliada por alguma comunicação social...


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