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Opiniões...
Nuno Farinha, jornal Record
2 de Janeiro de 2011

Estávamos a assistir à entrevista de Jorge Jesus e por nós perpassou a ideia de que iria haver meia-dúzia de iluminados, uns porque fosse qualquer fosse a matéria versada e outros por dificuldades interpretativas, iriam comentar da habitual forma destrutiva opiniões que não são mais do que isso mesmo – opiniões. Não constituiu por isso qualquer surpresa que um dos adjuntos do diário do director Pais – Nuno Farinha, o tivesse feito da única forma que sabe – a da política da terra queimada para papalvo ler...

Parece agora comum ouvir dizer-se e ver-se escrito que Jorge Jesus está mais ponderado e moderado nas declarações que produz. Circulam nos habituais corredores jornaleiros duas versões que se interligam: a primeira refere que isso acontece porque perante a carreira do Benfica, Jorge Jesus não teve outro remédio senão fazer marcha-atrás, enquanto outros (influenciados pelas opiniões sopradas a partir da Torre das Antas), se inclinam que terão sido dirigentes do Benfica a aconselhá-lo.

Sabe-se por natureza que seja qual for o sector da vida a que façamos referência, os seus protagonistas emitem opiniões, formulam juizos e exprimem convicções.

Desde que o façam com educação, urbanidade e elevação necessárias, não nos parece que daí venha mal ao mundo. São passíveis de crítica? É claro que sim. Mas essa crítica deve ser clara, objectiva e isenta, sob pena de quem a lê a interpretar como uma forma incorrecta e leviana, e de ser destinada a fomentar tricas propícias ao aumento das tiragens e ao aproveitamento por terceiros.

Jesus, apesar de estar a falar para órgãos de comunicação do próprio clube e poder por isso ter ido muito mais além naquilo que se costuma designar por críticas corrosivas foi, do nosso ponto de vista, equilibrado e sensato nas análises. Repetiu o que tinha já dito anteriormente de uma forma ponderada, pelo que não disse nada de novo. Apenas pormenorizou certos detalhes e fundamentalmente exprimiu convicções pessoais, sujeitas a correcções no futuro porque ninguém que saibamos tem uma varinha de condão ou está ao alcance de um Nostradamus no capítulo das profecias. 

O que se estranha é a forma comparativa de análise e já agora de tratamento, de outras situações análogas cuja interpretação foi assaz diferente e isso, percebendo claramente o porquê, gostaríamos que os seus autores explicitassem melhor publicamente os critérios que os levaram a divergir nas opiniões de temas demasiado similares.

Não é segredo para ninguém, que certa imprensa se pauta por simpatias, clubistas e/ou de pessoas. Também entendemos que uma novidade (sobretudo se arrastar consigo teatralidades e boçalidades do passado mas adaptadas ao mundo de hoje), é sempre muito mais atractiva e tem sempre prioridade em fazer a notícia.

E aí está o verdadeiro busílis da questão: então se esse alguém em gestos e actos que chamem a atenção dos media tentando quiçá imitar alguém que por ser o percursor dos ditos é inimitável, se exprime de uma maneira espalhafatosa e teatral, faz afirmações peremptórias que a seguir desmente categoricamente com um coro reverencial de aplausos como se fosse algo inimaginável, porquê então assumir uma atitude exactamente ao contrário quando outro alguém, de uma forma calma se limita a exprimir convicções que tal como no primeiro caso encerram uma significativa dose de falibilidade?

Não sendo a inteligência mesurável, é natural que a expressão ultrapasse critérios pouco prudentes, porque o facto de podermos ter acesso a meios comunicacionais, se por um lado nos garante liberdade até para entrar em divagações, por outro pode voltar-se contra nós próprios ao denunciarmos posições pessoais e formas de comportamento que tendem a resvalar para situações parcialistas, quando o deveriam ser de independência e isenção. É isso que é exigível a um profissional de um jornal que se preze e respeite a sua profissão.

Isto porque não deverá ser ignorada em nenhuma circunstância a volatalidade do futebol que faz dos heróis de hoje os réus de amanhã e vice-versa. Talvez por isso, se justificasse que Farinha tivesse sido mais prudente em análises que, apesar de poderem ser exprimidas com toda a liberdade, excederam largamente critérios imparciais e objectivos, no tempo e no modo.

Mas a isso já Farinha nos habituou!



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